O Pequeno pedaço do céu

29 O médico é o monstro


Notas iniciais
OLÁ LEITORES!! Vocês nem imaginam como estou feliz por estar atualizando hoje!! Estava com MUITAS saudades de vocês, até porque estou há meses escrevendo e revendo os planejamentos dessa história. Por sinal, tenho uma ótima notícia: antes de vir postar adiantei alguns capítulos ou sejaaa, as próximas atualizações vão ser rápidas! Hoje já é dia 26, mas acredito que ainda podemos chamar isso de milagre de natal! Vocês estão preparados para os últimos capítulos da fic??! Essa é oficialmente a reta final da história, estou animada, realizada, nostálgica e meio triste também porque sou apaixonada pelos meus personagens. Espero que vocês aproveitem cada palavra que está por vir! Como demorei demais, vou lembrar a vocês dos acontecimentos mais importantes dos últimos capítulos: • Stiles e Lydia fugiram do Alex e encontraram um lugar abandonado que usam como abrigo • Stiles aprende mais sobre o mundo e sobre as violências que sofreu • Stiles e Lydia têm a primeira vez e planejam sair da casa em que estão para procurar ajuda no dia seguinte. Espero que esses tópicos tenham ajudado a refrescar um pouco a memória de vocês! Quero também agradecer a uma das minhas melhores amiga, Mariana, que me incentivou, deu ideias, aguentou meus surtos e foi a primeira a ler esses capítulos. Obrigada por tudo! Te amo. E a todos... boa leitura.

Pela primeira vez em muitos anos ele estava sozinho em casa. As vezes jurava que podia escutar passos vindo do pequeno quarto no final do corredor e chegou a conferir se o cômodo estava mesmo vazio ao ouvir sussurros baixos de vozes conhecidas, no entanto, eram só alucinações da mente insone. Qual foi a última vez que dormiu? Há quantos dias? O passar do tempo deixou de ser linear, as horas atropelavam os minutos, tudo estava confuso, indistinto.

A ira era uma pressão sobre a cabeça que não o abandonava nunca, os olhos manchados de olheira estavam sempre arregalados, atentos, presos em uma busca constante. Procurava sem cessar a presença conhecida do garoto que fugiu de seu domínio, olhando para os lados como se ele, de repente, fosse se materializar na casa. As unhas já estavam muito roídas, mas continuava levando os dedos até a boca em uma espécie de tique nervoso que tinha adquirido recentemente. O controle que tanto ansiava, que o fazia se sentir vivo, tinha se derramado aos seus pés e escorrido para longe. Tudo tinha dado errado e ele revivia compulsivamente as lembranças de dias antes, tentando entender em qual momento errou e em quem poderia jogar a culpa.

Em pouco tempo chegou à conclusão que culpa era da Lydia, não tinha mais dúvidas. O seu maior erro foi ter pego a menina e prendido, devia ter matado como fez com todas as outras mulheres que capturou, no entanto, o fato de ser sua filha gerou curiosidade, excitação e o fez idealizar o poder da possibilidade de mantê-la na casa, de ter mais uma pessoa à mercê de suas vontades... no final das contas, o orgulho foi o que destruiu Alex. Agora ele percebia, conseguia enxergar o quanto foi arrogante ao pensar que conseguiria trancar dois jovens em um mesmo quarto e que nada daria errado. Se tivesse colocado eles em lugares separados, ou melhor ainda, se tivesse matado a garota, Stiles ainda estaria com ele. Conhecia bem o suficiente o menino para saber que ele jamais teria a iniciativa de fugir.

— Caralho, — xingou para o vazio, rompendo a quietude tão atípica na casa acostumada a aprisionar uma vida — se precisar eu mato todos os filhos da puta, mas vou trazer Stiles de volta pro quarto que é o lugar dele.

Dominado por um novo ímpeto agressivo, levantou do sofá, os braços tremendo de raiva. Decidido, foi até seu quarto e destrancou a pequena caixa de madeira que ficava na prateleira mais alta do armário. Tirou de lá uma pistola e conferiu o pente, constatando que estava carregado. Escondeu a arma na parte de trás da calça jeans e cobriu com a blusa de malha. Alex não guardou a caixa e nem fechou o armário, saiu do quarto com passos duros, ignorando a dor sutil na perna provocada pela ferida que Lydia abriu dias antes. Bateu a porta com força ao sair de casa, sem se preocupar em trancar, afinal, não havia mais ninguém que ele precisasse manter ali dentro. Entrou no carro, deu a partida com movimentos bruscos e assim que o veículo se moveu, pegou o frasco de remédios jogado no banco do carona, abriu a tampa com uma mão e jogou na boca três ou quatro compridos, engolindo em seco cada um deles. Ciente de que o medicamento o impediria de sentir qualquer dor e o deixaria mais alerta, apertou o volante com ambas as mãos e lambeu os lábios ressecados, concentrado no caminho à sua frente.

Acelerando o carro, em pouco tempo saiu das ruas vazias que cercavam o arredor de sua casa e alcançou a parte mais movimentada da pequena cidade, onde precisou desviar de outros veículos no anseio em chegar o mais rápido possível ao seu destino. Seus pensamentos rodeavam as figuras de Stiles e de Lydia, preso em um misto de raiva, ansiedade, nervosismo e desejo, certo que a melhor decisão era matar a garota e aprisionar o Stilinski de volta na casa em que cresceu. Mesmo sabendo que o garoto era burro e praticamente inútil, já tinha se habituado a presença dele e sabia que o menino precisava dele para viver. Não importava o que Lydia tinha feito ou dito para convencê-lo a fugir, Alex tinha certeza de que não seria difícil fazê-lo voltar.

Alex poupou a vida de Stiles, criou, alimentou, deu três livros, permitiu que ocupasse um quarto em sua casa. O homem merecia gratidão e fidelidade, mas já que o Stilinski parecia não reconhecer isso, Alex o ensinaria a respeitá-lo. Assim que arrastasse o garoto para dentro de casa, daria uma lição para que ele nunca mais pensasse na possibilidade de fugir. O puniria até que ele aprendesse a obedecer e voltasse a ser o menino submisso que era antes de Lydia envenená-lo com pensamentos de revolta.

Assim que estacionou o carro, Alex pulou para o lado de fora e foi até a delegacia de Beacon Hills. Entrou sem se preocupar em cumprimentar os policiais patéticos que andavam pelo local ou digitavam em algum computador. Foi direto até a sala do xerife, porém, antes que pudesse entrar foi impedido por uma voz irritante e conhecida que surgiu atrás de si. Fechou os olhos por alguns segundos e bufou, lutando para conter o ódio que o queimava por dentro. Ao virar o corpo, mudou a expressão para um falso sorriso, sem conseguir parecer convincente. Normalmente Alex tinha uma atuação impecável, porém, nos últimos dias estava atordoado demais para se preocupar com coisas que agora pareciam tão inúteis.

—Doutor Gandy? De novo por aqui?

— Olá, Parrish, — a voz de Alex soou entendida e impaciente, o que exigiu um esforço enorme. Sem suportar a irritação ao ver o rosto confuso e curioso do policial, fechou as mãos em punho, fantasiando socar o maldito oficial — preciso conversar com o xerife Stilinski.

— Você marcou hora com ele? O xerife anda ocupado.

— Combinei ontem, — Alex o interrompeu com um sorriso quase cruel, satisfeito ao proferir a mentira com extrema facilidade — então se você me der licença...

A contragosto, Parrish afirmou com a cabeça, a expressão ainda envolvida em desconfiança. Afastou-se alguns passos e observou Alex com atenção, vendo-o entrar na sala do xerife sem nem sequer bater na porta, a postura petulante. Era a terceira vez em dois dias que Alex vinha até a delegacia e por isso, mesmo o conhecendo há anos, Jordan percebeu pela primeira vez que talvez não pudesse confiar naquele médico legista. Algo estava errado. Voltou para a sua mesa e não pode evitar, pesquisou o nome Matt Gandy em seu computador.

Cerca de meia hora depois, Alex saiu apressado da sala de Noah e Parrish ficou de pé, agarrando as folhas que tinha acabado de imprimir. O xerife apareceu na porta do próprio escritório, o rosto franzido direcionado para as contas do médico que saiu da delegacia com passos longos e apressados. Observou até vê-lo sumir de vista, percebendo então a aproximação de Jordan, que demonstrava ansiedade.

— Noah! Quer dizer, xerife! — Parrish se embaraçou no cumprimento e o olhar do Stilinski suavizou ao encarar o parceiro de trabalho.

— Eu queria mesmo falar com você, Jordan. Pode entrar.

Parrish não conseguiu responder, apenas concordou com a cabeça e acabou empurrando o xerife na pressa de entrar na sala. Desculpe-se rápido, mas o homem mais velho não pareceu se importar. Assim, o policial tomou a liberdade de espalhar as folhas que carregava na mesa do chefe e, ainda de pé, virou-se para o Stilinski e não tardou a falar:

— Tem algo errado com esse médico.

— Eu sei — com um suspiro derrotado, Noah respondeu devagar e rodeou a mesa, descansando sobre sua cadeira.

— Você sabe?!

— Há algumas semanas, talvez já tenha um mês, comecei a estranhar o comportamento dele — o homem confessou levando as mãos à cabeça, pressionando as têmporas que latejaram de dor — e sei que não deveria ter agido sozinho, mas não quis alertar ninguém sobre uma suspeita sem provas, quis antes fazer uma investigação própria. Então, passei algumas informações falsas para Matt para ver como ele reagia.

O rosto de Jordan perdeu a cor, nervoso com o rumo da conversa. Apoiou as mãos sobre mesa, inclinando o tronco para frente, pois sentia-se hiperativo demais para pensar na possibilidade de sentar. A ansiedade fez com que arregalasse os olhos e começasse um batuque ritmado do pé direito contra o chão. Antes de falar, analisou Noah, atentando-se ao estresse que transmitia e ao suor no rosto dele apesar do ar condicionado potente que gelava o pequeno cômodo.

— E o que você descobriu?

— Já tinha percebido qual era o caso que ele parecia mais interessado, que mais fazia perguntas e usei isso ao meu favor. — Noah falou aos poucos, preparando-se para revelar toda a verdade — Menti dizendo que nós tínhamos provas incontestáveis que mostravam que o assassino da Claudia é o mesmo que matou a Natalie e que deu sumiço em sua filha, Lydia — ergueu os olhos para Jordan que prendia a respiração.

— O que ele disse? O que você...

— Matt pareceu ficar perturbado, começou a agir estranho, mas não revelou nada que pudesse servir como evidência para um mandato de busca ou para ordenar uma prisão preventiva, — o xerife confessou com a voz cansada enquanto vasculhava a gaveta de sua mesa em busca de um remédio para dor de cabeça — isso tudo aconteceu algumas semanas atrás e eu não estava vendo mais saída, não tinha nada que justificasse que eu continuasse a desconfiar e a testá-lo, até que...

Jordan estremeceu de expectativa quando o xerife parou de falar no meio da frase. O homem mais velho bebeu um grande gole d’água de uma garrafa preta com o comprido para dor, depois, levou as mãos para a mesa e as encarou por alguns instantes, tentando reunir coragem para voltar a falar. Parrish acompanhou o olhar do xerife e viu que os dedos de Noah tremiam.

— O doutor Gandy veio aqui três vezes nos últimos dias sem ter sido convidado, você deve ter percebido isso.

—Hoje eu o questionei e ele disse que tinha marcado hora com você — o policial murmurou com a garganta seca e o Stilinski negou com a cabeça.

— Há tantos anos as pessoas tentam me convencer que o meu filho se foi, todos sempre falaram que depois de tanto tempo não tinha como ele ter sobrevivido, que ele só podia estar... — o xerife não conseguiu dizer a palavra “morto”, a angustia não permitiu — e agora não quero me agarrar a esperanças falsas, Parrish. Já perdi meu filho uma vez, não vou suportar passar de novo por toda essa dor.

Aos poucos, Noah desnudou sua fragilidade de forma impensada. Sempre foi insuportável falar sobre sua esposa e filho, mas agora que o assunto tinha voltado à tona, tinha se tornado ainda mais doloroso. Jordan não sabia como lidar com aquilo, porém, levou uma mão ao ombro do xerife e apertou com firmeza, tentando transmitir segurança, sem conseguir pensar em nada que pudesse dizer na tentativa de consolar o homem que tinha perdido toda a família em um único dia. Nenhuma palavra parecia adequada para aquele tipo de situação.

Para manter o controle e encontrar forças para finalmente dizer o que precisava, Noah precisou convencer a si mesmo de que seu filho estava morto. Não podia alimentar esperança dentro de si, necessitava eliminar qualquer resquício ou isso o destruiria por completo. O melhor que podia fazer era respirar fundo e se concentrar que se suas suspeitas estivessem certas, poderia fazer justiça pela morte de sua esposa e seu filho. Isso era o máximo que poderia alcançar, além de poder, também, encontrar algumas respostas sobre o que teria acontecido com o seu menino e o porquê nunca encontrou um corpo.

— Hoje quando Matt chegou aqui agitado e perguntando sobre o caso da Lydia, resolvi fazer um último teste para tentar tirar as suspeitas da minha cabeça. Eu disse que tinha encontrado novas pistas sobre a Lydia e a primeira coisa que ele perguntou foi se ela tinha conseguido entrar em contato com a polícia. — Noah disse devagar, deixando que Parrish absorvesse as informações — Acabei confirmando, querendo ver o que ele faria e Matt arranjou um motivo para sair da minha sala, sem deixar que eu falasse mais nada.

Jordan digeriu as palavras com lentidão, paralisado de pavor e nojo. Seria possível? Durante todos esses anos o autor do crime poderia estar tão próximo? Assim como o xerife, Parrish não teve coragem de colocar a suspeita em voz alta. Lambeu os lábios e lutando contra o choque, encarou os papéis que deixou sobre a mesa e arrastou duas folhas para a frente do Stilinski.

— Também estranhei o comportamento dele e por isso, hoje assim que ele entrou na sua sala eu fiz algumas pesquisas em nosso sistema — anunciou com a voz baixa.

— A ficha dele é limpa, já conferi.

— Eu vi, por isso revolvi procurar mais afundo. Pesquisei arquivos de retratos falados, imagens de câmeras de trânsito, tudo. Achei muitas coisas vagas, mas acabei me deparando com uma ficha criminal antiga de um caso que não foi solucionado. A foto do suspeito chamou a minha atenção, — sem firmeza, o policial fez menção para a foto exibida na folha como se o xerife precisasse de ajuda para enxergar — eu sei que a imagem não é de boa qualidade e que pode ser só uma pessoa parecida, mas essa cicatriz... não parece a mesma do Matt?

De repente, as letras impressas na folha pareceram muito embaçadas. O xerife piscou, tendo dificuldade para ler o que estava escrito abaixo da foto. As mãos já trêmulas foram tomadas por suor. Após alguns segundos, finalmente leu em voz alta:

— Alex? O nome desse sujeito é Alex?

— Essa ficha é de outro estado, ele é suspeito de dois homicídios e uma agressão sexual — Parrish completou, tão surpreso quanto Noah.

Por alguns minutos, o xerife ficou em silêncio absoluto. A espera foi tão insuportável que Parrish finalmente cedeu e sentou na cadeira vazia, a coluna ereta, o olhar angustiado. A expressão de Noah era indecifrável, ele não chorou, não gritou, não deu nenhuma ordem, ficou imóvel, quase sem piscar, ainda encarando as folhas a sua frente e repassando várias vezes os fatos em sua mente. Por fim, ficou de pé e disse:

— Rastreie o carro dele e veja quais informações temos sobre o Matt e esse Alex. Foda-se que não temos um mandato, nós vamos fazer uma visitinha extraoficial na casa dele.

**

Horas depois...

O ar alcançava o corpo fraco através da boca entreaberta e escapava rápido demais. Os pulmões estavam exaustos, o rosto ardia por causa das feridas abertas, o sangue alcançando o pescoço. Os olhos arregalados e sem vida moviam-se sem cessar nas órbitas úmidas de lágrimas e só pararam ao fitar as mãos pálidas manchadas de vermelho. O líquido viscoso de tom vivo melava os dedos e escorria em direção ao chão. Que chão era aquele? Stiles não conseguia reconhecer.

Um som indistinto ecoou até os ouvidos assustados, fazendo com que o menino erguesse a cabeça. Foi atingido por uma vertigem quase insuportável e cambaleou um passo para trás, as pernas inseguras ameaçando a falhar. Por mais que tentasse se concentrar em algo a visão permanecia embaçada, turva, estava tudo confuso. Enjoado, desorientado, demorou para encontrar a origem do barulho e quando achou, estremeceu no lugar, incapaz de correr em busca de proteção ao encarar o autor de tanta violência.

As lágrimas voltaram a transbordar dos olhos castanhos, banhando as feridas, misturando-se ao suor, sangue e saliva que cobria a pele maltratada. O desespero fez com que Stiles sentisse o chão desconhecido sumir abaixo dos pés descalços, sentiu-se exposto e impotente. O coração disparou como se desejasse quebrar as costelas frágeis, os braços longos tremeram, todo o corpo lhe pareceu desajeitado. Sem coragem para sequer pensar em se defender, abraçou o tronco magro mais uma vez naquela noite e abaixou a cabeça, desejando sumir. Queria deixar de existir.

Desde o momento em que a viu pela primeira vez, ela se tornou o centro de tudo. Só ela importava. Desde que invadiu seu pequeno mundo, desde que caiu por cima dela sem querer, tudo à sua volta mudou. Ela mostrou que existia um mundo maior. Ensinou palavras novas e a beijar, foi a primeira pessoa que quis ouvi-lo e mostrou como era o corpo de uma mulher. Fez com que ele sentisse felicidade e prazer. Com ela, o garoto conheceu uma alegria brilhante que se formava na barriga e iluminava o rosto. Lydia era tudo que ele conhecia de bom e sem ela nada mais importava. Então do que adiantaria tentar reunir forças para fugir? Ficou parado a espera do homem que se aproximava.

Apesar do pouco que sabia sobre a vida, Stiles entendia qual era a solução para tudo aquilo. Precisava alcançar o seu fim e para isso bastava permanecer parado e aguardar que a morte viesse pelas mãos ensanguentadas daquele que vinha até ele com passos lentos. Esperou em silêncio, sem medo da dor, pois já a conhecia em toda a sua profundidade e em todas as suas formas, nada mais o surpreenderia. Já havia experimentado todo tipo de abuso, humilhação, tristeza e feridas, já conhecia o abandono, a solidão e o medo até que não sobrou nada em que pudesse se agarrar para continuar vivendo, agora só lhe restava se entregar ao fim junto a aquele que desde o princípio lhe roubou a vida muito antes de ter tido a chance de vivê-la.

Notas finais
Então, o que acharam?? Não sei explicar o quanto estou empolgada para postar os próximos capítulos!! Esse trecho final vocês vão entender logo, logo ... coloquei só para vocês espiarem o que está para acontecer na história. Qual cena estão esperando para ver nesses últimos capítulos? Próxima atualização vai ser em BREVE!! Beijinhos