Quando eu tinha 10 anos eu tinha um amor, o nome dela era Lisa alguma-coisa, eu não me lembro direito, mas eu lembro que eu amava muito ela, até o dia em que ela se mudou de colégio, foi o pior dia pra mim, tudo bem que ela nem sabia da minha existência nem nada, mas ela era tão linda que as vezes eu repetia o nome dela sem nem perceber.

Quando eu fiz 13 anos, Lisa alguma-coisa voltou pro colégio, e eu descobri o sobrenome dela, era Ratz, ela agora não usava mais trancinhas, agora o cabelo loiro dela estava sempre solto e balançando ao vento. Nós nos tornamos amigos, depois de um tempo melhores amigos, ela sabia de todas as garotas que eu ficava e meus namorinhos. Com 15 anos nós nos beijamos pela primeira vez, e começamos a namorar logo depois, com 17 anos, eu tirei sua virgindade – ela dizia que não tinha perdido antes, porque eu como amigo não aprovava ninguém que ela namorava – e ela disse que me amava.

Nós nos casamos quando tínhamos 23 anos, quando ela fez 25 anos, nosso filho Dennis nasceu, e com 32 anos, ela me disse que estava me traindo, e foi mais ou menos assim: “Nico, agente precisa conversar”, e eu já sabendo que depois dessa frase nada de bom podia vir, já soei frio e engoli seco. “Pode falar.”, isso foi o que o pobre que lhes escreve disse. “Eu estou me apaixonando...”, pausa dramática, em que eu pensei que ela estava brincando comigo, “Já tem um tempo que eu tenho um amante, e eu acho que estou me apaixonando por ele...”. Puta merda, minha vida acabou alí.

“Mas como assim, você já é apaixonada por mim.”, eu juro que disse isso. “Eu era apaixonada por você Nico, — nesse momento ela suspirou profundamente, e voltou a falar, — Nicolas, eu vou sair de casa”. E foi ai, neste exato momento em particular, que eu perdi o bom senso, e gritei de volta, (tudo bem, ela não estava gritando, mas na minha cabeça soou como um grito de cantor de heavy metal). “Não, eu saio!”, subi as escadas, e comecei a jogar minhas coisas dentro de uma mala, em menos de uma hora eu já tinha tudo que precisava.

Do lado de fora sem ter lugar pra ir, tive a brilhante ideia de ir viajar, ver o meu amigo Henry que nos visitava 2 vezes no ano, já que ele morava em uma grande metrópole, e exercia o seu trabalho de modelo lá. Então o que eu fiz foi o seguinte, liguei pra ele, e disse que estava indo pra lá e depois explicava.

E agora chegou ao presente.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.