O Príncipe E A Plebeia.
6 O contrato
Notas iniciais
Eles estavam agora na avenida principal, tomando sorvetes e rindo.
Sim, Bruce Wayne, aquele homem que não aceitava nenhum tipo de frivolidades e se contrariado poderia até ser perigoso, estava agora, contando para Diana sobre uma vez que havia caído de bicicleta e ralara o joelho e mesmo assim ainda havia apanhado da mãe por matar aula.
Era uma risada tão gostosa, uma sensação tão doce que eles poderiam dançar ali mesmo, no meio da rua, tomar chuva, colocar um pouquinho de sorvete na ponta do nariz de Bruce que mesmo assim, ele não iria ligar. Uma mulher como aquela, ele jamais poderia ignorar.
Diana estava distorcendo a imagem que Bruce tinha das mulheres, uma moça tão boa, não poderia ser interesseira de maneira nenhuma. Uma mulher batalhadora e que botava os homens para correr só deveria estar esperando o cara certo, bom, se fosse isso, ali estava ele, bem na frente daquele ‘’mulherão’’ todo.
Sim, estava tarde. Sim, Diana teria que acordar cedo no dia seguinte e enfrentar mais um dia atarefado, mas ela não queria quebrar aquela magia, aquele momento de paz, de tranquilidade. Acho, que ela poderia dizer de amor.
Certo, ela tinha que tirar aquilo da cabeça, Bruce jamais amaria uma garota como ela, independente, pobre e sofrida, não! Bruce fazia o tipo de cara que garota nenhuma perdia a oportunidade de olhar, com o corpo musculoso, rosto perfeito, boca sexy e olhar penetrante, Bruce teria a mulher que quisesse. Para sexo, Diana sabia, com Bruce, nunca era uma necessidade. Por isso já havia decidido, nada de sentimentos! Ela iria assinar um contrato, moraria no mesmo lugar que ele, mas seria só isso, nada de contato, beijo, carinho, amor...
Ainda mais ela, uma garota cheia de problemas, ela jamais se permitiria ser tocada novamente, e assim, por um momento, ela sentiu um calafrio. Um medo, Bruce!
- Tudo bem Diana? – ‘’Droga!’’ Bruce havia notado o momento de incerteza que havia passado por seus olhos.
- Ah sim, é que... Eu preciso acordar cedo amanhã e... E bom, já está tarde. – Disse ela se embaralhando com as palavras.
- É verdade, o sorvete estava gostoso né? – Disse ele sorrindo.
- Ah, sim – Ela riu um pouquinho sem graça. – Muito! – Risadinha.
- Percebi mesmo que você gostou do sorvete. Ainda tem um pouquinho aqui, ó. – Disse ele se virando para ela e ficando ainda mais próximo de Diana, e com as pontinhas dos dedos, tirando do canto da boca da morena, um pedacinho de chocolate. Ainda se olharam por mais alguns segundos. Aquilo parecia hipnose, e durante esse tempo, Bruce pensou em desistir do contrato, talvez ele não conseguisse se manter afastado de Diana, e com certeza, não seria aquilo o que ele iria querer para ela. Pois, para ele, tudo o que estava acontecendo em seu coração e sua mente, só havia uma explicação: desejo.
Desejo pelo corpo perfeito e bronzeado de Diana, pelos cabelos negros e lisos que caiam na altura de sua cintura, pelo rosto talhado do mais perfeito cristal, pelas mãos pequenas e lisas. Mas, assim como isso nunca havia acontecido antes, Bruce se interessava por tudo o que ela falava, pelo modo como ela expunha algum pensamento, pelo sorriso encantador, pela risada acalorada, por tudo. Diana era uma perfeita obra prima, feita pelo barro e que ganhara vida a partir de sopro de Deuses. Para ele, Diana havia sim, super poderes, ela era uma mulher maravilha. Mas, no momento, o que interessava, era não magoar o coração da mulher que o fizera sorrir novamente para a vida, que o estava tirando da escuridão e que a cada dia mais, ganhara espaço em seu coração frio.
- Conseguiu?
- Oi? – Ele ainda estava hipnotizado por aqueles olhos azuis. – Ah sim. – E então, sem cerimônias, colocou o chocolate na boca.
Sim, aquilo havia sido muito excitante! Não que Diana pensasse nisso, mas puxa, Bruce era tudo de bom!
- Vou te levar para casa! – Disse ele ficando do lado dela e colocando suas mãos nas delas.
Só aquele contato já a fez querer pular em seu pescoço e tirar a roupa até ambos estarem ofegantes.
‘’Diana! O que esta acontecendo com você mulher?’’ É, Diana Prince, não se reconhecia quando estava ao lado daquele poderoso homem.
Chegando ao carro, Bruce lhe abriu a porta, esperou ela entrar e então fechou a porta. Ninguém nunca havia feito isso por ela, claro, ela também nunca saia com ninguém.
- Quando sua faculdade acaba? – Perguntou ele quando ambos já estavam na estrada em direção aos prédios.
- No próximo mês, só preciso fazer as provas finais. – Disse ela olhando para frente.
- Que legal! Já pensou no que fazer depois? – Perguntou ele realmente curioso para saber mais sobre os planos da morena.
- Quero muito abrir um consultório veterinário público para animais abandonados, mas sabe como é, muito caro e precisa de fornecedores, já tenho uns 8 mil reais guardados no banco. – Disse ela sem graça. – Mas vou continuar guardando até conseguir realizar um sonho.
Por um segundo Bruce pensou. Ele era uns dos homens mais ricos do mundo todo, e ele queria ajuda-la!
- Vamos fazer isso juntos, daqui a um mês! – Disse ele apenas, encarando a estrada.
Ela não acreditou no que havia ouvido, ele, Bruce Wayne, ajudaria ela a realizar seu sonho? ‘’Caraca’’
- Mas, eu não posso aceitar isso. – Disse ela apenas.
- E por que não? – Ele estava indiferente.
- Bom... Por que... Por que não seria certo ué. O dinhe..
- Sim, o dinheiro é meu e eu posso fazer o que quiser com ele, e eu quero te ajudar, esse sonho é um sonho lindo, e iremos ajudar centenas de animais abandonados. Eu adorei sua ideia.
E isso foi tudo, o resto do caminho foi mantido em silêncio e Bruce resolveu colocar uma música.
Eles não foram para o prédio deles, muito menos parou para deixa-la lá. Ele continuou o caminho, mas Diana não sentiu medo e nem perguntou para onde ele estaria a levando. Depois de mais alguns minutos de viagem, Bruce parou de frente com um enorme portão com as iniciais ‘’W’’ na frente e Diana soube, na hora, que se tratava da verdadeira casa do magnata.
Adentraram os portões, passaram por entre um jardim maravilhoso e por fim, Bruce parou na entrada da enorme mansão. Descendo do carro, ele a ajudou a descer também.
Ainda sem trocar nenhuma palavra, ambos entraram pela enorme porta, Bruce teve que buscar Diana umas duas vezes, pois em todo o momento ela parava para ver algo incrivelmente comum para ele.
Para a morena, que olhava tudo aquilo com brilho nos olhos, estava parecendo o paraiso, muitos quadros de Da Vince, Monet e muitos outros que ela nem conhecia. Os cômodos em si, eram escuros, e muito masculinizados, mas, ninguém poderia negar que tudo ali era de muito bom gosto.
Enfim, se encaminharam para uma sala, ampla e clara. Com sofás maravilhosos e tapetes escuros. Tudo ali reluzia a fortuna. Havia ainda alguns quadros em uma estante, e ela viu, pelas imagens, Bruce ficando mais e mais adulto.
- Senhor. – Disse alguém atrás de Diana e a morena se virou para olha-lo.
O homem era magro, tinha cabelos brancos, aparência bondosa e bem velhinho e Diana, logo de cara já o adorou.
- Olá Alfred. – Disse Bruce sério. – Esta é Diana! – Disse ele apresentando a morena.
- Prazer madame, e senhor, fico muito feliz que tenha voltado para casa – Disse o mordomo com sinceridade no olhar.
- Eu também meu amigo. – Ambos estavam confortáveis sentados nos sofás, um de frente para o outro.
- Querem algo para beber?
- Não para mim, Alfred. – Disse Bruce se virando para Diana.
- E nada para mim também, obrigada. – Disse ela meio sem graça, pois não estava acostumada em ser paparicada.
- Com licença – Disse Alfred, com certeza se retirando para descansar e também para dar privacidade ao patrão.
- Estamos a sós agora. – Disse Diana, falando o óbvio.
- Ah, certo. – Disse Bruce e pegou o celular.
- Vai ligar para alguém? – Perguntou Diana se preocupando com o horário.
- Sim, meu advogado. – Disse ele apenas, como se falando aquilo, estivesse explicando tudo. – Tom? Sim. Ela está aqui... Certo, vou deixar no viva voz para que assim todos nós possamos entrar em um acordo. – Disse ele.
- Oi. – Disse ela para Tom, o advogado.
- Diana Prince? Olá, meu nome é Tom, sou advogada de Bruce desde que ele tinha 8 anos. Vamos começar? – Disse ele com voz grossa e ao mesmo tempo calma.
- Sim.
- Sim.
- Me diga se essas informações estiverem certa. Diana Louyse Prince, 21 anos, nascida em 03 de janeiro, cursa medicina veterinária, ganhou a bolsa, na melhor universidade dos pais, está no último ano, Trabalha em um café, como garçonete. É adotada. – Suas mãos começaram a soar. – Tem dois irmãos mais velhos, seus pais adotivos moram em Miame. Está tudo certo? – Perguntou o celular.
- Esta sim. – Disse ela num fio de voz, ‘’caramba, eles descobrem tudo, ou, quase’’ – Pensou ela.
- Só não descobrimos nada de seus pais. – Disse o advogado.
- Mortos. – E isso foi tudo o que ela disse.
- Certo.
- Vamos ao contrato? – Pediu Bruce.
- Claro. – Responderam Tom e Diana ao mesmo tempo.
Ela estava nervosa, mas não demonstraria isso. Claro, se ela não gostasse de algo, poderia recusar, certo?
- Primeiramente, você precisa se casar muito rápido Bruce. – Disse o advogado.
- Sim, dentro de duas semanas. – Disse ele olhando pra Diana reparando em suas feições.
- Duas semanas? Uau... – Ela arregalou os olhos. – Isso é... Uau. É... – Ela estava mais assustada ainda.
- Você concorda? – O advogado perguntou.
- É. – Foi a única coisa que ela conseguiu pronunciar.
- Certo, continuando... – Disse o advogado sem se abalar. – A comunhão será de separação de bens, mas Bruce, durante o tempo de casados, lhe dará tudo do bom e do melhor, desde roupas, viagens, presentes, será um marido exemplar.
- Certo. – Disse ela sorrindo fraco.
- E quanto a relacionamentos por fora – Disse o advogado continuando. – Se vocês quiserem se divertir por fora, tudo bem, mas isso não pode cair na mídia ou o contrato é anulado e vocês dois perdem. – Disse o advogado ríspido.
- Bom, é, isso para mim, não será problema. – Disse Diana olhando para Bruce que permanecia quieto.
- Nem por mim. – Disse por fim, mas sem muita convicção.
- Certo. O período de permanência no casamento de vocês será de 6 meses, e nesse tempo vocês terão que comparecer á pelo menos 1 festa por mês. – Bruce bufou – Eventos sociais, carinhos em público e entrevistas. Ninguém, jamais, em ipotese alguma, poderá saber disso. – Disse o advogado.
- Certo. – Continuou Diana.
- Já estamos quase acabando – Continuou o advogado. – Depois que o relacionamento de vocês chegar ao fim, Bruce depositará em sua conta, Diana, cerca de 500 mil reais por mês, durante mais 3 anos. – O queixo de Diana caiu. – Foi o que Bruce quis.
Diana que havia pouco mais de 8 mil reais no banco, precisou piscar várias vezes para ver se havia entendido bem o que o advogado havia dito.
Diana olhou para Bruce boquiaberta.
- Essa quantia é muito alta! – Disse ela.
- Não para mim. – Disse ele apenas, como se aquilo não fosse nada.
- E todos os presentes que você ganhar durante esses seis meses, são seus, para sempre! – Continuou o advogado.
- Mas, e se eu não quiser? – Caramba, aquilo era demais.
- Terá que aceitar! – Bruce respondeu. – E mais uma coisa. Sairá do seu emprego.
- Como? Eu não posso! Eu me sustendo das gorjetas que ganho no trabalho, sabia que eu tenho contas? Ajudo minha irmã em casa! Isso eu realmente não posso fazer, me desculpe! – Disse a morena se estressando.
- Diana1 Onde já se viu! A noiva de um dos homens mais ricos do mundo trabalhando como garçonete! Jamais – Disse Bruce mais sério agora. – Isso era fora de cogitação. Você vai continuar ajudando sua irmã. Confie em mim!
- Tudo bem. – Ela estava agora um pouco mais calma.
- Amanhã sairemos para comprar roupas para você. – Disse Bruce tirando a carranca do rosto e mostrando um pequeno sorriso se formando.
- Isso não é realmente necessário, sabe! Eu te... – Foi interrompida.
- Eu insisto.
‘’Para Diana! Para de ser burra e aproveita também um pouco, afinal, você é apenas um material para Bruce’’ – Pensou a morena com armagura.
- E vamos a última clausula do nosso contrato – Disse o advogado. – E quanto a relações pessoais?
Diana, por um segundo parou de respirar.
Continua...
Notas finais
Gostaram do episódio de hoje? Então já sabem o que fazer, bjs! :*
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