O Poder do Amor

12 Capítulo 11


Notas iniciais
LINDO *-*

11 CAPITULO

Alemanha,Frankfurt, Março de 1999

O inverno estava saindo de forma preguiçosa, o frio não era tão insuportável e as arvores já demonstravam estarem cada vez mais preparadas para seu desabrochar.

Ao sair nas ruas era fascinante ver lojas especializadas em plantas lotadas, os alemães estavam animados com a vinda desta estação alegre, a estação que melhor que todas as outras simboliza a vida!

Vida!

Isabella sorriu ao passar pelas ruas, sentindo-se animada por ser a primeira vez que verdadeiramente esteve ligada a estação das flores, chegava a ser até engraçado sentir isso agora, enquanto a morte lhe rondava sem piedade.

Fechou os olhos e respirou fundo, pensou em Edward, em como ele ao longo dos dias mudava sua vida....Animou-se ainda mais ao pensar nele e como conseqüência apressou os passos, afinal tinha um encontro.

Animado, ele olhou para o relógio e percebeu que estava na hora do almoço, olhou para as panelas e mesa, verificando se não estava deixando passar nada.

Desde o discurso sobre medo e o beijo arrebatador que ele deu em Isabella, a relação deles passou por vários estágios.

Primeiro a negação, ela quis continuar agindo como pessimista, fugindo, quando viu que ele não lhe deu espaço para se esconder, simplesmente esbravejou, gritou, deu espaço para a raiva e mesmo assim ele não desistiu, então para ela só restou cair em depressão... Dias chorando, lamentando por não tê-lo encontrado quando ainda poderia lhe oferecer uma vida...

Mas nada disso adiantou, e por mais que ela tentasse resistir, ela começou a ceder, então começaram a ficar juntos, escondidos, porém não por muito tempo.

Esme pegou os dois aos beijos no escritório e ficou meio complicado esconder, então assumiram publicamente que estavam se conhecendo melhor, apesar de ser obvio que pra ela, principalmente quando as pessoas olhavam para eles questionando a sanidade de Edward, era bem mais difícil.

Mas ele tinha esperança, e por isso sorria, sempre que alguém os encarava com a face retorcida ele sorria e mostrava o quanto ela o fazia feliz.

Mandando os pensamentos pra longe se concentrou na comida que estava preparando. Provou o molho madeira e se deliciou com o toque especial do vinho do Porto, definitivamente sua carne recheada com queijo, cenoura, batata e lingüiça iria receber um toque especial.

Colocou a carne assada na travessa e delicadamente derramou o molho, animado colocou a travessa na mesa, verificou se a salada e o arroz estavam em ordem, lavou o resto da louça suja e assim que terminou a campainha de sua casa tocou.

Secou as mãos e apressado abriu a porta. Ela estava linda, um sorriso tímido nos lábios, o cabelo feito com um coque, um vestido amarelo com detalhes em branco longo, um casaco fino bege e uma sandália baixa e as luvas, as malditas luvas.

Sem rodeios, ele a pegou pela nuca e a beijou, a principio calmo, lento, para aos poucos acelerar na dança de lábios, fazendo-a perder o fôlego com facilidade.

- Oi... Como foi sua manhã? – perguntou ainda com a respiração acelerada devido o beijo e o pulmão danificado.

- Boa.... – respirou fundo – Pensando em você em cada minuto... – Acariciou a face com carinho e delicadeza – E a sua?

- Maravilhosa.... As crianças estão animadas hoje – respondeu Isabella sorrindo de olhos fechados – Perguntaram por você!

Ele sorriu, segurou suas mãos e não gostou do fato de não sentir sua pele, mas tentou esquecer as luvas que ela usava e a puxou para sua casa.

- Elas me fazem falta... Mas às vezes preciso de uma folga... Ainda mais quando se trata em cozinhar para alguém especial.

Ela sorriu animada o deixando preso na suave melodia que saia por seus lábios.

- O que é tão engraçado? – perguntou ele curioso ao perceber que ela não parava de sorrir.

- Eu... Dá pra acreditar que até ontem jamais pensei que você pudesse saber cozinhar?

Ele arqueou as sobrancelhas.

- E por quê?

- Homens normalmente atribuem atividades domésticas para as mulheres!

- Não.... Homens não fazem isso.... Ignorantes sim!

Ela o encarou por alguns segundos, delicadamente colocou sua mão direita na lateral de sua face.

- Às vezes eu me pergunto se você realmente existe.

Ele sorriu, pegou a mão de Isabella e beijou sua palma enquanto olhava em sua face.

- Mas um motivo para você ter vindo aqui... Provando de minha comida vai saber que eu existo sim... – aproximou-se dela e abraçou delicadamente.

Ela respirou fundo sentindo o cheiro que emanava dele, o perfume barato que ele usava tinha o lado bom, o seu cheiro se sobressaia com facilidade.

- Ok... Então vamos ao que interessa! – disse sorridente se afastando de seu abraço e segurando firme sua mão.

Os dois sorriram enquanto ele a puxava para a pequena e aconchegante cozinha.

Ela retirou suas luvas, lavou sua mão e sentou-se a mesa. Edward animado a serviu.

- Hum... Deixe-me ver! – comentou retirando um pedaço de carne e levando a sua boca, para em seguida misturar o molho com o arroz e experimentá-lo.

Edward a olhava em expectativa.

- Então?

- Hum... Não sei.... – provou novamente – Hum.... Hum...Definitivamente delicioso!

- Eu sabia que iria adorar! – disse convencido.

Ela sorriu divertida.

- Ok seu metido, também não é pra tanto! – disse o fazendo sorrir.

Os dois ainda fizeram comentários bobos durante a refeição. Isabella assustou-se ao perceber que se alimentara com facilidade, e nem por um segundo sentiu falta de ar como estava acontecendo ultimamente.

- Bem... Espero que ainda tenha um espaço ai dentro.... Sabe fiz uma sobremesa dos deuses! – comentou Edward.

- Oh céus! – disse sorrindo – Ok... Mas antes eu preciso ir ao banheiro, estou com a bexiga cheia!

Educado Edward a levou até a porta do banheiro, quando estava voltando para a cozinha à campainha tocou o fazendo mudar de curso. Sem olhar pelo olho mágico da porta abriu-a para se deparar com a última pessoa que poderia imaginar.

- Olá! – disse docemente.

Sem saber como agir ou o que dizer Edward continuou paralisado.

O que diabos ela estava fazendo ali?

Foi então que um desespero o dominou.

- Rose! O que aconteceu com minha menina? – perguntou apreensivo.

Como se ele tivesse contado uma piada ela gargalhou e entrou em ser convidada.

- Assim você me magoa, serio, eu só posso vim aqui quando nossa filha tem algum problema? – disse se jogando no sofá.

Respirou fundo e fechou a porta para olhá-la por alguns segundos.

- Não... é que faz tempo que não aparece... Hum.... esta tudo bem? Posso te ajudar em alguma coisa? – disse ainda confuso com a presença dela.

- Ok....já sei.... Vem cá! – disse divertida, porém como ele continuou calado olhando-a com duvida ela falou com veemência divertida – Anda Edward, venha aqui!

Demorou alguns segundos até que ele atendesse seu pedido, sentou-se ao seu lado e olhou-a mais de perto.

- Você está com uma aparência tão cansada... – suspirou Esme acariciando a face de Edward – Imagino que deva estar vivendo uma turbulência e tanto.

- Esme eu estou bem...

- Shii... Não diga nada!

Sem deixar que ele dissesse mais nada ela o beijou, com possessão encostou seus lábios nos dele e esperou para que ele abrisse a boca, mas tudo o que ele conseguia fazer foi arregalar os olhos completamente surpreso.

Quando finalmente percebeu o que estava acontecendo ele a afastou, levantou-se indignado.

- Ficou louca?

- Ah qual é... Eu sei que é isso que você quer... Ta fazendo tudo isso somente pra chamar minha atenção... Pronto, parabéns conseguiu, estou aqui!

Ele fechou os olhos por alguns segundos e a encarou cético.

- Talvez fosse melhor você ser mais clara, porque eu não estou entendendo.

- Clara? Tudo bem... – Esme se levantou e com certa pressa retirou seu casaco para em seguida retirar sua blusa, ficando somente de sutiã.

- Esme, se vista! – disse Edward seco, sem demonstrar qualquer interesse pelo o que ele julgou ser o mais belo corpo anos atrás.

- Não! Eu vim aqui pra te dar o que você quer!

Ele arqueou as sobrancelhas.

- Por acaso o que eu quero é você?

Ela retirou o sutiã lhe revelando seus seios fartos, firmes e perfeitos que nem mesmo a gravidez conseguiu danificar.

- Não negue, eu sei que me deseja, que me quer!

- Eu quero...?? – ele sorriu – Eu só gostaria que me dissesse em que momento eu lhe disse isso ultimamente... Porque sinceramente eu não sei... Eu não me lembro de me recorrer a você e dizer que eu a desejo... – ele fechou os olhos – Se vista Esme... Eu não sei, não faço a mínima idéia de onde você tirou esse absurdo...

Irritada ela aproximou-se, segurou firme sua mão e a fez com que ele olhasse para ela.

- Não diga que não me quer, que não me deseja, porque eu sei que me deseja... – Sem qualquer explicação lágrimas começaram a cair por sua face – Porque é essa a única explicação... A única explicação de estar... De fazer à loucura de estar com ela...

As palavras faltaram para ele, por mais que ele pensasse em algo pra dizer.

- Eu errei, eu escolhi o Carlisle mais eu amo você, sempre amei, e ver você agindo dessa maneira por sentir o mesmo por mim e não saber lhe dar com esse sentimento me machuca... Eu vou abandoná-lo, vou voltar pra você, porque eu te amo...

- Para... – pediu sussurrando.

- Eu sei... Eu sei que parece louco, mais chega de mentiras, eu pensei que pudesse te esquecer, mas não...

- Para, Esme para! – pediu um pouco mais firme.

- Fui fraca, mais agora vai ser diferente.... Toque-me... Me sinta... Pele com pele... Você vai ver, nada mudou, ainda somos feitos um para o outro... Nada mudou...

Ele segurou firme os pulsos de Esme e olhou firme em seus olhos.

- Por dias, meses eu esperei você voltar, eu esperei escutar isso de você... – sorriu – Mas agora tudo o que eu quero é que você se vista e vá embora!

- Não.... Você está com orgulho ferido, você ainda me ama...

-Tudo mudou... Eu mudei, não sou mais o mesmo, não tenho mais os mesmo sonhos e muito menos você.... Deixe as velhas memórias no passado, como lembranças que às vezes é bom recordar... Viva a vida que escolheu, crie novas lembranças... siga em frente...

- Edward...

- Eu a amo... Eu escolho ficar com ela, viver o presente e guardar o passado na caixa da memória...

Sentindo-se humilhada Esme puxou seus braços para cobrir seu corpo, desesperadamente vestiu-se e com os olhos brilhando de vergonha e raiva o encarou.

- Esme...

- Não! Você escolheu, agora eu decido, se a ama tanto assim... – limpou as lágrimas do rosto – Se a ama tanto assim, espero que seja o bastante para superar a ausência de sua filha.

Pegou a bolsa e estava pronta para sair quando ele a pegou firme pelo braço a fazendo encará-lo.

- Você não ousaria!

- Você escolheu ficar com ela... Todas as nossas decisões têm conseqüências!

- Eu escolhi a mulher que amo do mesmo modo que você escolheu o homem que poderia lhe dar conforto... Nossa filha nunca esteve na equação quando se tratou de você e seu sentimento podre, porque ela tem que se envolver agora? Porque pela primeira vez na minha vida a decisão que estou tomando não envolve você?

Esme nada disse, saiu do aperto de Edward e pisando forte se retirou.

Tentando colocar a cabeça em ordem fechou os olhos, respirou fundo e simplesmente deixou os pensamentos morrerem dentro dele, até que o barulho de uma porta se abrindo o fez acordar para a realidade.

Abriu os olhos devagar, e lá estava ela, linda, porém sem o sorriso que ele amava ver, afinal de seus olhos saiam lágrimas que banham sua face de dor e tristeza.

- Eu sinto muito... Você não tinha que ter escutado nada disso.... – Comentou Edward, mas ela o cortou sutilmente.

- Sabe um dos primeiros clássicos da literatura que li foi Romeu e Julieta... – Sorriu tristemente – Eu lembro de ver todas as minhas colegas suspirando pela história, eu lembro de irmos para a aula de literatura e vê-las debatendo os capítulos com total empolgação que o professor sentia-se quase satisfeito... – mordeu seu lábio inferior por uns instantes — ... Quase satisfeito, porque ele tinha uma aluna que deixava claro seu desagrado.... Eu! – Respirou fundo – Eu tentava, juro que tentava entender porque diabos todo mundo achava essa história linda... Onde estava à beleza nisso? Ela se deixou envolver pelo único homem que não poderia ter, ele foi um fraco por ser matar e ela mais ainda por repetir o mesmo roteiro deprimente... Então nada mais justo... Os dois tiveram o que mereciam...

- Bella... – disse Edward tentando cortá-la sem sucesso.

- Eu acreditei nesse pensamento por anos, que os dois não entenderam o fato claro que eles não nasceram para ficar juntos, ou talvez somente um pouco, somente o necessário para guardar na caixa das lembranças – as lágrimas desceram mais intensamente.

Edward aproximou-se e emoldurou sua face apreensivo.

- Eu amo você! – disse para ela firme

- Talvez eu tenha apreendido que a Julieta não é tão idiota como eu pensava, mas ainda assim eu acredito no livre arbítrio...Eu acredito que na maior parte do tempo, o amor é uma questão de escolha. É questão de tirar os venenos e as adagas da frente e criar o seu próprio final feliz... Mesmo que não seja o final que seu coração desejou....

Ele esperou, mas ela não disse mais nada, somente deixava que lágrimas silenciosas caíssem por sua face, então ele despejou uma onde de sentimentos, uma onda de amor.

- A vida é feita de escolhas... Não posso descordar de você nisso... Lutar ou desistir, Amar ou odiar, viver ou morrer... Nem sempre essas escolhas estão em nossas mãos... Às vezes o destino arranca nosso direito de escolher... Mas enquanto se tem o poder de escolher, enquanto se pode lutar, amar e viver, não tem coisa melhor do que ir fundo e aproveitar até o ultimo suspiro... Eu quero aproveitar até o ultimo suspiro... Eu quero lutar por você, eu quero amar você até quando o destino nos permitir, até quando a vida nos permitir...

- É sua filha.... Sua pequena... A pessoa que você mais ama... Eu não posso....

- A Rose não está na equação... Nunca esteve... Se for necessário lutarei por ela, do mesmo modo que estou aqui, lutando por você.

Ambos estavam com lagrimas escorrendo de seus olhos, ambos estavam com o coração acelerado, ambos estavam transbordando do sentimento mais sublime do mundo, que tornava as tão famosas três palavras insignificantes.

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http://www.youtube.com/watch?v=kWQywgdW8oI

Graça


“Estou de joelhos

Apenas memórias

Me restam para me segurar

Não sei como

Mas eu superarei

Devagar juntando meus pedaços

Não há escapatória

Então me mantenha à salvo

Isso parece tão surreal

Nada vem fácil

Preencha esse espaço vazio

Nada é o que parece

Transforme meu pesar em graça

Eu sinto o frio

Solidão estendida

Como se vinda de outro mundo

Venha o que vier

Eu não vou desvanecer

Mas sei que posso mudar

Nada vem fácil

Preencha esse espaço vazio

Nada é o que parecia

Transforme meu pesar em graça

Nada vem fácil

Por onde eu começo?

Nada pode me trazer paz

Eu perdi tudo

Eu só quero sentir seu abraço”

Foi natural suas bocas se encontrarem... Eles já haviam se beijado varias vezes, mas jamais haviam se acostumado com a sensação de estarem em vários lugares ao mesmo tempo... Simplesmente era tão bom ter seus lábios se tocando que tomar ar se tornava banal... Mas infelizmente necessário.

- Sinta... Sinta o amor... – disse Edward apertando-a contra ele.

Completamente envolvida, ela fechou os olhos e se permitiu sentir.

Ele a beijou novamente, e sendo guiado pelo instinto a guiou delicadamente até seu quarto.

Encostou sua testa na dela e abriu seus olhos olhando-a intensamente.

- Eu...

- Shiii... Sinta.... Somente sinta...

Delicadamente retirou seu casaco e ainda mais delicadamente puxou a alça de seu vestido para baixo o fazendo cair, deixando-a somente de roupa intima.

Envergonhada ela fechou os olhos, antes nunca teve vontade de se esconder, mas agora com seus ossos se sobressaindo com seu corpo marcado por manchas vermelhas da morte, tudo o que ela mais queria era esconder-se.

Enquanto debatia internamente, ela sentiu seu sutiã sendo retirado, deixando suas pequenas e sem graça montanhas amostra.

Com a ponta dos dedos ele acariciou sua pele, cuidadoso e explorador, em um misto de inexperiência atraente e amor...

Acariciava cada pedaço com tanto carinho que simplesmente fazia seu pesar se transformar em graça, fazia o vazio que carregava há anos ser preenchido lentamente, apresentava a ela um novo mundo...

Simplesmente a fazia se enxergar e se sentir como um ser humano amado depois de muito tempo.

Sentindo-se sublime e em paz abriu seus olhos e o viu abaixado com as mãos em seus quadris retirando sua calcinha sem graça de algodão, terminando de revelar seu corpo.

Como se pudesse sentir que ela o observava ele levantou sua cabeça e a olhou fundo em seus olhos, e ela pensou que não pudesse resistir ao vê-lo, ao ver lágrimas caindo de seus olhos, silenciosas, descendo calmas, sem pressa por sua face.

Ele abaixou o olhar e suas mãos subiram de suas coxas, por sua barriga até seus seios os acariciando com paixão e amor...

- É linda... Bem mais linda do que em meus sonhos...

Envolvido a puxou para em beijo, inclinando-se sobre ela, fazendo com que deitasse em sua cama.

Suas mãos navegavam pelo corpo magro e feminino da mulher que amava a espera que ela pudesse fazer o mesmo com ele, porém ela ainda continuava parada, estática... Somente sentindo o amor que um dia pensou que não existisse.

Beijando-a começou a retirar suas roupas, devagar, cuidadoso para não assustá-la.

Quando suas peles se tocaram, um choque agradável percorreu o corpo de ambos, tornando o simples contado mais do que normalmente sempre foi...

Prevenido colocou sua camisinha e quando sentiu que ela estava pronta para recebê-lo a penetrou, calmo e lento, fazendo com que ela sentisse cada polegada que mergulhava dentro dela.

Encostou sua testa com a dela, encarou-a nos olhos e juntos ofegaram, sentindo um a respiração do outro batendo em suas faces enquanto lágrimas incrementavam o momento.

Sem pressa ou loucura, sem palavras obscenas e atitudes rudes que ela sempre apreciou, eles começaram a dançar lentamente...

- Sinta... Sinta o amor Bella... – Disse ofegante

Sentir o amor?

Sim ela podia sentir... Ela pela primeira vez na vida sentiu-se completa, preenchida, fisicamente e emocionalmente, como se o vazio e a solidão que a acompanhava insistentemente, dessem espaço para esse sentimento novo em sua vida...

- Eu amo você....

Passeou sua língua pelos lábios dela quase que calando um gemido fraco que saia por seus lábios finos, delicados e frágeis que estavam abertos.

- Não vou desistir de você....

Encostou seu nariz com o dela, dando aquela famosa expectativa do beijo tão necessário naquele momento.

- Até o ultimo suspiro...

Beijou-a lentamente, encostando sua língua com a dela, acariciando com esmero, penetrando-a ainda mais fundo.

- Até quando o destino permitir...

As lágrimas dele rolaram para a face dela, misturando-se com a água salgada que saiam dos olhos de sua amada, deixando o sentimento e o momento de ambos ainda mais claro.

- Eu só vou estar ao seu lado....

Estavam ofegantes, sentindo a verdade, vendo a verdade, vivendo a verdade de amar e ser amado, e pela primeira vez na vida, quando eles explodiram sincronizados puderam descobrir o que era fazer amor...

Quando simplesmente a dança mais bela que ele conduziu e ela acompanhou encerrou as lágrimas vieram com mais força, ele amoroso abraçou-a com todo cuidado e amor que possuía dentro de si e esperou que o choro parasse para dar espaço ao riso.

Ela ria sem parar o deixando preocupado.

- Bella?

Ela nada disse, continuou sorrindo e em meio a doce melodia que era seu riso o beijou intensamente, pela primeira vez ela tomou a iniciativa e beijou-o, natural e simples.

Quando o beijo teve o fim ela continuou de frente para ele, olhando fundo em seus olhos, fazendo sua respiração bater na face de seu amado enquanto sentia a dele de encontro a sua, segurando a nuca de seu homem, acariciando-o e recebendo o doce contando das pontas de seus dedos másculos em seus braços.

- Esta tudo bem? – ele perguntou calmo, em um sussurro agradável.

Ela sorriu, fechou os olhos e respirou fundo.

- Eu passei a minha vida toda me preocupando com meu futuro.... Fazendo planos, tentando prever os resultados finais, calculando... Eu já tinha sofrido tanto com a perda da minha mãe e com os anos dentro do internado que essa era a única forma de aliviar a dor, o sofrimento.....Era a única forma de me proteger... Então eu planejei cada passo, eu vivi em expectativa cada momento que considerei importante dentro do calendário formado por minha cabeça... E a única coisa que pude perceber depois disso tudo é que por mais que tentando adivinhar o futuro nunca é como planejamos, porque simplesmente até mesmo os dias que julgamos serem os mais importantes como começar a faculdade, se formar, se tornar um profissional, conseguir um emprego... Perdem para os dias normais... – Abriu os olhos e o encarou com lágrimas sendo formada – Porque os dias importantes, os dias almejados nunca atingem o esperado, nunca nos satisfaz plenamente... Já os dias normais, os que não esperamos nada, os que não almejamos nada.... Ah... Eles trazem grandes presentes... Como o amor... Como se sentir amada.... Como se sentir completa.... – a sua voz falhou, respirou fundo e limpou sua face em vão – Eu planejei cada momento da minha vida, e a única coisa que eu não planejei, o único sentimento que não me preocupei em sentir, é o que me torna plena, é o que me torna feliz.... Eu não planejei você, e tudo o que você me trouxe foram os momentos mais felizes da minha vida. Eu amo você Edward!

FIM DO CAPITULO

Notas finais
ahhhhhhhhhhhhh

estou desesperada pra saber o q vcs acharam.....

serio, eu amei esse cap...... uma primeira vez cheia de sentimentos como a Bella nunca teve na vida.....

e a Esme, sera q ama msm o Ed?????

como sera agora com os dois tão envolvidos???????

bjocas

brigadinha pelo carinho

e

comentarios