O Pespego

1 Finn Campell


Bem, me chamo Finn Campbell, um jovem de 11 anos que mora desde o seu nascimento em Saint Cloud. Uma cidade cinza e enevoada, eis a razão de seu nome, Saint Cloud. Era um vale dentro de um ninho de montanhas frias cercadas por nuvens cinzas e pesadas, era assim o ano todo, o sol só saia no começinho do verão e só. Eu nunca me dera bem com as outras pessoas. Eu era um tipo de garoto que evitava falar e até pensar, com medo do que os outros iriam dizer, eu era uma pessoa introspectiva. Mamãe até levou-me ao hospital, pensando que eu estava com depressão. Eu admito que metade das vezes eu inventava doenças para justificar a minha falta de interesse pelas coisas, sendo elas matérias ou não. Não gosto muito de matemática e muito menos de ser chamado por alguém, podem até dizer: “nossa!!! que garoto frívolo e ingênuo” Sim posso até ser, mas antes que perguntem. Sim,eu tenho um bom vocabulário, e sim, devo isso ao meu Pai, Antony Campbell, professor de português. Eu não ia muito a escola, porque sempre que eu ia algo catastrófico acontecia a mim ou á alguém. Mas neste ano tudo iria mudar. Minha mãe, Angeline Campbell, era a secretária da prefeitura da nossa cidade. Enquanto meu Pai dava aulas no colégio ao lado, chamado "Rodeo Frederick". Meu pai era um cara muito na dele, ele quase nunca falara meu nome e me tratava sempre com repulsa e nojo. Acho que era porque eu era muito antisocial e calado, na minha e nunca me interessava pelo os interresses dele. As aulas de português que eu tinha, eram dadas pelo meu Pai na sala de estar, na frente da minha Mãe, na qual ele me tratara sempre sorrindo e cantorolando meu nome. Mas quando mamãe ia embora para o seu trabalho, meu Pai simplesmente me empurrava no chão e me amarrava um tecido preto e escuro sobre meus olhos e me trancara na dispensa com pés e mãos amarrados. Metade das vezes ele chutava minhas costelas quando eu ameaçava tirar a venda dos meus olhos. Meu pai era muito estranho, sempre trazia moças para casa quando mamãe saia, sempre tinha números em seu telefone do qual ele sempre negava quando era questionado sobre. Um dia quando eu perguntei se ele me amava, ele simplesmente pegou o seu cigarro e esfregou a bituca no meu peito e dizendo: –amor é a fumaça desse cigarro que me enche por dentro -respondeu ele. –Mas pai, -eu respondo- cigarros são prejucíais a quem os fuma. –Prejucial? Prejudicial é a sua mãe e aquelas panquecas meladas de mel que ela me faz todo dia de manhã -ele responde. Não podia contradize-lo pois ambos eram prejuciais a ele. Mas o pior que tinha era o seu vicio por jogos e cigarros. Qual fizera mamãe trabalhar. Minha mãe era uma mulher vivída e sonhadora, sempre deixava um kit kat debaixo do meu travesseiro quando ia ao trabalho. Ela tinha cabelos pretos como a noite, olhos azuis como o mar da túrquia, sei muito disso porque sou um usúario nato do google imagens. Meu pai era um desalmado que vivia tormetando a minha mãe e a minha avó, Lucy, uma idosa de 53 anos que andava pra cima e pra baixo com um tubo de oxigênio. Ainda me lembro como ela morreu, foi no Grand Canion. Estavamos com o porta malas aberto enquanto a vóvó dormia na mesa de piquiniqui, meu pai ao vê-la dormindo, desligou o tubo de oxigênio. -Precisamos economizar -disse ele com idagação no rosto. -Pai -eu respondo- não deveriamos fazer isso, ela pode morrer. -Morre nada, coisa ruim demorar para morrer.-responde meu pai com ignorância na fala. –Agora vamos lá no banheiro,vou te ensinar a se macho e fazer xixi sem se molhar.-reponde o meu pai entusiasmado. –Acho que não deveriamos deixa-la sem ar neste calor que está fazendo, pai.-sugiro a meu pai. –Que nada.-meu Pai responde. Descemos as escadas da praçinha de alimentação e chegamos aos banheiros feminino á esquerda e masculino a direita. Dou meia volta. –Que foi? vai entrar no banheiro das moças é? -diz meu Pai. –Não.-respondo. Subo as escadas com pressa e vejo a vóvó caida sobre as coisas do piquiniqui. –Vovó, acorde -respondo tentando acorda-la- Vovó, sua boba. Eu sei que ta fingindo, acorda vai. Tiro o lençol floral de sua cara e vejo minha vó pálida e com a pele gélida como gelo de um freezer. Até que meu pai chega e fala: –O que você fez, garoto? –Não fiz nada, pai. Ela está brincando. Ela sempre faz isso lá em casa quando estamos sós.-eu respondo Meu Pai se aproxima da minha vó e coloca dois dedos em seu pulso e logo em seguida no peito dela e me olha com nojo. –Você a matou! -diz ele com autoriedade. –Eu não a matei, ela estava assim quando eu voltei. -eu respondo. –Não pai -eu respondo chorando- ela não pode estar morta. –você a matou! Seu infeliz, filho de demônio, como pode? -ele diz. –Pai não foi eu! Eu a amava, eu nunca faria isso! Um guarda do parque se dirige até a nós e pergunta de longe. –Há algo de errado ai, rapazes? -fala o guarda. –Ele matou minha mãe, seu guarda. Ele a matou, esse trompadinha. Corra seu idiota -fala meu pai se dirigindo a mim. Saio correndo até o meio fio da uma estrada e sou atropelado. Bem foi isso que ocorrera no verão passado: minha vó tinha morrido e eu atropelado por um mercedes, que quebrara a minha perna em três partes, por sorte fui atedido por quem eu menos esperava, o meu Pai e o guarda qual queria me mandar para o conselho tutelar pelo crime que meu pai me apontava ter feito, só não fui preso porque eu estava com a perna quebrada e meu pai convencera o guarda que, um garoto um membro quebrado já seria o suficiente para pagar o meu crime, o crime que eu nem tinha idéia que cometi. Isso faz algum tempinho, eu tinha 9 anos quando isso aconteceu, aquela época foi a pior da minha viva, porque não bastara a ausência da minha apreciada vó, ainda pairava a culpa por sua morte. Meu pai? Eu não tenho nada contra ele, eu não guardo magoas, mesmo sendo rude comigo as vezes, eu o amo. Em hoje em dia eu já tenho uma noção do que é certo ou errado. O clima aqui aonde eu moro é sempre imprevisivel e ocilante, como o papai, falando em papai, eu tenho aula amanhã, vai ser o meu primeiro dia de aula em Prescott. Me lembro que o ultimo livro que eu estava lendo era Nunca se Apaixone, de Giovanna Oliveira, uma escritora brasileira que nos impactava com o seu realismo inocente e pouco hostil. Ela tratara todos seus personagens com feição e afeto, do qual me fazia parar e dizer "ela os ama mesmo", será que o meu pai também? –filho acorda — diz a minha mãe, com aquele sorriso esplendoroso que só ela tinha. –Oi mamãe, como eu te amo, sabia? Sua gatinha -digo a minha mão sorrindo junto a ela. –cuidado, essa gatinha arranha, miauu — diz ela fazendo uma garra. –Eai garotão, você está pronto para o Primeiro dia no "Rodeo Frederick"? -diz a minha mãe. –isso é de comer? — eu indago (risos..) -Não seu bobinho, isso é o nome do seu novo colégio, se arrume logo, seu pai irá leva-lo. –Mamãe -falo suavemente –Oi, o que é? -ela pergunta. –Eu te amo tanto -digo quase chorando –filho, amor, meu bêbê, não faça a mamãe chorar agora, ela ta atrasada e pode borrar a maquiagem dela, e sim, sim eu o amo e muito, meu anjinho –fala minha mãe me dando um beijinho na testa. Me levanto rápido e me arrumo em menos de 15 minutos, desço as escadas colocando a minha mochila nas costas. –Eai garotão? -diz meu Pai. –Oie Pai -eu o respondo com alegria. Aliás qualquer coisa para ocupar o meu tempo vazio já era o suficiente. O tempo lá fora estava nublado e macábro, as nuvens cinza no céu enevoado fazia o dia parecer um dia de terror como o massacre da serra elétrica, um filme que eu assistia todas as sexta feiras 13. Entrando no carro verde-água do meu pai, reparei que aquele dia dia não seria tão bom assim. Entrando no carro, eu peguei meu tijolindo que ainda pegava, era assim que eu chamava o meu celular, eu estava escutando "Porque estou indo até você como um cavalo negro" da Katy Perry, com o fone quase acabado, ainda dava para escutar a bela voz da Katy, que soava muito com aquele momento. Meu pai ligou o carro e fomos ao colégio, Rodeo frederick. No meio do caminho, a chuva começou a cair, meu celular já estava completamente descarregado, então me aproximei da janela do carro, que estava toda embraçada, puxei a minha blusa até combri a palma de minha mão e limpei o vidro e começei a ver a chuva fazer grandes poças na rua da cidade, até que chegamos lá e sou impactado pela grandiosidade daquele monumento, que tinha o nome "Rodeo Frederick" –Vamos descer, garotão — diz o meu Pai sorrindo. Por dentro eu estava tipo: "eba, meu pai está de bom humor hoje" e por fora eu só disse: –vamos. Desço do carro e ganho algumas gotas de chuva no meu blusão cinza, que minha vó me dera no natal, antes de morrer. Coloca a toca sobre os meus cabelos e entro na escola, meu pai me diz algo antes de ir para a sua classe, que dara aula sempre. –Finn a sua sala é a 11 — diz meu Pai com entusiasmo. Entro num corredor semi vazio e um menino forte e alto me aborda. –Oi! novato não é? -diz ele com ambuiguidade na voz. –Sim, me chamo Finn Campell — respondo. –Deixa eu adivinhar? filho do Professor Nathan Campbel? -diz ele. –Sim -eu respondo. –Pois bem, deixe eu te ajudar pivete, eu sou da mesma sala que você também -diz ele. –Pivete? -digo, estupefato. –É,vamos!!! O acompanho e entro numa sala com mais o menos 15 alunos e metade deles meninos. sento na primeira casteira ao fundo da sala e vejo uma mulher com cabelos ruivos e traços joviais em suas ações,vejo a escrever um nome com uma caligráfia tão bela que fazia qualquer um passar vechame. O nome dela era Caroline Bennett, sua matéria era de filosofia, logo a matéria que eu mais amava. –Alunos vamos nos sentar, hoje vou ensina-los -diz ela sorrindo para mim, como se soubesse o meu problema com números. –Henrisson, por favor onde está o aluno novo que você tinha ido buscar? -diz ela curiosa. –Ali professora -aponta para mim o menino que me abordara no corredor. –Seja bem-vindo, Finn Campbell -diz ela. –Obrigado, professora — eu a digo com um sorriso no rosto. –Quem pode me dizer o que é racismo? -pergunta ela para sala. E é ai onde eu errei, um conselho quando se for novato não chame muita atenção. Coisa que eu não fiz –alguém? -repete ela Aponto o dedo- eu posso -digo eu. –É um pensamento ou ação que separa uma raça da outra, como se certa pessoa de cor diferente de pele, fosse prejudicial ou submissa aos outros. Que como sempre é tratado com preconceito e injustiça, bem acho que é isso -digo eu com duvida na minha resposta. –Bem, você foi o único garoto que disse "prejudicial" e "submissa" na mesma frase, e alias não conheço garoto nenhum que fale assim, com tanta certeza e eloquência, acho que você merece um dez -diz ela alegre. –obrigado, Sra Bennett — digo eu. –Além de inteligente é muito fofo -fala ela apertando as minhas bochechas que já estavam coradas. –Professora? -diz Hanrison. –o que foi? -diz ela preocupada. –sua aula já acabou, agora é educação fisíca !!! — exclama ele. –Ah é, nos vemos amanhã meus alunos, tchau tchau! A professora sai da sala e Hanrison me empurra na parede. — Qual é a tua? Seu virgensinho desgraçado? -diz ele olhando furioso para mim. – O quê? — digo eu, sem entender nada. –Tyler, traga o esqueiro — diz Hanrison. –O que você vai fazer? — digo preocupado. –Nada só iremos brincar com você — diz ele com um sorriso malvado no rosto. Nunca reparei, mas Hanrison tinha cara de que era mais velho 3 anos e se ele fosse brincar comigo, com certeza não seria algo bom de se esperar. –Queima o cartaz da Sra Bennett — diz ele dando o esqueiro na minha mão. –Não, eu não devo, isso é errado — digo eu. –Se não fizer o que mando, eu vou fazer algo pior com ela e com você -diz ele tentando me intimidar Bem, por natureza eu era algo fragil e medroso, mas eu não ia prejudicar uma professora sem motivos, e também por que ela me tratara bem antes. –Queima! -diz ele trincando os dentes. –Não, eu já disse, não! — digo tentando não ser arrogante. – Bem, já que é assim, nós iremos brincar com você um pouquinho. A sala estava vazia apenas comigo e três garotos. –cadé o resto do pessoal ? -eu digo amedrontado. – Devem está curtindo a Educação fisica, lá na quadra, com o Sr Scotts — diz ele. Olho para a porta aberta e tento fugir mais dois garotos chamados "soco -de-aço" e “Johny soca-tudo" me seguram, cada um segurando um dos meus braços como se eu fosse ser cruzificado, cada um deles abriram os botões da minha blusa xadrez de botão e puxaram até o punho deixando os meus pulsos a mostra. – O que vocês vão fazer comigo? -digo eu quase chorando. –Já ouviu aquele ditado? "menino que brinca com fogo faz xixi na cama". Vamos ver se é verdade -diz ele com sarcasmo no olhar. Tento me soltar mais sou empurrado com tudo contra a parede: –Aiii -digo eu com um suspiro de dor. –Soco-de-aço,Johny soca-tudo, fogo nele -diz Hanrison. –Como assim fogo? -digo intrigado. Soco-de-aço e Johny soca-tudo, começaram a acender os esqueiros abaixo do meu punho fazendo-os queimar. –Por favor. Pare! -digo chorando de agônia. –Meninos -diz Hanrison com entusiasmo- Cheguem mais perto da pele dele. Aquela sensação era horrivél, de ter os seus punhos consumidos pelo fogo era agonizante e doloroso, aquele ato era tão repugnante que parecia ser apenas um pesadelos, mas por azar meu, não era. Depois de tanto nervossísmo eu acho que tinha desmaiado. Acordei em casa, com a Sra Bennett na minha sala, meus punhos estavam pretos, quase a ponto de romper,e ela lia uma revista batendo as pernas uma na outra e com nervossismo estampado na cara. Quando me aproximei dela eu a pedi: — “Pelo "O amor de Deus", que ela não dizesse nada ao meu Pai!” .Ela saiu da minha casa, incrédula da minha reação e nunca mais a vi. Depois daquilo que me ocorreu eu passei três semanas afastado da escola. Minha mãe andava mais bela do que nunca e meu Pai até mais legal. Fui até o meu quarto e falei com Susie vicent no Messenger, ela era da Califórnia, acho que tinha 12 anos, pois ela estava pra vir pra Saint Cloud,visitar a nossa cidade. -aqui está tão frio — eu a respondi. -aqui está quente -disse ela. Antes de Papai chegar, eu fechei o messenger e desci as escadas. No outro dia, quando retornei a escola. Hanrison não estava mais lá, tinha sido expulso. Eu combinei de ver a Susie na Praça Hollinoir, era uma praça quase que extensa, decorada com bancos de madeira pintados de branco e lirios da mesma cor. Nunca reparei, mas a Praça Hollinoir, era um pouco que, romântico. sentei no banco e começei a desenhar as flores em meu caderno de desenho. Até que vejo uma menina loira, vestida no estilo rock, sair de uma limosine e se dirigir direto a minha direção. -Você nunca me disse que desenhava, Finn -diz ela olhando pra mim. -Eu nunca disse isso a ninguém. Meu Pai disse que desenhos só nos distância da realidade e nos torna louco -a respondo. Ela me beija na bochecha e diz. -Sonhar ou imaginar não é ser louco, ser louco é censurar o dom que você possui -diz ela. Fecho meu caderno e ela o toma de mim e senta ao meu lado. –Olha, não se prive por causa dos outros, porque se fosse assim eu não estaria aqui e saiba que todos já censuram os meus sonhos, mas Finn seja o que for, lute por eles — diz ela pegando no meu queixo. -É — digo eu. -E o Hanbrison? Ele ainda está na escola que você estuda? -Hanrison -eu a corrijo- Não, ele foi expulso. -Melhor assim. Érr, posso cantar pra você? -pergunta ela a mim -Sim, pode, sem problemas-eu a respondo. -"So you wanna play with magic Boy, you should know whatcha falling for Baby do you dare to do this? Cause I'm coming atcha like a dark horse Are you ready for, ready for A perfect storm, perfect storm Cause once you're mine, once you're mine There's no going back". -Essa é a minha música favorita, sabia? -digo eu olhando pra ela. -Mentira. Então fala a tradução do que eu cantei, agora, vai- diz ela me dando coragem. -Ok então. "Você quer brincar com magia Garoto, você deveria saber com o que está lidando Amor, você se atreve a fazer isso? Porque estou indo até você como um cavalo negro. Você está pronto, está pronto Para uma tempestade perfeita, uma tempestade perfeita Porque uma vez que você é meu, uma vez que você é meu Não tem volta". -Parabéns, você realmente sabe –sorrio. -Obrigado –respondo. -Finn, se o Hanrison mexer com você, por favor me avise, não quero que ele te machuque, você é diferente dos outros. -Diferente como? -eu a pergunto. -Xiuuu- diz ela fechando a minha boca com a mão, -Tenho que ir embora, meu Pai já está a minha espera, tchau finn- diz ela entrando em sua limosine. Volto pra casa cantando don't worry be happy, do Bob Marley. Alguém aqui teve um ótimo dia, não é? — diz Mamãe com um sorrisão no rosto. -Sim, sim, sim, sim, sim -digo eu cantarolando. -Meu bebê, é tenho que conversar sério com você- diz a minha mãe num tom sério. -Pode falar minha gatinha – digo. -Miau, sem essa, só por hoje Finn, por favor, mamãe não está bem.-diz ela com tristeza no olhar. -Mãe- digo eu chorando -Por favor não diga nada, só me abraçe, me comforte, não quero isso. -digo eu soluçando. -Filho -diz ela chorando. -Mamãe não fale nada,só me diga que me ama por favor, eu não aguentaria te perder -digo eu chorando. -Filho,a Mamãe te ama e mesmo que ela não esteja ao seu lado para comforta-lo, estarei aqui — diz ela apontando para o meu peito. Olho para o Banheiro e vejo comprimidos de todos os tipos no chão. -Mamãe, você não os tomou, não é?-a pergunto assustado. Mamãe fecha os olhos e diz: -"A Mamãe te ama" Meu Pai entra no Momento exato e fala: -Angeline, o que isso significa? -diz ele. -Nada Antony, você nunca ligou para nada, porque se importaria logo agora? Meu pai me empurra contra a parede. -Foi ele, não foi? foi ele, esse ovelha negra, esse pessego -diz ele olhando com ódio para mim. -Antony, porque você faz isso? Por que? -diz minha Mãe, com um aspecto gélido no rosto. -Porque é sempre mais fácil acreditar que tudo é culpa dele? -Angeline, ele foi o que estragou o nosso amor, ele é a culpa de eu não te amar mais -diz meu Pai pegando a mão da minha Mãe. -Antony Campbell, ele não tem culpa do nosso ato, e o nosso amor só se acabou porque você quis -diz Mamãe olhando pra mim. Pude ver Mamãe morrer e a única coisa que ela disse foi um "adeus". Ambos, eu e meu Pai, ficamos pasmos, Papai desceu as escadas devagar, entrou na carragem, ligou o carro e saiu cortando chuva com seu carro cinza, enrolei o corpo da mamãe e deitei ao lado dela. Pipipipi -toca o despertador. Me levanto, escovo os dentes e saio de casa com minha mochila nas costas rumo a escola, chegando lá fui logo dispensado, motivo a escola estava de greve. Susie me viu quando eu passava pela rua e me abordou.- Finn-diz ela gritando. -Oi -digo no tom mais agressivo que pude. -Eu soube o que aconteceu com a sua Mãe, meus pesames -diz ela entristecida. E por mais inconveniente,Hanrison aparece mesmo na hora. -Olha lá, o virgensinho desgraçado do Campbell — diz Hanrison apontando para mim com a sua gangue. -Aff eu mereço digo. Todos ficam em volta de mim e eis que Susie Vicent entra no meio da multidão e diz. -Parem com isso, ele não é virgem e nem desgraçado-diz Susie me beijando. -Eu te odeio -digo eu chorando. Susie sai correndo atrás de mim com a sua bicicleta. Paro enfrente a um campo e a espero. "Eu sempre serei sua. Para sempre e um pouco mais. No que der e vier. Eu ainda me afogo em seu amor. E bebo até ficar bêbado.E tudo o que fiz. Algum dia será o suficiente?-canta ela ofegante. Bela música -digo eu. -É,é o que eu sinto por você, por favor preciso te mostrar uma coisa. E nesse momento ela me beijou na boca. Foi um beijo com lágrimas, ela chorava dizendo que apesar do meu sofrimento meu pai mudaria e um dia eu seria mais do que um simples garoto de Saint Cloud, quando voltamos, eu deixei em seu apartamento e a beijei na testa dizendo: — Eu sou muito bobo para beija-la na boca- disse eu. Ela me pegou pela mão e me deu um beijo, nem puro, mas inocente em meus lábios e me abraçou dizendo: -Te amo Finn Campell. Quando cheguei em casa recebi uma ligação. Era Susie, Susie Vicent. Ela disse que tinha que conversar serio comigoe que eu me aborreceria com ela pelo o que ela iria fazer e é quando a ligação é interrompida por um estrondo. -Susie? Responde! Susie, você está ai? saio de casa e vejo uma multidão e quando me adrentro a ela, vejo susie pressa nas ferragens do caminhão. -Finn- diz Susie gemendo de dor. -Tirem ela dai! -disse eu gritando. -Não podemos, garoto -diz um policial saindo de uma viatura. -Porque não? Ela está sofrendo -eu o complementei. -As ferragens afetaram os orgãos vitais dela e se tirarmos ela pode morrer. Entendeu? -Susie fala alguma coisaaa!!! -grito histéricamente. Em um instante me viro olhando para trás e lá, Hendrick Vicent, o pai de Susie, me atinge no rosto com um pedaço de ferro, fazendo com que minha boca sangrasse. Caio inconciente no chão com o impacto do golpe e ouço vozes em meus ouvidos dizendo: -Ele é uma criança!!! Como pode? Fui para um internato quando meu pai soube. Minha mãe estava já morta, minha avó muito mais ainda e meu pai envolvido com drogas. A única lembraça das duas mulheres da minha vida foram duas: a maça que susie sempre comia e um cafuné que não podia ter. Fiquei preso a mim mesmo, como se meu corpo fosse a minha prisão e a minha mente fosse eu, queria fugir mais meus golpes era mais fortes que os meus desvaneios, amei, pedir, lutei, perdi, valorizei, perdi e foi ai que a minha história começou, não quero que se matem, só quero que vejam que por mais que eu tenha passado eu não desisti, ainda continuei são e sabe porque não murmurei? Foi porque eu queria que percebessem. A inocência estar em ficar calado, ás vezes atitudes silênciosas são mais maduras que ações protuberantes, amo e não sou entendido, sou sempre privado pela sociedade, pois bem, eu morro... Não uma morte fisica, mas sim uma morte psicológica, daquela que te faz esquecer de tudo e começar do zero. O amor dói, constrói e destrói, porque ás vezes o amor não é aquilo que se espera.

Notas finais
Dark Horse-Katy Perry(melãncolia de Finn Campbell)
http://www.vagalume.com.br/katy-perry/dark-horse-feat-juicy-j.html

Ever Enough- A rocket to the Moon (redenção de Susie Vicent)
http://www.vagalume.com.br/a-rocket-to-the-moon/ever-enough.html

State of grace/Taylor Swift (beijo de Finn & Susie)
http://www.vagalume.com.br/taylor-swift/state-of-grace.html
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!