O Poder das Estrelas - Interativa
4 Capítulo 4 - Poder de Fogo
Notas iniciais
O centro de Austin estava perturbador. Calçadões e mais calçadões sob sombras de arranha-céus. Troye quis conhecer a cidade. Alugou um carro espaçoso para as compras, que em pouco tempo ficou bem cheio. Parou para tomar um açaí com cobertura americana de cacau. Paquerou várias garotas, mas algo bem superficial. Seu coração só se lembrava de Joanne.
Resolveu pagar a sobremesa para poder ir embora. Abrindo o seu carro, Troye foi abordado por um cara encapuzado.
Ladrão: Passa o dinheiro! Anda! Anda! Ou eu atiro! – gritava, fazendo com que todos em volta olhassem e impedissem Troye de usar seus poderes.
Troye: Pega na minha carteira. No bolso direito da minha calça.- levantou os braços e se encostou no carro, deixando o assalto acontecer.
Rapidamente, o ladrão pegou a carteira, colocou no bolso e correu para sua moto, tentando fugir. Troye deu uns dez segundos e montou no seu carro para ir atrás do ladrão. As pessoas na rua estavam aflitas, mas ninguém tinha acionado a polícia.
Troye poderia muito bem esperar o ladrão entrar em uma rua menos movimentada para atingi-lo com o carro, porém o seguiu furtivamente até o seu destino. Queria ver até onde aquela situação iria chegar.
Um galpão abandonado. O ladrão desceu da moto, jogou o capacete na grama e tentou entrar com tudo. Troye parou em sua frente, com os olhos de cor amarela e brilhando.
Troye: Devolve minha carteira. – pediu, calmo, dando passos lentos para frente, fazendo o bandido recuar para trás, onde tropeçava em pedras e caia no chão, arrastando-se as vezes.
Ladrão: Calma, cara! Calma! Eu vou te dar a carteira! Eu prometo. – com medo do que Troye poderia fazer, ele colocou a mão no bolso e entregou o pertence.
Troye pegou com violência a sua carteira, estendeu a mão para o Ladrão e juntou uma esfera de energia solar, jogando-o no bandido e o queimando vivo, matando-o propositalmente. Entretanto, ele não sabia que Gatilho, o irmão do ladrão chamado Kane, viu toda a situação. Furioso com aquela cena e sem hesitar, pegou uma metralhadora sobre uma mesa ao lado da porta do galpão e começou a disparar contra Troye. Pelo menos tentou, já que ele entrou rapidamente no carro e fugiu.
Gatilho: Kane! Kane! Oh, meu Deus... o que esse cara fez com você irmão... – ficou desesperado, dando socos no chão enquanto chorava feito criança. – Eu vou matar esse desgraçado! Eu vou caçar essa aberração até no inferno e vou acabar com esse maldito!!
No carro, Troye – abalado com o que tinha acabado de fazer – ligou para sua irmã de coração.
Troye: Oi! Michelle! Você está em casa? Preciso ir agora! Urgente! Preciso de conselho, remédio, um banho fresco! Estou sem a chave. – misturava as ideias enquanto batia nos bolsos da calça.
Michelle: Sim, estou! Calma, Troye! O que aconteceu? Sua voz... você está bem? O que aconteceu? Estou ficando nervosa! – perguntou, estranhando o tom de voz de seu irmão.
Troye: Preciso conversar com você. Urgente. Eu fiz besteira, maninha. Eu fiz merda! Merda! – gritava enquanto socava o volante. – Eu não sei o que eu faço! Tenho a sensação de que minha vida vai ser um inferno daqui para frente!
Em um único dia, Troye saiu para fazer compras e conhecer a cidade. Ao invés de ele deixar o ladrão fugir, foi atrás e o matou, logo o irmão do Gatilho, que tem esse apelido justamente pela habilidade com armas de fogo e crueldade relacionada à vontade de quem aperta o gatilho de uma arma para matar. Gatilho prometeu ao seu irmão, em seu leito de morte, vingança contra Troye. E aonde estaria Joanne? Quais serão as consequências em relação ao dia desastroso de Troye?

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