O Poder do Amor
7 Capítulo 6
Notas iniciais
POSTAGEM PRESENTE!!!!
DEDICADO A TASSIA ANIVERSARIANTE DA SEMANA
CAPITULO 6
Alemanha, Frankfurt, outubro de 1998
http://www.youtube.com/watch?v=dxy7Lv3H8ZM&feature=fvst
Parecia ser o fim do mundo, do céu caia fogo, seu vestido branco estava manchado pela fumaça, podia sentir o cheiro forte de todos e tudo que morria a sua volta e somente ela, por um milagre ou maldição não era atingida.
Estava em um topo de uma montanha, talvez se pulasse um pouquinho pudesse tocar o céu avermelhado por algo parecido com larvas. Mas isso não importava, ela nem sequer tentou somente chorava ao escutar os gritos o choro desesperado das pessoas que desapareciam em meio a cinzas.
De repente a chuva começou a se aproximar dela, desesperada olhava para os lados em busca de algo que pudesse lhe ajudar, mas tudo o que havia a sua volta estava sendo consumido.
“Não, eu ainda não posso morrer” pensou desesperada.
Fechou os olhos e abraçou seu corpo esperando vim o fogo para extinguir sua existência, esperando por um milagre.
O tempo passou e nada dela ser atingida, temerosa abriu os olhos e se perdeu diante de tamanha beleza, ainda estava no topo de uma montanha, entretanto nada parecido com a visão de antes, era como se estivesse em uma linda ilha, o azul do mar encontrou com o azul do céu no maravilhoso horizonte, coqueiros balançando e o som mágico de ondas misturado com o canto dos pássaros.
Milagre, um milagre aconteceu, talvez seja como Alice lhe falou, eles sempre acontecem, ao nascer de uma nova vida, ao raiar do sol ou na cura de uma doença impiedosa.
Será uma resposta?
- Milagres! Não se iluda com eles, nunca acontecem quando precisamos!
Um pavor lhe atingiu, olhou em volta e nada de encontrar de onde vinha essa voz, foi então que sentiu um toque acolhedor em seu ombro, lhe fazendo virar.
Um homem muito bonito lhe sorriu, ele tinha os olhos negros um cabelo preto longo, uma barba relativamente branca e vestia uma bata bege quase branca.
— Ou talvez os milagres aconteçam, mas não da forma que desejamos!
Seu rosto começou a virar uma confusão, como se fosse um redemoinho para então o cabelo diminuir e alterar a cor para castanho avermelhado, os olhos ficarem verde, o nariz menor em uma mistura perfeita de masculinidade e delicadeza juntamente com os lábios.
Surpresa com a imagem ofegou.
Ele lhe sorriu ainda mais amplo.
Assustada deu um pulo da cama, estava tremendo, podia sentir o suor em sua testa e seu coração acelerado.
Fazia uma semana que Edward havia ligado para ela confirmando sua ajuda, e não teve um só dia desde então que não sonhara com ele, eram sonhos diferentes, mais o dessa madrugada nem chegou perto dos outros sonhos, parecia real, verdadeiro, podia sentir o cheiro apavorante do fogo e o do salgado do mar.
Uma única lágrima solitária caiu de seus olhos, respirou fundo e foi até o banheiro, ligou o chuveiro, certificou-se de que a água estava quente, retirou sua roupa e deixou que seu corpo fosse molhado, sem pressa, somente sentindo as gotas de água caindo.
Nem soube ao certo por quanto tempo ficou, simplesmente soube que tivera que sair do banho quando suas pernas finas e frágeis se cansaram, secou-se rapidamente, enrolou seu cabelo na toalha, cobriu seu corpo no roupão e jogou-se na cama.
Ficou deitada olhando para o teto, vendo o nada até que o sono a chamou novamente.
Dessa vez não sonhou ou pelo menos não se lembrou, mas descansou, ficou um pouco deitada por alguns minutos até ter forças para levantar, a tolha que estava enrolada em seus cabelos se encontrava na outra extremidade da cama, passou as mãos pelos fios de sua cabeça e percebeu que seu cabelo estava seco e devido ao fato de não penteá-lo pareciam ser ondulados.
Abriu o roupão e evitou se olhar no espelho vestiu-se, escovou os dentes rapidamente e foi para a cozinha.
-Bom dia Tanya! – disse sentando-se na mesa e decidindo o que iria comer.
— Bom dia! Como foi sua noite?
Isabella pegou um pãozinho passou geléia encheu uma xícara com leite e o adoçou.
— Foi boa. – disse antes de força-se a comer.
Terminou seu café e despediu-se de Tanya, hoje ela iria mostrar o desenho que fizera da Instituição para pessoas com AIDS, pessoas que poderiam ter chances para viver se tivessem dinheiro.
Desceu pelo elevador e suspirou aliviada por não ter encontrado com ninguém, foi até seu carro e dirigiu para um lugar que jamais pensou em ir na vida.
O subúrbio!
E o mais engraçado que já era a segunda vez que iria para lá e não sentia nenhum repudio com o fato, simplesmente sentia-se muito bem.
Quando chegou à instituição viu as crianças brincando e sorriu diante da imagem, coisa que não teria feito anos atrás.
— Elas são incríveis não são? – disse uma garota com uma voz divertida.
Isabella virou o rosto e encarou-a. Não soube dizer ao certo porque, mas gostou dela.
— Hum.... Digamos que sejam especiais! — disse baixo.
— O que da na mesma coisa! – disse a garota revirando os olhos.
Com dois passos a menina ficou em sua frente, estendeu a mãos e se apresentou.
— Me chamo Nina! E você? – disse sorridente.
- Isabella! – disse somente.
Nina arqueou as sobrancelhas e continuou com a mão estendida.
— Hei... Não esta faltando alguma coisa? – disse olhando para a sua mão.
Isabella ficou constrangida, mas continuou com as mãos baixa.
— Olhe só, eu já fui uma idiota, se fosse há algum tempo atrás eu teria corrido a léguas de você, mas hoje, estudando sobre o assunto eu percebi que não há motivos pra ser imbecil. Agora por favor, faça o favor de ser educada, porque não é sempre que sigo essas regras de etiquetas! – disse sorridente.
Completamente vermelha estendeu a mão timidamente e apertou as mãos da jovem cara de pau.
— Nina! – uma criança gritou.
Ela se virou e correu até eles, todos a abraçaram a fazendo cair, foi hilário vê-los fazendo cócegas nela e Isabella por um segundo sentiu um pouco de inveja.
Minutos depois a jovem retornou sorridente.
— Me diz uma coisa, você gosta de pique bandeira?
— Como?
Nina revirou os olhos.
— Pique bandeira! – repetiu como se fosse algo obvio. Esperou alguns segundos até que pode escutar a ficha caindo – Você nunca brincou de pique bandeira?
Isabella negou balançando a cabeça timidamente.
- É bem simples – disse a voz mais linda que Isabella ouviu em anos. Lentamente se virou e encarou Edward, do mesmo modo que o conheceu, simples e encantador, com os olhos mais belos que já viu – São formados dois times onde cada um possui uma bandeira ou qualquer outro objeto. O objetivo é capturar a bandeira do time oposto, localizado na "base" do time, e trazê-la de volta ao seu território em segurança. Jogadores do time oposto podem ser "pegos" por jogadores no território deles onde estes jogadores pegos serão “congelados”, ou seja, só poderão deixar o local onde foi pego até que um membro do seu time o toque.
— Nossa, as crianças devem amar ficar correndo por ai! – comentou Isabella sem muita empolgação.
— Não somente as crianças, pode acreditar, a Nina adora!
— Até parece que sou a única Edward!
— Nina, vamos já está tudo pronto! – gritou uma garota que deveria ter uns 20 anos.
— Vamos? – perguntou Nina estendendo as mãos para Isabella.
— Oh, não.... Eu acho que não seria prudente!
Nina revirou os olhos.
— Lembra o que disse sobre pessoas idiotas? – Isabella acenou positivamente – Então, por favor, não tente ser uma! – olhou para Edward – Estou te esperando! – piscou e saiu correndo.
Edward olhou para Isabella e segurou a mão dela.
— Confie em mim, é divertido!
Ela sentiu uma eletricidade gostosa e uma insegurança que nunca antes tinha sentindo.
— Eu tenho medo... Eu não posso me machucar... – antes dela terminar de falar ele colocou seu dedo indicador em sua boca.
- Não seja pessimista, aproveite as coisas simples, pode parecer bobagem, mas é legal! – disse sorrindo.
Ela olhou para baixo envergonhada, mas se deixou levar por ele para o centro do gramado onde Nina e outra garota organizavam as crianças.
— Bom dia! – gritou Edward chamando atenção para si, fazendo com que todos corressem em sua direção em um abraço carinhoso.
Foi impossível para Isabella não sentir inveja, ele sorria com uma facilidade em um misto de doçura e encanto que desejou um dia sorrir dessa forma, já que jamais seria capaz de fazer alguém sorrir assim.
— Hum... E que tal abraçarmos a nossa amiga Isabella Swan! – disse animado apontando para ela.
— Oh... Eu acho...
Antes mesmo de terminar de falar todas as crianças a envolveram em um abraço caloroso quase a fazendo cair.
Seu coração encheu-se de calor, há muito tempo que ela não se sentia assim.
Quando todas as crianças a deixaram “livre” Nina pegou a bolsa e um objeto que parecia um cone gigante dos braços de Isabella, jogando no chão do lado de fora do espaço marcado e começou a organizar os times, ela e sua amiga Nicole ficaram com mais 10 crianças compondo o time vermelho, Isabella e Edward num outro time com mais 10 crianças compondo o time azul. Um rapaz simpático ficou como juiz.
Assim que deu o sinal os times começaram a por suas estratégias de defesa e ataque, o time vermelho colocou as crianças mais velozes para atacar, deixando as duas adulta e mais 4 crianças na defesa, enquanto o time azul mandou somente dois de seu time que logo foram congelados.
Uma enorme correria acontecia, era nítido que Edward era o líder do time azul, entretanto ele tivera que correr para pegar a bandeira vermelha uma vez que em seu time sobrou somente Isabella e um menino de 5 anos.
O time vermelho conseguiu congelá-lo antes que ele chegasse até a bandeira, deixando o jogo empatado, agora tinham dois componentes em cada time.
Do time azul o garoto que tinha pinta de mandão acabou convencendo Isabella a ir pegar a bandeira, enquanto no time vermelho Nina cuidava da defesa, fazendo sua jovem companheira de 7 anos sair correndo em busca do tesouro azul.
A principio Isabella foi temerosa, chegou a respirar fundo antes de adentrar no território adversário, a menina de 7 anos corria desviando a atenção de seu perseguidor enquanto Nina sorria para Isabella com o intuito de deixá-la mais apreensiva.
Ela nunca havia corrido assim em sua vida, podia sentir a adrenalina em suas veias, podia sentir seu coração acelerado com o medo de ser congelada e sem nem mesmo perceber que Nina já havia deixado a competição de lado para um bem maior, Isabella capturou a bandeira, levou para sua área e venceu o jogo.
Sentiu as crianças abraçando-a e gritando junto com ela, o que a deixou surpresa ela nunca havia gritado antes, da mesma forma que ela nunca havia suado por algo tão bobo.
Um sorriso comovente brotou de seus lábios, um nó se formou em sua garganta, entretanto conseguiu controlar a vontade que estava sentindo de chorar.
— Cadê minha amiga com sede de vitoria? – murmurou Edward para Nina, abraçando-a de lado.
— O que é? Eu também sei perder! – comentou sem olhar para ele.
- Hum...Hum.... E hoje descobri que também sabe fingir uma perda!
— Não sei o que você esta falando!
— Qual é Nina? Eu nunca vi você deixar uma bandeira ser capturada tão facilmente!
Ela olhou para ele e encarou as duas pedras verdes que ele possuía.
— Ela ta sorrindo de verdade, ela ganhou porque fez por merecer!
Ele sabia que ela estava mentindo e isso tornava sua amiga ainda mais incrível para ele.
— Tudo bem, não vou tentar tirar de você uma verdade que não quer falar, até porque eu sei exatamente a resposta!
Deu um beijo na bochecha de Nina e foi até Isabella, ela não gargalhava, mas o simples sorriso que decorava sua face deixava-a ainda mais bela.
Carinhosamente Edward a retirou do meio das crianças, ajudou-a a pegar suas coisas e a colocou para dentro, pela sua visão periférica viu que os outros estavam se organizando novamente para brincarem.
A respiração de Isabella estava ofegante, bem mais do que o normal, usando seu corpo deu todo o apoio que ela precisava para subir os degraus até seu escritório, colocou-a sentada na cadeira e lhe serviu um copo com água.
— Esta sentindo algum mal estar? – perguntou preocupado.
— Não, nada demais – disse sorrindo.
- Tem certeza? Posso levá-la a um hospital para ser examinada!
— Não – sorriu mais abertamente enquanto lágrimas caiam por sua face. – Eu nunca me senti assim antes... Eu não sei explicar... Eu nunca, nunca me divertir tanto!
Sem qualquer expressão escancarada em sua face, Edward olhou para ela comovido.
Que vida ela teve?
Se é que pode se chamar de vida, afinal, passar pela infância sem pelo menos uma única vez correr com os amigos em uma brincadeira boba era imperdoável.
Depois que os segundos passaram e Isabella acalmou-se, terminou sua água, limpou sua face e encarou Edward nos olhos.
— Me perdoe por isso!
— Não tenho o que perdoar, só agradecer por ter feito parte desse momento de sua vida!
Eles ficaram se encarando por alguns minutos, até que Isabella levantou-se da cadeira, pegou seu objeto e retirou seu projeto, com ajuda de Edward o colocou sobre a mesa, explicando tudo, cada pedaço desenhado de acordo com o terreno que comprou ao lado da Instituição, porém com o espaço maior.
— Eu acho que deveria ter mais uma sala. – comentou Edward.
— Mais uma? Por quê?
— Uma sala destinada a encontro dos familiares, onde eles podem conversar entre eles sobre o sofrimento de ter uma pessoa querida doente e ter sempre alguém, médicos ou psicólogos que os ajudem.
Por alguns instantes Isabella se perdeu, olhando para Edward completamente encantada, era incrível como ele pensava em tudo e em todos.
— Vou providenciar isso, acrescentar mais esse espaço!
Ficaram conversando sobre o projeto por horas, Isabella se comoveu ao descobrir que a maioria dos pais, que deixavam seus filhos na instituição apoiaram Edward em sua decisão de ajudá-la, entretanto o cansaço a dominou e tivera que voltar para casa.
Estava se sentindo destruída, desejando sua cama, mas Alice a esperava agitada, a questionando sem que ela tivesse a oportunidade de dizer “boa tarde”.
— Então, me diga, como foi seu dia?
Isabella suspirou.
— Perfeito! – respondeu sorridente.
FIM DO CAPITULO
Notas finais
Mas agora to melhor e to postando....
Adoro esse cap.... agora vai ser cada um mais emo q o outro.....
Bjocas
Valew pelo carinho e comentário, isso é muitíssimo importante para mim....
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