O Príncipe e A Plebéia
12 Capítulo 12
- Fala filha. Que favor é esse?
- É... — Hesitei quando vi a Dona Samantha chegando.
- Fala filha. — Minha mãe insistiu.
- Hum. — Eu tentei falar, mas eu estava muito apreensiva com a conversa da Lola e a sua mãe.
- Alex? Você está aí? — Minha mãe chamou minha atenção novamente.
- Posso levar a Lola comigo? — Disse por fim.
- O quê? Alex, você ficou doida?- Ela gritou.
- Ah mãe, por favor! Eu não conheço ninguém aí, a Lola podia ir comigo.
- Não Alex. Ah, eu sabia que aí tinha alguma coisa.
- Mas, Por que não?
- Alex, você sabe como os pais da Lola são, eles nunca vão deixar a filha deles "viajar" sozinha, ainda mais pra Londres.
- Eu sei, mas... — Eu fiquei em silêncio quando a mãe Lola chegou.
- Ela quer falar com a sua mãe. — Cochichou. Pronto, agora ferrou.
- Mãe, a Dona Samantha quer falar com a senhora.
- Viu só? — Nem ouvi o resto do que minha mãe falou e entreguei logo o celular pra dona Samantha.
- Alô. Elaine? — Disse se afastando de nós. Lola estava apreensiva e eu também. Por que o Nate teve que por essa ideia na minha cabeça? Tudo bem, eu devia ter dito não. Mas, a verdade é que eu já estava pensando nisso desde que a minha mãe falou essa história da viagem. Mas essa ideia adormeceu, até o Nate dizer se eu podia trazer uma amiga. Será que ele também está interessado na Lola? Ou será que é pra apresentá-la a algum amigo dele? Eu estava pensativa
Eu despertei dos meus pensamentos quando a Dona Samantha chegou e me deu o telefone. Ela nos fitou séria.
- Vou conversar com seu pai. — Disse se dirigindo pra cozinha.
- Amiga, já era. — Lola disse cabisbaixa.
- Por quê?
- Por quê? Ainda pergunta? Ela disse que vai conversar com o meu pai. Alô? Eu já te contei que o meu pai é um verdadeiro ditador? — Eu sorri com o exagero dela. Tá, o Seu Evandro é meio severo às vezes, mas ele é bem descolado. Eu tentei animá-la:
- Calma amiga, se a sua mãe disser que você vai comigo e com a minha mãe, é vai deixar.
- Você acha?
- Claro. — Disse a abraçando.
A noite chegou, e o pai da Lola também. Dona Samantha logo o chamou, em seguida ele nos chamou e nos mandou sentar no sofá.
- Lola, o que você vai fazer lá?
- Vou morar com a Alex. — Disse Lola, decidida.
- Alex, o que sua mãe está fazendo lá em Londres?
- Ela está ajudando em uma produção de um filme. — Disse séria
- E por que você, Lola, quer ir com ela. — Disse Evandro, encarando a filha. Lola se permaneceu em silêncio, mas logo falou:
- Pra ela não ficar sozinha lá. — Ela sorriu como se tivesse pensado em alguma coisa e continuou: — Aproveito pra procurar uma faculdade. — Eu a fitei séria. Lola? Querendo ir pra faculdade? Desde quando?
- Desde quando você, agora quer ir pra faculdade mocinha?- Disse Dona Samantha.
- Sabe, — Disse Lola encarando o teto, e depois olhou novamente para os pais. — Desde quando eu descobri o que eu quero fazer.
- E o que você quer fazer? — Perguntou o pai dela.
- Moda. — Respondeu ela com um sorriso.
- Moda?
- Sim. Lá tem faculdades muito boas de moda.
— E eu gosto muito de moda. — Disse sorrindo pra mim, que estava surpresa.
- Alex, sua mãe não se importa? — Perguntou o pai dela.
- Na verdade, eu falei com a mãe dela pelo telefone, e ela disse que não tem problema nenhum. Afinal, elas já são maiores de idade. — Disse Dona Samantha. Eu já estava com mais esperanças. Meu coração estava acelerado. Evandro sorriu pra Lola.
- Tudo bem. Pode ir. — Ela pulou do sofá e os abraçou.
- Mas...
- Ah, lá vem. — Disse Lola. Eu sorri
- Vai prometer se comportar, se não você volta. — Disse Evandro sério.
- Sim papai. Vamos Alex. — Disse sorrindo e me puxando para o quarto dela.
Chegando no quarto dela, eu e Lola pulamos e nos abraçamos.
- Eu vou pra Londres. — Lola cantarolou
- Você vai pra Londres comigo! — Gritei abraçando-a.
- Tá bom, agora tenho que arrumar as malas. — Disse ela se dirigindo ao guarda-roupa. Eu peguei o telefone e liguei pra minha mãe avisando que a Lola ia conosco.
Pronto, agora estava tudo certo. Além de eu ficar pra formatura, a minha melhor amiga iria comigo pra Londres. Eu estava muito feliz, por enquanto tudo estava dando certo. Eu só esperava chegar lá e dar certo lá também. Não só com o filme e a produção da minha mãe e do Frederick, mas também comigo e com a Lola. Nós não estávamos mais preocupadas com o nosso regresso a Londres, e sim, com a formatura. Lola ligou para o salão de beleza da madrinha dela e marcou um horário com manicure e tudo. Minha mãe iria chegar no domingo, e eu iria no aeroporto para buscá-la. Por isso, eu precisava dormir cedo.
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