O Príncipe dos Consertos

1 As garras da morte caem do céu – Ruan


Passar dez horas num carro não é nada confortável, ele balança de um lado pro outro e o cheiro de carro novo me da ânsia de vomito. Bem, foi assim que passei meu último domingo, na minha mudança da minha casa na Pensilvânia para Nova Iorque. Tudo começou na sexta – feira quando um homem barbudo com um terno com cor de giz chegou na minha casa e falou para minha mãe que eu tinha ganho uma bolsa de estudos para o ensino médio, na melhor escola de Nova Iorque, a Academia YouCam.

No sábado nossa mudança já estava pronta e no domingo cedo partimos, chegamos na casa nova por volta das quatro horas da tarde, ela fica situada na rua 33, no prédio Stars, no apartamento 200 em frente aos dos meus primos, o 201.

Logo que cheguei minha mãe mandou ir da um rolé de bicicleta com meus primos para conhecer a vizinhança. Pedalamos por 5 minutos até o Central Park, onde meus primos me mostraram o local, brincamos e fizemos manobras com as bicicletas. Por volta das cinco da tarde começamos a ter sede e meus primos; Tulio e Bill foram comprar refris para nós, foi aí que tudo começou a dar errado.

Primeiro algo caiu do céu, me arremessando a 5 metros de onde eu estava, quando me levantei, a poeira ainda encobria o objeto não identificado que caiu, momentos depois quando a poeira abaixou puder ver que não era não era algo vindo do espaço, mas sim algum tipo de criatura que irradiava uma grande energia, pude distingui, os braços, as pernas, mas principalmente as garras que chegavam a ter vinte centímetros de comprimento.

Ela farejou o ar, fazendo parecer que eu não estava ali, depois de alguns segundos, uns trinta no máximo, o que pra mim estavam parecendo horas, ela fixou seus olhos em mim e falou :

- Olá, filho do mar. Pronto para ter sua carne dilacerada ?

- Di...di...dilacerada? – falei engolindo em seco.

- Sim, pequeno meio – sangue, me pagaram muito caro para ter o seu cadáver e o deste aqui jogados nas águas do rio Estige – falou ele tirando um grande saco das costas e pondo no chão.

- O que é isso ? – Perguntei

- Ahhh não sabe ?! – Ironizou ele – Este é seu primo Stark, esse o nome dele não é?!

- Sim, mas ele está morto ? – Falei

- Não, pelo o mesmo, não ainda. Ele só esta inconsciente – Falou rindo

- Ufa! Minha tia ia me matar se ele estivesse morto – falei

- Você está prestes a morrer e ainda está brincando ?! – Gritou ele

- Não é só que, sabe como é... – comecei a falar

- A sua morte vai ser mais dolorosa do que a de Arquiles — Disse ele levantando um longo machado

Fechei os olhos e me preparei para a morte, esperei, esperei e esperei, até que olhei pra cima e vi uma garota limpando uma espada, quando olhei para o chão vi o monstro caído com a cabeça decepada. Olhei novamente para a menina que estava de costas, ela usava uma camisa laranja e um colete em cima, com a inicial A gravada nas costas, tinha os cabelos castanhos a loirados, quando ela se virou pude ver seus olhos castanhos esverdeados, quando a olhei nos olhos sentir que o mundo podia acabar e eu nem perceberia.