O Pequeno Grande Mundo de Rubi
1 O começo de uma nova história
O dia estava bem ensolarado, Rubi, estudava a tarde e ainda estava dormindo em seu quarto, roncando, acho que os vizinhos chegavam a pensar se tinha alguma criação de suínos dentro daquele apartamento.
Paloma, sua mãe, já havia saído para trabalhar a 3 horas atrás, Paloma era uma Médica, bem sucedida e hoje era o seu ultimo dia de trabalho antes das férias.
Um estrondo acontece e Rubi acorda com seu coração disparado, ela vai tentando abrir os olhos, mas vê tudo rodando, quando finalmente consegue abrir os olhos, leva outro susto, ela vê Romário, seu pai, Romário odiava Rubi desde quando Paloma colocou um par de chifres nele, desde então ele começou a odiar Paloma e Rubi, desde quando ela não tinha nem 1 dia de vida.
Rubi estava sentada na cama olhando para a cara de Romário, que estava furioso, Romário estava com uma corda em suas mãos, na frente da cama de Rubi, esperando que ela levanta-se, na porta estava parceiro de Romário, o Pablo. Rubi ainda sem entender o que estava acontecendo, começa a gritar pedindo socorro, Romário já sem paciência, puxa Rubi pelos cabelos e a joga no chão, fazendo ela cair com a face sobre
o piso de madeira, Romário amarra Rubi e amordaça a boca dela, Ele e Pablo levam ela até a caminhonete e a jogam lá, antes de sair, Romário deixa um bilhete em cima do telefone.
Rubi estava jogada no porta-mala, ela só conseguia ouvir o barulho do motor, dos pneus e das buzinas dos outros carros, ela imaginava um mundo passando lá fora e ela presa ali dentro, sem saber pra onde iria, de repente, o carro parou, Romário abre o porta-malas, tira as cordas e a mordaça, e joga Rubi em um pátio, Rubi só vê ele se encontrando com um homem que rapidamente entra pra dentro do edifício, Rubi estava na mesma posição que Romário havia jogado ela, ela não se mexia, o patio era grande, tinha bastante movimentação, só tinha crianças e adolescentes, mas Rubi só sabia chorar e sentir ódio,de repente, Rubi percebe uma menina alta, loira, olhos azuis que lembravam os de sua mãe, ela andava com passos elegantes, estava bem vestida, e era muito meiga por sinal, a menina se aproxima dela e diz:
– Olá, me chamo Penélope, por que você está chorando?
– Por que fui jogada em uma merda dessas e era pra mim estar fazendo uma festa agora, só que perdi o horário e estou chorando – Rubi fala ironicamente.
– Isso é um orfanato, e não fica assim, logo logo você se acostuma, vem, vou te mostrar o quarto que você vai ficar
Penélope oferece ajuda estendendo a mão para que Rubi se levantasse, as duas vão caminhando pelo pátio até chegar no orfanato.
Na sala do diretor, Romário exigia:
– Eduardo, você não pode deixar essa menina sair desse orfanato, eu te pagarei uma quantia de dinheiro
todo mês, para você manter ela aqui dentro, eu não quero um passo dela lá fora!
– Sim senhor Romário, não há oque se preocupar!
– Rubi tem um gênero muito forte, você tem que mostrar que tem autoridade total sobre
ela, caso contrário.....
– Pode deixar que já estou acostumado a lidar com adolescentes
Rubi abre a porta do quarto, ao entrar vê duas meninas dançando, ela tenta não atrapalhar e vai quieta até sua cama e senta, seus olhos começam a encher de lágrimas, mas ela tenta disfarçar fugindo para o banheiro, ela começa a chutar e a destruir tudo oque via pela frente, até o banheiro ficar quase todo destruído, só faltava a privada, a pia e o chuveiro.
Raissa, a filha do diretor, entra no quarto e pergunta por Rubi, Kelly diz que Rubi está no banheiro, Raissa bate na porta no banheiro e Rubi abre, Rubi estava com o rosto todo cheio de lágrimas, estava ofegante, e com o cabelo todo bagunçado! Raissa joga o uniforme de Rubi na cara dela dizendo
– Esse é o seu uniforme, guarda logo!
Rubi sem pensar duas vezes taca o uniforme na cara de Raissa com tudo fazendo ela cair sobre
a cama, Raissa levanta e dá um chute na perna de Rubi, Rubi fecha a mão e joga Raissa para a parede puxando ela pelos cabelos, Raissa começa a gritar enquanto Kelly e Kate assistiam a confusão dando risada, Rubi começa a socar Raissa, socava a cara, o estomâgo, as pernas, os braços, Rubi socava tanto, que descontava toda a raiva que sentia por Romário naqueles socos, Raissa toda sangrenta, sem condições de fazer nada, tenta sair enpurrando Rubi, Kate não perdeu tempo e logo foi entrando para a briga, Kate arranhava a cara de Raissa, puxava os cabelos dela, enquanto Rubi dava chutes e socos, Kelly vendo a cara de Raissa toda sangrando, pega o seu taco de beisebol, entra no meio da briga e grita:
– CHEGA! Acabou a confusão, dá o fora daqui Raissa, e espero que tenha aprendido a tratar melhor as pessoas.
Raissa sai correndo, com a mão na face tentando parar o sangue.
Kate vira para Rubi e diz:
– Ganhou meu respeito, essa menina é muito folgada, só porque o pai dela é o diretor dessa merda aqui, ela acha que manda nos outros, dois nojentos!
Paloma chegava de seu trabalho, ela vê que a porta de seu apartamento estava aberta, ela entra e vê se tinha alguém, não vê ninguém, ela sai correndo pra o quarto de Rubi para ver se a filha estava lá, e não á encontra.
Paloma sai correndo em direção ao telefone, para ligar ao porteiro e reclamar, quando ela chega ao telefone ela vê um bilhete em cima, ela pega e lê, no bilhete estava escrito “Espero que tenha se despedido da Rubi antes de sair porque nunca mais verá ela de novo -Romário" Paloma desesperada começa a gritar, ela liga pro celular de Rubi e nada, ela liga para a polícia e faz um boletim de ocorrência, ao desligar, ela ouve um barulho vindo da porta, Paloma grita:
–Quem é? – ninguém responde.
Paloma abre a porta e só vê um vulto passando e entrando em seu apartamento, quando consegue enxergar, percebe que é Romário, Paloma tenta fugir mais é puxada pela camisa, paloma tenta gritar, mas rapidamente Romário dá um remédio para Paloma cheirar que a faz desmaiar, Romário e Pablo coloca Paloma em uma ambulância, o destino era para uma clinica psiquiatra, onde Paloma teria dificuldades para sair.
No orfanato, já tinha batido o sinal das aulas começarem, pois o Orfanato possuía uma escola no 3º e 4º andar, todos já haviam entrado na sala, menos Rubi, a aula era do Professor Vincent de matemática, mas Rubi se recusava a ir para aquela sala, estava em seu quarto planejando como iria sair dali, não queria saber das pessoas e de ninguém, no momento ela só conseguia pensar em sua mãe e em seu ódio por Romário, 30 minutos depois, Rubi entra na sala, todos ficam impressionados com oque Rubi havia feito no uniforme, ela usava uma blusa peitoral, botas até o joelho, pulseiras de espinho, unhas curtas e pretas, seu cabelo loiro combinava com seus olhos castanhos, Rubi caminhava pela sala, mas antes que sentasse em sua cadeira o professor furioso gritou:
– Aonde estava Rubi?
–No meu apartamento, até ser trazida pra este inferno.
–Aqui não é permitido chegar atrasado, -1 na nota!
–Você acha que eu estou me importando com você, essa notinha de merda e pra esse orfanato?
–Fora dessa sala, AGORA!
–Como se isso fosse um problema pra mim -Resmungou ela batendo a porta.
Ela pega seu Mp3 Player (ela deixava sempre guardado no sutiã) e começa a escutar música, mas no corredor, lá estava Joséia, a vice diretora do orfanato, que manda Rubi ir diretamente para a sala de Eduardo.
Quando Rubi chega lá, Eduardo está sentado em sua cadeira, como se já estivesse esperando ela, ele vai direto ao ponto e pergunta:
–Porque você saiu da sala?
–Porque não sou obrigada a lidar com animais –ela fala fazendo cara de nojo
–Como é que é? Como ousa?
–Cara, quem é você? Eu só quero ir embora desse lugar.
–Eu sou o dono desse orfanato, eu dou as ordens, você tem que me obedecer, quem não obedece tem punições severas, como chicotadas, entre outros.
– Você não passa de um estúpido, como pode existir pessoas que chicotam orfãs por aprontarem? Se você quer lidar com bebês, crianças e adolescentes orfãs, vai ter que aprender a trata-los
–Eu faço do meu jeito, e não será você que irá me fazer mudar.
–Certo, só te dou um aviso, comigo no seu caminho, você nunca mais irá fazer isso, vou te mostrar até aonde as pessoas brincam comigo.
–Não seja por isso, SEGURANÇAS!
Dois homens aparecem na sala de Eduardo, pegando Rubi pelos braços, Rubi gritava, mas nada acontecia, pois os homens estavam levando Rubi para a sala de condenação, onde iriam chicotear Rubi.
Sara, a aluna do 3º Ano, andava pelos corredores, Sara era Rockeira fanática, mas só tinha amigas patricinhas, quando olhou para Rubi e viu seu visual estravagante, ela se apaixonou pelo visual, mas logo notou que a garota estava sendo levada para a sala de condenação, então decidiu que precisava pensar em algo rápido, ela precisava salvar a menina que poderia ser sua melhor amiga, então pensou, e pensou mais um pouco, Rubi já havia entrado na sala, lá as juízes determinariam quantas chicoteadas Rubi iria levar, as juízes determinaram, 13 chicoteadas, mas de repente, Sara entra na sala com mais 7 meninas, sua cara tinha riscos de tinta estranhos, seu cabelo tinha um penteado diferente, enfim, Sara estava vestida de Índia, assim como todas as outras meninas, Sara começou a cantar e a dançar em volta de onde Rubi estava amarrada, todos ignoraram e deram as ordens para que batessem na Rubi, os homens pegam o chicote para bater, mais uma explosão de farinha de trigo acontece, deixando o ar todo poluído e ninguém enxergava mais nada, quando a poeira abaixou, já estava tudo pronto para castigarem Rubi, mas, após uma faísca, o centro da sala começa a pegar fogo e Sara pulava em volta do fogo.
A sala estava toda cheia de fumaça, ninguém enxergava nada, estava difícil até de respirar ali, enquanto sara pulava em volta do fogo, as outras meninas desamarravam Rubi, levando ela para o esconderijo delas, Sara sai da sala e grita:
–Adeus!
Rubi bebeu água, respirou, e só sabia agradecer pelo oque aquelas meninas tinham feito por ela, sem ao menos conhecê-la.
Eduardo vê chamas saindo da sala e corre com o extintor para poder apagar, mas, uma tragédia já tinha acontecido.
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