O Pequeno Grande Mundo de Rubi
2 A tragédia
Ele vai correndo para apagar as chamas que possuiam o local, as juizes e seguranças passando mal e sem oxigênio, pessoas correndo para um lado e para o outro, os bombeiros foram acionados, funcionários iam com baldes d’água tentando apagar o fogo, o fato é que Sara tinha feito um grande estrago, as sirenes tocavam e eram os bombeiros chegando, ao chegarem tiveram que mudar o rumo, havia uma pessoa morta no jardim, cheio de sangue em volta, a tragédia foi anunciada, uma juíza pulou da janela e se suicidou, a visão era horrível e a polícia juntamente com a pericia já cercavam o local, o fogo foi apagado as pressas, as ambulâncias chegavam e levavam os sobreviventes, Eduardo parado, não sabia o que fazia.
Rubi e Sara ainda permaneciam no porão, Rubi ainda tentava se acalmar por tudo o que havia acontecido, Sara, andava de um lado para o outro, estava preocupada com o barulho das sirenes, “eu posso ter feito um grande estrago" pensava ela.
A pericia confirmou o suicídio, a vitima que cujo o nome era Fátima Raquel, tentava buscar oxigênio até que se suicidou.
A sala estava toda destruída, as paredes acabadas, estava tudo irreconhecível, Eduardo chorava de nervoso, mas já esperava que a filha de Romário fosse pior que ele.
A noticia se espalhou por todo o orfanato, as aulas foram canceladas, gerou a maior polêmica, órfãs tinham Rubi como “Assassina”, As melhores amigas de Sara, Kate e Kelly chegam no porão ofegantes, mal conseguindo respirar Kate tenta falar:
–Rubi, estão achando que você é assassina!
–Que? O que aconteceu?
–Rubi, você não está entendendo, uma juíza se suicidou e gerou a maior polêmica no orfanato todo, tem policia, bombeiro, ambulância, jornalista, pericia, estão todos ai!
Sara entra no meio da conversa franzindo as sobrancelhas
–Mais foi eu quem fiz tudo isso, Rubi não tem culpa de nada!
–Mas não é isso que estão pensando!
Rubi faz cara de indignada, levanta do banquinho de madeira que estava sentado e começa a bater o pé, caminhando em direção as escadas, antes que subisse Sara segurou no braço dela e a puxou!
–Rubi, não vai lá, só vai causar mais confusão, Eduardo deve estar uma fera com você!
–Sara, você fez sua parte, agora está na hora de eu fazer a minha.
Rubi sobe as escadas correndo e batendo o pé!
Paloma ainda estava nauseada sobre o efeito do remédio, ela estava ainda sonolenta e nem se quer tinha aberto os olhos, ela vai abrindo os olhos lentamente e quando abre, vê pessoas andando em sua frente, ela para uma moça e a pergunta onde está, a moça diz que ela está em um clinica psiquiatra, ela faz uma cara de indignação, não estava acreditando que Romário tinha colocado á colocado ali, ela levanta do chão e começa a fazer um tremendo escândalo:
–Escutem aqui todos vocês, eu não sou louca, eu não sou oque vocês acham que eu sou, eu não estou aqui por um distúrbio ou loucura, isso foi uma armação pra mim, me jogaram aqui, sem provas, sem nada, podem fazer quantos exames vocês quiserem, eu não tenho nada a temer, eu só quero sair daqui, eu quero a minha casa, quero a minha filha!
Ninguém dava atenção para oque Paloma estava dizendo, para eles era apenas mais um episódio de loucos indignados! Paloma vê que ninguém á dava ouvidos e começa a gritar:
–Perdi a paciência, seus estúpidos, não veem que isso é uma armação? Eu preciso sair daqui mais, vocês são uns inúteis que não me dão ouvidos!
Enfermeiros chegaram no local, pegaram Paloma pelos braços e a levaram para a internação!
4 horas depois e tudo já tinha se acalmado no orfanato, mas todos ainda lamentavam pela morte de Fátima, Eduardo liberou uma “Noite do pijama” para que os órfãs se distraíssem e o assunto não rendesse mais.
Todos estavam na quadra planejando como seria a “Noite do pijama”, de repente, uma situação inusitada, era Rubi no microfone, o som saia em todas as caixas acústicas do orfanato!
–Eu queria dizer a todos os órfãs que eu não matei ninguém, eu não sou culpada pelo que aconteceu hoje, toda a tragédia veio de uma menina com tinturas na cara, eu não sei quem era, até porque, não conheço ninguém aqui, só sei que uma menina com tinturas na cara, roupas esquisitas e acompanhada de várias outras, invadiram o local incendiando tudo, assim como as juízas, eu fui vitima nessa história, aliás, eu estava presa, não tinha como eu fazer nada, e outra isso aqui é um lugar pra órfãs como vocês, eu não sou órfã, eu fui jogada aqui pelo eu meu pai, eu vou sair desse lugar a todo custo, obrigada.
Na sala de estar, Diogo e Ken conversavam.
–Essa menina é muito..... seilá, ela é estranha, metida, acha que é a maioral -Disse Diogo
–É eu sei, mas, ela deve ser uma boa pessoa, imagino que tudo isso seja para ocultar sua mágoa, seu pai a jogou aqui, eu estaria acabado. -Disse Ken
–É pode ser, falando nela...
–Oi Rubi, me chamo Ken, prazer!
–Oi, acho que já sabe meu nome.
–A essa altura, todos já sabem né? Haha -Disse Diogo
–O que quer dizer com isso? -Rubi fala encarando Diogo
–Que você está fazendo tudo pra chamar atenção e ser popular no orfanato, e está conseguindo.
Rubi pega Diogo pela camisa e encosta na parede
–Escuta aqui seu merda, você não me conhece ainda, então não fala bobagem, a ultima coisa que queria era estar aqui, quanto mais ser popular, não sou um ridículo feito você, quanto mais pessoas fora do meu caminho, melhor, se eu fosse você, nunca mais ousaria a entrar nele.
Rubi vai subir para seu quarto mas Eduardo aparece e á chama para sua sala, eles chegam na sala, Eduardo senta em sua cadeira, na parede, quadros de Eduardo espalhados, na mesa, computador, documentos e etc, Rubi senta na cadeira em frente a mesa dele e coloca a mão apoiando o queixo como se estivesse entediada!
–Você é uma garota sem limites, malcriada, e se sou eu que tem que te dar limites, eu darei, ninguém no meu orfanato bate na minha filha, destrata meus funcionários, ou provoca incêndios.
–Primeiramente, fecha sua boca pra falar da minha criação, por que ela não te diz respeito em NADA, sou muito bem criada, mas não ache que me jogariam aqui e eu ficaria numa boa, porque isso nem morta, não reclame do que aconteceu hoje, porque enquanto eu estiver aqui, tem coisa muito pior por vir.
–Cale a boca, não quero mais ouvir seus insultos, suas abobrinhas, vou começar pegando leve, enquanto seus amigos estiverem na quadra na festa do pijama esta noite, você estará limpando todo orfanato, de canto a canto.
Rubi engoliu seco e antes que saísse da sala de Eduardo disse:
–Só quero que saiba que você não me atinge de forma alguma, você será sempre o eterno babaca, nunca perderá esse título- Rubi sai da sala Eduardo batendo a porta!
Os preparativos já estavam todos prontos, a festa do pijama já poderia ser iniciada, Eduardo coordenava tudo e mandou Rubi começar a limpar todo orfanato, a festa do orfanato rolava a mil, estava bombando, todos estavam se divertindo, o som estava alto, pessoas dançavam, outros comiam pizza e jogavam seus pijamas velhos e cortados pro ar, até que o sinal tocou e todos foram dormir, mas Rubi continuou limpando o orfanato.
Ao amanhecer, todos caminhavam para a cantina, ao descerem as escadas todos levaram um choque, ficaram paralisados, Eduardo que vinha caminhando, quando viu tudo aquilo, não aguentou e desmaiou!
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