O Perfil da Evidência

4 Capítulo 4 - Heather Kessler, a perfiladora


Notas iniciais
Oi pessoal, tudo bom? Quero muito agradecer os comentários do capítulo 3, fico lisonjeada e também as visualizações e acompanhamentos. Vou fazer uma breve observação aqui: no final do capítulo a uma imagem adicionada da atriz Aline Dias, eu uso a imagem dela para representar a minha personagem "Agatha Hotchner" como ela é uma personagem de outra fanfic minha lá eu sempre uso alguma imagem para representa-la em algum capítulo e aqui eu quis colocar uma para tipo apresenta-la a vocês e se caso tenham curiosidade em saber mais sobre ela fiquem a vontade em dar uma curiada nas minhas fanfics "Um Caso Não Registrado - 1ª Temporada" (finalizada) e "Um Caso Não Registrado - 2ª Temporada" (em andamento para o fim). No capítulo anterior foi mencionado que ela é do Brasil e tem dupla nacionalidade, mas não se explicou muito em como ela conseguiu isso. Eu pretendo não expor com detalhes sobre ela porque ela é importante nessa fanfic, porém quero dar o foco maior a Sara Sidle nesta fanfic, porém é claro que os personagens de Criminal Minds terão sua importância e a minha personagem Agatha também por isso a incluo em muitos diálogos, eu espero não estar sendo muito cansativa na narrativa quanto a isso. No capítulo anterior Grissom, Cath, Brass e o casal Hotchner foram até Lady Heather porque ela é um elo entre as vítimas e vimos que um dos motivos do clima ruim do casal GSR é ela mesma. Capítulo 4 para vocês, boa leitura. =) Novidade: essa semana pretendo editar um trailer da fanfic para vocês.

Precisar de dominar os outros é precisar dos outros. O chefe é um dependente.

(Fernando Pessoa)

Após serem servidos de chá de canela pela funcionária de Lady Heather, Aaron Hotchner começou seu interrogatório referente às vítimas e Heather respondia atentamente.

― Algumas vinham aqui para serem submissas e outras para dominar – explicava Heather – mas claro aqui se têm regras e todas elas assinaram termos concordando, eu creio que sabem sobre o BDSM não é mesmo?

― Eu sei muito bem. – Catherine não conteve o riso enquanto Jim Brass pigarreou.

― Eu sei um pouco. – respondeu Agatha.

― E não tem vontade de se aprofundar? – Heather mirou a agente.

― Como?

― Você é uma excelente submissa, mas poderia se dar muito bem na dominação.

― Como assim submissa? – Agatha sentiu-se ofendida – escuta senhora Heather Kessler viemos aqui interrogar e falar sobre as vítimas, pode ajudar com a investigação?

― Eu já estou colaborando. – Heather manteve a postura diante da impaciência da agente.

― Fala-me um pouco da funcionária que trabalhou aqui. – pediu Aaron Hotchner.

― Ela era uma submissa, ela atendia clientes que queriam ser o dominador.

― Tem a lista destes clientes? – perguntou Grissom.

― Porque a pede? Acha que...

― Que o autor dos crimes teve contato à primeira vez com suas vítimas no seu estabelecimento? – indagou Agatha Hotchner – Sim, é uma possibilidade.

― Não vamos querer só a lista de clientes como as dos funcionários e queremos analisar todo o seu estabelecimento. – exigiu Aaron Hotchner.

― Tem um mandado?

― Eu preciso de um?

― Claro que não – Heather sorri ao levantar-se e desligar sua vitrola – perguntei por curiosidade, Grissom sabe como ninguém o quanto gosto de colaborar com suas investigações.

― Pelo visto tem um grau de intimidade muito grande com o senhor Grissom, não é? – questionou Agatha e Grissom a mirou julgando que a agente estava sendo evasiva.

― Nos conhecemos há um bom tempo – Heather não se intimida – gostariam que eu mostrasse o lugar a vocês?

― Não é necessário – Aaron Hotchner coloca-se de pé – Agatha, vamos?

― Claro. – Agatha se levanta para acompanha-lo.

― Por mais que se esforce a ser muito profissional quando o assunto é sua amada não consegue ser muito, não é mesmo? – Heather fitou Aaron Hotchner.

― Como? – Aaron Hotchner a encarou de volta.

― A chama pelo primeiro nome, eu creio que sempre foi assim quanto é que deixam nítidos que são casados, o amor entre vocês é imenso e bonito só que, além disso, faz questão de demonstrar que é o marido e manifesta que é o defensor dela, ela é uma agente muito nova e você muito experiente, porém tem algo, além disso, eu suspeito que vivenciaram uma situação muito complicada.

― Parabéns Lady Heather – Agatha bate palmas – é perfeita para ser uma perfiladora, aliás, isso é ótimo para uma dominatrix como você, gosta de saber de tudo tem prazer em mostrar que sabe de tudo que sabe ler as pessoas que define conclusões através da análise do comportamento humano, eu entendo perfeitamente, pois este é o meu trabalho e é normal que analisemos todos que cruzam o nosso caminho não conseguimos nos conter, porém você exagera em manifestar que sabe das coisas, todavia você faz isso para expor quem é você que ninguém te engana para deixar claro que você é a dominante da situação, você faz isso porque é uma dominatrix? Também, porém você se comporta assim para digamos... Manifestar admiração aos outros assim os demais se espantam com seu domínio e sua inteligência e evitam estudar o seu comportamento.

― Eu não me importo que analisem o meu comportamento – Heather não manifestava surpresa – aliás, se quiserem fazer isso fiquem a vontade.

― Já fizemos – replicou Aaron Hotchner – e já percebemos que além de dominar você é submissa.

― Como? – Heather embaraçou-se um pouco.

― Você tem um dominador e mesmo com seu ar de dominatrix faz de tudo para agrada-lo. – concluiu Aaron Hotchner mirando Grissom.

― Vocês não iam analisar o lugar? – Catherine deu fim aquele diálogo enquanto Brass forçava uma tosse.

O casal Hotchner retirou-se do escritório e Heather não segurou o riso e olhando os demais disse:

― Típico de perfiladores – ela sentou-se a sua poltrona – eles adoram perfilar os outros, mas quando trata-se deles...

― Heather, eu posso perguntar uma coisa? – começou Catherine e já recebeu o olhar de seu líder.

― Por favor.

― Você disse que ficou fora por algum tempo, não foi?

― Sim, eu fui para a Europa.

― Quanto tempo ficou lá?

― Seis meses.

― Entendi. – Catherine começou a calcular mentalmente, pois Sara Sidle ficou afastada durante sete meses e aquela afirmação de Heather só concluía o que Sara revelou a ela.

― Cath, não poderia ir e auxiliar os agentes na investigação? – pediu Grissom.

― Quer conversar com ela? – Catherine não se conteve.

― Talvez eles precisem de ajuda, você já veio aqui antes e conhece o lugar muito bem.

― Está bem. – Catherine foi a contragosto, ela não tinha nada contra Heather pelo contrário a admirava como pessoa e apreciava o seu trabalho, ela havia aprendido muitas coisas com os conselhos que Heather lhe deu algumas vezes para poder ser confiante e dominante em sua vida, mas estava sentida pela amiga e parceira de trabalho Sara Sidle.

Você tem tudo para ser uma dominante” disse Heather a Catherine quando tiveram contato pela primeira vez.

Vou aceitar isso como um elogio” retorquiu Catherine a ela sentindo-se lisonjeada.

O capitão Brass sentiu que sua presença não era mais necessária e retirou-se alegando que também acompanharia Catherine na investigação.

― Está muito calado. – comentou Heather assim que ficaram a sós.

― Não tenho muito a falar.

― Então porque quis ficar sozinho comigo?

― Apenas dei uma ordem a minha CSI.

― O que te aflige? – Heather ajeitou sua posição em sua poltrona e apoiando as mãos sobre a mesa fitou Grissom nos olhos.

― Ela retornou.

― Isto é uma boa notícia.

― Ecklie solicitou a presença dela para trabalhar neste caso, você viu as fotos das vítimas, eram suas conhecidas, não notou algo?

― Mulheres morenas e tem uma com a aparência parecida com a de Sara.

― Sim e ela voltou para trabalhar no caso.

― Grissom isso não é bom?

― Eu não sei quem é o assassino, não consigo uma evidência física, deixa a cena mais limpa que tudo, mas ele tem preferência por morenas e tem uma com a aparência semelhante à dela? Heather é perigoso ela se envolver.

― E ela isolada em São Francisco é seguro? Grissom se quer proteger Sara a mantenha próxima de você, assim pode ficar de olho nela.

― Este caso pode mexer com ela.

― Assim com qualquer um, se fosse mulheres loiras? Catherine deveria se amedrontar não era? O que ela faria? Largaria o caso? E se fosse homens altos e fortes como Warrick e Nick? Eles deveriam abandonar a investigação? E se fosse um assassino em série de policiais? O capitão Brass deveria esconder-se? Sara está certa em regressar, ela é uma CSI este é o trabalho dela.

― Heather...

― Grissom, me escute – exigiu Heather – não reparou no casal de agentes do FBI?

― O que tem?

― São agentes, são casados e trabalham juntos, normalmente este tipo de situação não seria aprovada pelo FBI, porém é evidente que o agente Aaron Hotchner conseguiu aprovação para isso e por quê? Porque ele quer ficar perto da esposa para protegê-la porque ela próxima a ele o mesmo a vigia e não por ciúmes e sim por segurança eles são agentes perfiladores lhe dão com casos e casos estranhos correm o risco de se tornarem alvo, aliás, eles já foram o alvo.

― Como sabe?

― Da mesma maneira que eles analisam o comportamento humano eu também faço isso.

― Eles são diferentes.

― Não são mesmo, eu garanto que você e este agente Hotchner tem muita coisa em comum. – Grissom não mencionou mais nada e ficou observar a mobília e a decoração do escritório de Heather que sempre o agradava.

Não dialogaram mais e o silêncio teve a dominação do ambiente por uma meia-hora ou pouco mais, mas foi quebrado por Catherine que eufórica adentrou a sala:

― Grissom!

― O que foi? – Grissom virou-se assustado para mirar Catherine.

― Mais uma vítima.

― Onde? – Grissom levantou-se de seu assento e saiu ás pressas do escritório sem despedir-se de Heather que tão pouco se importou a mesma compreendia tal atitude.

***

O capitão Jim Brass precisou ligar o alarme de urgência do carro para chegar o mais rápido possível ao local do crime, por precaução Catherine e Grissom tinham consigo seus kit de trabalho que deixaram no veículo quando foram visitar Lady Heather. Mesmo que a vítima já se encontrava morta e que os outros agentes e peritos já estivessem no local, Brass assim como os demais tinham pressa em chegar até porque Nick enviou uma mensagem a Catherine dizendo que o crime ocorreu na residência da vítima, pelo visto o criminoso estava mais audacioso.

Brass teve um pouco de dificuldade em dirigir por causa do excesso de neve pelas ruas, a neve era mais intensa aquela noite, porém por fim chegaram ao local.

Exceto Penélope Garcia, Sara Sidle e Greg Sanders não se encontravam no local do crime, o restante todo estava presente e David Rossi liderava tudo até Aaron Hotchner chegar.

― Seus peritos estão passando um pente fino na cena e em breve o legista chega. – anunciou o agente Morgan a Grissom.

― Está e a casa da vítima? – questionou Grissom.

― Sim – garantiu Prentiss – uma vizinha amiga dela que fez a chamada, disse que veio aqui umas três vezes e estranhou que ninguém atendeu sendo que não a avistou sair com sua moto, ela disse que a vítima nunca saia a pé e então foi olhar pela janela do quarto e viu a amiga deitada na cama.

― Ela não percebeu que a mesma estava morta – prosseguiu a agente Seaver – ela achou que a mesma havia passado mal e chamou a ambulância.

― Quem está processando a cena? – indagou Catherine.

― Nick Stokes e Warrick Brown. – respondeu Blake.

― Eu irei processar o lado externo da casa. — Catherine afastou-se dos demais e deu início ao seu trabalho.

― Eu vou processar a cena junto dos dois. – Grissom foi para o cômodo onde ocorreu o crime e Nick já estava lá completamente insatisfeito.

― Eu vou processar de novo – disse Nick desaminado – porém é provável que eu não ache nada, nenhuma fagulha no chão, os lençóis da cama estão limpos e organizados, não há nada que nos ajude.

― Vamos procurar. – ordenou Grissom já iniciando seu trabalho.

Warrick Brown processava a cozinha na esperança de encontrar algo já que os agentes do FBI comentaram que o suspeito prepara uma refeição para as vítimas ele acreditou que pudesse achar alguma coisa, todavia a cozinha estava impecável, a louça estava limpa e guardada em seu devido lugar, não havia indícios de que alguém havia cozinhado e nos armários e na geladeira não se encontrava nenhum ingrediente do cardápio que o criminoso preparava.

O médico legista David Phillips apelidado de “Super David” por Nick chegou ao local para examinar o cadáver e verificar a hora aproximada da morte.

― Ao que tudo indica faz umas doze horas que está morta. – anunciou ele.

― Morta hoje de manhã? – Grissom ficou surpreso.

― A mídia está chegando – avistou JJ – já vou conte-los e proibir o acesso, com licença.

― Porque ele mudou? – indagou Agatha analisando os móveis da casa da vítima.

― Não foi um hotel e sim na residência, está ficando ousado. – comentou o Doutor Reid.

― Cada vez mais confiante. – disse Morgan.

― Suspeitamos que ele teve contato com as outras vítimas na casa de BDSM que fomos averiguar. – disse Aaron Hotchner.

― Aaron, descobriram algo? – questionou Rossi.

― Nada de estranho nos comportamentos da vítimas, a dona do local disse que algumas iam procurar o BDSM para serem dominadas e outras para dominar.

― Analisamos o local – continuou Agatha – nada de estranho para uma casa de BDSM e nada fora da lei também.

― Eu já vou pedir para Garcia pesquisar sobre esta vítima. – Morgan retirou-se da casa com o celular na mão.

― Com licença, posso questionar algo? – Warrick Brown aproximou-se dos agentes.

― Fique a vontade. – pediu Prentiss.

― David disse que a vítima está morta por umas doze horas, agora o meu relógio marca dez e vinte da noite.

― Ela foi morta por volta das dez da manhã. – disse Blake.

― Sim e eu estou na cozinha procurando algum vestígio da refeição que elas digerem pouco antes de morrer e nada até agora, mas ao saber a hora aproximada da morte eu me pergunto: quem serviria massa a bolonhesa, vinho tinto e mousse de chocolate às dez da manhã?

― Quais foram os horários que as outras vítimas foram encontradas? – perguntou Aaron Hotchner.

― Sempre de manhã, por volta das seis e sete da manhã que é o horário que os funcionários fazem check in nos quartos de hotel e as horas das mortes todas foram confirmadas pelo nosso legista foram por volta da noite anterior.

― Eu estou entendendo o pensamento dele – disse Reid – o perito Warrick Brown tem razão este crime está diferente dos outros, com certeza ele alterou o cardápio.

― Precisamos da autópsia para sabermos mais. – disse Prentiss.

Hotchner e sua esposa foram para o cômodo do crime, o corpo já estava sendo removido e Agatha observou em como os lençóis de cama estavam limpos e organizados e seu marido notou que ela pensava em algo:

― No que está pensando?

― Recorda que o resultado das últimas autópsias o doutor Robbins concluiu que não houve estupro e que elas haviam concedido?

― Sim.

― Independente disso até as que foram violadas, mas não tem sinal de briga e impedimento em seus corpos, elas foram obrigadas a deitar na cama e serem abusadas pelo assassino.

― Sim e...

― Como este infeliz é organizado não é? Olha os lençóis que arrumados e alinhados, nenhum indício que fizeram sexo forçado ou não. – Grissom que com sua lupa observava os travesseiros fitou Agatha.

― Ele organiza os lençóis depois que tem relação com elas? – questionou Aaron Hotchner.

― Só pode ser e é óbvio que ele usa camisinha porque nada de sêmen nas vítimas, mas quando se tem relação sexual o ser humano transpira e nada nos lençóis.

― Ele os lava. – Grissom captou o pensamento de Agatha e apressou-se em ir à lavanderia da residência na expectativa de encontrar algo, mas nada na lavanderia, aliás, não se tinha uma roupa suja sequer e nenhuma limpa estendida em canto algum, ele voltou para o quarto e abriu as gavetas e o guarda-roupa e deparou-se com todas as roupas e lençóis limpos e dobrados.

― Nenhuma roupa suja? – estranhou o agente Hotchner.

― Nenhuma meia sequer. – respondeu Grissom.

― Com este inverno ela pode ter mandado algo para a lavanderia e o criminoso se não lavou os lençóis aqui levou consigo.

― As vestes também – concordou Nick – porque todas as vítimas que encontramos nenhuma com a roupa desalinhada.

― Ele é mais organizado que uma mulher – comentou Catherine adentrando o quarto – nenhum indício lá fora.

― Estaca zero, como sempre. – resmungou Nick.

― Não – discordou Agatha – falta sabermos desta última, mas as outras o elo que as ligou foi a casa de BDSM de Lady Heather.

― E... – Grissom fitou Agatha.

― Eu nunca pratiquei o BDSM – ela olhou brevemente para o marido – porém pelo que eu sei e notei hoje no estabelecimento de Lady Heather é que o BDSM é muito organizado, ou seja, os praticantes devem ser organizados também.

― Já suspeitamos que o suspeito encontrou as vítimas lá. – comentou seu esposo.

― Sim eu sei, mas podemos concluir que o nosso suspeito é muito limpo e organizado, pode ser um pouco de toque ou sei lá, mas ele não limpa a cena do crime não para não descobrir seus rastros, claro isso também, mas o fator principal que o obriga a fazer isso é que o mesmo não suporta bagunça.

― Podemos questionar sobre alguém assim que trabalha ou frequenta a casa de BDSM de Lady Heather. – sugeriu Nick.

― Boa ideia. – concordou Hotchner.

― Vamos processar a cena do crime mais uma vez? – perguntou Catherine – eu estou faminta!

― Vamos mais uma vez por precaução. – ordenou Grissom.

***

Todos retornaram ao laboratório, apesar de nenhuma evidência física ter sido encontrada, Grissom exigiu que os lençóis e travesseiros da cama da vítima fossem levados e processados e Nick junto a Warrick encarregou-se de analisa-los enquanto os demais se reuniram na sala de reunião.

Garcia já se encontrava fazendo suas buscas sobre a última vítima em seu notebook, ela tinha a companhia de Greg e Sara.

― Porque não foi à cena do crime? – indagou Grissom mirando Sara.

― Eu tinha umas coisas a resolver aqui. – respondeu Sara que causou estranheza em Catherine.

― Bingo! – exclamou Garcia.

― O que encontrou? – perguntou Morgan.

― Esta última vítima também era cliente de Lady Heather.

― Está bem – começou Rossi – o elo das vítimas é essa tal dominatrix Lady Heather...

― É o lugar onde frequentam – intrometeu-se Grissom – elas frequentavam o mesmo lugar.

― E a dona do lugar é quem? – retrucou Sara – Lady Heather, ou seja, ela é o elo.

― Não é só porque elas frequentavam lá que significa que Heather tenha envolvimento. – garantiu Grissom.

― Gil... – Catherine tentou em vão chamar a atenção de seu líder.

― Ela é sim – afirmou o agente Hotchner – ela e todos os frequentadores e funcionários daquela casa.

― Porque clientes de lá? – questionou Prentiss fazendo o foco ser a investigação.

― A resposta está lá. – disse Blake.

― Temos que questionar Lady Heather sobre algumas coisas que sabemos a respeito do comportamento do suspeito e também a lista que ela ficou de nos fornecer. – recordou Agatha.

― Quem vai dessa vez? – perguntou Greg curioso.

― Eu vou. – desta vez Sara oferece-se e encarou Grissom.

― Iremos juntas – disse Agatha – eu tenho certeza que Lady Heather sabe de algo.

― Porque diz isso? – questionou Grissom.

― Ela tem um prazer imenso de perfilar os outros, com certeza ela faz ou fez isso com quem trabalha com ela e é cliente daquele lugar, Heather analisa o comportamento humano muito bem como um perfilador faz, se ela não tinha notado algo antes porque estava fora por algum tempo é óbvio que agora vai observar e se bobear querer fazer investigação por conta própria.

― E você garante isso por... – Grissom deixou a questão no ar.

― Porque por mais que ela mantenha a pose fria de dominatrix ela é uma mulher muito emotiva que se preocupa com o outro e por mais que se mostrou indiferente conosco como se uma visita do FBI não a afetasse ela se importou e muito e agora vai querer saber de tudo.

― Eu estou adorando estas análises de perfil de vocês. – comentou Greg não contendo o riso, mas ao notar o semblante de seu líder calou-se.

― Sara Sidle, você vem comigo? – perguntou Agatha.

― Sim e pode me chamar apenas de Sara. – Sara caminhou até a porta.

― Eu vou com vocês. – disse o agente Hotchner.

― Não – Agatha impediu e todos a miraram – é melhor ficar.

― Por quê?

― Porque eu não sou submissa. – Agatha Hotchner saiu da sala e Sara a seguiu.

― Pronto. – cochichou o agente Hotchner para si.

― O que foi? – perguntou Rossi curioso.

― Ela levou para o pessoal. – afirmou Hotchner.

Sara ofereceu-se para dirigir e Agatha aceitou e assim ambas foram visitar Lady Heather.

Apesar de parecer irônico, a submissão pode ser uma forma de dominação.

(Gabriela Satori)

Notas finais
Eita e mil eitas! Heather tem razão em dizer a Grissom que o melhor é Sara por perto e pelo visto eles não estão nada mais do que contato, Grissom apenas prossegue com sua amizade com ela, mas 'né para quem é GSR isso incomoda um pouco e ficamos na dúvida qual é a verdadeira intenção de Heather, mas ela foi certa em dizer que o melhor é Sara por perto e ela já percebeu como é o casal Hotchner. Obs: o personagem Aaron Hotchner na minha fanfic ele não é um mandão sobre a esposa dele mais para frente isso será explicado e vocês entenderam um pouco deste casal e o porque de eu incluir mais aparições dele na trama. Vocês notaram já que a Agatha não aceita ouvir certas coisas quando não concorda com elas não é? Ela não é de levar desaforo para casa e pelo visto ela já iniciou digamos uma antipatia por Heather e ela vai retornar lá só que acompanhada de Sara... Eita! E mais uma vítima... Sem evidências físicas, mas a falta destas evidências está dizendo muito sobre o suspeito, é o que parece... Eu espero que tenham gostado e perdoe a extensão dos capítulos por ser uma shortfic eu acabo me estendo na escrita, mas espero não estar cansando a leitura, como eu tenho prazo para finaliza-la... Obrigada por ler e até mais. =)