O Poder De Um Feitiço

7 Sonhos indesejáveis.


Notas iniciais
Aqui, Ronnie terá que lidar com a raiva, o medo, a surpresa, e o amor.
Aproveitem!

– Ronnie? – falou Melissa entrando no meu quarto.

– Pode entrar. – eu disse sem ao menos mexer-me.

Virei-me para olhar para ela. Ela estava com o rosto todo vermelho, com lágrimas escorrendo. Ela me olhou, querendo segurar o choro, mas nenhuma de nós nos contemos.

Eu levantei e a abracei.

Ficamos ali, por alguns momentos chorando.

– Ele foi para um lugar melhor, não é? – eu perguntei.

– Sim. – ela me soltou e abaixou a cabeça. – Preciso te contar uma coisa.

– Fale... – eu respondi.

– É melhor sentar...

***

– Eu não acredito. Tudo isso foi um plano? Melissa você tinha que ter me contado! Eu ia fazer algo para impedir! Você tinha que ter me contado! – eu levantei nervosa. – Não acredito que permitiu isso!

Rachel ameaçou me matar para Joey. Para que isso não acontecesse, Joey teria que voltar com ela. O que explicava quando ela disse, “Sou a namorada dele”, para o enfermeiro. Mas Joey não voltou com ela, e duvidou que ela tivesse a coragem de me matar. E então, planejou o atropelamento, mas nele, e não em mim. A intenção não era matá-lo, mas sim assustá-lo e então ele voltaria com ela.

Melissa ouviu a conversa toda escondida. Quando viu que Joey não aceitou, sabia que Rachel não deixaria acabar daquele jeito, então a seguiu, e descobriu o planinho dela.

É, e a porcaria do plano não funcionou, e Joey faleceu.

– Melissa, você devia ter me falado... – eu chorava.

– Me desculpe, só não sabia o que fazer. – ela disse.

– Me deixa sozinha...

– Ronnie, — ela me interrompeu.

– VÁ EMBORA. – eu gritei, e virei as costas.

Sabia que tinha feito errado, mas precisava ficar sozinha, precisava pensar.

Joguei-me na cama, e chorei por alguns minutos.

***

Era manhã, e eu estava indo visitar Joey. Na manhã anterior ele disse que precisava falar comigo, mas adormecera logo depois.

Entrei no hospital, falei com a atendente que me passou para o quarto dele. Ele estava acordado.

– Ronnie! – ele disse animado.

– Oi Joey, está melhor? – eu perguntei.

– Sim estou me sentindo melhor... – ele suspirou – Sabia que você viria.

– É claro que eu viria Joey.

Não sei se é costume fazer isso quando se está em uma sala com alguém ligada a vários aparelhos, mas olhei em um relance para o medidor de pulso cardiovascular, não me parecia muito bem.

Joey percebeu minha preocupação.

– Eu vou ficar bem, Verô... Ronnie. – a cara dele se fechou.

– Não minta para mim Joey, o que está acontecendo? –eu perguntei furiosa.

Ele não me respondeu, e o medidor começou a fazer um barulho perturbador.

Joey apertou um botão vermelho ao lado da maca em que seu corpo se encontrava, e segundos depois vários enfermeiros invadiram a sala.

– O que está acontecendo? – eu perguntei, enquanto alguns deles mexiam nos fios que o ligavam aos aparelhos.

– Você não pode ficar aqui. – um deles me respondeu.

– Não, não, eu vou ficar. – eu respondi desesperadamente.

Dois deles me seguraram e começaram a me puxar para fora.

– Não! – eu gritei.

– Por favor, você não pode. – o mesmo falou calmamente.

Os enfermeiros me colocaram no lado de fora da sala.

Eu olhei para os lados e tudo estava tão normal.

Olhei para dentro e Joey não me parecia nada bem.

– Me solte! – eu disse aos enfermeiros que me seguravam. – Me solte! – gritei.

Olhei para dentro novamente e o medidor de pulso de Joey apitava sem parar. Joey estava deitado, os olhos fechados, e os enfermeiros tentando o reanimar com choques.

– NÃO! SOLTEM-ME! – comecei a me debater, e me segurei na porta.

Os enfermeiros me arrastavam com força para a sala de espera.

Eu gritava e chorava, debatendo-me contra a força dos rapazes, as pessoas ali sentadas me olhavam assustadas e Johnny me segurou pelas costas.

***

– AAAH! –gritei.

Olhei em volta, estava no quarto. Acabei dormindo, e sonhei com Joey. Sonhei o jeito que devia ter acontecido. Eu devia ter ido visitá-lo, mas não fui. Ao contrario do meu sonho, recebemos a noticia da morte de Joey pelo telefone, da mãe dele.

Melissa. Eu precisava falar com ela. Precisava pedir desculpas.

Levantei-me e saí em disparada pela escada.

– Johnny, vou atrás de Melissa.

Notas finais
Espero que tenham gostado!
Beijinhos.