Notas iniciais
Nota: Esta redação foi escrita para a escola, dentro da proposta de se escrever uma fábula. Como não é meu estilo mais forte de escrita, fiz uma crítica no formato de uma crônica, me inspirando no estilo do cronista Millor Fernandes, o escritor deste tipo de texto com quem eu mais me identifico, porém mantendo a minha maneira de escrita. De qualquer forma, qualquer semelhança não é mera coincidência.

Nota2: Esta crítica é dirigida as falsas casas de Deus, a pregadores corruptos, o que não apresenta a intenção de ferir nenhum constituição seria nem seus membros, e também não é uma crítica a religião em si.

Há muitos anos, não se sabe quanto tempo atrás, havia um lugar nem tão longe, onde havia um gato esperto que era líder religioso da comunidade. Este gato sagas e um pouquinho maquiavélico todas as manhãs vestia sua máscara de bom homem, com sua temencia a Deus e coração puro.

Todos os dias celebrava cultos para os fiéis, e com toda sua esperteza o gato não poderia deixar de induzi-los a pagar o fidelíssimo dízimo a “sagrada” célula da igreja, sob a pena de, caso não contribuir, queimar eternamente no fogo do satânico purgatório por todas as suas infelizes pós-vidas. O gato tão sagas, entendido como tinha de ser, usava de psicologia e até um leve grau de lobotomia em seus fiéis. Ele pregava palavras tão bonitas... Era até lindo de se escutar. Portanto lá iam, mês após mês, depois de receberem seus sofridos salários*, pagar seus dízimos, obrigação cristã.

O gato, como eu já disse muito esperto, gastava grande parte do dízimo com suas noites com prostitutas e seus carros de última linha, sem contar com suas viagens a “estudos” na Europa.

Um dia, descoberta a conta do pastor na Suíça – a qual ele usava para desviar o dízimo – e com a ajuda da bendita investigação jornalística vieram à tona também todas as suas pilantragens e sua vida de devassas. O gato foi preso, mas como bom rico no Brasil, logo pagou sua fiança e foi pregar na Europa.

Há quem diga que naquele lugar hoje a população majoritária é ateia, outros já acreditam na eterna burrice do povo e dizem que há alguns anos o mesmo pastor Gato voltou a pregar suas palavras bonitas por aquelas bandas.

Notas finais
Moral: Há homens cujos atos diferem das palavras.
Submoral: Ninguém nunca perdeu dinheiro apostando na burrice do povo.

*Sofridos salários como de quase toda a população brasileira que não trabalha em cargos públicos.
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