O Pedido
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Franky: Então é isso pessoal. Tenham um SUUUPER final de semana.
E então o homem ficou olhando a sala de aula esvaziar aos poucos. Trinta e seis, alto, cabelos azuis e um gosto um tanto diferente para roupas, era engenheiro e também dava aulas na faculdade da cidade.
Respirou fundo antes de sair para o corredor. Esse era o grande dia.
Franky: Pare com isso Franky! Está parecendo um adolescente!
Robin: Falando sozinho?
O engenheiro deu um pulo devido ao susto.
Franky: Olha se não é minha SUUUPER arqueóloga preferida!
Robin: Você tem outras arqueólogas?
Franky: Não, mas mesmo se tivesse você seria minha preferida.
A mulher deu um leve sorriso. Era arqueóloga e também dava aulas na faculdade. Alta e de longos cabelos negros, tinha trinta anos e arrancava suspiros por onde passava.
Robin: Sobre o que estava falando?
Franky: N-nada! Estava ai há quanto tempo?
Robin: Terminei minha aula há quinze minutos. Estava esperando no corredor, e quando todos os alunos saíram eu entrei, mas você estava distraído.
Ela fica na ponta do pé e da um selinho nele.
Robin: Você está nervoso, aconteceu algo?
Franky: Não.
Robin: Tem certeza?
Franky: Sim.
Ela fica olhando por um tempo para ele.
Robin: Tudo bem então.
Franky: Estava pensando, você quer sair para jantar hoje?
Robin: Adoraria.
Franky: Ótimo! Te pego em casa as onze.
Robin: Está bem. Aonde vamos?
Franky: Ao Baratie.
Robin: Suspeitei rsrs.
Franky: Se quiser, podemos ir a outro.
Robin: Não, não. Eu adoro a comida do Baratie.
Franky: SUUUPER! Onze horas então?
Robin: Estarei te esperando.
Eles dão um beijo demorado e saem da sala juntos. Começam a conversar sobre outros assuntos até chegarem a seus carros. Durante o percurso um dos alunos de Franky passa pelos dois fazendo uma cara sacana e um gesto positivo para o professor, que responde do mesmo jeito, fazendo a arqueóloga sorrir. Ao chegar o estacionamento de se despedem com outro beijo.
Franky: Até as onze.
Robin: Até.
Cada um entra em seu próprio carro e dirigem para suas próprias casas.
Estavam saindo há três meses. No inicio jantavam juntos ou iam ao cinema algumas vezes, mas a coisa começou a se aprofundar desde que foram para a cama pela primeira vez. Começaram a passar todo o final de semana juntos, e a se ver todos os dias, porém ainda não era nada oficial. Mas isso iria mudar naquela noite. Ele decidiu pedi-la em namoro.
Chegou em casa e foi direto para a cozinha tomar algo, estava com a garganta seca por causa no nervosismo. Abriu a geladeira abastecida de cola e pegou uma garrafa, tomando-a de uma vez só.
Franky: Droga, não tem porque ficar tão nervoso é só um pedido de namoro.
Respirou fundo e pensou em tudo que ia fazer. Primeiro busca-la em casa, depois leva-la ao Baratie, lá eles jantariam e então durante a sobremesa irá fazer o pedido.
Franky: Será que ela vai aceitar? Bom, estamos saindo há bastante tempo, por que ela não aceitaria? A não ser que não queira algo sério.
Ele leva as mãos à cabeça em desespero.
Franky: Droga, eu não estou nem um pouco normal. Nunca havia ficado tão nervoso em pedir alguém em namoro. Mas...
Mas era a Robin. Seu coração disparava apenas em pensar nela, e quando a via seu rosto brilhava de uma maneira diferente. Não queria admitir, mas estava completamente apaixonado por ela.
Tomou mais uma cola e foi para o banheiro tomar um banho. Ficou um bom tempo embaixo do chuveiro, deixando que a água quente relaxasse seu corpo tenso de ansiedade.
Saiu do banho e olhou o relógio e viu que já eram dez e meia. Droga, iria se atrasar. Foi ao guarda roupa e vestiu a primeira roupa mais formal que encontrou, uma calça branca e uma camisa vermelha. Se olhar no espelho e satisfeito com o resultado saiu de casa.
Dirigiu até a casa da arqueóloga, chegando lá com três minutos de atraso. Tocou a campainha e a porta foi aberta de imediato. Ficou parado de boca aberta observando a mulher a sua frente, estava maravilhosa. Robin estava usando um vestido azul de manga que ia até metade de sua coxa, e os cabelos estavam presos em um rabo de cavalo frouxo.
Robin: A baba está escorrendo.
Franky: Desculpe, é que você está linda.
Robin: Obrigada, você também está um charme.
Franky: Desculpe o atraso.
Robin: Três minutos não é um atraso. Vamos?
Franky: Claro.
Eles entram no carro e foram para o Baratie. Chegando lá foram para uma das poucas mesas que estavam vazias.
Luffy: Oi Franky, Robin.
Robin: Olá Luffy.
Franky: Oi.
Luffy: O que vão querer?
Franky: O que a moça pedir.
Robin: O que sugere Luffy?
Luffy: Hoje temos uma sopa deliciosa!
Robin: Você está mais feliz que o normal, aconteceu algo?
O garoto fica vermelho com o comentário.
Luffy: Não aconteceu nada.
A arqueóloga riu, o menino não sabia mentir.
Robin: A sopa está ótima Luffy.
Luffy: Vão querer beber algo?
Franky: Traga o melhor sake que tiver.
Luffy: Ok.
O garoto saiu de lá animadamente.
Robin: Ele realmente está muito feliz rsrs.
Franky: Sim...
Robin: O que foi? Está meio nervoso.
Franky: Nada.
Robin: Franky...
Luffy: Aqui está o sake, daqui a pouco trago a sopa.
Robin: Obrigada, Luffy.
O garoto sai, e antes que ela consiga voltar no assunto, Franky muda o foca da conversa. Conversaram por um tempo sobre as aulas, e quando a sopa chegou começaram a conversar sobre comida. Era incrível como a conversa fluía entre os dois. Quando terminaram a sopa pediram a sobremesa.
Franky ficou olhando para a mulher a sua frente. Sentia o suor grudando em sua testa. A sobremesa chegou, um bolo de morango. Respirou fundo.
Franky: Robin?
Robin: Sim?
Franky: Posso perguntar uma coisa?
Robin: Claro.
Franky: Bem, é que...
Robin: Sim?
Franky: É que...
Robin: É que?
Franky: Bom...
Ele olhou para o rosto dela, o coração disparado, o corpo tremendo.
Franky: Queria saber o que achou do bolo?
Robin: O bolo?
Ela parecia um pouco decepcionada?
Robin: É delicioso.
Franky: Estava pensando em comprar para levar.
Robin: É uma ótima ideia.
Franky: Robin?
Robin: Sim?
Franky: Não é nada. Vou pedir o bolo.
Idiota, idiota. Por que não fez o pedido? Por quê? Acabara de perder sua oportunidade.
Eles terminaram de comer, Franky pediu um bolo para levar e foram embora. No caminho até a casa da arqueóloga ficaram em silêncio. Chegando lá ficaram parados dentro do carro por um tempo, e então a mulher puxou o engenheiro para um beijo.
Robin: Não vai entrar?
Sussurrou em seu ouvido.
Franky: Claro.
Eles saem do carro em direção a casa, caminho difícil de percorrer quando se está em meio a beijos desesperados. Mal entraram na casa e Franky já estava deitado no sofá com uma Robin encima de se. Ela o beijam intensamente enquanto abria cada um dos botões de sua camisa. As mãos dele erguiam seu vestido e apertava suas coxas com firmeza. E então ela parou. Simplesmente parou.
Franky: O que foi?
Robin: O que você queria me perguntar no restaurante? E não me venha com essa história de bolo porque sei que não é isso.
Franky: Bem, eu...
Robin: Você quer parar de sair comigo?
Franky: É claro que não.
Robin: Então o que é?
Franky: Bom...
Ele fecha os olhos e respira fundo reunindo coragem, tinha que se agora, se perdesse essa oportunidade perderia também a arqueóloga. Então levou a mão até um dos bolsos de sua calça, e com um pouco de dificuldade por causa do tremor, tirou duas alianças de lá.
Franky: Nico Robin, você quer namorar comigo?
A mulher fica olhando para ele sem conseguir realmente acreditar no que ouvia.
Franky: Desculpe.
Robin: Por que está pedindo desculpas?
Franky: Eu...
Robin: É claro que eu quero namorar com você, Franky.
Franky: Serio?
Robin: Sim, pensei que nunca iria pedir.
Franky: Super.
Robin beija carinhosamente os lábios do outro, e ele coloca a aliança em seu dedo.
Robin: Então, vamos comemorar o inicio do nosso namoro?
Pergunta com uma voz sexy enquanto arranhava o abdômen do outro.
Franky: SUUUPER que sim.
E aquela foi a primeira noite dos dois como namorados.
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