O Peregrinar Do Lobo
2 A Floresta Maldita
Notas iniciais
Capitulo 2.
A Floresta Maldita
—﴾₪﴿—
Leste de Monte Lathur, Floresta Maldita.
A madrugada daquele dia estava clara. As estrelas do céu iluminavam as pontas dos carvalhos.
Mesmo na madrugada clara, a Floresta Maldita é escura como piche fervendo. Os sons estranhos de criaturas desconhecidas, fantasmas e tesouros de todos os tipos – um dos principais motivos pelo qual lobos desaparecem lá – inundavam os ouvidos dos mais atentos.
Um corvo de olhos vermelho-brilhantes que tinha o tamanho de um cachorro médio conversava com uma cobra da estranha espécie Víbora-de-chifre, que faz jus ao nome. A cobra, também conhecida por Cerastes, tinha em média noventa centímetros e dois chifres pontiagudos em cima dos olhos em fendas e cor de bronze, como a pele, que tinham escamas levemente pontiagudas. Normalmente essas cobras vivem em de-sertos, o que era o mais estranho, pois estava em uma floresta úmida e fria.
Os dois animais discutiam quando outra criatura pulou de uma árvore e pousou bem em cima da cabeça da cobra, fazendo-a dar um grito estranho de cobra. Uma mistura de gemido, grito de criança e sibilar. Ela apenas reclamou, mas aparentava estar muito cautelosa com o gato. O gato vira-lata era preto e tinha olhos amarelos. Parecia um típico gato preguiçoso e folgado que não se importa com ninguém. Aqueles que se achavam rei do Mundo.
– Eai, chefe? Como que tá o nosso plano? – Perguntou o gato. Saindo de cima da cobra, sentando e lambendo a pata enquanto falava.
– Como deveria estar, naturalmente. Agora vá fazer o que lhe mandei, sem questionamento. Agora! – Respondeu o corvo gigante, parecia enfurecer-se rapidamente e também muito maligno, pois o gato correu num pulo frenético fazendo reclamações de algo como: “Puxa, não se encontra mais chefes bons como antigamente”.
– Agora é com você, Saurid. E não me faça repetir. – O corvo abriu as asas gigantescas e saiu voando entre as árvores grasnando escandalosamente, ecoando pela floresta. A cobra saiu em disparada rastejando-se de lado, como se fosse um caranguejo, um “caranguejo-cobra”.
Fale com o autor