O Poço
4 Capítulo 4 - Subindo
Notas iniciais
Pov Angel
Que barulho poderia ter sido aquele? Depois de ter observado atentamente à superfície, olho para Mike com esperança de que ele soubesse o que fazer; e digo:
–Seria melhor se gritarmos? — pergunto e quase consigo sorrir.
–Não. — ele continua a olhar para a superfície; e depois volta seu olhar para mim. — Acho melhor não, é muito perigoso. — fala um pouco sério.
Depois de uma pequena pausa, e de ter pensado um pouco, eu digo:
–E se nós... — me lembro de algo importante. — E se eu tentar escalar? — pergunto.
–Não! — ele coloca as mãos sobre os meus ombros. — É muito arriscado! — me olha com atenção.
–Eu sei. — digo compreendendo. — Mas temos que fazer alguma coisa. — olho em seus olhos.
Uma pausa se inicia; e nós dois soamos pensativos; pensando no que fazer numa situação como a que se encontrávamos. Nisso, outro barulho; desta vez mais baixo, porém, ainda assim, um barulho.
Olho para Mike novamente, porém parecia que ele estava tão confuso quanto eu. Então, logo eu começo a subir.
Apoio o pé na primeira pedra sobressaltada em minha frente, e coloco as mãos sobre duas mais acima. Dou o primeiro impulso, e depois de conseguir me equilibrar sobre um pé, numa única pedra; apoio o outro, em uma mais acima; não se esquecendo também das mãos. E assim, consequentemente. Prevejo ser algo cansativo; pois meus pés e mãos doíam, os músculos se contraiam; e a parede dura e espessa, me arranhava; sem contar que também era úmida, e facilmente escorregadia. Porém, eu iria continuar, para o meu próprio bem, e para o bem de Mike. Então eu respiro fundo, com os olhos fechados; e vou para a seguinte.
~*~
Pov Mike
Não acredito que Angel estava fazendo aquilo. Porém, era a melhor solução encontrada no momento; mesmo eu não sendo tão à favor.
Quando ela começou a subir, eu só pude fechar os olhos, e colocar a cabeça para mais próximo ao chão. Estava me sentindo um completo idiota, e imprestável; por não ter como ajuda-la. Só queria fazer alguma coisa, mais o quê? E logo, uma pequena e reconfortante lágrima volta a descer por entre meu rosto; de um jeito macio e calmo.
Então eu ouço Angel jazer um pequeno ranger; e ao olhar para cima, percebo que ela havia se machucado. Pelo o que parece, ao tentar se apoiar em outra pedra, a mesma se quebrou, fazendo com que ela ficasse pendurada pelas mãos; e a perna pela qual escorregou, ter agora, um pequeno corte.
Eu logo exclamo:
–Acho melhor descer! — falo preocupado.
Angel logo olha para baixo, e parece um pouco anestesiada; ela permanece assim por um tempo; acho que tinha medo de altura. A mesma, depois de um intervalo de tempo, respira fundo e continua; apoiando o pé da perna machucada, na pedra acima. Iria dar certo? Eu confiara nela, porém algo me dizia que era melhor ela descer.
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