O Pilar do tempo
3 Capítulo 2- Meu melhor amigo é uma raposa
Já havia se passado uma semana desde aquele dia na sala do diretor, eu era o ultimo em tudo, ninguém entendia porque eu não me transformava, meu único amigo era o Richard, mas acho que ele também não sabia o porquê de eu não me transformar, foi quando eu finalmente decidi perguntar:
–O que você é?
Ele me disse:
–Haha! Isso eu só vou dizer ou mostrar quando você me falar o que você é, fala logo Chris, todos acham que você é um idiota fraco.
–Não vai rolar, não vou mostrar meus poderes tão cedo.
–Então, você vai ficar curioso para saber o que é o meu poder.
Porém durante nossa conversa ele esbarrou em um cara com um manto negro, onde não se podia ver o rosto. Foi o suficiente para o cara querer discutir, Richard como sempre se manteve calmo, ele não queria confusão, ele pediu desculpa muitas vezes, mas o cara o continuou a zombar dele. Até que o cara de preto falou da mãe de Richard, foi o suficiente para eu ver os olhos do meu querido amigo mudarem de cor, eles eram castanhos e se tornaram roxos, com uma tonalidade muito sombria ele me disse:
– Desculpa cara, acho que vou quebrar a promessa que te fiz.
Eu não tinha entendido até ele aceitar o duelo, poderia ser o Richard era tão legal, carinhoso, será que ele sabia lutar? Foi quando as roupas dele mudaram se tornaram brancas, e seu cabelo vermelho se tornou branco como a lua e saíram orelhas de sua cabeça, sua voz amiga e compreensiva se tornou grave e forte, e ele disse:
–Vou acabar com a sua raça, Brook seu demônio ridículo.
Nunca tinha visto ele desse jeito, pensei em chamar um professor, mas quando eu olhei já havia uns três professores, porém eles estavam querendo julgar a partida, que marcaram para ser na quadra da escola, para que todo mundo pudesse ver.
Depois de algum tempo com os professores falando sobre o duelo, ele finalmente começou.
Eu já sabia um pouco da teoria e melhorado minha prática, então pude sentir um poder incrível como uma aura negra vinda do Brook, mas eu não sentia nada vindo do Rick. Quando o professor autorizou, uma onda de aura 10 vezes maior que a do demônio apareceu, um aura calma e branca, que com certeza era do Rick. Eu vi as unhas do demônio crescerem e ficarem tão afiados quanto uma espada, e o youkai [ Sim, eu estudei muito e sabia o que cada monstro daquele local era. Rick era um youkai kitsune(raposa).] puxou um chicote com espinhos em volta de todo a arma.
Depois disso eu vi pouca coisa, eles eram rápidos de mais, Brook começou a correr muito rápido em torno do Rick que só olhava, foi quando o demônio tentou atacar por trás, mas meu amigo desviou, Brook ainda tentou mais uns dez golpes seguidos depois daquele, mas o youkai desviou de todos, sem que levasse um só arranhão.
Passando dois minutos dele só desviando ele falou:
–Estou entediado, esse cara é patético, vou acabar com ele logo
O demônio então falou:
–Você não viu nada, vou não pode nem matar uma mosca.
Foi quando Rick esticou o chicote, e com uma chicotada, agarrou o demônio que ficava girando em sua volta. Quando Brook se viu preso ele clamou por piedade, e quando eu olhei para o Richard, ele que era um rapaz tão calmo e carinhoso falou:
–Sem piedade.
Ele jogou o garoto pra cima e o libertou do chicote, e enquanto Brook voava, ele tentou se mexer para fugir, mas ele estava imobilizado. Richard que estava no solo, olhou para o chão, e desapareceu, aparecendo só ao lado do demônio, que clamava por misericórdia, o youkai deu incontáveis chicotadas em Brook, até cair no chão, foi quando ele lançou o garoto pra cima novamente, só que dessa vez ele puxou do bolso um rosa branca e jogou no rapaz e saiu da arena, quando Brook caiu no chão ele não tinha mais nem uma gota de sangue, e a rosa que antes era branca estava vermelha. A rosa fincada no demônio tinha sugado todo o seu sangue e o matado.
Richard então voltou a sua forma normal e foi premiado por ter sido o vencedor do duelo, eu estava perplexo, não imaginava que meu amigo, que parecia ser tão calmo e sereno pudesse matar alguém de forma tão fria sem duvidar do que estava fazendo.
Ele veio falar comigo sorrindo, como tivesse acabado de ganhar um dez na prova mais difícil, eu não entendia o porquê dele não estar assustado, foi quando perguntei:
–Você está bem?
E ele respondeu:
–Bom apesar de não ter comprido a promessa, foi legal uma luta pra variar um pouco.
–Mas você não está assustado.
–Claro que não, você parece que é humano Chris, nós monstros aprendemos a lutar desde criança, tínhamos que nos defender dos humanos por isso temos que ter esse sangue frio, pois se não os monstros nos matam.
Tive que agüentar aquilo calado, mas o que mais me intrigava era como, um cara que parecia ser tão inocente, se tornava tão frio, tão insensível, e tão poderoso só em aceitar um duelo. Aquele era o meu melhor amigo e ele é uma raposa.
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