O Pequeno pedaço do céu

8 Só existe três livros


Notas iniciais
Hey, meus lindos! Voltei para vocês. Na última vez, postei em uma segunda para tornar a semana melhor e bem... agora vim em uma sexta hahha Depois de uma semana ocupada, consumida pela faculdade e tendo que resolver coisas na rua, estou muito feliz por agora está aqui quietinha, postando fic para vocês. Espero que gostem! Esse capítulo foi especialmente divertido de escrever. Boa leitura!

— Então o mundo é dividido em sete partes. — Concordei com a cabeça. Sorri. — Alex é o nome do homem com a cicatriz....

— Ele é malvado! — Interrompi ansioso, querendo me certificar de que o céu tinha entendido aquilo.

Lydia olhou para mim. Seus lindos olhos verdes se encaixaram nos meus. Ela suspirou e fez um movimento positivo com a cabeça. Isso me deixou aliviado. Muito. Eu precisava ter certeza que ela não enfrentaria Alex mais uma vez.

Eu não queria que meu pedaço do céu se machucasse.

— Você só sai do quarto quando ele deixa, só come quando ele deixa. — Meu sorriso sumiu. Espremi os lábios e mais uma vez, concordei com o rosto. — Toda vez que você desobedece, ele o machuca.

— Essa não é uma parte legal da minha vida. — Falei a contragosto, percebendo que eu só tinha dito coisas ruins.

— Qual é a parte legal, Stiles?

— O q-quê?

— O que você gosta de fazer? O que é bom para você?

Eu estava realizando um sonho. Sempre quis ter alguém para conversar. Sempre. Eu ansiava que existisse outra pessoa no mundo. Alguém que gostasse de falar. Que gostasse de mim.

E então... Lydia surgiu. Linda, muito linda. Vindo do céu. Caindo bem no chão do meu quarto. Ela surgiu e realizou meu sonho. Ela quis conversar comigo e isso, depois de ter cuidado de mim.

Nunca vou cansar de dizer isso. Posso repetir mil vezes. Repetir até morrer. Posso falar o tempo todo que o Paraíso cuidou de mim depois que Alex me bateu.

Porém, ela ter me ouvido foi ainda melhor. O céu me escutou. Ela deixou que eu contasse sobre o mundo. Deixou que eu contasse sobre Alex. Ela me ouviu e isso era bom. Eu estava feliz até ouvir aquela pergunta.

O que era bom para mim?

Você deve estar pensando que é uma pergunta fácil. Muito fácil. Fácil como morder o miolo de um pão. Mas para mim, não era. Parecia difícil como morder uma pimenta vermelha. Eu já fiz isso. Acredite, arde muito.

O mundo é muito pequeno. Alex é muito mau. E eu não tenho muito o que fazer. Nunca tive. O pedaço do Paraíso foi sem dúvidas, a maior distração da minha vida. Nunca tinha acontecido algo tão bom. Ela era boa demais para mim.

Eu precisava dizer que ela era minha.

— E-eu não sei.

— Hey, Stiles. Está tudo bem se...

Ela percebeu que eu estava com vergonha. Ela percebeu! Não queria que ela percebesse. Queria que ela sentisse orgulho de mim. Precisava. Ela tinha que gostar de mim.

Eu não podia desperdiçar a chance de ter ao meu lado um pedaço do céu. Se ela soubesse que tinha poucas coisas que me deixavam feliz, ela podia desistir de mim. Eu não queria que ela desistisse!

Lydia era uma mulher e eu sempre quis conhecer uma mulher. Sempre.

— Eu leio! Tenho três livros. — Apressei-me ao falar. Apontei para os livros desbotados que ficavam no chão.

— Só três?

— Não existe mais nenhum livro. — Respondi confuso com a pergunta dela.

Lydia dizia muitas coisas que eu não entendia. Fazia perguntas estranhas. E mesmo assim, eu amava conversar com ela. Estava amando a sensação nova de ouvir com frequência minha própria voz e de ter o privilégio de ouvir a dela.

— Ah!

Ela só disse aquilo. Uma exclamação. Será que eu tinha a decepcionado? Não sabia o que fazer. Não estava acostumado com essa situação. Com pessoas. Com mulher ou a conversar.

— Eu também brinco! — Tentei chamar atenção dela. E eu consegui! Ela voltou a olhar para meu rosto. — É o que eu mais faço quando estou no quarto. — Não consegui entender o rosto de Lydia. Eu daria tudo para poder ler seus pensamentos. Queria entendê-la. — Quer que eu mostre como é? Aposto que você também vai gostar de brincar!

O Paraíso demorou para responder. Ela lambeu os lábios e por algum motivo, gostei daquela atitude. Gostei de ver a língua rosa percorrendo o caminho da boca grossa. Muito grossa. Desejei que ela lambesse aquele lugar outras vezes.

— Você pode me mostrar depois? — Sua voz era gentil, mansa. Mas suas palavras me decepcionaram. Encarei o chão, me movi na cama. — Eu...eu só preciso de um banho.

Não disse nada. Levantei da cama, gemendo de dor. Com passos inseguros, peguei minha toalha e ergui para Lydia. Ela aceitou de imediato e passou a analisar o tecido.

— Você tem, hum, alguma roupa?

— Por quê?

— Eu quero trocar, essa está suja! — Ela apontou para o vestido rasgado que usava.

— Você não prefere ficar sem roupa? É mais confortável, céu.

Silêncio.

Lydia olhava para mim e eu olhava para ela. Acho que nós passamos muito tempo daquela forma. Muito. Minhas pernas doíam pelo esforço de ficar em pé. Precisava sentar. Ainda estava machucado.

— Está falando sério?!

Ela pareceu tão, mas tão surpresa ao perguntar, que eu decidi não falar mais nada. Peguei uma das blusas que eu tinha e entreguei a ela. Com certa dúvida, peguei também a calça de moletom que eu revezava com a que estava no meu corpo.

— É um pouco grande para você. — Disse meio sem jeito e cocei a nuca.

— Vai servir.

— Você usa cueca também?

Aquela pergunta pareceu assustar o Paraíso de alguma forma. Ela olhou para mim com certa dúvida nos olhos. O rosto intrigado. E eu, só consegui olhar na direção de suas pernas.

Inclinei a cabeça e tentei ver algum volume entre as pernas dela. Não tinha nada ali. Nada marcando no vestido que ela usava. Olhei para mim mesmo e achei com facilidade o volume que marcava o lugar que servia para fazer xixi.

— O seu fazedor de xixi é tão pequeno assim? — Perguntei com curiosidade, segurando uma das minhas cuecas.

— O q-quê?

Céu mais uma vez estava assustada. Eu não conseguia ver o motivo. Os olhos arregalados, o rosto vermelho. Ela estava com vergonha? Mas não tinha motivo para ela se constranger.

— Seu fazedor de xixi nem aparece na roupa! O meu aparece. — Apontei para minha calça, mostrando onde era visível o formato roliço. — O seu deve ser muito pequeninho. — Comentei tendo vontade de rir. A ideia do fazer de xixi do Paraíso nem marcar na roupa, era engraçado. — O meu é maior do que o do Alex, mas até o dele aparece um pouco na calça! — Lydia abriu a boca. Aquela linda boca. Não entendi o motivo. — Você quer ver?

Assim que eu ofereci, puxei um pouco o elástico da calça. Se o dela era tão pequeno, talvez o Paraíso estive curioso. Curiosa para ver como o meu fazedor de xixi era. Por isso, comecei a enfiar uma mão por dentro da cueca.

— Não, não, não! — Assustei-me com a elevação de voz de Lydia. Aumentou muito. Ficou bem, bem aguda. — N-não precisa mostrar, Stiles.

— Tem certeza? O meu é grand...

— Tenho! E-eu acredito em você!

O Paraíso estava tão vermelho, que era como se toda sua pele tivesse roubado a cor de seus cabelos. Ela estava muito, muito vermelha. Ela ficava linda daquele jeito. Com vergonha. Eu desejava vê-la mais vezes envergonhada.

Mas... por que ela estava daquele jeito? Tinha vergonha do fazedor de xixi?

— O-obrigada pela roupa! Vou tomar meu banho.

Então ela sumiu. Com passos rápidos, largos. Quase correu para o banheiro. Mas só depois de roubar a cueca da minha mão. Olhei para a porta do banheiro. Meu banheiro. A porta estava encostada.

Eu nunca, nunca tinha usado a porta do banheiro. Não via necessidade para aquilo. Mas por ela ter fechado, entendi que não queria que eu entrasse. Ela devia estar com vergonha do fazedor de xixi dela.

Estava claro que devia ser bem pequeninho. Mas por que ela tinha vergonha? Tudo nela era lindo. Eu tinha certeza que ela continuava linda sem as roupas. Seu fazedor de xixi devia ser tão lindo quanto ela. E seus seios também. Eu queria saber como eram seios de uma mulher.

Sentei na cama e todo meu corpo doeu com o movimento. Doeu muito. Fazia tempo que Alex não me batia tanto. Olhei para meus braços e vi os hematomas roxos que manchavam toda minha pele. Suspirei.

Quando ouvi o som da água do chuveiro, me senti impaciente. Eu queria estar com meu céu. Queria continuar conversando com ela. Precisava. Mas estava sendo obrigado a esperar.

Eu não queria esperar.

Percebi que a única forma de me distrair era brincando. Eu gostava muito daquela brincadeira. Era gostoso. Muito. Muito mesmo. E era uma boa distração.

Como eu precisava ocupar o tempo, coloquei a mão dentro da calça.

Notas finais
O que acharam? hahahahha Agora vocês têm ideia de como o Stiles não entende nada sobre assuntos de seaxulidade hahaha...a partir desse capítulo, esse assunto vai começar a ser mais abordado na fic. Acho que vocês vão gostar de ver o Stiles descobrindo as coisas, entendendo melhor o mundo... esse desenvolvimento dele é ao mesmo tempo fofo, melancólico e engraçado. Até logo! Beijinhos.