Notas iniciais
Gente, desculpa pela demora, minha faculdade começou dia 1º e junto com ela começou a correria sem fim, estou postando hoje, com quilos de creme no cabelo e morrendo de frio uma das mais importantes partes da fanfic. Espero que vocês gostem, e cometem o que acharam,pq a partir de agora as coisas vão mudar radicalmente na história.
Sim, é um capítulo bem delicado, pesquisei bastante na internet pra ficar bem real, e prometo que essa parte ruim vai acabar logo logo.

Ela estava novamente no quarto de Bruce, seu coração estava acelerado e suas mãos suavam. Ela sabia o que estava fazendo, ela sabia desde o primeiro momento, desde o dia em que ambos se encontraram pela primeira vez e seus olhos se cruzaram, ela sabia que era ele, tinha que ser.

Bruce Wayne havia mudado tanto, ele amava o filho e fazia de tudo por ela. Diana não sabia o que era amor, mas se fosse aquela palpitação e suor todas as vezes que Bruce olhava para ela quisesse dizer que era amor, então para ela, estava tudo bem, por enquanto.

Ela parou no meio do caminho, o quarto estava bastante escuro, somente havendo luz na porta aberta atrás de Diana, ele estava tão lindo, nú da cintura para cima, envolta por lençóis tão negros como a noite, Bruce parecia sereno.

Diana não soube responder por quanto tempo o ficou olhando, ela queria acordá-lo, dizer as coisas que estavam presas no seu coração. Dizer que beijar ele era o que ela mais queria, mas ela tinha medo. A tarde havia sido ótimo, eles ficaram na piscina por horas, se beijando, brincando com o pequeno Alexander. Aquelas horas foram maravilhosas.

Mais tarde jantaram juntos, algo preparado por ele e foi maravilhoso, ficaram no jardim conversando e tomando vinho, até que Bruce a beijou até faltar folego em ambos. Ela amava olhar para aqueles olhos cinzentos, sentir seu hálito, ouvir sua risada, ser feliz ao seu lado, mãe de seu filho e sua esposa.

E no fim daquela noite, depois de muitos beijos e risadas, Bruce a levou na porta do quarto de Diana, beijou sua mão e sua testa num gesto de carinho e respeito e disse: ‘’Durma bem minha princesa’’.

O que Diana esperava? A noite havia sido perfeita, Bruce era perfeito e se ela quisesse desfrutar de um tempo a sós com ele antes de seu tempo acabar, aquele era o momento, ela precisava esquecer as coisas horríveis que haviam acontecido com ela, e desfrutar do amor que Bruce estava disposto a dar a ela.

E ela tomou coragem e se aproximou de Bruce, se sentando ao seu lado na cama.

- Bruce? – Chamou Diana.

***

Aquilo não era sexo, não poderia ser, ela era tão perfeita e estava se entrando para ele. Seus beijos eram tão inesquecíveis, e ela sorria para ela, e dizia que o amava. Chamava seu nome em meio a sussurros roucos.

– Bruce?

– Diana?

– Desculpe acordá-lo assim no meio da noite, preciso falar com você! — Disse a morena.

– Claro! – Ele ainda estava deitado, mas deu espaço para que ela se deitasse ao seu lado na cama.

Havia muita intimidade entre eles, sempre houve, e aquilo estava cada vez melhor, mesmo Bruce ainda estando um pouco grogue com o sonho que teve, tão real, e agora Diana estava ali, verdadeiramente ali ao seu lado na cama, e claro que ele não deixou de notar, usando apenas um baby doll rosa que mal cobria seus seus e suas pernas.

Ela estava nervosa, não sabia por onde começar, mas aquilo era preciso para que ambos pudessem abrir um novo capítulo em suas vidas.

– O que eu vou te contar, talvez faça você me odiar, mas, por favor... – Ela suspirou até o final. – Me deixe contar a história toda e talvez você ainda consiga me olhar nos olhos depois de tudo.

Aquilo estava deixando Bruce nervoso, ainda mais pelo fato de Diana estar ao seu lado de cabeça baixa.

– Prometa Bruce. Por favor... – Uma lágrima caiu de seus olhos.

– Claro.

– Eu menti para você esse tempo todo. – Ela não conseguia olhar nos seus olhos. O que eu vou te contar vai mudar tudo entre nós, mas eu queria tanto... – Ela não conseguia parar de chorar. – Queria tanto que você pudesse me perdoar depois. Porque eu preciso de você, eu quero você ao meu lado, e se você não puder me perdoar tudo bem, eu aceito isso. Mas, por favor, não me deixe longe do Alexander, por que ele é meu filho também.

– Diana, por favor, você está me deixando nervoso! – Ele queria acalmar o coração de Diana, queria abraça-la, mas ela se afastava toda vez.

Ela olhou em seus olhos uma última vez e então começou a contar.

– Eu morava com minha mãe e um meio irmão, minha mãe trabalhava o dia todo, meu irmão tinha... tinha 17 anos e era filho do meu pai com outra mulher e eu tinha 9. Nós éramos muito humilde, morávamos numa casa simples de apenas 1 quarto e meu pai trabalhava como caminhoneiro, ficando em casa apenas 3 dias por mês. No dia que ele estava em casa, era um inferno.

Minha mãe era garçonete numa padaria 24 horas e trabalhava de terceiro turno para pagar a compra e meu pai pagava o aluguel, esse meu irmão, ele vendia drogas e era sempre muito violento com a minha mãe assim como o meu pai, mas ele sempre foi muito bom pra mim.

Eu, eu nunca entendi... – As lágrimas eram muitas agora. – Eu nunca entendi, como ele pode fazer aquilo com a gente.

Bruce não sabia o que fazer, Diana estava finalmente falando de seu passado com ele, mas aquilo estava o assustando e com certeza, fazendo muito mal a morena.

– Diana, você não precisa...

– Não Bruce, mas eu quero... Eu me lembro muito bem o dia que era, era dia 11 de Junho, uma sexta feira de madrugada, eu estava dormindo quando senti alguém puxando as cobertas que me cobriam, estava bem frio e eu usava calças de moleton rosa que havia ganhado do meu pai,eu tinha apenas 9 anos, mas sabia o que aconteceria a seguir.

Minha mãe havia me alertado sobre aquilo, ela era tão boa, mas nunca estava presente, trabalhava muito e nunca recebia nenhum reconhecimento, quando meu pai estava em casa ela ficava feliz, não o tempo todo, apenas no primeiro dia. Ele sempre me colocava pra dormir na sala e então eu ouvia minha mãe gritar e chorar, e eu me cobria e tampava os ouvidos, eu não sabia o que estava acontecendo, mas sabia que não era bom, porque no outro dia ela estava marcada no pescoço, e seu rosto estava machucado e então ela não conseguia andar direito e chorava sem parar. Mas comigo meu pai era bom, dizia que eu era sua bonequinha e que ele me daria o que eu precisava assim que eu crescesse mais um pouco, eu nunca entendi aquilo.

Bruce estava horrorizado com o que Diana contava.

– Eu estava grande afinal, e naquele dia descobriria o que era que ele fazia com minha mãe que sempre a deixava chorando.

O hálito era de álcool, e suas mãos eram grandes, eu não entendi o porquê dele estar tão nervoso, mas eu me lembro de ter gritado ‘’Papai o que o senhor esta fazendo?’’ – Disse ela baixinho, acompanhado de lágrimas. – Mas ele não falava nada, apenas rasgava minha calça e minha calcinha junto enquanto prendia minhas mãos no alto da minha cabeça e lábia meus seios, eu nem sequer havia seios. – Disse ela rindo. – Mas ele não parava e então, como eu não parava de gritar ele pegou um pedaço da minha calça rasgada e enfiou na minha boca, chegando na minha garganta, aquilo estava me sufocando, suas mãos eram tão grandes, e então eu ouvi um barulho, barulho de zíper sendo aberto, e então me senti preenchida, e aquilo quase me fez morrer, eu estava sendo rasgada, completamente. – Diana agora falava num fio de voz. – Eu não conseguia raciocinar, seu hálito estava agora no meu rosto, suas mãos na minha garganta e braços e os sentindos saíram de mim.Eu desmaiei.

– Diana... Eu.. – Bruce estava atordoado.

– Tem mais – Ela não ousava olhar em seus olhos. Aquilo continuou Bruce, durante semanas, eu não conseguia sair da cama, eu ardia em febre, eu iria morrer, e então meu irmão. Arthur era o nome dele, voltou para casa, e viu me pai em cima de mim, enquanto eu chorava. Aquele dia foi um inferno.

Meu pai era um homem grande, alto e muito musculoso e meu irmão... Bem, era apenas um menino, franzino e magricelo. Mas que não pensou duas vezes e tacou uma facada na barriga do meu pai, aquilo foi horrível. E enquanto meu pai estava caído no chão, ele veio até mim, pegou roupas limpas e pediu para que eu colocasse, eu estava sangrando e havia tantas mordidas em meus seios e pescoço, meu pai ainda gemia no chão, então eu tirei a faca que estava na sua barriga e aceitei em seu rosto, bem fundo. Meu irmão estava ali e só observou tudo. Ligou para a policia e foi embora. Eu nunca mais o vi na minha vida.

– Diana! Bruce agora chorava, Diana sempre foi uma guerreira, disso ele sabia, uma vencedora. Ele só queria poder ampará-la. Ele se aproximou dele e tocou em suas mãos e pela primeira vez naquela madrugada, Diana deixou ele se aproximar.

– Meu pai, ele ficou na uti durante um bom tempo, tempo esse que fez minha mãe e eu nos mudarmos para outra cidade, depois ele foi para cadeia. Minha mãe se sentiu tão culpada com tudo o que aconteceu que me entregou para o conselho tutelar e se matou, dias depois. Meus pais adotivos me adotaram dias depois que eu entrei no sistema, eu contei tudo para eles e eles me prometeram que nunca contariam nada para ninguém. Eles foram meus anjos, Arthur também. Eu não sei o que seria de mim sem eles. Ainda tenho ressentimentos com a minha mãe, pois, se ela denunciasse ele quando ele fazia aquilo com ela, tudo aquilo seria evitado, mas ela era apenas uma pobre coitada, me desculpe... Por favor? – Pediu Diana num fio de voz.

– Diana, querida, você não tem culpa de nada, você era apenas uma vítima, tinha apenas 9 anos. Me desculpe, queria tirar essa dor do seu coração, mas sei que eu nunca poderei. – Ele a abraçou forte enquanto as lágrimas caiam. Eu vou te proteger a partir de agora, eu prometo. – Disse ele beijando o topo de sua cabeça.

– Tem mais uma coisa Bruce. O nome dele é Charles, a algumas semanas atrás ele estava aqui no jardim.

Bruce ficou estático.

– Aquele dia que você desmaiou?

– Sim, Bruce, ele fugiu da cadeia, ele veio atrás de mim, me encontrou no abrigo e me mostrou uma foto nossa com Alex, e uma foto minha com os meus irmãos, ele queria dinheiro para fugir da cadeia e eu dei para ele, seu dinheiro.

Bruce deu um pulo e saiu da cama.

– Diana, pelo amor de Deus, Diana, como você pode deixar isso acontecer? Ele poderia entrar aqui, nos matar, te sequestrar ou sequestrar o Alex, por que não me contou Diana! – Bruce estava furioso, ele gritava.

– Bruce... Bruce... por favor – Ela estava chorando.

Ele precisava ficar calmo, ela estava em estado de choque.

– Como ele te encontrou? – Bruce estava sentando ao seu lado agora.

– Eu não sei, ele simplesmente apareceu no abrigo. Seu rosto esta desfigurado, ele disse que se eu não o ajudasse ele me mataria ali mesmo, e que se eu o enganasse ele mataria o Alex. – Diana disse.

– Porque ele estava falando do Alex, e não dos seus irmãos ou até mesmo de mim? – Bruce não estava entendendo.

– Porque ele tirou isso de mim, a possibilidade de ter filhos, eu posso mais gerar filhos, ele acabou com a minha vida, me tirou tudo e agora, se eu não o ajudar, ele tirara o único bebê que eu sou capaz de estar perto. Bruce, eu sei que eu sou culpada de tudo, mas eu te imploro, não tire o Alex de mim! – Ela estava desesperada.

Bruce deitou novamente na cama, e a alinhou sobre si, ao seu lado, seu corpo estava gelado, e suas lágrimas ainda caiam pela pele de Bruce.

Ele levantou o rosto de Diana e a beijou, de forma carinhosa e amorosa, mostrando que com ele ela estava protegida que ninguém a faria mal ou ao seu filho.

Diana Prince era sua, aquela história entre ambos estava apenas começando, ele sabia que teria seu final feliz e Diana estava nele, com Alex e mais 2 crianças.

Ele via aquilo, cuidar de Diana era seu destino.

E pensando em tudo aquilo, ele viu quando Diana dormiu, a braçou e se aninhou para que ela ficasse mais próxima de si.

Notas finais
Desculpem qualquer erro ou dúvida, fiz esse capítulo correndo, quando a inspiração baixa a gente não pode dar mole, rs.