Notas iniciais
Hiiii Faz um tempinho já Eu gostaria de ter postado esse capítulo antes do início das aulas, mas eu procrastinei kkkkk sorry Vamos ao cap

Após três dias sem ir para escola, resolvo aparecer. Procuro na sala a mochila de Daniel que já havia decorado. Uma xadrez azul com preta. Coloco a minha uma cadeira a sua frente. Na parede há duas janelas de vidro grandes e largas, cobrindo quase toda extensão da quadrela; então vejo o garoto caminhar pelo corredor, presumo logo que entraria, que é o que acontece.

Quando passa pela porta, estou à alguns metros de distância do seu corpo. Resolvo sair da sala de aula, minha vontade não era ficar só com ele no momento. Apesar de ter pedido desculpa, e ter achado que havia superado toda situação,eu não conseguia esquecer tudo que já falou, e como tinha me tocado, não de uma boa maneira. Poderia estar me assemelhando à uma criança mimada e sensível, mas suas palavras voltava de alguma maneira, repetindo constantemente. Como eu era sensível.

Prestes a atravessar a porta e ir para qualquer lugar, Daniel puxa meu braço e meu corpo bate contra o seu. A ação me surpreende, e fico mais atônita quando ele fecha a porta, encostando-me nela. Sinto logo minha respiração pesar com tanta proximidade. Inalo seu perfume doce e forte, embriagando-me com a poderosa presença da fragrância.

— Eu falei muita idiotice. Faço isso poucas vezes, afinal não converso muito, também não são todos que conversam comigo. Principalmente garotas. — ele diz de modo rápido e desesperado. Reparando agora em seu rosto, vejo que ele tem olheiras fundas e escuras das quais não tinha antes, o que se mistura bem com a aparência lamentável que ele está.

— Você ficou triste por minha causa?

— Eu vi você chorar, isso me abalou. Principalmente porque não costumo fazer pessoas chorarem por minha causa. Além de que sou um tanto sensível. — o garoto solta uma risada tímida e logo volta a sua imagem séria. Ele olha para a janela, verificando se alguém chegaria. Não me preocupo muito, pois sempre somos o primeiro a chegar, o resto dos alunos chegam em cima da hora ou ficam do lado de fora da sala conversando. — Não achei que pedi desculpa o suficiente. Então... me perdoe.

Calafrios passeam por toda extremidade de meu corpo. Ao escutar sua voz rouca de maneira tão doce e baixa causou um potente efeito em mim. Ajo de maneira impulsiva quando o toco. Seu rosto branco, com algumas manchas. Percorro tranquilamente, como se meus dedos tocassem constelações de outro universo. E seus olhos contêm o mais forte brilho.

Ele segura minha mão depois de algum tempo. Mãos frias e macias como da outra vez.

Nosso olhos cativam um ao outro, sem se desviar, criando uma conexão de alma.

Não sei quanto tempo nos mantemos assim, mas todo aquele vínculo é descontínuo quando escutamos o alarme da escola.

— Eu farei um esforço para te perdoar.

Pela primeira vez escuto sua risada de perto. Das outras vezes era com Jack e distante de mim. Assemelha-se a várias notas musicais juntas, compondo uma agradável melodia.

— Agradeço pelo esforço. — ele fala sorrindo, me desmontando toda. Sua mão solta-se da minha e pousa ao lado de sua coxa. — Você tem fascínio por mãos?

O garoto brinca comigo por observá-la, e deixo escapar um sorriso de meus lábios. Ele caminha para trás , me levando junto e logo abre a porta que estávamos apoiado.

— Acho que estou livre.

— Por enquanto.

Com um sorriso de lado, o moreno sai da sala andando lentamente, enquanto eu fico plantada vendo-o caminhar pelo corredor.

Um suspiro pesado é solto, e lembro da sensação que ele causa quando está comigo — embora tenha sido poucas vezes em que isso ocorreu. É sufocante. Tem uma força grande sobre meu corpo e não entendo. Imagino que tem algo relacionado à sua exemplar beleza.

Sou libertada de pensamentos incoerentes quando o alarme ressoa novamente. Então uma multidão de alunos começa a adentrar a sala. Caminho entre eles para sair e pegar um ar. Isso ajudaria a esquecer ele. Tinha que ajudar.
***

Chego em casa com a certeza de que não absorvi nada das aulas de hoje. Tudo que minha mente sabia fazer era relembrar a imagem de Daniel falando, observando, sorrindo. O toque segue presente na minha pele parda, trazendo de volta os arrepios.

Sei que deixar essas lembranças permanecer em meus pensamentos é sinônimo de perigo, porque tudo naquele garoto é atrativo. Não há ninguém como ele. Mesmo que eu procure por toda cidade. Sentar perto dele hoje foi uma ideia estúpida, só contribuiu mais ainda para essa leve obsessão.

— Oi, não vi que tinha chegado. E você não avisou também. — com passos lentos, minha vó se aproxima e deposita um beijo na minha bochecha esquerda.

— Não faz tanto tempo que cheguei. Mesmo assim, me desculpa por isso.

— Ora, que isso, não precisa se desculpar. Até parece que eu iria me irritar por causa disso.

Ela faz uma pose, que ao meu ver, o propósito era me fazer rir. Com a mão na cintura, o quadril empinado, sua outra mão segurando um pano de prato branco, combina bem com a leve careta em seu rosto.

Uma leve risada involuntária escapa de meus lábios, que após isso ela volta a ficar normal. Seus olhos castanhos escuro fitam-me. Com um tom sério, diz:

— Pelo que vejo, seu dia na escola não foi bom. Aconteceu algo?

Demoro um pouco para responder. Não queria dizer a ela sobre Daniel. Até porque não havia nada para dizer. Ou será que tinha?

Aquele garoto me deixava confusa de um jeito pertubador para mim. Eu quero me aproximar dele, ser uma conhecida, ou amiga. Nunca fui de ficar sozinha e gosto um pouco de seu estilo. Aparenta gostar das mesma bandas e prefere ficar em seu canto, conversando sobre a cultura pop (como fiquei perto dele hoje, pude ter uma noção melhor do que gosta, e me identifico com a maioria). Mas por outro lado, eu sentia um peso me empurrando, como se ficasse fraca diante dele. Como se ele fosse uma espécie de kriptonita. E eu não sabia o que aquilo significava, e odiava essa sensação.

— Uma resposta seria bem-vinda.- Judy está com uma expressão emburrada e me pergunto há quanto tempo ela estava me chamando.

— Foi um dia cansativo vovó...

— Você passou três dias em casa, e não havia muito o que se fazer, imaginei que estaria a todo vigor hoje. — ela me corta, e agora quem estava emburrada era eu. Tinha que ter uma resposta não é mesmo? — Se tem algo para falar, faça isso e rapidamente. Não engula isso, vai acabar se afundando com o peso das palavras não ditas.

O que ela diz me impacta intensamente, entretanto, acho desnecessário falar sobre o moreno. Mas guardaria suas palavras sensatas para uma futura ocasião.

— Estou bem. A escola é chata e entediante. O que no fim, me deixa cansada. — tento sorrir para ela para que acredite em minhas palavras — que há verdades nela.

— Sabe do que você precisa? De uma festa! — seu tom de voz era mais leve, assim como toda a situação se torna, especialmente quando vovó começa a dançar desordenadamente. A cena me faz rir muito.

— Não vovó, eu preciso de comida.
***

Depois da conversa com Judy, vim ao supermercado mais perto comprar itens para fazer brigadeiro. Esse doce é uma maravilha. Agradeço ao Pai por ter encontrado a receita na internet. No momento, estou na área das frutas e verduras escolhendo com cuidado uma bandeja de morangos, minha fruta preferida. Olho com esmero cada uma disponível. Quero os melhores! Quando devo estar analisando a sexta bandeja, alguém fala comigo.

— Oi. — um rapaz com um tom de pele semelhante à caramelo é quem interrompe meu CSI de morangos. Observo seu rosto e concluo que nunca o vi. — Você é a garota que fez um escândalo na sala de aula, não é?

Não preciso de espelho para saber que estou corada, e acredito que não apenas nas bochechas, como que talvez no rosto todo.

— Eu estudo na mesma escola que você. — não tenho coragem suficiente para olhar para ele. Era assim que eu estava conhecida na escola? A garota escandalosa que gritou com seu colega porque ele não quis conversar com ela? Eu sinto calor, mesmo fazendo frio na cidade. Estou nervosa. Com que cara voltarei para a escola?- Você virou minha heroína. Uma espécie de ícone.

— O quê? — as palavras saem involuntariamente. Ele está com uma expressão sorridente e eu me sinto uma piada humana para ele.

— É o que acontece quando se desafia um cara que me odeia por razões nenhuma... você vira uma heroína.

Nada do que ele estava dizendo fazia menor sentido para mim. Nenhuma palavra sequer. Como se todas as letras de sua frase estivessem no lugar errado, formando a mais errônea sentença.

— Você odeia ele? Por quê? — tenho tantas perguntas para ele, mas decido começar pela que estava me deixando mais curiosa.

— Bem, talvez porque ele é... um cretino. — o moreno diz e logo começa a rir de modo descontrolado. — Daniel trata mal as pessoas sempre quando pode. Seu amigo Jack não fica para trás.

Ele consegue dizer após sua crise de risos, mas mesmo assim é como se não houvesse dito uma palavra, pois a confusão permanece em minha mente. Okay, Daniel foi rude comigo sim, porém ele basicamente implorou meu perdão quando nos vimos. E se ele gosta de tratar as pessoas tão grosseiramente, por que pediu tantas desculpas para mim?

Olho para o rapaz a minha frente e não consigo perceber trejeitos que indiquem que está mentindo. Mas se ele está falando a verdade, que Daniel realmente é um cretino, então quem era aquela figura sensível que suplicou sua remissão?

— Daniel já destratou você alguma vez? — pergunto olhando para que abre um sorriso que diria ser amargo.

— Sempre que pode.

— Mas, por qual motivo? -

— Ora, porque Daniel Heights é um cretino egocêntrico que apenas fica bem pisando em outros.

Okay... ele não devia estar falando sério. Em nenhum momento desde que cheguei vi Daniel maltratar alguém. Ou será que eu não havia percebido?

Não sei se quero continuar aqui escutar o que ele diz — que para mim, parece um absurdo. Coloco a bandeja de morango na cesta de compras que carrego e me despeço dele.

— Aliás, meu nome é Matthew Crayon.

Ele sorri largo para mim. Sem palavras ditas, posso notar que ele é até bonito. A cor de sua pele combina com os olhos cor âmbar. Não é musculoso, diria até que é mais cheio que os garotos da escola em geral, no entanto não o considero gordo. Seu cabelo é ondulado, e sua tonalidade é um castanho escuro, quase chega a ser considerado preto.

Devolvo um sorriso, contido, à ele. Passo as compras no caixa, pago e vou para casa. O brigadeiro além de me fazer esquecer o momento que tive com Daniel, agora ajudaria a não ficar pensando nas palavras de Matthew.

A comida resolveria meus problemas.

Notas finais
Então, vamos lá Não considero esse o melhor capítulo e talvez até vcs estejam confusos, mas tenham paciência comigo e com a história Principalmente agr q não tenho capítulo pronto, poréeem, a boa notícia é q já tenho ideias para o próximo e pretendo entrar em ação lkkkk Obrigada à tds q estão acompanhando, emboram não sejam mts, mas são mt importantes Agradeceria e ficaria mt mais feliz se comentassem pra saber oq estão achando Toda vez q vou colocar um cap novo, tem q dar alguma problema e tento ao menos 2 vezes pra dá certo, então valorizem meu esforço pq do q eu sou sem paciência eu poderia ter desistido Até a próxima Comentem e recomendem Bjsss