O Poder Das Gémeas
5 Capítulo 5
Notas iniciais
Boa leitura,
brunadanih e CR
Três dias depois, Elle estava sentada num banco no terceiro andar quando Malfoy chegou perto dela e disse:
- Vamos fazer o trabalho, Rouchouse.
- Nós não temos que fazer o trabalho hoje. Ainda temos muito tempo, Malfoy. – Elle disse.
. Pois, mas eu quero começar hoje. – Ele informou. – Vamos para uma sala qualquer. – Malfoy olhou em volta.
- Malfoy, eu não quero propriamente fazer o trabalho agora. – Elle reclamou.
- Porquê? Não me digas que tens alguma coisa combinada? – Ele perguntou irónico. Elle só queria dizer que sim para o calar, para sair vitoriosa naquela provocação.
- Não, não tenho. Mas…
- Então pronto. Vamos. – Malfoy começou a andar.
- Malfoy… — Elle parou quando Malfoy olhou-a já um pouco farto das tentativas dela se livrar do trabalho. – Para onde vamos? – Malfoy não lhe respondeu e apenas seguiu abrindo uma porta e entrando. – Parece que o cavalheirismo já não é tanto um costume dos britânicos. – Disse sussurrando enquanto avançava para a sala. Malfoy já estava sentado na mesa do professor.
- O que é que já pesquisaste, Rouchouse? – Perguntou ele vendo-a sentar-se ao seu lado. – Que livros já requisitaste na Biblioteca, que livros já estudaste? – Malfoy tinha muito jeito para começar um trabalho, Elle não tinha dúvidas disso.
- Ainda não requisitei nenhum e ainda não estudei nenhum mas eu já li uma vez um livro sobre as fases da Animagia. – Tentou desculpar-se Elle.
- Pois. Eu já fui à Biblioteca e trouxe estes livros. – Malfoy tirava alguns livros da sua mochila. – Já vi que são dez fases e que todas elas são igualmente importantes.
- Está bem. – Elle pegou num livro azul que Malfoy tinha requisitado. – Então, eu vou ler alguns agora, se não te importares, claro.
- Já devias ter lido antes. – Malfoy resmungou. – Mas tens que ler, eu não vou fazer o trabalho todo sozinho para ambos termos uma boa nota. – Elle abriu rapidamente o livro para que Malfoy parasse de reclamar e começou a lê-lo. Ao mesmo tempo lia outros, comparando a forma como estavam explicadas as fases.
Enquanto Elle lia alguns, Malfoy fazia o mesmo já pensando na forma como escrever aquilo. Sentindo que a fase da reclamação já tinha passado, Elle sentiu que já podia falar.
- Malfoy, qual é o comprimento do trabalho?
- Entre 1,30 e 1,40m. – Respondeu ele. – Já leste tudo?
- Não, ainda não li tudo. Estou aqui há meia-hora. Quanto tempo demoraste tu? – Elle perguntou.
- Três, quatro horas. Mas aviso-te que quero começar a escrever o trabalho ainda hoje. – Ele informou. – Continua a ler. – Elle assim o fez durante algum tempo.
- Pronto, vamos começar então. – Ela disse tirando uma pena e um rolo de papiro da sua mochila. – Queres começar com os nossos nomes ou com o título do trabalho? – Perguntou.
- Com os nomes. – Ele respondeu, revirando os olhos.
- Tens a certeza? Se calhar é melhor com o título e deixar os nossos nomes para o fim. – Ela sugeriu.
- Fazemos assim. Colocamos o nome da escola ao cimo, claro, e depois escrevemos o título: As Fases da Animagia, parágrafo: trabalho feito por Draco Malfoy e Elle Rouchouse. – Malfoy negociou. – Quem escreve?
- Eu escrevo. Tenho uma letra mais bonita. – Elle disse rapidamente, pegando na pena.
- Mas se calhar é melhor ser eu, visto que eu sei melhor quando devemos usar algumas palavras, o contexto. – Ele explicou.
- Eu posso ser francesa mas sei muito bem inglês, Malfoy. – Elle disse defendendo-se. – Sei escrever muito melhor que alguns britânicos que sempre viveram no Reino Unido.
- Espero que saibas escrever melhor inglês do que pronunciá-lo. – Ele atacou. – Já reparaste no teu sotaque?
- Em muitas poucas ocasiões notas algum sotaque na minha voz, mas nem me importo se por vezes se nota que sou estrangeira. Se tu fores a ver, os sotaques internos britânicos também mudam conforme a região. Passo apenas por alguém que tem um sotaque mais acentuado e por vezes. – Elle defendeu-se.
- Está bem, escreves tu. Só quero começar. – Elle começou a escrever, mas parou na altura dos nomes. – O que foi?
- Qual meto em primeiro, o meu ou o teu? – Perguntou Elle olhando-o.
- O meu, fica melhor. – Ele disse.
- Tens a certeza que tu dizes para ficar o teu em primeiro porque fica melhor? – Ela perguntou.
- Rouchouse, eu acho que tu ainda não percebeste mas a única coisa que eu quero é fazer o trabalho, começar a construi-lo, despachar isto. – Malfoy disse simplesmente. Elle escreveu por fim.
- Em primeiro devemos fazer uma pequena introdução. – Elle sugeriu ao que ele compreendeu. – Então, que tal assim: Desde há muito tempo que os feiticeiros descobriram que tinham o poder de se transformar em animais se assim o desejassem. Os primeiros feiticeiros que praticaram tal acto deram a conhecer as várias fases por que tinham passado. Agora, depois de anos e anos e anos de prática de animagia, pode-se conhecer minuciosamente todas as duras fases por que um animago tem que passar para alcançar o seu objectivo: transformar-se no animal escolhido previamente por si e assumir completamente todas as suas características deixando apenas o raciocínio como a única característica humana.
"Qualquer feiticeiro que queira transformar-se em animago tem que ter em conta dez fases obrigatórias para que consiga alcançar o seu objectivo. São essas:? Diz lá, o que te parece?
- Está bem. Escreve isso antes que te esqueças. – Malfoy disse, avisando-a. Elle começou a escrever o que dissera. – Precisas de ajuda para escrever alguma coisa? Se tiveres algum problema com alguma palavra diz-me. Eu não quero perder pontos por causa de problemas de ortografia. – Elle olhou para ele revirando os olhos. – E é bom que isso não aconteça.
- Fazemos assim. Depois, tu lês. – Ela disse continuando a escrever. – Então, não sabia que eras tão preocupado com os estudos. Parece que ainda tenho muito que saber.
- Eu não sei se alguém te vai dar a oportunidade de saberes mais alguma coisa. – Draco falou cansado da conversa. – Tu não és de confiança. Para ninguém nesta escola. – Elle fechou os olhos. – Ainda por cima, vieste com uma colega que foi para os gryffindor. Expulsas ao mesmo tempo, devem ser grandes amigas.
- Eu e a Irina Saint-Claire? Achas? – Elle olhou-o fingindo surpresa. – Não, de maneira alguma. Em Pahtellons estávamos sempre a competir uma com a outra. Foi por isso que fomos expulsas. Apostámos se conseguiriamos ir a uma festa fora da escola sem sermos apanhadas e acabámos por sermos apanhadas as duas. Eu nunca gostei daquela miúda. Ela é tão irritante… Sabes quando vês uma pessoa tão… tão… ah, não sei, ela é tão… que até enerva.
- Será que essa raiva não é toda fingida? Toma, lê isso. – Ele deu-lhe um papel com uma parte do trabalho escrito por ele.
- Fingida? Não, eu sou boa a teatro mas não preciso de fingir o que sinto. – Elle olhou para ele. – Acho que está muito bem, mas vou fazer umas alterações antes de passar para ver se concordas, ok? – Draco encolheu os ombros encostando-se à cadeira olhando-a.
- O que foi? Sou agora um objecto de estudo, é? – Elle escrevia muito rapidamente. – Achas que eu estou a mentir. Não me admiro. As pessoas que mentem muito têm tendência de pensar que as outras pessoas fazem o mesmo.
- Estás a chamar-me mentiroso. Isso é tudo uma maneira de te defenderes, certo? Ou é mesmo a tua opinião? – Ele perguntou aproximando-se dela.
- E porque não uma junção das duas? – Elle estendeu-lhe o papel. – Eu só enceno nas peças de teatro em que encarno outra personagem. Na vida, que é um teatro também, apenas sou eu própria, os outros que aguentem. Então, que achas das alterações?
- Sim, acho que estão boas. Toma. – Elle começou a escrever. – Estás a gostar de Hogwarts?
- A gostar? É diferente de Pahtellons, sabes? Era uma escola só de raparigas e bem, era tudo muito… Está a ser uma experiência diferente.
- Imagino. Uma rapariga que vem de um colégio só com raparigas para uma escola com tantos rapazes… Deve ser muito difícil… A convivência com o sexo oposto não deve ser um dos teus fortes, pois não? – Elle sorriu.
- Bem, eles nunca se queixaram, pelo contrário, acho que sempre apreciaram demasiado a minha companhia, pelo menos era o que os seus… as suas expressões diziam.
- Ah sim?... Não sei se hei-de acreditar nisso. – Elle encolheu os ombros.
- Ao contrário do que possas pensar, eu não preciso que acredites em mim. – Elle acabou de escrever. – Então, como é, por hoje já chega?
- Sim. Acho que sim. – Draco arrumou as coisas.
- Espera, podes emprestar-me um desses livros? – Elle perguntou apontando para o monte em cima da mesa.
- Claro, tens que fazer o trabalho. – Ele deixou um livro e andou em direcção à porta. – Mas espera. – Ele virou-se fazendo com que ela olhasse para ele. – Tenho mais uma pergunta a fazer-te. Gostas da nossa equipa?
- Gosto. Aliás, sempre achei que o verde me fica muito bem principalmente se usar uma pulseira de prata junto. Fico estupenda. – Draco sorriu e foi-se embora.
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