O Poder

1 Queima de Bruxas


Notas iniciais
Gente, como prometido. Iria postar 20hr, mas tenho compromisso essa hora, então estou adiantando. Eu revi o capítulo e fiz umas mudanças, mas caso houver erros de português ou pontuações, por favor, deixe um review me dizendo sobre isso que melhorarei. Domingo à tarde tem o próximo capítulo, mas agradeceria muito se tiver reviews =)

– CUIDADO! – UM DOS jogadores de futebol que estava na quadra, gritou para uma menina que passava no canto tentando desviar da bola, mas a mesma estava indo na direção do rosto dela.

Cindy não viu a bola vindo, mas um braço desviou o objeto dela e lançou contra os jogadores de futebol. A pessoa que a salvara de levar uma bolada era seu colega de classe: Nico Carter.

Cindy Young – uma adolescente de dezesseis anos, cabelos de tamanho médio e cor preta, usava calça jeans e um casaco preto abotoado – olhou a uns dez centímetros acima onde o rosto do menino estava. Ela era menor que as outras garotas então normalmente olhava para cima para falar com alguém.

– Obrigada – ela agradeceu.

O menino tem olhos azuis e cabelo preto e usava um casaco preto também, assim como o de Cindy, era da mesma banda de Rock. Ele observou o casaco dela.

– Ah, legal. Você curte também?

– Sim, gosto muito. Passo o dia todo ouvindo – ela ergueu o Ipod e mostrou a música da banda que tocava.

– Legal. Toma cuidado da próxima vez – ele acenou e virou às costas, indo em direção para dentro da escola.

Cindy colocou os fones de ouvido e resolveu entrar também já que a aula iria começar. Ela pegou a mochila no armário e foi em direção da sala de aula do último ano.

Nico estava sentado em uma das primeiras cadeiras enquanto desenhava no caderno. Sua colega de classe, Moira Baker, estava olhando para o caderno enquanto brincava com a caneta na mão.

Moira é uma pessoa legal. Cindy a conhecia desde o sexto ano e desde sempre estudava com ela na mesma classe. Moira tem cabelo ondulado loiro e olhos azuis. Ela é muito mais madura que Cindy – a menina que parecia ter treze anos de idade, que gosta de coisas fofas e rosas e da paz.

Moira olhou para Cindy e acenou.

– Seu lugar – ela apontou para uma carteira ao lado. – Guardei-o para você.

Cindy sorriu e se sentou ao lado dela.

– Obrigada, Moira.

– De nada – ela sorriu e voltou a fitar o caderno e a brincar com a caneta.

– Moira – alguém de trás chamou a menina que se virou para olhar e pareceu sorrir.

Cindy era curiosa e olhou por cima do ombro disfarçadamente: era um dos três garotos mais populares do colégio, Will.

Cindy não gostava dele, tratava as meninas como qualquer pessoa, então olhou para frente e viu Carl Rodriguez – seu melhor amigo – sentando em sua frente. Ele inclinou o corpo para direção de Cindy sorrindo e disse:

– Oi Cindy.

– Oi Carl.

Carl tem cabelo cacheado e loiro e também olhos azuis – a maioria de seus amigos e colegas tinha essa cor de olho, menos Cindy, os dela eram castanhos e ela não gostava.

Moira virou para frente e acenou para Carl enquanto sorria, mas seu sorriso desmanchou ao ver a porta abrindo e revelando aquela pessoa.

Uma menina da mesma idade que Moira, com a mesma aparência e tamanho, entrou segurando um Iphone e tinha um sorriso de deboche ao olhar para Moira.

Era Ariel, sua irmã gêmea.

Ariel sentou na carteira livre em frente à minha e disse:

– Olá maninha.

Moira ficou com raiva e descontou em sua caneta – resultado: ela quebrou ao meio. Ariel riu e se concentrou em mexer no celular.

Cindy e Carl ficaram quietos, Ariel tinha uma aura muito repugnante e os deixavam desconfortados.

– Tudo bem, Moira? – Cindy perguntou.

– Não, claro que não. Mas tudo bem... A gente... – Moira piscou os olhos assim como Carl, Cindy, Kristen e Nico. – Vocês estão vendo isso?

Os demais alunos sumiram e só restaram os cinco com tonturas e dores de cabeça.

Cindy levantou bruscamente e quase desabou em cima da mesa. Pressionou os olhos e assim que os abriu novamente, eles não estavam na sala de aula.

Estavam em uma espécie de vila em estilo medieval.

As casas eram pequenas e os telhados pareciam bem velhos. Tinha um poço enorme perto de onde os cinco estavam. Havia mulheres e meninas com vestidos enquanto faziam trabalhos como colher frutas e pegar água do poço. Os homens com roupas estranhas cortando lenha entre outras coisas.

Os cinco eram os únicos com roupas diferentes.

Cindy parecia maravilhada. Ela deu um passo à frente, ergueu os braços e rodopiou.

– Tão lindo.

Kristen cruzou os braços e disse:

– Louca.

Ela se aproximou de uma menina e perguntou:

– Que ano é hoje?

A menina olhou-a como se Kristen fosse algo muito repugnante.

– É o ano de 686, moça. E que tipo de roupa é essa?

A menina se afastou e voltou para a mãe.

– Ano de 686? – Kristen perguntou para si mesma confusa. Ela olhou para os outros quatro.

Cindy ficou com uma expressão confusa.

– Jura? É por isso que esse lugar está assim e essas pessoas vestidas assim?

Moira avançou por um metro e meio e olhou para os lados até encontrar uma mulher com cabelo castanho preso em um coque e usava um vestido verde-musgo antigo.

Ela se aproximou da mulher e colocou os cabelos para trás da orelha.

– Moça – a mulher levantou-se e se virou na direção de Moira e a olhou de cima a baixo. – Não estamos entendendo nada. Estamos no ano de 2014?

– Não – a mulher disse. – Estamos no ano de 686. – Alguma coisa aconteceu com você?

– Sim. Comigo e com meus quatro amigos – ela apontou para os jovens que conversavam entre si. – Nós estávamos na sala de aula do ano de 2014 em Nova York e em minutos paramos aqui no ano de 686.

A mulher pareceu assustada para Moira.

– Minha querida... Qual é o seu nome?

– Moira... Baker.

– Você é uma bruxa, Moira?

A menina deu um pulo para trás.

– Não! Eu sou uma jovem normal.

– Então isso... – ela olhou para uma flor. – Você e seus amigos, por favor, me acompanhem.

Moira achou que ela estivesse de brincadeira com ela, mas assim que a mulher começou a andar, ela achou melhor chamar os colegas que a acompanhavam.

A mulher abriu a porta de uma casa – era do mesmo tamanho que as outras e ainda sim era velha.

Dentro da casa não havia qualquer coisa eletrônica que Moira sabia. Era tudo de madeira e algumas coisas de ferro. Havia um alçapão no chão debaixo de um forro – já que a mulher tirou o forro preto.

– Eu preciso deixar isso escondido. Quando os ladrões invadem as casas das pessoas querendo ouro ou algo precioso... É nossa única alternativa. Ou mesmo quando os guardiões do castelo vistoriam as casas dos plebeus para saberem se não tem bruxos ou algo contra as normas.

– Bruxos? – a palavra assustou Cindy.

A mulher puxou o alçapão.

– Isso, bruxos. Eles usam magia para o mal, e tem até para o bem, mas a Igreja acha que não.

– A Igreja? Isso me lembra daquela matéria escolar... – Cindy começou a dizer, mas Kristen deu um peteleco na testa.

A mulher pediu para eles descerem e a escada que levava ao porão.

O Porão tinha um corredor de concreto e tinha portas improvisadas com madeira. Apesar de serem improvisadas, eram bonitas.

– Vocês podem ficar aqui até amanhã de manhã. Porque se os guardas descobrirem... Bem, eu sou Jenna King. Quais são os seus nomes?

– Moira Baker e esta é minha irmã gêmea Ariel. Estes são Nico Carter, Cindy Young e Carl Rodriguez.

– Ah, nomes bonitos. Bem, tem roupas ali. Vocês tem sorte. Em alguns minutos a Igreja quer todos os plebeus lá perto do poço. Eu chamarei vocês.

– Por quê? – Nico perguntou.

– Execução de bruxos.

Em três minutos, cada um se trocou em um determinado lugar no porão. Cindy, Moira e Ariel colocaram vestidos num tom azul desbotado. Os meninos colocaram calças e blusas pretas e continuaram com os tênis, talvez não chamasse atenção demais tanto quanto uma jaqueta com uma banda.

Eles se encontraram no corredor. Cindy rodopiava orgulhosa de usar um vestido como aquele – diferente do que costumava usar em 2014.

– Ela é a única contente – afirmou Carl com um sorriso. – Isso é comum. Quer dizer que não temos tantos problemas.

O alçapão abriu e Jenna desceu com outro vestido e o cabelo preso em coque ainda, mas estava ajeitado.

– Vamos, em três minutos vão executar a bruxa. Tentem agir como plebeus normais.

– Vai ser muito fácil – disse Kristen.

– Vamos.

Os cinco jovens subiram e seguiram Jenna.

– Nós sempre somos obrigados a assistir isso quase todos os dias. Eles caçam por bruxos, elfos e seres sobrenaturais.

– Nós? – perguntou Carl.

– Ah, eu e meu filho. Ele saiu pra caçar hoje cedo, deve voltar em alguns dias.

– Ah.

– Eles vão perguntar seus nomes e suas idades e vão até achar que vocês são bruxos. Nunca os viram.

– Ótimo – Nico murmurou. – Estava imaginando isso.

– Mas é só ter calma e responder tudo.

– Mesmo?

Antes que Jenna pudesse responder, eles viram uma pedra gigante e uma adulta de cabelo ruivo com as mãos amarradas nas costas e ajoelhada em meio a dois homens altos com espadas amarradas em um cinto e gritando para a multidão o que um bruxo é capaz de fazer.

Cindy levou as mãos à boca.

– Que crueldade... Eles vão... Queimá-la igual àquelas aulas que tivemos?

– Acho que sim – disse Moira.

Cindy arregalou os olhos e comprimiu um grito quando amarraram a mulher em uma madeira e tacaram fogo nela.

Nico se aproximou de Cindy e a fez virar para ele.

– Você é muito sensível, né?

– Sim – respondeu ela recuperando ar enquanto viu que todos os outros observavam cautelosamente.

– Ah, tem um guardião se aproximando. Se vire e lembre-se do que a senhorita Jenna nos disse.

Cindy assentiu e fez o que ele pediu.

O guardião trinta centímetros mais alto que Cindy e muito mais alto que os garotos, se aproximou de Kristen que estava ao lado direito dela.

– Seu nome e idade.

– Kristen Baker, dezessete anos.

Ele olhou para ela e depois para Moira ao lado de Cindy.

– Vocês são gêmeas? – Moira que fez que sim. – Seu nome.

– Moira Baker.

– Vocês duas, para ali – ele apontou para um canto onde tinha outro guarda.

Kristen queria ficar parada, mas Moira a puxou pela mão.

– Seu nome e idade.

– Cindy Young, dezesseis anos.

Ele olhou Cindy de cima a baixo e ele percebeu o meio de Cindy no olhar.

– Você está com medo? Ninguém fica com medo quando matam bruxas, a menos que você seja uma...

– Eu não sou uma...

–... Eu estou falando, garota. – Ele olhou para um guarda e fez um aceno e puxou Cindy pelo braço. – Você o seguirá, bruxinha.

– Eu não sou uma bruxa! – protestou Cindy. – É normal que uma adolescente sinta medo.

– Não aqui, garota. Pode olhar, ninguém tem medo – Cindy olhou em volta, nem mesmo as crianças tinham medo, ela era a única com medo. – Aquela bruxa ali – apontou para a mulher em chamas. – Foi porque ela teve medo. O que quer dizer que você é uma bruxa.

Ele forçou o aperto ao braço de Cindy que quase disse “Ai”, mas preferiu não dizer.

– A solte. A menina não é uma bruxa – uma voz masculina surgiu atrás de Cindy.

Notas finais
Pronto gente =) Vou deixar programado os próximos capítulos. Lembrando que agora só dia 13/04 (Domingo) terá capítulo. A partir de segunda, eu acabei fazendo mudanças e talvez em poste terça-feira, quinta-feira também =) tudo para vocês, meus queridos leitores!