O Pintor
1 Arte morta
O cavalete está aposto
O pintor pega seu pincel
Vai até o campo
E ver um infinito céu
Nele um canário estar a voar
No mais alto do céu
Suas charmosas penas brilham
Onde o pintor fica a olhar
Corre veloz, olhando alto
Com faro apurado
O lobo admira
O canário no céu azulado
Perfeita sincronia
No momento de pura magia
Deitado ali na espreita
Mira seu rifle para o alto
O já velho caçador atira
Então...
A dor inevitável
Mortalmente ferido
Cai o canário
O lobo vai a socorro
Descendo o grande morro
Mas os homens são implacáveis
Tentando proteger o seu amor
O lobo paga com a vida
Com um sorriso, sem nenhum temor
Caçados, exterminados, perseguidos
Por não serem compreendidos
Por serem diferentes...
Então assim morre a arte
O canário não voa
O lobo nunca mais uivará
Percebe o jovem pintor
Que a sua dor é nunca mais pintar
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