Notas iniciais
Olá olá. Dois meses!!! Caramba. Eu devo mais uma vez desculpas Aconteceram muitas coisas Trabalho+escola+curso+vida social (ou tentativa de uma) = ocupada all the time Consegui tirar esse tempo pq estou de repouso, retirei os sisos e digo: não recomendo kkjj sério mssm Vamos ao capítulo! Espero q gostem Aah! E qualquer erro, me avisem, eu não revisei esse cap cuidadosamente, cm sempre faço

— Anny! — ouço meu nome ser pronunciado pela terceira vez, e apesar do meu esforço em ignorar a garota, devo reconhecer sua persistência.

— Oi, Kattie — comprimento-a com um sorriso contido e recebo um maior de volta.

— Faz um bom tempo que não nos vemos.

— Três dias para ser exata.

Após uma gargalhada, a loira continua sua fala.

— Então, hoje a noite terá uma uma festa. Um garoto do time de futebol é quem estará dando. — ela inicia sua fala — E como sou amiga de colega seu, tenho passe livre.

— E você está me dizendo tudo isso porque ...

— Estou te convidando para a festa.

— Por que eu? — recordo dos jovens que sempre andam com ela. — E seus amigos?

— Eles já irão para a festa. Além de que, é uma ótima oportunidade para você conhecer seus colegas. Se enturmar.

Ela dá de ombros enquanto me observa com uma expressão de sobriedade.

Nunca fui convidada para uma festa de um atleta da escola — que deve ser bem popular.

— Obrigada. — imagino que devo agradecer pelo convite, então continuo minha fala — Mas irei recusar. Esse não é meu tipo de festa.

Eu falava a verdade. Essa não é a espécie de solenidade que eu frequento. Meu gênero favorito de festa é aniversário de criança. E duvido que as bebidas de festas adolescentes consigam ultrapassar os doces que as festas infantis oferecem.

— Se mudar de ideia, esse é o endereço. — Kattie coloca um pequeno pedaço de papel em minha mão esquerda, depois dá uma piscadinha e sai desfilando para a saída da escola, onde há um carro prateado cheio de garotas lhe esperando.

Aparentemente ela iria para casa mais cedo.

O sol da tarde bate em seus cabelos dourados, deixando-os mais brilhosos que o normal.

Guardo o papel no bolso traseiro da calça, sem me dar o trabalho de olhar o local da festa. Embora eu devesse jogar o papel, pois não me importo nenhuma letra que está escrito no papel.

* * *

Todos do segundo ano foram liberados mais cedo por conta do professor de Educação Física ter tido uma crise alérgica, o que foi ótimo — para os alunos, pois evitei de correr na quadra a céu aberto, fazendo nove graus! Não estava com muita vontade de praticar exercícios nesse frio. Na verdade, nenhum clima que faça me faz ter vontade de praticar exercícios.

Imagino que os alunos que irão para a festa ficaram mais agradecidos. Agora, eles teriam mais tempo para se arrumar para ir ao evento, especialmente as meninas. Enquanto eu, estou com um livro de suspense nas mãos.

Suspense é meu gênero preferido de se ler. Quando criança, eu amava ouvir histórias de horror, e amava ainda mais brincar com meus primos sobre estarmos sendo caçados por monstros folclóricos.

Vovó Judy sempre brigava conosco porque corríamos pela casa gritando histericamente, batíamos-nos contra a parede e atropelávamos seus gatos. Foram inúmeras vezes que ficamos de castigo por destruir vários de seus vasos.

— Rindo sozinha, An? — Judy surge do nada. Ou eu estava distraída demais para perceber sua presença.

— Apenas lembrando dos velhos tempos.

— Então você passou muito tempo pensando.

Ela solta um sorriso largo, e eu volto minha atenção para ela. Vejo então que ela está aprumada. Veste um vestido preto que valoriza seu corpo esguio. Está calçando uma sapatilha bege com um laço dourado.

— Você irá sair? — pelo modo como ela se vestia, era óbvio que ela iria sair. Então mudo para a seguinte pergunta: — Para onde você vai?

— Vou me encontrar com umas amigas. — como se adivinhasse que eu iria perguntar a razão da saída, ela logo responde — Estamos organizando o aniversário do asilo da cidade. A pedido do próprio diretor do local.

Fico ereta no sofá, observando vovó vestir um casaco vermelho de botões pretos. Ela pega uma bolsa, guarda a carteira e seu pequeno celular.

— Está muito arrumada para uma simples reunião.

— Anny, é sexta-feira a noite. É claro que irei me divertir com minhas amigas. — suas palavras fizeram meu queixo cair, literalmente. Até minha vó tem uma vida social melhor que a minha. — Aliás, você não devia estar em alguma festa a essa hora?

— A melhor festa é a que acontece no meu quarto. E só a Netflix é convidada. — lhe dou um sorriso maroto.

— Por favor, Anny. Quer que eu acredite que uma garota bonita como você, no ensino médio, não foi convidada para alguma festa?

— Bem, eu fui. — ela me olha, próxima da porta.

— Então vá. Divirta-se. Não carregue a amargura do passado para o presente e futuro. — suas palavras me fazem ponderar sobre a ideia. Deixam-me pensativa.

Olho para ela, que lança um beijo no ar e sai.

Ando calmamente até meu quarto. Quando adentro âmbito, busco com o olhar a calça que usei hoje mais cedo e a acho instantaneamente. Pego-a e enfio minha mão e tiro o papel que me foi entregue. Penso por alguns segundos nas possibilidades.

Provavelmente eu chegaria na festa procurando algum lugar para sentat ou iria atrás das comidas. Ou talvez eu fosse surpreendida.

Prefiro acreditar no inesperado.

* * *

Chego no endereço após ter pego dois ônibus. Não foi difícil encontrar a casa que dava a festa. É a maior residência da rua. Caminho entre ladrilhos que levavam até a porta. Vejo casais se beijando jardim e também há grupo de jovens deitados na grama, alguns sentados, conversando, no que parecem estar em um universo próprio. Paro em frente a porta de madeira escura; aperto a campanhia várias vezes, mas ninguém atende. Ate que a porta abre abruptamente e um garoto sai, vomitando do meu lado. Não era a recepção que eu esperava.

Aquele acontecimento me faz cogitar a ideia de ir embora, se eu não tivesse sido puxada para dentro da casa, que tocava uma música altíssima. Que tola! Por isso ninguém abria a porta. Sinto ainda a mão de alguém no meu antebraço. Olho e reconheço na hora. É Mathew Crayon, o garoto que conheci no supermercado. Adentro ainda mais o casarão juntamente com ele, e eu acabo esbarrando em alguém, depois alguém esbarra em mim.

— Olha só quem veio.

Quando percebo, estou no meio de uma roda composta por Kattie, seus amigos e alguns jogadores do time de futebol da escola ( e eu sei que são atletas porque usam o uniforme do time, o que é totalmente estranho). Kattie pula em cima de mim, abraçando-me fortemente.

— Não esperava uma recepção tão calorosa. — digo, um pouco ofegante.

— Desculpe-me pela exaltação, mas eu fiquei muito feliz em te ver por aqui. — não sabia dizer se eram palavras sinceras, mas ela tinha um grande sorriso no rosto. — Realmente achei que não viria.

Dou de ombros e sorrio singelamente.

— As séries já estão atrasadas mesmo. Mais um dia não irá mudar esse fato.

Todos a minha volta gargalharam. Então percebo que sou o centro das atenções, e nunca na minha vida eu fui centro. Vivia escondida por trás de livros, nunca a frente de nada.

Vovó uma vez me contou que minha mãe era assim também. Tímida e inexpressiva. Afastada de tudo e todos. Até que meu pai, o maior galanteador da escola a conquistou, fazendo-a aproveitar todos os prazeres da juventude. No entanto, ela ficou grávida de mim. Uma jovem, agora amante da vida, se via sem liberdade. Por isso entendo seu abandono.

— Parece que alguém está perdida em pensamentos. — Mathew fala, tirando-me dos meus devaneios, que por sinal, eram constantes. — Beba isto. Irá fazer você aproveitar a festa da forma certa.

Ele me entrega um copo transparente preenchido por um líquido verde. Ouço todos na roda gritarem para eu virar. E é o que faço. Não por eles. Por mim. Pela minha juventude.

Notas finais
Galera, eu demorei tbm esse capítulo não estava pronto, então cm ultimamente estou inspirada para escrever novas histórias, resolvi adiantar as q eu tenho. Terminei esse capítulo agorinha, e infelizmente não temos previsão para o próximo. Ms com fé, não vai demorar tanto. Beijos, comentem e recomendem SZ PS: obrigada a todos que estão acompanhando, comentem para q eu possa conhecer vcs, amo conversar kkkk PS 2.0: pra quem quer me conhecer mais, podem me seguir no Instagram, ele é aberto @deb_sennin Como podem ver, beeem naruteira kkkkk É isto Bjinhos de sorvete
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.