O Portal

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Aqui vai minha primeira história postada. Espero que gostem.
Boa Leitura

Ela foi rápido, afinal o diretor de Efest Will dissera “sua primeira aula será de estudos sociais, sala 15”, a garota estava nervosa, só o que fez naquele momento foi assentir e sair.

Ela foi rápido, afinal o diretor de Efest Will dissera “sua primeira aula será de estudos sociais, sala 15”, a garota estava nervosa, só o que fez naquele momento foi assentir e sair.

Era seu primeiro dia naquela escola, ela entrou um pouco depois do inicio das aulas, já que se mudou recentemente para aquela cidade e indo morar em uma republica só para garotas, ela estava sozinha naquele estranho lugar.

A garota continuou pelos corredores até encontrar a sala, olhou pela janelinha de vidro na porta, a sala estava lotada e o professor, um senhor velho e aparentemente arrogante, explicava sobre a diversidade das sociedades, ela respirou fundo de olhos fechados e pôs a mão na maçaneta, girou-a, abriu os olhos e entrou. Ao entrar ela soltou a porta que bateu violentamente, todos os olhares imediatamente se dirigiram a ela, os alunos sussurravam pela sala, garotas a fuzilavam com o olhar, já os garotos, alguns tinham um sorriso bobo na cara outros começavam a percorrer-lhe o corpo, de cima a baixo, famintos. Isso era constrangedor, a garota sentiu um rubor crescer dentro de si, ela baixou a cabeça e o professor aparentemente irritado disse secamente:

- a senhorita deve ser a nova aluna Elizia Marquenzi, certo?

Elizia assentiu.

-ótimo- o professor prosseguiu- que tal sentar-se ali?

O professor apontou para uma carteira no fundo da sala, ainda de cabeça baixa e muito constrangida Elizia foi ao fundo da sala e sentou-se, então, o professor continuou sua aula. Alguns garotos ainda observavam-na, Elizia tentou ignorar mesmo sabendo que estava vermelha de tanta vergonha, então tentou manter sua concentração no livro de sua mesa, até escutar a porta bater outra vez, ela ergueu os olhos.

-ora, ora o que temos aqui? Resolveu se juntar a nós, senhor Wilbur?

O professor se dirigiu arrogantemente ao rapaz que acabara de entrar na sala, era um rapaz alto, magro e robusto, evidentemente forte, e bonito, sua pele clara entrava em contraste com o cabelo negro um pouco acima dos ombros e as roupas escuras. O rapaz apenas olhou para o professor ironicamente, sem nada dizer, e seguiu para o fim da sala, desde que ele entrara todos olharam, mas o cenário mudou, os garotos mostravam um ódio mortal por ele e as garotas suspiravam. Elizia também o olhava, mas de forma surpresa e curiosa.

-o show já acabou!

O professor berrou.

Todos saíram do transe e voltaram a prestar atenção nele, menos Elizia que mantinha o olhar fixo no rapaz que passava a seu lado, quando o rapaz por um breve segundo sustentou o olhar de Elizia sem virar a cabeça apenas a olhou pelo canto do olho. Neste momento tudo pareceu andar em câmera lenta, ela estava surpresa e voltou a sentir o rubor em sua face, sentindo até um pouco de medo já que aqueles olhos dourados do rapaz estavam frios como um abismo sem fundo, ele voltou a olhar para frente e sentou-se atrás dela.

Elizia voltou a abaixar a cabeça desta vez pensativa e desconfiada.

As aulas passaram como a primeira, silenciosa, chegou a hora da saída, Elizia pegou seu livro e seu lanche, indo ao parque para ler. No gramado sentou-se debaixo de uma arvore e depois de lanchar começou a ler o livro, tudo estava tranqüilo até a chegada de três homens arrogantes.

- e ai gatinha! Que tá fazendo? Falou o que parecia ser o chefe daquele grupo de homens.

-sinto muito, mas não te interessa. Elizia não tirou os olhos do livro.

-nossa! Você parece tão inteligente, jamais pensaria que podia ser tão seca e mal educada.

Elizia riu com sarcasmo.

- é o que dizem, as aparências enganam, eu também pensei que vocês eram fortes, mas vejo que só se fingem de fortes e não passam de meros idiotas sem personalidade.

Estas últimas palavras irritaram aqueles homens, não foi uma boa idéia.

-olhe aqui sua cadela! Não somos idiotas!

Elizia se levantou e olhou bem nos olhos do homem que ousou mencionar tais palavras, ela estava furiosa.

-cadela! É a senhora sua mãe! Me chame assim de novo e eu lhe arrebento isso que chama de dentes!

O homem não aceitou tal argumento muito bem e pegou-a, puxando-a pelo braço para mais perto, a força que ele usou foi grande e a dor quase insuportável, Elizia mordeu os lábios para não gritar e disse:

- me solta! Me solta, seu dinossauro retardado!

-vou te ensinar a me respeitar, vadia.

Ele começou a puxá-la para os fundos de um galpão desativado,que ficava do outro lado da saída do parque, seguido pelos outros dois que não falaram nada, o homem que segurava Elizia disse:

- vocês dois, fiquem vigiando e impeçam qualquer um que queira vir para cá, tenho coisas a tratar com essa aqui.

Os dois sorriram maliciosamente e desapareceram na curva.

- o que vai fazer comigo?! Elizia o olhou, assustada.

- não devia ter sido tão mal educada, agora vai aprender a me respeitar!

Ele olhou para ela de cima a baixo e sorriu, jogou-a violentamente no chão e sentou-se em cima dela, imobilizando-a, Elizia se debatia desesperadamente enquanto ele rasgava-lhe a blusa e a beijava.

-me solta!

- ha! Pode gritar o quanto quiser menina, ninguém vai te escutar aqui.

-idiota! Tire essas mãos sujas de mim!

Por mais que tentasse Elizia não conseguia se soltar, e seu desespero fez lágrimas escorrerem sem controle pelo seu rosto, então ela fechou os olhos.

-solte a moça, agora!

Elizia abriu os olhos, o homem que tentava abusar de seu corpo parou e olhou na direção da voz que vinha de cima do galpão, Elizia só viu a silueta escura de alguém, mas não distinguia quem.

- não vou repetir! Solte já a moça. -a sombra pula de cima do galpão e cai silenciosamente no chão- é melhor soltá-la se deseja continuar inteiro.

Elizia finalmente pode ver quem era e a surpresa tomou conta de seu rosto, era o garoto da aula de estudos sociais, o garoto de olhos frios e obscuros. Elizia sorriu aliviada, mesmo sem conseguir parar as lagrimas que teimavam em escorrer.

O homem que a imobilizava se levantou rindo histericamente, puxando-a consigo, o sorriso desapareceu do rosto de Elizia, nos seus olhos era fácil ver o medo, já de pé ela tentava cobrir o peito que expunha o sutiã com o pouco que restou de sua blusa. E então o homem que ainda ria disse com uma expressão de diversão no rosto.

- o que você, um pivete, pode fazer contra mim?!

- não vai querer saber, suma enquanto ainda tem chance, ou vai se arrepender.

-é mesmo?-o homem empurra Elizia, que perde o equilíbrio e cai outra vez- é você que vai se arrepender! Você vai engolir essas palavras!

E no mesmo instante o homem corre com o punho para trás. Ele era rápido, não havia como o garoto fugir a tempo do golpe, ele seria certeiro. Elizia não entendeu como o garoto permanecia calmo, ele estava com as mãos nos bolsos, parado na parede sem se alterar, sem se mover, enquanto o homem vinha com fúria para cima dele, ela permanecia no chão estava paralisada.

O golpe ia ser forte, o homem estava com raiva o suficiente, já não havia mais tempo, o homem empenhou toda sua força, é o fim. Elizia gritou involuntariamente e fechou os olhos.

Só se ouviu o estrondo, o punho acertara algo, mas não era o que pretendia.

Elizia se obrigou a olhar, ficando boquiaberta.

O garoto não tinha nenhum arranhão seu cabelo voou com a onda do impacto causado pelo soco que estava ao lado de sua cabeça com apenas um centímetro de distancia. No entanto ele não se moveu nem mesmo um milímetro só o que fez foi inclinar a cabeça e o potente soco acertou a parede do galpão e um sorriso assustador apareceu na face do rapaz.

-eu disse que não era uma boa idéia.

O homem estava atônito, não conseguia entender como um garoto tão fraco conseguiu desviar assim de seu ataque, o rapaz o olhou nos olhos e na face do homem estava o medo, o rapaz sorriu ainda mais e antes que o homem pudesse fazer algo transferiu-lhe um soco na boca do estomago, com tamanha força que alem da falta de ar o homem começou a cuspir sangue, ele caiu, o rapaz endireita o corpo e andou tranquilamente até Elizia que estava com as mais diversas sensações, ele parou e a olhou, ela o encarou ainda com os farrapos da blusa sobre o peito quase nu, ele sorriu de modo amigável e estende a mão, Elizia ainda entorpecida segurou sua mão e se apoiou para levantar. De pé ela olhou para o homem que continuava no chão se contorcendo de dor.

-ele vai ficar bem?

Elizia perguntou inocentemente, mesmo sem saber por que.

-vai, só terá um pouco de dor por uns dias. Está preocupada?

-não, é só que...

Elizia percebeu que o rapaz olhava diretamente para ela, em seguida ele faz a mesma medida que os outros, de cima a baixo, então ela se lembrou do estado em que devia estar. E começou a ficar constrangida e tentando se cobrir, ele sorriu como se estivesse se divertindo com o modo como ela estava, isso a deixou com mais vergonha ainda.

-relaxe- ele se afastou e tirou a blusa de gola alta que vestia, ficando apenas com uma camiseta — já está quase anoitecendo e está frio, não é bom andar na rua assim, tome.

Ele esticou a blusa para ela, Elizia a pegou, mas ficou em duvida quanto a colocá-la, ele percebeu.

-eu já disse relaxe, coloque logo.

Elizia colocou a blusa agradecendo por estar quente, ela nem tinha percebido mais estava com frio e estava mesmo anoitecendo.

-obrigada.

-não tem de que, como pretende voltar pra casa? Claro levando em consideração que está anoitecendo e que você tá meio azarada hoje.

Elizia riu.

- você tem razão, mas não tenho como ir pra casa se não for a pé.

-bom... Aceita uma carona?

-pode ser, mas antes tem de responder a uma pergunta.

-certo.

-devo confiar em você?

-sinceramente?

-sim.

-então sinceramente não, porque o medo é sinônimo de proteção e você teve medo de mim.

-é você tem razão, mas devemos enfrentar nossos medos. Então vamos.

Eles saíram andando deixando três homens morrendo de dor para trás, mesmo que Elizia só soubesse de um. Eles saíram na rua principal de frente a antiga entrada do galpão, havia um carro estacionado, Elizia admirou o carro esportivo por alguns segundos, ele era impressionante, parecia elegante e ao mesmo tempo despojado e com certeza era muito rápido. O rapaz pegou a chave e abriu a porta do carro para Elizia. Ela entrou, ele deu a volta e entrou no carro, deu a partida, segundos depois o carro deslanchava silenciosamente pelas ruas daquela cidade, nada falaram depois que Elizia disse onde morava, até que ela criou coragem e quebrou o silencio.

- sabe do que me lembrei? Eu ainda não sei seu nome.

-Kaylan… Kaylan Wilbur. E você? Agora parando para pensar, também não sei seu nome.

-Elizia Marquenzi- ela riu — é engraçado você acaba de salvar minha vida e nós não sabíamos nem os nomes um do outro.

-bom é como dizem, tudo pode acontecer.

Ambos se olham e começam a rir, Elizia pergunta:

-como derrubou aquele cara?

Ele parou por um longo minuto meditando, como se estivesse escolhendo as palavras.

-luto, desde pequeno. Lutas marciais e treino todo dia.

-você é bom.

Kaylan não respondeu apenas sorriu, ele para o carro na frente da republica, eles descem do carro.

-Você espera até eu trocar de blusa?

-preciso ir. Depois você devolve.

- tudo bem. Boa noite.

-boa noite.

Ele entrou no carro e ela em casa. O carro desapareceu no horizonte.

Notas finais
Hello Pessoas! (pelo menos espero que tenha alguém...)
esse foi o primeiro capítulo, espero ter agradado, pelo menos eu tentei.
Levem em conta que eu nunca mostrei minhas histórias para ninguém de fora _ _'
Aceito sugestões,criticas ou até algo do tipo "vai fazer outra coisa você não serve pra ser escritora nem de versinho"
Tudo bem aceito isso.
Mas sério, gostaria de opiniões sinceras e dicas tanto de ortografia quanto de enredo. Vou me esforçar para melhorar ^^
Espero Reviws, por favor façam uma 'criança' feliz *-*