O Perfil da Evidência

8 Capítulo 8 - Suspeita a Vista


Notas iniciais
Oi gente! Como estão? Muito frio na cidade onde residem? Onde eu moro está bem frio, então é o tempo ideal para saborear um chocolate quente ou um chá e ler uma fanfic não é mesmo? Boa sugestão para ler o capítulo assim como os demais que virão, já que na fanfic eles também se encontram em tempo de frio com uma forte nevasca sobre Las Vegas. No anterior vimos que Grissom recebeu um apelo de ajuda de Heather que pelo visto foi atacada pelo criminoso, melhor dizendo criminosa, pois ele é ela segundo as investigações. 'Bora ver Grissom indo acudir Lady Heather? Boa leitura! =)

Existem pessoas que se encaixam tão leve na nossa vida que suspeito que elas sempre estiveram ali.

(Vanessa Leonardi)

O capitão Jim Brass ordenou que uma equipe policial fosse à casa de Lady Heather, mas claro que ele junto a equipe de CSI e o FBI também foram e Aaron Hotchner que ficou a frente da ação , além de oficiais uma ambulância foi solicitada.

Grissom estava aflito ele já não conseguia ocultar mais sua preocupação, Sara também estava fora de si agora pouco importava o ciúme que tinha de Grissom com Lady Heather a agonia e medo daquele caso lhe assombravam mais que tudo.

A residência e casa de BDSM de Lady Heather foi cercada de policiais, a equipe do FBI estava aposta com seus coletes a prova de bala para adentrarem ao local e os CSI lhe eram parceiros nessa missão.

― FBI! – anunciou o agente Morgan de frente a entrada principal.

― Um, dois – contava Aaron Hotchner – três, agora!

― FBI! – gritou Morgan mais uma vez chutando a porta.

Todos adentraram ao local com suas armas apontadas e se espalharam, Grissom foi imediatamente para os aposentos de Lady Heather, ele subiu a enorme escada caracol na companhia de Sara, Doutor Reid e o casal Hotchner.

A agente Hotchner abriu a porta do quarto com um chute e eles assustaram-se ao se deparar com aquela cena: Lady Heather vestida em sua camisola, envolvida pelos lençóis vermelhos de seda caída ao chão, ela tinha uma tesoura encravada em sua costas e o seu telefone celular encontrava-se jogado próximo a ela.

― Heather! – exclamou Grissom guardando sua arma e indo acudi-la.

― Que horror! – Sara ficou perplexa ao ver aquela cena.

― Equipe, aqui em cima, precisamos dos paramédicos! – anunciou o agente Hotchner.

― Grissom... – disse Heather com a voz abafada – me ajude...

― Eu estou aqui. – Grissom envolveu Heather em seus braços.

― Tira isso da minha costas... – pediu ela gemendo de dor.

― Não! – impediu o doutor Reid indo acudi-la – Se removermos a tesoura pode ocorrer uma hemorragia, aguente firme os paramédicos estão vindo.

Os paramédicos logo chegaram ao quarto e socorreram Lady Heather, infelizmente era arriscado remover a tesoura por isso Heather foi colocada em uma maca de costas para cima, o objeto só poderia ser retirado quando ela chegasse ao hospital.

― Eu vou com ela. – afirmou Grissom, mas ele encarou Sara brevemente.

― Vá. – consentiu Sara.

Grissom acompanhou Lady Heather que foi encaminhada ao hospital mais próximo pela ambulância, os demais ficaram e resolveram fazer uma busca pela enorme casa de Lady Heather para achar pistas, os CSI já começaram a trabalhar na cena do crime que era o quarto.

Lady Heather residia naquele local que também era o seu lugar de trabalho, não havia ninguém ali presente porque a movimentação de clientes despencava muito quando se era Inverno e naquela noite de sexta-feira todos os funcionários foram dispensados mais cedo.

― Ninguém pela casa, mas não há sinal de entrada forçada, as únicas portas arrombadas foram as que Morgan e Agatha chutaram. – esclareceu o agente Rossi.

― E a pessoa que deu a tesourada em Lady Heather pode estar longe, o pior é que eu não posso exigir uma busca pela cidade sem saber quem procuramos. – lamentou o capitão Brass.

― Quando eu vim com a agente Hotchner tinha alguém aqui além de Heather. – lembrou Sara.

― Pode me chamar de Agatha – pediu a agente – e sim Sara tem razão, havia outra pessoa.

― Quem? – perguntou Prentiss.

― Alexia. – respondeu Sara.

― Aquela que também estava aqui quando viemos à tarde? – perguntou o agente Hotchner a sua esposa.

― Sim, nós exigimos a lista de clientes e funcionários do lugar e Heather solicitou que ela nos entregasse.

― E ela questionou a Heather se estavam sendo investigadas. – recordou Sara.

― Não havia mais ninguém além das duas? – perguntou a agente Seaver.

― Não. – respondeu Agatha.

― Ela aparentemente estava de saída quando Heather ordenou que ela trouxesse a lista. – explicou Sara.

― Suspeita número um? – perguntou Blake.

― Eu ordeno uma busca atrás dela? – perguntou Brass.

― Melhor não demonstramos que ela é suspeita – sugeriu o agente Alvez – vamos fazer o seguinte: vamos convocar todos os funcionários deste lugar para um interrogatório, mas sem expor que suspeitamos de qualquer um deles, essa tal de Alexia precisará comparecer.

― Boa ideia. – Morgan pegou seu celular e ligou para a analista Garcia pedindo que ela entrasse em contato com os funcionários da casa de BDSM.

A cena do crime foi processada e os CSI manifestaram suas teorias até aquele momento:

― Não há sinal de luta – começou Catherine – pelo visto Lady Heather foi pega de surpresa.

― Ela deveria estar dormindo – continuou Nick – adormecida de costas para cima.

― O suspeito, melhor dizendo suspeita – prosseguiu Warrick – pegou a tesoura e a apunhalou pelas costas.

― Lady Heather tem guardado entre suas coisas no guarda-roupa uma caixa com alguns itens usado no BDSM como fitas, algemas, cordas, lenços, vendas, chicote e óbvio uma tesoura só que este último item citado não esta entre os objetos. – concluiu Greg.

― Então esta evidente que é alguém muito próximo a Heather – disse Rossi – a pessoa sabia deste kit e que o mesmo continha uma tesoura.

― Essa tal de Alexia já virou minha suspeita número um. – afirmou Seaver.

― Hotch! – exclamou a agente Jeniffer Jareau.

― O que foi JJ? – Hotchner já sentiu a apreensão de sua agente.

― Já tem gente da mídia do lado de fora.

― Como assim? – exclamou todos em coro.

― Alguém comunicou a eles que estávamos aqui e muitos repórteres estão lá fora exibindo ao vivo para toda Las Vegas que o Senhor Sem Pistas atacou alguém aqui.

― Impossível! – Agatha ficou inconformada – Assim que Gil Grissom recebeu a chamada de Heather nos organizamos e viemos direto, ninguém aqui disse nada.

― Eu vou lá fora conter a euforia deles e tentar descobrir quem foi o informante. – JJ retirou-se irritada, ela era a agente que lhe dava com a mídia quando se tinha um caso, ela era boa no que fazia, mas detestava quando algum informante exibido a toa compartilhava informações com a imprensa porque ela tinha que se virar nos trinta para conter aqueles que o agente Rossi apelidava de Abutres.

Catherine e os demais CSI recolheram todas as evidências do quarto de Heather e após a mídia ser contida eles retornaram na companhia do FBI para o laboratório.

[...]

Lady Heather teve sorte, ela foi apunhalada pelas costas por uma tesoura, porém não lhe causou um ferimento grave, a pessoa que a feriu não deu um golpe mortal.

Catherine Willows foi para o hospital ela precisava recolher a evidência principal: a arma do crime.

Depois de Heather ser atendida pelo médico do plantão e as enfermeiras Grissom ficou lhe fazendo companhia no quarto quando Catherine chegou.

― Boa noite – cumprimentou Catherine ao adentrar o quarto – como está Heather?

― Eu não tenho mais uma tesoura nas minhas costas então eu estou bem agora. – Heather encontrava-se deitada enquanto Grissom estava sentado a uma cadeira ao lado de sua cama.

― O médico disse que ela vai ficar bem. – afirmou Grissom.

― Eu vim buscar a arma do crime – anunciou Catherine – e claro analisar a paciente.

― Eu vou atrás do médico e solicitar a evidência – Grissom levantou-se – faça o seu trabalho.

― Obrigada. – Catherine abriu sua maleta e vestiu suas luvas de látex enquanto Grissom saia do quarto.

― Precisa tirar fotos da minha ferida? – Heather com um pouco de dificuldade colocou-se sentada.

― Você conhece o trabalho de um CSI. – afirmou Catherine pegando sua câmera.

― Faça o que precisa ser feito. – Heather com o auxílio de Catherine levantou até o pescoço a camisola que usava do hospital e deixou suas costas amostra e Catherine fotografou a ferida.

― Heather, agora eu preciso que me conte o que aconteceu. – Catherine guardou sua câmera e apossou-se de seu bloco de anotações e sua caneta.

― Depois que Sara junto a agente do FBI foram embora eu pedi a Alexia, minha assistente pessoal que antes de ir embora me preparasse um chá de cidreira e levasse ao meu quarto – enquanto Heather narrava Catherine anotava tudo atentamente – ela já estava de saída, mas Alexia nunca disse não as minhas ordens então eu fui para o meu quarto e ela preparou o meu chá e o levou até mim.

― Ela estava de saída?

― No Inverno a movimentação da casa diminui e como esta estação esta sendo a mais fria de todas a minha clientela deu uma pausa então eu dispenso meus funcionários mais cedo, hoje mesmo durante o dia atendemos apenas três pessoas, Alexia é minha assistente há anos ela mora comigo, mas às vezes passa a noite fora para ir ficar com sua família, é normal eu não a proíbo e essa noite ela fez o mesmo.

― Então Alexia lhe preparou o chá, lhe serviu e foi embora?

― Sim.

― Que horas foi isso?

― Eu não reparei, mas eu acredito que já era um pouco mais de dez horas.

― Mesmo com a nevasca Alexia saiu?

― Ela estava preocupada com a irmã caçula dela por conta do tempo mesmo, a mesma está enferma, com um forte resfriado, Alexia queria ficar com ela essa noite.

― E depois que ela serviu o chá? Ela fez mais alguma coisa antes de partir?

― Não, eu exigi que ela então fosse logo por causa da nevasca, ela despediu-se de mim e foi embora, eu tomei o meu chá e logo me deitei.

― E como foi apunhalada?

― Eu adormeci, em tempos de frio o meu sono chega mais rápido eu não sei por quanto tempo dormi, porém eu senti uma pontada nas minhas costas algo se encravando e eu gritei de dor quando me levantei senti que sangrava, as luzes do quarto estavam apagadas, porém eu ouvi a porta se bater, com dificuldade acendi o meu abajur e quando coloquei a mão nas minhas costas senti que tinha uma tesoura.

― E você ligou para o Grissom logo em seguida?

― A primeira pessoa que pensei foi ele então peguei meu celular próximo ao abajur na instante o número dele já estava salvo nas últimas chamadas então eu disquei.

― E depois?

― Ter aquela tesoura nas minhas costas era um incômodo horrível, uma dor insuportável, eu lembro que pedi ajuda a Grissom e que cai ao chão morrendo de dores.

― Você então não viu quem te atacou?

― Não, queria ter visto.

― Está bem, até o momento é só. – Catherine analisou a ferida nas costas de Heather e depois retirou suas luvas de látex.

Grissom retornou ao quarto trazendo consigo alguns pacotes, neles se encontravam a tesoura e as roupas de Heather.

― Aqui está – disse ele entregando os pacotes a Catherine – uma enfermeira virá aqui colher o sangue de Heather, leve para o laboratório e peça a analise.

― Está bem. – Catherine pegou os pacotes das mãos de Grissom.

Não demorou muito para que uma enfermeira chegasse para colher uma quantia de sangue de Lady Heather e assim que terminou a tarefa ela entregou o frasco a Catherine.

― Fique bem. – disse Catherine lhe esboçando um sorriso.

― Obrigada e até mais Catherine. – respondeu Heather correspondendo o sorriso.

― Eu vou ficar aqui está noite. – anunciou Grissom.

― Está bem, eu aviso os outros. – Catherine já estava de saída.

― Catherine! – chamou Grissom.

― O que?

― Fique de olho em Sara e não deixe ela afligir-se a todo instante.

― Está bem. – Catherine piscou para Grissom e foi embora.

[...]

Nick, Warrick e Greg trabalhavam no laboratório analisando as evidências recolhidas no quarto de Lady Heather, Nick pregava em um mural as fotos tiradas na cena do crime, Warrick com a ajuda de Sara explorava os lençóis da cama de Heather na procura de qualquer vestígio, Greg analisava a caixa com os pertences de BDSM na esperança de encontrar qualquer digital.

― Chegou a evidência principal. – divulgou Catherine ao entrar.

― A arma do crime. – retrucou Greg.

― Exato – confirmou Catherine – e também as vestes de Heather.

― Eu as analiso. – ofereceu-se Sara já pegando o pacote de Catherine.

Catherine começou seu trabalho, averiguou pacientemente aquela tesoura ensanguentada e logo procurou por digitais pela mesma e encontrou algumas.

― Eu também recolhi digitais destas coisas aqui – disse Greg – só falta procurar no sistema.

― Eu espero que deem algum resultado. – disse Nick.

― Encontrei fios de cabelo pelos lençóis – disse Warrick – só que podem ser de Lady Heather.

― Pelo menos já temos algumas evidências. – comentou Catherine esperançosa.

O capitão Jim Brass bateu a porta entreaberta ele estava na companhia do agente Morgan.

― Entrem. – pediu Catherine.

― O que encontraram? – indagou Brass.

― Fios de cabelo e digitais só falta descobrir a quem pertence. – respondeu Warrick.

― Pelo menos já se tem evidências. – replicou Morgan.

― Veio nos informar algo? – questionou Nick a Brass.

― Sim – retorquiu o capitão – a equipe do FBI já tem uma suspeita a vista.

― Alexia? – perguntou Sara.

― Ela mesma. – garantiu Morgan.

― Ela é a nossa suspeita? – indagou Greg curioso.

― Ela foi a última pessoa com quem Heather falou antes de ser apunhalada. — retorquiu Catherine.

― Ótimo, finalmente temos de quem começar a suspeitar. – falou Brass sentindo-se um pouco aliviado.

Suspeito fortemente que por trás de exagerado bem
há encoberto imenso mal.

(Augusto Branco)

Notas finais
Heather teve sorte, a tesourada poderia ter a matado. Finalmente eles têm um suspeito, melhor dizendo: suspeita. Será que essa Alexia é a criminosa? E se for quem ela quer atingir? Sara? Grissom? Heather? Fica a dúvida... Obs: Foto acima do personagem Aaron Hotchner, a mesma não me pertence e têm seus direitos autorais. Obrigada pela leitura e até o 9 =)