O Poder De Um Feitiço

10 Uma distração.


Notas iniciais
Não vejo comentários... Acho que ninguém está lendo. Mas se tiver alguém aí, por favor, diga o que está achando desta história.
Aqui vai mais um pedacinho para vocês.
Um beijo.

Havia algumas semanas que já não acontecia nada e eu às vezes estranhava, mas era bom que nada acontecesse.

Ao chegar do colégio, Mitchel me ligou – fazia sempre isso para saber se eu estava bem.

- Oi Mitchel.

- Oi Ronnie, tudo bem? – ele disse.

- Sim, eu estou ótima. E você?

- Estou bem, Meu patrão me liberou mais cedo hoje, estou voltando para casa.

- Ótimo! Assim, se eu precisar é só sair no corredor. – eu ri.

Um barulho estranho apareceu no andar no andar de cima.

- Bem, estou chegando, quer desligar? Podemos nos falar pessoalmente.

- Não! Não! Por favor, não desligue. Escutei algo! – eu gritei ao celular.

E o barulho continuava, como se algo pontudo se esfregasse em um vidro o arranhando.

- Mas o que é? – ele perguntou preocupado.

- Não sei. As portas estão destrancadas irei ver o que é, quando chegar... Entre! – eu disse.

- Tudo bem... Não desligue o telefone.

Ao chegar a porta do meu quarto, com o máximo de cautela possível, o barulho ficou agudo e alto, o que me fez tampar os ouvidos.

Entrei com passos leves e o barulho simplesmente cessou. A porta bateu e se trancou. A janela foi fechada. E eu puxada até o meio do cômodo.

Olhei em volta do quarto e soltei um grito, chamando socorro para Mitchel no celular.

O celular foi arrancado de minha mão e lançado a parede até cair ao chão. Desligou.

Virei-me para p espelho e como esperado uma pequena e assustadora mensagem, com um batom de cor vermelha, bem escura: “Desistam! Eu sempre venço!”.

Comecei a chorar desesperadamente e Mitchel começou a gritar do outro lado da porta.

A janela abriu-se instantaneamente e meu celular ligou novamente, e todas as outras janelas do apartamento se abriram.

Corri até a porta.

- Não consigo abrir a porta! – gritei para Mitchel. – A chave não gira.

Fui puxada novamente. Forte. Gritei. Jogada ao chão no meio do quarto, parei de chorar.

As janelas bateram com força, todas ao mesmo tempo, e a porta se abriu.

Eu fiquei ali, sentada ao chão, parada, ouvindo os vidros quebrarem. Olhei para Mitchel e comecei a chorar, como uma criança manhosa, como nunca havia feito antes.

Mitchel correu até mim e me abraçou fortemente, diferente do que de costume.

- Acalme-se, está tudo bem agora... Calma! – ele dizia.

Mitchel estava ajoelhado a minha frente, abraçando-me fortemente.

Eu me soltei de seus braços e me levantei. Enxuguei as lágrimas e tentei me acalmar.

Ele me olhava com um sentimento de dó, e ao mesmo tempo com tanto carinho que eu sinceramente não parecia entender.

Sem me controlar, as lágrimas acabaram escorrendo, de novo.

- Olhe para mim... – ele disse calmamente. – Pare! Está tudo bem, eu estou aqui. Acalme-se, por favor! – ele dizia com as mãos em meu rosto, o segurando firme, enxaguando minhas lágrimas descontroladas.

- Eu estou com medo, Mitchel!- choraminguei, em gaguejos.

Ele me abraçou novamente, e eu deitei minha cabeça em seu ombro, colocando minhas mãos em suas costas.

- Está tudo bem, eu estou com você! – ele repetia – Não vou deixar que nada te machuque, tudo bem? – ele sussurrou.

Fiz que sim com a cabeça.

Olhei para ele devagar, e por um segundo tudo sumiu. Éramos somente eu e ele. Eu me esqueci de tudo.

Mitchel tocou meu rosto delicadamente, com uma de suas mãos, que lentamente deslizou para minha nuca, e com a outra, abraçou-me a cintura.

Trouxe meu rosto mais perto do dele e puxou-me para cima.

Devagar seus lábios encontraram-se aos meus. Não impedi e retribui.

Enquanto estamos ali, e ele me beijava abraçando levemente, senti-me protegida, não sentia mais medo, como se todo o mal desaparecesse.

Mitchel distanciou-se de meu rosto e sussurrou com a voz mais doce que já tinha ouvido:

- Eu te amo.

- Eu também. – Respondi com um sorriso no rosto, sentindo aquela sensação quente e gostosa atravessar meu corpo.

Por um momento, todas as coisas estranhas sumiram. Éramos só nós. Eu e Mitchel.

Notas finais
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É importante!
Um beijo.