O Plano

1 As Máscaras que Usamos por Amor


Notas iniciais
OLá!!!! Aisha, amor da minha vida, eu espero que nesse ano de 2018 todos os seus sonhos se realizem, espero que você continue sendo essa parte super importante que é da minha vida, e que toda a nossa amizade cresça e floresça como essa linda história que criei para todas nós! Como você sabe, eu estava passando por um momento difícil, e sem você, a Clio e a Violet (mais recentemente, porém, com o mesmo amor), eu não teria ficado tão bem para voltar a escrever! Com toda sinceridade do mundo, se eu tivesse que fazer tudo que eu escrevi aqui pro você, eu faria sem nem pensar duas vezes, amor! Sério!!! Por isso, espero que você aproveite esse primeiro capítulo e desfrute comigo depois das piadas que faremos juntas! Minhas queridas manas, Clio e Violet, espero que gostem do modo como as descrevi e, mais para frente, do que irá acontecer com vocês Muahahaha. Eu estou tentando não fazer uma tragédia com essa história, porque vocês sabem o quanto eu amo matar pessoas kkkkkk Então, pro via das dúvidas, já matei uma pessoinha que é para saciar minha sede de sangue. Amo vocês. Aos queridos leitores que se interessarem, vocês são mais do que bem-vindos em minha casa (lê-se meu perfil e histórias) para apreciarem, mandarem críticas construtivas e comentarem kkkkk Espero que a história esteja do agrado de vocês!!!! Um beijão, e eu os aguardo no próximo capítulo.

A noite erguia-se, bela e majestosa, e a brisa fresca de verão acariciava a pele daquele que se aventurasse a sair no meio da noite. Muitas damas e cavalheiros aglomeravam-se dentro de um salão de baile, no palácio de Leeds, em Kent, onde o Conde Sísifo e a Condessa Violet comemoravam o Ano Novo com um baile de máscaras.

A música já inundava o salão, convidando a todos para uma valsa, os rostos mascarados de todos causavam uma sensação de mistério e até mesmo assustava àqueles que estivessem despreparados para reencontrar as faces estagnadas e coloridas.

Havia muita conversa, risos e animosidade, talvez isso tivesse sido causado pela bebida, porém, três recém-chegadas não se importavam com o barulho do salão, uma vez que estavam por demasiado ansiosas pela presença naquele local.

— Pelo amor de deus, meninas, se acalmem! – pediu a de cabelos rubros, presos em um penteado simples, decorado com penas que saia da máscara dourada cobrindo desde parte das bochechas até o fim da testa. O vestido de saias armadas e brilhantes era feito de um tecido furta-cor, que brilhava em diferentes tons dependendo da posição da luz, o corpete tinha um decote quadrado e comportado, com mangas translúcidas, largas no começo, mas que se firmavam no pulso por uma fita de seda branca. – Aisha, você está de máscara, ninguém via te reconhecer, e Clio, é sua primeira festa na sociedade, ninguém sabe quem é você! Divirta-se! – e fez um biquinho brincalhão com os lábios pintados de dourado.

— Falando assim parece fácil, Mena... – murmurou Clio, abaixando o rosto coberto por uma máscara que parecia imitar as asas de uma borboleta, abertas e lindamente estampadas em nuances de laranja e vermelho. Estava linda em um vestido de gala bordô com o corpete apertado e todo cravejado de diamantes, com as alças grossas feitas do mesmo tecido da longa saia armada, brilhante como o fogo. – Estamos colocando muita coisa em jogo... – e colocou um fio do cabelo platinado, que lhe fugiu à complicada trança embutida, atrás da orelha.

— Srta. Clio, por favor, tente se acalmar... – pediu Aisha, a mais envergonhada de todas.

A máscara lhe cobria todo o rosto, escondendo a face por baixo de uma cobertura fina de gesso, com os olhos recortados e as pálpebras da máscara decoradas de azul cintilante, contornados de dourado. Os lábios forma pintados na forma de coração, e toda a face da máscara continha aplicações de notas musicais, dando um ar mais artístico à obra.

O vestido consistia em um corpete com decote em forma de coração, mangas ¾ com babados de tule azul-celeste na barra. A saia abria-se em roda, exibindo sua linda cor de azul-turquesa, combinando perfeitamente com o corpete; o decote era decorado com pérolas, assim como os detalhes da saia e o laço enorme que se prendia na base das cotas. Os sapatos eram delicados e feitos sobre medida, e, por conta da máscara, ela preferiu prender os cabelos em um coque complicado, finalmente decorado por pérolas e fitas.

— Mas... – Clio tentou refutar, porém, ao ver o quanto as duas outras queriam ficar, fez um esforço e suspirou. – Está bem!

— Se quiser ir, eu não vou lhe segurar, no entanto, eu e ela ficaremos até o fim! – riu Alcmena, erguendo a barra da saia, agarrando a mão e Aisha e a puxando para atravessarem o salão em direção à mesa cheia de taças com champanhe.

Clio, inconformada pelo jeito como a prima havia lhe tratado, seguiu a passos rápidos até ela, enganchando o braço no de Aisha, permanecendo próxima das moças. Alcmena repuxou os lábios finos, soltando uma risada baixa e discreta.

— Eu sabia. – negando com a cabeça, pegou duas taças da mesa e ofereceu uma para cada amiga, pegou uma para si depois disso e simulou um brinde, virando o conteúdo da taça logo em seguida. – Eu ainda prefiro aquela bebida que tomamos com Violet quando visitamos a casa de Campo dela na primavera.

— O nome é vodca! – e lá estava Violet, divina em um vestido lilás, com o decote decorado com orquídeas artificiais, mangas curtas, e as saias não muito cheias. A máscara cobria apenas a parte dos olhos, em um tom branco, e tinha os lados decorados com as mesmas flores do decote. – E quem me trouxe foi o bom duque Nicolai Vladslav.

— Condessa! – exclamou Aisha, reverenciando a recém-chegada. As outras duas imitaram o gesto da loira, e depois voltaram ao normal.

— Sejam bem-vindas à minha festa, senhoritas! – exclamou a mulher, sorrindo com delicadeza. – Alcmena, querida, prometo que vou providenciar a vodca para você da próxima vez.

— Você sabe que eu prefiro ir logo para a inconsciência causada pelo álcool. – riu a ruiva, cruzando os braços sobre o peito. – Violet, gostaria de apresentar minhas companheiras! Essa é Lady Clio Papadopoulos, minha prima em terceiro grau; e nossa querida amiga, a senhorita Aisha Smith, vinda diretamente de Londres!

— Ó, deuses! Eu adoro Londres! Queria poder passar mais tempo em Londres do que aqui em Leeds! – exclamou a jovem condessa, segurando as mãos de Aisha, animada como nuca. – Precisa me contar um pouco sobre como estão as coisas! Há dias pessoa que Sísifo me leve para visitar a Rainha, e há séculos ele me ludibria dizendo que vamos!

— Aisha deixou para trás a vida da cidade grande, Condessa. – interrompeu Clio, notando que a melhor amiga parecia sem palavras. – Ela está vivendo com a minha querida prima há alguns meses, o pai achou que seria um bom jeito de ser introduzida na sociedade Inglesa, já que Mena já participa dela há muito tempo.

— Ah, e como eu participo... – bebendo mais um pouco de um novo champanhe e se lembrando de suas idas às festas da Rainha Vitória, onde ela chegou a se engraçar, brevemente, com o irmão do Príncipe Albert. Aisha quase morreu do coração ao pegá-la aos beijos com o nobre. – Falando nisso, como anda seu primo, Violet? Bernard Dégel Henrry Pelham-Holles, não é?

— Até parece que você não sabe. – Violet usou seu leque para estapear levemente o braço da amiga, vendo-a soltar uma risada alegre. – Da última vez que eu o vi, ele estava dançando com uma senhorita de Brighton!

— Mande seu marido trazê-lo para cá! – animada, Mena deixou a taça de lado, juntos as mãos sobre o peito de forma teatral. – Quero apresentar Aisha e Clio para ele!

— Sua danadinha! – riu a condessa, volvendo o olhar para o salão, rapidamente encontrando o marido e o chamando para perto.

Sísifo era um nobre, vestia-se e agia como tal, encantando a todos com seu charme e educação, por isso, antes de ir até a esposa ele desculpou-se gentilmente com os senhores com quem conversava, e só depois foi até ela, mantendo um sorriso plácido em seu rosto, enfeitado com uma máscara negra como a noite, tapando desde sua testa até perto das bochechas.

— Minha esposa. – primeiro cumprimentou a esposa, arrancando sorrisos ternos das outras moças. – Lady Alcmena Vardalos-Johansson, — gentilmente ele curvou-se e beijou a mão direita da ruiva, como mandava a etiqueta. – minha senhora, teria o prazer de me apresentar às duas lindas moças que a acompanham?

— Sísifo, sempre que você fala assim, eu me esqueço que somos primos. – reclamou Alcmena, bufando levemente. – Essa é Lady Clio, minha prima em terceiro grau por parte de mãe, e Senhorita Aisha Smith, de Londres!

— Por Deus, é uma vergonha nunca termos sido apresentados, Lady Clio! – ditou Sísifo, beijando a mão da platinada. – Sou conhecido por manter a família o mais próxima possível!

— Não teria como, senhor Conde! – garantiu Clio, sorrindo abertamente. – Eu cheguei recentemente de Esparta.

— Eu nem consigo imaginar como estão as coisas por lá! – riu brevemente Sísifo, o que deixou Violet meio aérea uma vez que ela não conseguia parar de admirá-lo. – Senhorita Aisha, não me lembro de tê-la conhecido em outros bailes de Londres! Está debutando hoje?

— Não, senhor. – Aisha sentiu seu sangue gelar quando o Conde lhe beijou a mão e perguntou de seu passado. – Nunca tive permissão para ir a bailes. Não antes de milady Alcmena ser minha madrinha. – não se podia ver o rosto da moça, porém, Clio e Mena sabiam que ela estava sorrindo.

— É por isso que está usando uma máscara dessas? Está tímida! – brincou ele, arrancando risos nervosos das três. – O que precisa de mim, minha querida? – voltou a se dirigir à esposa, arrancando dela um sorriso encantado. – Peça-me o céu e eu implorarei à Deus por ele, peça-me todas as estrelas e as roubarei para ti! – o conde segurou firmemente as mãos da esposa, beijando os dedinhos delicados com todo cuidado.

— Por que é que eu não arrumo um marido assim? – a lady de cabelos rubros encenou um choro, recebendo o olhar reprovador de Clio.

— Porque você não quer. – respondeu a platinada, revirando os olhos.

— Meu querido, nossa amada Alcmena deseja apresentar as lindas amigas à Dégel! – exclamou Violet, piscou os olhos azuis, sorrindo como a menina que era.

— Por Deus, prima, quer criar concorrência para si mesma? – Sísifo zombou da mais baixa, que conteve o ímpeto de estapeá-lo ali mesmo.

— Você bem sabe que eu e querido Dégel somos apenas bons amigos, priminho. – volveu Mena, segurando Aisha pelos ombros. – Aisha, pelo contrário, é uma jovem bela, sadia, cheia de predicados e que eu posso muito bem apresentar para meu querido AMIGO.

— Milady... – mais dura que uma pedra, a loirinha não sabia o que fazer.

— E ela também está de olho no Cônsul Chinês que veio pelo Dalai Lama. – Clio recebeu um tapa da prima, que prontamente bufou e virou a cara para mais nova, arrancando um riso de Aisha e Violet.

— Primeiro, ele não é Chinês, ele é Tibetano. Segundo, não comece a falar as coisas se não aguenta quando eu começo a relatar o que a mocinha anda fazendo. – ditou a ruiva, ajeitando seus cachos, cortados até os ombros. – Terceiro, Rugonis disse que eu deveria arranjar outro marido depois que ele morresse, eu estou tentando fazer isso!

— Mena está certa, menina! — riu Violet, segurando o braço cedido pelo marido. –E, enquanto não trago Dégel, por favor aproveitem a festa, sim?

— Será um prazer, condessa. – garantiu Clio, sapeca.

— Com licença, miladies! – pediu Sísifo, guiando a esposa para buscarem Dégel.

Alcmena suspirou, apoiando-se na mesa e levando a mão até o peito, sentindo o coração disparado. Certo, haviam passado por Sísifo, o que significava que havia conseguido disfarçar muito bem Aisha e manter o papel que haviam ensaiado... Agora, ela temia apenas pelos olhos percutores do Senhor Amamiya Kazuhiko, o samurai que Sísifo havia trazido do Japão como seu melhor amigo e mais novo Cavaleiro ordenado pela rainha.

— Mena... – murmurou Aisha, encarando a amiga de forma temerosa. – É melhor irmos para casa, estamos nos arriscando muito.

— Não. – ditou a grega, olhando da amiga para a prima. – Eu só saio desse baile na hora em que você tiver um pretendente que vai te tirar da casa do seu pai, Mile... Aisha. Entendeu? Rugonis te deixou sob meus cuidados, e eu não vou deixar você voltar para aquela casa de horrores.

— Respire, Mena, senão vão reparar que você está mal! – pediu Clio, abanando a prima com as mãos. – Se recomponha, pelo amor de Deus!

— Eu preciso de ar... Clio, escuta, se o Dégel vir, corra me chamar, entendeu? – sentenciou ela, vendo a moça acenar efusivamente com a cabeça. – Esse encontro com o Sísifo me tirou do ar.

— Vá lá respirar, Mena, precisa estar com a cabeça no devido lugar para conseguir convencer o Dégel a fazer parte do seu plano. – volveu a platinada, segurando as mãos de Aisha, também apreensiva.

— Vai dar certo. – olhando seriamente para as duas, a ruiva de recompôs. – O Dégel não aguenta um par de peitos como os dela! – falando mais consigo do que com as outras, Alcmena deixou as moças para trás, precisava pensar colocar as ideias no lugar e agir com calma e frieza...

Aisha e Clio suspiraram, estavam tão nervosas quanto a ruiva, e, se aquele plano falhasse, elas teriam que fugir para a Grécia com uma velocidade recorde.

A verdade era que Aisha não era uma simples senhorita amiga das ladies gregas, ela era na verdade Milenka Rostova, filha de Fyodor Rostov, o falido Conde siberiano, um homem vil e cruel que governava sua casa a base do terror.

Fyodor almejava casar Milenka com Rugonis, o rico burguês sueco que transformara o nome da família Johansson em um ícone da exportação e transporte. Não havia uma alma em toda Europa, Ásia e América que nunca tivesse ouvido falar no nome Johansson e não soubesse da história do filho bastardo de um nobre Suéco que, além de deserdado, havia tirado a mãe e os avós da miséria com uma boa ideia e gente injetando capital em seu projeto.

Rostov, como todo homem bem informado, almejou casar Milenka (Aisha) com o sueco, porém, qual foi sua surpresa ao descobrir que o mesmo já estava de casamento marcado com Alcmena Vardalos, a doce filha do maldito Odisseu, um banqueiro cheio de posses, apólices e aplicações, que prometiam triplicar a riqueza da família com o passar dos anos.

Consternado pela maldade à qual Aisha era exposta, Rugonis armou com a mãe da menina e conseguiu raptá-la, levando-a para a Inglaterra, onde agora vivia uma vida tranquila com a esposa. Os dias viraram semanas, as semanas viraram meses e o pobre Rugonis adoeceu, deixando Alcmena desesperada.

A tuberculose era uma sentença de morte, por isso, o sueco tratou de organizar seus negócios, deixar tudo em perfeita ordem e deixar tudo certo para que Alcmena assumisse o comando de tudo quando ele se fosse. Ele ensinou à ela um pouco de tudo, e também lembrou-se de Milenka, para quem deixou um dote generoso e algumas terras compradas na Itália, onde ela teria proteção caso o pai a viesse procurar.

No decorrer desse tempo, Mena achou por bem trocar o nome da nova irmã (pois sim, ela era mais do que apenas uma amiga), e, escolhendo um lindo nome oriental, nomeou a bela loira como Aisha – Viva, traduzido do árabe.

O problema maior surgiu depois da morte de Rugonis... Alcmena foi contatada por um detetive e dois assassinos de aluguel a serviço do marido, e todos lhe deram a mesma notícia: Fyodor estava seguindo o rastro da filha e logo a encontraria.

Por lei, ele tinha todos os direitos sobre a filha e, por tabela, à tudo que Rugonis havia deixada para ela. Desesperada, Alcmena pegou Aisha e Clio, sua querida prima que vinha morando com ela nos últimos meses de luto, e partiu para a propriedade que mantinha no condado de Kent, mais precisamente em Leeds, onde passaram a viver de forma discreta, com breves aparições de Alcmena na corte, raras visitas à Londres, e ocasionais casos com homens da nobreza, para que Fydor não pudesse rastreá-la, uma vez que as amantes costumam ficar perto para não perderem seu posto.

Com o passar dos meses, Clio juntou-se à prima no desenvolvimento de um plano para conseguir um pretendente para Aisha e, por conhecer a peça e confiar no caráter dele, Alcmena escolheu Dégel, o primo francês de Violet, para ser o marido de Milenka.

Agora, lá estavam elas, preparando-se para iniciarem uma negociação de noivado, que deveria ser feita pelo homem da família e não pela viúva. Talvez a única coisa à favor delas era que a senhora Johansson e o francês tinham uma amizade construída na base de conversas amistosas e discussões literárias.

— Ela está se arriscando demais, — começou Aisha, abaixando a cabeça. – já falam muito dela por cuidar da Exportadora sozinha! E eu agora dando todo esse trabalho...

— Aisha, — Clio segurou a face mascarada da russa. – você é da nossa família também! Eu não sei o que teria sido da Mena sem você naquela casa enorme depois que o Rugonis morreu! Se estamos colocando em risco nossa reputação e nosso nome, é por que nós realmente te amamos, e eu não quero ver você com essa cara de novo, certo? Vai dar tudo certo! Aquela víbora vermelha aprendeu à negociar com o marido, ela vai dobrar o Dégel.

— E se não dobrar? – levantando a questão, os olhos de Aisha forma passear pelo salão de baile, perdendo-se nas cores e formas que as pessoas exibiam. – A honra, a moral e os bons

— Por que você acha que ela está dando em cima do Cônsul? – questionou Clio, soltando um sorriso fraco. – Por que você acha que eu tenho me encontrado com Manigold?

— Vocês estão ganhando terreno?! – exclamou a loirinha, sentindo as lágrimas virem aos olhos. – Clio... Até você?

— Meu bem, flertar com Manigold Giacometti não é nenhum bicho de sete cabeças! – riu a platinada, colocando as mãos na cintura. – Já está na hora de eu me casar e ele é um bom homem, gosto dele! Então, qual é o problema de unir negócios e prazer?

Dando uma risada mesclada a vontade de chorar, Aisha abraçou a amiga, controlando-se para não fazer uma cena no meio do salão de bailes, enquanto Clio também tentava se recuperar, sentindo os olhos marejarem ao fechar os olhos e imaginar o que aconteceria com Milenka se o pai a achasse.

~

Alcmena andava de um lado par ao outro dentro do escritório de Sísifo, no segundo andar da mansão. Conhecia aquele lugar de outros tempos, quando passava os verões a visitar os tios e tudo parecia ser mais fácil do que era agora.

Foi até a escrivaninha de Sísifo, enchendo um copo com whisky, virando o conteúdo de uma vez só, fazendo uma careta quando o líquido desceu queimando por sua garganta, indo cair direto no estômago vazio.

Largou o copo sobre a escrivaninha, e virou de costas para a mesa, tirando sua máscara, jogando-a na poltrona ao lado, respirando fundo. Precisava pensar friamente agora. Se Dégel não aceitasse se casar com Aisha, ela teria que mover suas peças rapidamente.

— Deus, me dê coragem para fazer o que eu vou fazer, e que meu Rugonis me perdoe por manchar nossa honra assim. – murmurou a ruiva, terminando o breve pedido ao fazer o sinal da cruz.

Encheu novamente o copo, dessa vez saboreando devagar a bebida, engolindo o líquido em seco quando ouviu a porta ser aberta por Clio, enquanto ela mantinha aquele olhar preocupado.

— Violet e Sísifo se aproximam com um homem elegante de cabelos negros como o ébano! – ditou a mais nova, arfando como se tivesse corrido. – Devemos correr, pois deixei nossa Aisha sozinha!

— Que comecem os jogos. – sentenciou Mena, bebendo o último gole da bebida para depois resgatar a máscara e recoloca-la.

As primas saíram do escritório com olhares obstinados. Por amor à amiga, e por suas reputações, o plano deveria funcionar tal qual um relógio suíço, e, mesmo que aquilo fosse doloroso, era o dever e honra como as ladies que eram ajudar Aisha a ter seu final feliz.

Ou melhor, seu começo feliz.

Notas finais
Espero que tenham gostado desse primeiro capítulo. Mais coisas estão por vir à frente, e eu espero não me perder kkkkkk Essa história será uma short-fic, até onde eu consegui me programar, porém, se eu ver que estou conseguindo desenvolver mais, eu vou me dar a chance de prossegui-la! Aguardo ansiosamente pelos comentários, e espero que possamos conversar mais por meio deles! Um beijão da Mena (que tá fofa por motivos de foda-se) ♥ Ps: Aisha, depois vem fofocar comigo sobre o que achou! Te amo ♥