O Poder do Amor
6 Capítulo 5
Alemanha, Frankfurt, setembro 1998
O som das crianças gritando ao brincar no parque o deixava ainda mais preso em sua indecisão.
Encostado na batente da janela suspirou e se fez a mesma pergunta: Qual a decisão que ele iria tomar?
- Bom dia!!! – uma voz conhecida disse chamando sua atenção.
Nina, a coisinha louca estava com a cabeça pra dentro de sua sala com um sorriso matreiro na face.
- Bom dia! – respondeu sem sair do lugar.
Impaciente ela revirou os olhos a entrou bufando.
- Nossa, depois a sem educação sou eu! – seguiu em direção a sua mesa e começou a abrir as gavetas – Nem me convida pra entrar! – resmungou fingindo indignação, entretanto o destino quis que sua face se iluminasse de deleite – Que preciosidade! – gritou ao pegar uma pequena barra de chocolate.
Ele sorria divertido, e de certa forma agradecido, talvez as loucuras de Nina aliviassem sua cabeça.
- Nina por acaso não seria para a senhorita esta na universidade? – perguntou olhando o relógio que lhe diziam ser 8:40 da manhã.
Nina nada disse, abriu a barra de chocolate e começou a andar pela sala.
- Hei coisinha louca eu te fiz uma pergunta!
Ela continuou se fazendo de desentendida e ligou o pequeno radio relógio que ele tinha em cima de seu armário.
“Vamos a mais mais do dia. E a mais votada foi Lou Bega com Mambo No. 5”
- Oh meu Deus! – gritou Nina.
http://www.youtube.com/watch?v=DKUJ4cB1ewg&feature=related
Senhoras e Senhores,
Este é o mambo número cinco.
Começou acompanhar a letra da musica cantando silenciosamente, remexendo os quadris devagar.
- Vamos Edward, requebra o esqueleto! – gritou enquanto rebolava e dava os passos sincronizados que a dança pedia.
Divertido ele revirou os olhos vendo-a dançar. Definitivamente a cada dia ela ficava mais louca, entretanto uma pequena ruga em sua testa deixava claro que havia acontecido algo que tentava esconder com essa demonstração exibicionista.
“Um pouco de Bon Jovi na minha vida,
Um pouco de George Clooney ao meu lado.
Um pouco de Jason é tudo que preciso,
Um pouco de Hugh Jackman é tudo que vejo.
Um pouco de Antonio Bandeiras no sol,
Um pouco de Eric Bana a noite toda.
Um pouco de Bono aqui estou,
Um pouco de você me faz sua mulher!”
Gritou cantando, rebolando e modificando a letra da musica, fazendo seu amigo gargalhar e esquecer o que estava fazendo-o ficar sem dormir a mais ou menos 1 mês.
Quando a musica chegou ao fim, Edward seguiu até o radio e o desligou, pegou sua amiga pelo pulso e colocou-a sentada em uma das cadeiras para visitantes e ou cliente e sentou-se na outra, de frente para ela.
- Desembucha, conte logo de uma vez o que aconteceu para você deixar de ir à aula de um curso que você adora, para comer chocolate, se requebra em meu escritório modificando a letra da musica?
Nina arqueou as sobrancelhas e deu um sorriso tímido.
- Estava com saudade de você! – disse se aproximando para apertar as bochechas de seu amigo – Você anda tão pensativo ultimamente...
- Nina, por favor, não sou sua mãe que cai nas suas conversas, conte logo!
Derrotada suspirou.
- Eu dei! – disse fazendo bico com os lábios e ficando com a face avermelhada.
- Deu o que? – perguntou completamente perdido.
Irritada pelo amigo não ter percebido o obvio bufou e revirou os olhos.
- A prexeca, xana, boceta, se preferir vagina ou quem sabe vulva – suspirou – Escolha o nome que desejar, não importa todos tem o mesmo significado.
Edward ficou calado com os olhos arregalados, ele poderia esperar que sua amiga viesse lhe contar qualquer coisa menos isso.
- Olá! – disse passando a palma da mão direita a uns cinco centímetro da face de seu amigo – Tudo bem, não precisa fazer tanto drama, ela ainda ta aqui entre minhas pernas eu falar que dei é uma metáfora! – disse cinicamente como se estivesse falando sobre sua comida predileta.
- Você esta de gozação? – perguntou ainda atordoado.
- Oh não diga essa palavra.... Me vem pensamentos tão divertidos – disse sorrindo.
- Oh meu Deus! – jogou as costas na cadeira e escondeu a face com as mãos por alguns segundos – Você é minha irmã do coração, isso parece tão irreal! – murmurou.
- Hei! Até os familiares mais próximos fazem sexo, ou como você acha que veio ao mundo? Pela cegonha? – disse Nina segurando o riso.
Ele retirou as mãos da face e olhou nos olhos de sua amiga.
- Não precisa ser tão cínica! – bufou – Eu sei lá, pensei que você sempre seria a garotinha intrometida, que nunca ia crescer – suspirou – E você também nem tem namorado! Ai meu Deus, você não tem namorado! – arregalou os olhos visivelmente preocupado – Um desconhecido! – gritou – Você poderia ter pego Aids!
- Epa! Primeiro usei caminha, segundo porque somente você poderia crescer e conhecer as maravilhas da vida? Terceiro, você poderia me dar apoio, tipo assim, quando casou com Esme eu não concordei, mas pow eu estava lá, decorando a porra da igreja caramba e quarto, não foi um desconhecido, foi o Victor o bombeiro!
- O tarado? Nina ela vai te usar e te largar! – disse Edward descontroladamente.
- E tem coisa melhor?
- Agora é oficial, vou te internar!
- Tudo bem, qual foi à parte do “você poderia me apoiar” que não entendeu? – perguntou Nina irritada – Pode parecer, mas, não sou burra ou coisa do tipo, estava curiosa só isso, todo mundo diz que é bom, tudo mundo tem alguém pra dar prazer, poxa eu não tenho ninguém, o ultimo namorado serio que tive eu peguei trepando com minha amiga – suspirou – Não estou nem um pouco a fim de me amarrar, só quero conhecer algumas coisas legais do Kama Sutra, e quem melhor que o Victor? Sério ele propôs eu aceitei o acordo, um namoro movido a ensinamentos sexuais, exigindo fidelidade de ambas às parte e honestidade, sem amor, só desejo!
Edward fechou os olhos e suspirou, deixando que as palavras de Nina entrassem em sua mente.
- Eu sinto muito, mas é que deveria pelo menos ter um pouquinho de amor! – murmurou sem olhar sua amiga nos olhos.
- Eu não acredito que seja capaz de encontrar alguém que me ame e que eu ame, isso de alma gêmea e bla bla bla não é pra todo mundo – sorriu – Mas foi incrível, eu gostei, sinceramente não doeu e ele foi carinho e quente – mordeu o lábio inferior por alguns instantes – Eu to feliz pela decisão que tomei e eu vim aqui porque pensei que ficaria feliz por mim. Mas me desculpe se me enganei! – disse se levantando.
Rapidamente Edward a segurou pelo pulso, ela abaixou o olhar e eles se encararam por alguns minutos.
- Você esta certa nunca julgou qualquer atitude minha, amigos são pra isso. – sorriu timidamente – É só que tenho medo de perder minha amiga maluquinha!
Sorrindo divertida.
- Hei eu acabei de requebrar na sua sala e antes disso mexi em suas coisas e roubei um chocolate... Se bem que acho que esse chocolate estava ai me esperando... – colocou as palmas das mãos na face de seu amigo emoldurando delicadamente – Enfim...Nem adianta comemorar, eu sempre serei intrometida quando se tratar você!
- Acho que posso viver com isso!
Os dois gargalharam por um bom tempo.
- Então... O que vem acontecendo com você pra ficar tão pensativo ultimamente! – disse enquanto colocava os pés em cima da mesa, quase derrubando alguns documentos.
O sorriso de Edward sumiu, contorceu sua feição com desagrado.
- Eu nunca estive tão indeciso em minha vida, nem quando meu pai me expulsou de casa, ou quando a Esme engravidou, ando fugindo, mas sei que tenho que tomar uma atitude, uma decisão.
- Eu não sou um poço de experiência, mas quem sabe se você me contar exatamente do que trata uma opinião valida saia dessa cabeça!
Ele a olhou por alguns segundos e pensou: quem melhor que ela para ajudá-lo?
- No final do mês de agosto a Tanya, tia do Juan...
- Sei, sei... Prossiga!
- Ela trouxe sua patroa na instituição... Isabella Swan – disse com o olhar distante – Eu pensei que ela fosse uma doadora, sabe aquele tipo que conhecemos muito dinheiro e pose de boa feitora?
- Hum...Hum... Ângela comentou que ultimamente é o que mais temos por aqui – disse sorrindo – Mas não é de todo mal, o dinheiro desse tipo de gente até que ajuda e muito!
- Mas ela não veio pra isso, veio pedir minha ajuda para montar e dar continuidade a uma outra instituição de pessoas que tem o mesmo problema que o dela!
- Bonito isso, e sinceramente não encontro alguém melhor que você pra ajudá-la! – comentou Nina.
- Você não entende! – disse levantando e andando de um lado para outro.
- Realmente fica difícil entender! Você sempre foi tão humano, pensei que em uma situação dessa não tutibiaria em aceitar – disse Nina olhando-o firme.
- Aids Nina, ela tem aids e quer ajudar pessoas com o mesmo problema, ela quer que eu assuma a instituição quando ela morrer, porque pelo que entender esse dia esta próximo!
O silencio permaneceu por segundos, passando por minutos. Perdido Edward sentou-se na cadeira que estava antes e olhou para a face de sua amiga tentando saber o que se passava na cabeça dela.
- Eu pedi um tempo pra pensar, não pude dizer não olhando a dor em seus olhos e nem pude dizer sim com o medo, o pavor crescendo dentro de mim. – comentou com a voz sofrida.
- Isso já tem um mês Edward! – disse Nina.
- Eu sei, e fico fugindo da Tanya e de prováveis ligações que ela possa da!
Nina virou sua face e o encarou.
- Só?
- Como?
- Edward eu acho que você fez bem em pedir um tempo, mas sinceramente você deveria usar esse tempo para pesquisar e tomar uma decisão racional, não ficar fugindo de um confronto que pelo visto só vai acontecer se você quiser, porque pelo o que acabou de dizer ela não ligou, é sinal que esta te dando espaço pra tomar a decisão sem qualquer pressão, uma decisão para não se arrepender mais tarde!
- Eu não sei... Eu estou com medo e também não posso abandonar as crianças daqui...
- Sinceramente? O seu medo maior é a incerteza, você fica arranjando desculpa pra não fazer o que seu coração esta mandando por medo do que pode acontecer, o incerto te assusta, rompa essa barreira, passe por cima e quem sabe não seja maravilhoso!
Ele suspirou derrotado.
- Você tem mesmo 19 anos?
- Sim, 19 anos feitos há pouco tempo, sou uma txutxuca! – disse piscando o olho esquerdo.
Ele começou a sorrir e a encarou nos olhos quando sentiu suas mãos em cima das suas.
- Sabe o que eu acho?
- Não faço a mínima idéia, não entendo o que doido pensa!
Nina sorriu e revirou os olhos.
- Fale com Carlisle, ele é medico pode tirar muitas dúvidas e depois converse com a Tanya, ela poderá lhe dizer quem é exatamente essa Isabella, então com o que eles te falarem e a voz de seu coração tenho certeza que vai tomar a decisão correta.
{...}
Tocou a companhia e ficou esperando olhando o céu azul. Não demorou muito para a empregada dos Hale atender a porta.
- Edward! – disse a jovem Rita.
- Bom dia! Como vai?
- Muito bem, como sempre educado – disse sorrindo.
Rita era sua vizinha quando morava na quitinete, ela e Esme ficaram amigas e quando sua ex esposa casou-se com Carlisle convidou a amiga para trabalhar em sua casa.
Edward achou isso deprimente, afinal é meio complicado você mandar e ou acatar uma ordem de seu patrão quando você é amigo antes de qualquer coisa, isso sempre gera problemas futuros. Mas ele que iria se meter nessa confusão.
- A Esme saiu com a Rosálie, acho que ela esqueceu que vinha pegar a menina!
- Não Rita, apesar de ter esperança em ver minha garota não combinei de pegá-la!
- Hum... Entendo, vai querer esperar pra vê-la?
- Sim, adoraria!
Ela deu passagem para que ele entrasse.
A casa possuía uma área enorme, sorriu ao ver alguns brinquedos de Rose no chão e adorou ao ver Carlisle na porta encarando-o, como se fosse o rei do mundo, vestido com uma calça de moletom preta e uma camisa azul de manga comprida, segurando uma xícara.
- Como vai Edward? – perguntou sério.
- Vou indo – suspirou – E você?
- Trabalhando muito!
- Acredito que hoje seja seu dia de folga – comentou.
- Mais ou menos, ás 19:00 tenho que esta no hospital!
- Plantão!
- Sim.
O silencio tomou conta por alguns segundos.
- Uma xícara de café? – disse estendendo a que estava em suas mãos.
- Adoraria.
Carlisle adentrou e Edward o seguiu, passaram pela enorme sala com sofá acolchoados, uma enorme televisão e um móvel de vidro com diversas fotos de sua pequena Rose e o filho de Carlisle, Emmett Hale.
Passaram para a cozinha e Edward sentou-se na cadeira da pequena mesa quadrada.
- Posso limpar os quartos ou vai precisar de minha ajuda? – perguntou Rita ao seu patrão.
- Pode ir, eu assumo daqui!
Os segundos passaram até que ele encheu a sua xícara de café e sentou-se, olhando para Edward enquanto tomava o seu café.
- Rose vai ficar muito feliz em lhe ver! – comentou o estudando.
- Também ficarei – comentou timidamente.
- Qual é o problema? Nunca foi de vim sem avisar.
- Queria falar com você, fui até o hospital e me disseram que estava em casa!
Carlisle arqueou as sobrancelhas.
- Comigo? Estranho nunca fomos de conversa, sempre um clima de desconforto ficou entre a gente, afinal, você dormiu com minha esposa por muito tempo!
- E você a tomou de mim! – retrucou.
- Não, eu simplesmente me declarei, disse que sentia a sua falta no hospital e que se houve alguma possibilidade de eu fazê-la feliz para ela me procurar, e ela o fez semanas depois, batendo em minha porta com uma mala e Rose nos braços. – sorriu sem mostrar um dente – Eu a amava e ainda a amo, não podia deixá-la na rua porque você a queria de volta. – disse calmamente.
- Que seja, falar disso não vai mudar os fatos!
- Então qual é assunto? Porque sempre que você deseja a Rose fica com você, nunca atrapalhei do mesmo modo em que não gostaria que minha ex mulher tirasse o Emmett de mim!
Edward quis gargalhar, sim ele tinha a Rose, sempre que ele desejava e que era conveniente para Carlisle e Esme irem a festas e fazerem viagens, não que ele reclamasse ele até gostava, pois se fosse por ele, sua menina não sai debaixo de suas assas.
Entretanto se concentrou e entrou no assunto que a semanas dominava seus pensamentos.
- Aids!
Carlisle arregalou os olhos e o encarou especulativo fazendo Edward bufar.
- Hei não precisa me olhar assim, não tenho a doença só quero entender melhor o que é isso!
- E por quê?
- Porque alguém me procurou pedindo ajuda e eu quero ver até que ponto posso ou não ajudá-la.
- Entendo... – Carlisle tomou o restante de seu café – Sabe o que são os linfócitos T auxiliadores?
- Sou advogado! – disse Edward meio envergonhado.
- Desculpa perfeita, afinal sou péssimo em leis – disse fazendo os dois sorrirem timidamente – São o que chamamos de exercito de defesa de nosso organismo, fundamental para nossa sobrevivem, se por acaso deixamos de produzi-los juntamente com as células o que os ativam é fim. – Parou para pensar um instante – Antes de qualquer coisa é importante que entenda como ela se propaga – suspirou – A membrana deste vírus se funde com a membrana da célula, penetrando no citoplasma celular. O RNA, passa a produzir uma molécula de DNA, que irá penetrar no núcleo da célula, introduzir-se em um dos cromossomos do hospedeiro e recombinar-se com o DNA celular. Esse “novo” DNA juntamente ao cromossomo celular é chamado de provírus, que irá produzir moléculas de RNA, originando centenas de vírus completos. Uma vez com os genes do provírus integrados aos da célula irá produzir partículas virais durante toda a sua vida, não chega a levar a morte da célula hospedeira, esta poderá transmitir o provírus para suas células filhas. Resumindo, o vírus HIV se reproduz para deixar nossa imunidade baixa, ou seja, atacando nosso sistema de defesa!
- Hum... Isso nos levar a ter sérios problemas. – murmurou.
- Exatamente, com a imunidade debilitada pelo HIV, o organismo torna-se susceptível a diversos microorganismos oportunistas ou a certos tipos raros de câncer. A pneumonia é a infecção oportunista mais comum, detectada em cerca de 57% dos casos. As principais causas da morte são infecções banais, contra as quais o organismo debilitado não consegue reagir.
- E não há cura? – perguntou sentindo uma dor em seu coração.
- Não, mas também não é o fim do mundo, quanto mais cedo se descobre melhor, se tem tratamentos que ajudam os pacientes.
Edward analisou o que Carlisle disse e fez uma ultima pergunta.
- Eu sei que se pega o vírus através de um contato intimo ou transfusão de sangue. Existe outra possibilidade?
- É passado de mãe para filho durante a gestação ou amamentação, também tem casos com uso de seringas em drogados. Também se deve ter cuidado se tiver algum machucado e o contaminado também estiver, sempre é bom ser cauteloso, mas também não precisa fugir, ou ter medo da lagrima ou saliva, isso é preconceito idiota!
- Hum... Obrigado, não imaginas o quanto me ajudou!
- Disponha, e se essa pessoa que esta precisando de ajuda se envolver amorosamente com outra, peça pra usar camisinha e jamais permitir sexo oral!
Edward contorceu a face
- Ahhh.... Eu acho que ela não vai querer esse tipo de conselho de minha parte, afinal nosso envolvimento é profissional – disse Edward.
- Tome cuidado, pessoas com o vírus HIV tem uma tendência muito forte de despertar a compaixão e o amor de que os rodeia!
Edward estava preparado para retrucar, entretanto o grande amor de sua vida roubou sua atenção.
- Papai! – gritou correndo em sua direção.
Com os braços mais afáveis do mundo Edward a acolheu, sentindo seu peito transbordar de amor.
{...}
Quando saiu da casa de Esme sentiu um aperto em seu coração, respirou fundo e evitou que as lágrimas caíssem, ele nunca se acostumaria em deixar sua menina.
Pelo menos pode colocá-la pra dormir.
Seguiu até seu carro que não era nenhum modelo atual com equipamentos modernos e foi para casa, pelo menos era essa sua intenção inicial, pois seguindo por instinto passou na rua de Tanya e viu a luz ligada, olhou para o relógio e percebeu que nem eram 20:00 horas.
Nina estava com a razão, e além de tudo ele necessitava decidir.
Parou o automóvel e caminhou lentamente até a casa de Tanya, respirou fundo e bateu na porta.
Não demorou muito para ela atender e sorrir ao vê-lo.
- Edward! – gritou e o abraçou carinhosamente.
- Olá, como vão às coisas? E Juan?
Ela o pegou pela mão e o fez entrar.
- Tudo vai bem – apontou para o chão da sala e viu o pequeno Juan brincando com um jogo de montar.
- Hei moleque! – disse Edward animando.
- Tio!!! – gritou e correu ao encontro do homem que era o símbolo do pai que ele jamais teve.
Edward brincou um pouco com Juan, entretanto delicadamente pediu para Tanya que conversassem. Atendendo seu pedido, ela o levou Juan para o quarto e deixou a porta aperta para que pudesse vê-lo.
- Então, em que posso ajudá-lo? – perguntou sentando-se no sofá cheio de rasgos pelo tempo.
- Sei que pode ser errado eu lhe perguntar sobre isso, mas eu preciso saber quem é Isabella Swan! – disse sem rodeios.
Tanya arqueou as sobrancelhas.
- Esse interesse se da por causa da instituição?
- Sim, acredito que ela tenha comentando algo com você! – disse Edward temeroso.
Será que Tanya sabia o problema real de sua patroa?
- Edward eu sei o que devo saber, e vou lhe ajudar porque eu confio em você e ela me prevendo que você viria me procurar me deu carta branca. Só não pensei que fosse demorar tanto para vim.
Ele engoliu seco. E calou-se diante do comentário de sua amiga.
- Isabella é doce, mimada sim, mas mesmo assim jamais foi ignorante com qualquer pessoa, não que tenha visto ou saiba de algo.
Não passou desapercebido o carinho de Tanya ao falar em Isabella o deixando curioso.
- O que aconteceu com ela exatamente? – perguntou curioso.
Tanya deu um sorriso triste.
- Eu não sei muita coisa, trabalho já há algum tempo para ela, desde um pouco antes de se separar de Jasper seu ex marido, mas o pouco que sei é que ela jamais conheceu o pai e sua mãe morreu de câncer quando ela tinha seis anos, seguindo o que estava em testamento Isabella até os 18 anos viveu em um internato comandado por freiras, afinal ela não tem ninguém, nenhum parente, somente muitíssimo dinheiro herdado.
- Mas nenhum tio ou avos?
- Não, o pai de Bella quando conheceu a modelo Renée já era de idade sem pais e filho único, já a mãe dela foi criada em um orfanato e se destacou pela beleza sendo uma grande modelo, casou-se com o estilista Charlie Swan e com menos de um ano de casados ele sofreu um acidente de carro a deixando sozinha, semanas depois ela descobriu que estava grávida, teve Isabella e mais tarde como já disse faleceu.
- Triste a historia dela, não merecia mais essa da vida! – comentou honesto.
- Eu adoro a Isabella, mas quem sabe ela tenha merecido!
- Como assim? – perguntou confuso.
- Isabella vivia uma vida intensamente sexual, foi devido isso que seu casamento não deu certo, ela o traia descaradamente, pra ter noção ela nem sabe ou tem uma leve suspeita de quem pode ter lhe passado o vírus.
Edward tentou imaginá-la agindo dessa forma, mas foi complicado pra ele, não ela, não a dona de um rosto perfeito como Isabella.
- Foi um milagre Jasper não ter contraído o vírus, lembro-me de quando ela descobriu que estava doente, nossa Alice pensou que também estava, afinal ela casou-se com Jasper meses depois que eles se separaram, mas todos os exames deram negativos.
Ele tentou imaginar a situação, mas soube que jamais conseguira chegar à perfeição que deve ter sido o sofrimento para eles.
- Edward eu sou suspeita pra falar, mas seria lindo que a ajudasse, minha menina não tem muito tempo, vive internada e ainda foi descoberto câncer de pulmão, os médicos acham arriscado demais operá-la – limpou as lágrimas que começaram a cair – Ela nunca foi feliz, talvez se ajudá-la ela seja um pouquinho feliz antes de partir.
Ele nada disse, consolou Tanya e quando percebeu que ela estava melhor foi embora.
Não dormiu durante a noite e os dias que se passaram começaram a fazer o conflito em sua mente se dissolver.
Uma semana após a conversa com Carlise e Tanya empurrado por Nina ele tomou a atitude que de certa forma sabia que iria tomar.
Pegou o numero que ela deixou em seu escritório e ligou.
- Alô! – respondeu uma voz feminina.
- Bom dia, eu gostaria de falar com Isabella Swan.
- É ela, quem deseja?
- Edward Cullen!
O silencio tomou conta dos dois lados por algum tempo.
- Imagino que tenha finalmente tomado uma decisão.
- Sim, desculpe a demora, mas pode contar comigo, seu sonho passou a ser o meu sonho!
FIM DO CAPITULO
Notas finais
postando mais um cap.....
agora q o Ed firmou um compromisso com a instituição vamos ver como q esse casal improvável pode ficar junto...
sim eles vão ficar juntos.....
ahhhh
como já disse a historia é real..... a sua verdadeira data comparada ao ano de 1998 q é a parte atual da fic é no ao de 2005..... só uma curiosidade msm.....
comentem
recomendem
e deixem essa pobre autora feliz
obs: esse final de semana estarei viajando....curtindo um sol em fortal, por isso n teremos postagem.....
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