Notas iniciais
Hummm... Quem aí não gosta de resolver os conflitos?
Ainda não chegamos à raiz do mistério, mas garanto que irá gostar de descobrir isto aqui!
Divirtam-se!
Acordei cedo e troquei-me cheia de pressa. O caderninho na mesa de cabeceira chamava minha atenção. Não resisti e peguei-o nas mãos.

Abri em uma página qualquer e não entendi nada do que via. Pareciam rabiscos sem sentido, e desenhos esboçados.

— Ronnie! chamou Johnny. Deixei o caderno cair, mas logo o peguei de volta. Enfiei-o na mochila e desci para o café da manhã.

***

Não estava com a mínima vontade de estar na aula de história, então comecei a folhear o caderninho.

Não peguei o que o professor estava falando, algo sobre bruxas...

Ainda não sabia que língua era aquela inscrita nas páginas.

Mia, a garota ao meu lado, me cutucou na perna. Percebi tarde demais que era porque o professor vinha em minha direção. Não tive tempo de guardar o caderno.

Essa não...

O Sr. Thomas pegou-o de minhas mãos.

— O que é isso? ele perguntou. Não tive certeza se estava falando comigo ou apenas pensando alto.

Ele começou a passar as folhas, murmurando algo.

Sem querer, percebi que ele estava lendo.

— De quem é isso, senhorita? perguntou, com voz alarmada.

E então foi andando para sua mesa, murmurando e folheando o caderno sem parar. O Sr. Thomas estava de olhos arregalados e até agora não havia uma só palavra coerente.

O sinal bateu e todos se levantaram. Só alguns me encaravam. Esperei que todos saíssem para falar com o professor.

— Sr. Thomas. chamei.

Ele levantou os olhos em minha direção.

— Pode me devolver o caderno, por favor? perguntei, estendendo a mão. Ele colocou-o em minha mão.

— Sabe o que tem aí? ele me perguntou.

Balancei a cabeça negativamente.

— Não precisa acreditar em mim, ele disse mas isso que tem nas mãos são feitiços.

Estava certo. Eu não acreditava.

Sr. Thomas fez um gesto para que eu me sentasse. Puxei a cadeira mais próxima e me sentei.

— Verônica, um dos feitiços que está aí, é o da vida. Quer dizer, ele traz um espírito de volta dos mortos e o torna imortal. Poucas bruxas sabiam sobre ele.

Fiquei entre sair correndo ou gritar por um psicólogo. Levantei-me e forcei-me a sorrir.

— Hã... Obrigada, Sr. Thomas, mas agora eu tenho que ir.

Saí depressa e não deixei o terminar.

***

Ao chegar a minha casa, liguei o computador e fiz uma busca sobre bruxas. Descobri que no passado, muitas mulheres inocentes morreram foram queimadas vivas ou enforcadas após serem julgadas como bruxas e condenadas. Também achei histórias sobre as bruxas da minha geração.

Enquanto eu pesquisava, Mitchel me telefonou, avisando que iria vir para cá. Fui para o sofá esperá-lo e abri o caderno.

Ainda estava tentando entender as páginas quando Mitchel tocou a campainha.

Abri a porta e encostei meus lábios nos dele.

Fiz café para nós e eu mostrei o caderno para ele.

— O que é isso? ele perguntou.

— Era de minha mãe, meu professor disse que é bruxaria.

Algo fez barulho em meu quarto. Mitchel subiu as escadas correndo e eu fui logo atrás.

Chegando ao quarto, uma foto minha e de minha mãe estava rasgada ao meio. Mitchel caiu de joelhos no chão e soltou um grito agudo. Meio segundo depois ele sorriu e, ainda de joelhos, começou a cantarolar. Era a mesma canção que dias antes.

Um arrepio desceu por minha espinha quando percebi que aquele não era Mitchel. A canção chegou ao final e ele virou seu rosto para mim. Sorriu.

— Lembra-se de mim, minha filha?

Notas finais
Gostou? Comente, e amanhã têm mais!
Um beijo.