O Passado Sempre Volta

13 Capítulo 12: Dominados pela emoção.


Notas iniciais
Este capítulo é um dos meus favoritos. Boa leitura! Gif: Felicity.

Eu esperarei, só espere

Eu te amarei como se você nunca tivesse sentido

Oito anos atrás:

Foi estranho.

Pela primeira vez, depois de tudo isso que me aconteceu, eu não senti medo em dormir a noite. Muito pelo contrário, desta vez a única coisa que estava me impendido de dormir foi a minha ansiedade.

Na garagem não tinha muitas coisas, apenas algumas ferramentas e com sorte achei um cobertor e um travesseiro que usei para descansar.

Eu acordei quando o sol já estava no céu. Peguei uma quantia de dinheiro suficiente para poder comprar roupas novas e deixei o resto na garagem. Além de levar grana, levei a arma com tranqüilizante, pois mesmo que eu acredite que ninguém irá tentar fazer algo comigo em pleno dia, será melhor me prevenir. Guardei a arma dentro do meu sutiã para evitar confusões.

Fiquei andando por uma hora até encontrar uma loja de roupa. Comprei roupas necessárias e alguns sapatos. Por coincidência a mesma loja vendia malas e eu acabei adquirindo uma para mim.

Troquei minha saia, minha peruca e meu salto alto por coisas mais confortáveis. Finalmente me senti livre ao tirar as roupas que eu usava para agradar homens nojentos, mas por algum motivo, eu não as joguei. Senti que era melhor guarda, e foi exatamente isso que fiz.

Procurei por uma lan house e não foi difícil de encontrar. Paguei por minutos suficientes que foram utilizados para apagar informações que tivesse em meu nome. Consegui invadir o sistema e colocar que meu pai está na cadeia enquanto o resto da minha família está morto. Esta mentira ira me ajudar com a minha história.

Comprei um celular que utilizei para ler informações de Bruce Wayne, enquanto eu almoçava. Depois de ser mal alimenta fiquei contente em comer um prato de arroz acompanhado com as melhores coisas que o dinheiro pode pagar.

Havia muitas informações em relação ao órfão Wayne, no entanto, a que mais me chamou atenção foi uma matéria dizendo que ele não gosta de socializar muito. Um homem como ele deveria ser social, mas são poucas às vezes que ele aparece em algum evento. Isto é bem esquisito.

Descobri que o estranho cara vestido de morcego tem um nome, as pessoas o intitularam como Batman – no qual eu achei melhor do que Morcegão – ele era como um justiceiro, nunca matou ninguém, apenas prendia os caras maus.

Com as informações necessárias, pedi para que um taxista me levasse até a famosa mansão de Bruce Wayne. Mesmo o cara morando longe e isolado da cidade, as pessoas sabem onde ele mora e por isso não precisei informar o caminho para o meu motorista.

Uma ansiedade me preencheu quando toquei a campainha da casa. Se eu estiver correta, o senhor Wayne não estará em sua casa neste momento, pois tem uma reunião importantíssima em sua empresa. Isso significa que quem me atenderá será o seu fiel tutor e mordomo Alfred Pennyworth.

— O que precisa criança? — perguntou quando seus olhos caíram sobre mim.

— O Sr. Wayne está? – fingi não saber.

— Ele não está. Volte mais tarde. – declarou enquanto fechava a porta.

— Espere. – pedi. – Quando ele não está na casa, ela fica sobre seu comando, certo? – ele apenas concorda me olhando desconfiado. – Sou Felicity Smoak. – estiquei minha mão para cumprimentá-lo.

— Já deve saber quem sou. – afirma ele apertando minha mão.

— Sim, você é o Sr. Pennyworth. – seu rosto continua inexpressivo. – Eu gostaria de pedir um emprego.

— Para trabalhar na Wayne Enterprises, você precisa enviar um currículo à empresa, não vir à casa do patrão.

— Não é na empresa. É aqui mesmo na mansão. Eu gostaria de trabalhar com faxineira.

Seu rosto expressa surpresa.

— Isso não acontece sempre. – ele abre espaço para eu entrar. – Você aparenta ser uma jovem notável, por que está interessada em trabalhar como uma faxineira em vez de trabalhar em uma empresa?

—Eu tentei todos os tipos de empregos possíveis. – começo a contar a história que criei. – Mas eles não querem uma pessoa como eu.

— Como você? – sua sobrancelha se levanta.

— Meu pai é um assassino, matou minha mãe e minha irmã. – dou uma pausa para ele adquirir as informações. – Ele está preso, mas isto manchou meu histórico. Ninguém quer trabalhar com a filha de um criminoso.

— Sinto muito criança, mas eu não posso contratá-la. Não por causa do seu histórico, mas o patrão Wayne é um homem que gosta de privacidade e não gostará de ter uma mulher andando pela casa.

— Por favor, Sr. Pennyworth. – minha voz soa desesperada. – Eu não preciso receber muito. Meu quarto pode ser o menor que tiver, eu apenas irei fazer as coisas que mandar. Não irei a lugar nenhum sem sua permissão. Se quiser eu posso mostrá-lo que sou boa, apenas me diga um lugar para limpar e provarei o meu valor. – peço de maneira dramática.

Ficou um silencio quando terminei de falar, seus olhos apenas ficaram me avaliando. Alfred é conhecido como um bom homem e sentimental. Minha história seria uma ótima maneira de fazê-lo ceder. Ele não resistirá em ajudar uma pessoa como eu.

— O patrão Wayne irá ficar uma fera comigo. — ele deu um suspiro de vencido. – Eu vejo que a senhorita não é uma má pessoa, então irei arriscar com você. Espero não me arrepender.

— Eu prometo que não irá se arrepender. – eu sorrio. — Muito obrigada, Sr. Pennyworth.

— Por mais adorável que seja ser chamado de senhor, eu prefiro que me chame pelo nome. – eu apenas assinto. — Agora me siga, pois irei mostrar como funcionará sua estadia aqui.

Alfred me mostrou onde será meu quarto e confesso que gostei. Uma cama simples de madeira, um guarda-roupa de tamanho médio e um abajur. As paredes são de cores escuras, parece um pouco com preto. Ao lado de meu quarto tem o banheiro que será exclusivo para mim.

As regras eram baseadas em: só ir onde me mandarem. Se eu for pega fuxicando em coisas que não devo, será demissão na hora. Tirando isto as coisas serão fáceis. Eu receberei ordens do adorável Alfred e do mal-humorado Bruce.

Depois de compreender todas as regras, eu fui mandada (de uma maneira totalmente educada, pois Alfred não conseguiu soar autoritário) para limpar a cozinha. Quando cheguei nela, fiquei me perguntando o que tinha que se limpar. O lugar aparenta nunca ter sidousado – como todo o resto da casa -, agora entendo o porquê de haver apenas um funcionário. Mas não era hora de questionar nada, eu tinha que me mostrar eficiente, por isto limpei o cômodo como se tivesse uma maior zona.

Quando acabei, voltei para a sala de estar onde Alfred afirmou que estaria me aguardando, mas parei no meio do caminho quando escutei duas pessoas conversando.

— Alfred o que faz aqui parado? – questiona a voz que reconheci ser de Bruce.

— Esperando o senhor. – responde seu tutor. – Eu quero que o senhor saiba que contratei uma faxineira.

— Você o quê? – ele vociferou.

— Contratei uma faxineira. – repetiu a mesma coisa. – Não se preocupe estarei de olho nela. – escutei Bruce bufar com o comentário do seu mordomo.

Decidi parar de escutar a conversa e cumprimentar meu chefe.

—Prazer Bruce Wayne. Eu sou sua nova empregada. — digo sorrindo satisfeita com sua expressão.

— Alfred, pode, por favor, deixar eu a só com ela? – percebo irritação na voz de Bruce. – Não irei fazer nada. – ele afirma.

Alfred apenas concorda e se retira, querendo ou não ele tinha que fazer o que seu patrão manda.

— Garota, o que está fazendo aqui? – diz exasperado.

— Achei que não fosse me reconhecer, pois quando me viu eu estava cheia de maquiagem e usava uma peruca loira. – o olhar que me deu fez perceber que ele não está para brincadeira. – Eu estou aqui porque não tenho lugar para ir.

— Isto é problema seu. Eu não quero você aqui. — ele tenta soar autoritário, mas não me convence a sair.

—Não tem que me querer. Apenas entender que a partir de agora, eu trabalho para você. – cruzo os braços e o encaro de maneira desafiadora.

— Se queres dinheiro eu posso lhe entregar facilmente, mas você não ficara aqui.

— Eu não quero apenas grana! – exclamo irritada. – Eu quero trabalhar para conquistar. E por que está agindo assim?

— Porque está em minha casa e invadindo minha privacidade. – ele suspira.

— Prometo que não irei fazer nada. – afirmo. – Apenas farei o que mandar e ficarei quieta em meu quarto. Eu não tenho ninguém, apenas preciso de tempo. Por favor, mal-humorado. – ele suspira.

— Você é teimosa, garota. Quero ver se agüentará minha pressão. — um sorriso de lado surge em seu rosto.

— Eu agüento tudo. – o fito. – Aliás, obrigada por chamar a ajuda do Batman! – falo exuberante.

— Não há de que. – ele começa a subir as escadas. – Agora eu quero que você limpe a biblioteca, quando acabar pode ir para seu quarto descansar, Alfred cuidara da sua janta. Não quero que vá para outro lugar sem minha permissão.

— Pode deixar mal-humorado.– sorrio para ele que apenas balança a cabeça negativamente.

O que será que este homem esconde?

Atualmente:

— Oliver? – o chamo novamente me aproximando com cuidado. Finalmente ele decidiu virar e suspiro ao ver que seu rosto não está transformado em raiva e que não quer me atacar.

— Felicity o que está acontecendo? – sua voz está fraca.

— Do que se refere? – franzo o cenho.

— Estou sentindo algo estranho. – talvez o efeito da droga esteja começando.

— Nós bebemos uma droga e precisamos fazer algo para tirá-la do nosso neurônio¹, caso o contrário iremos começar a nos atacar. – resumi a história do melhor jeito. – Chame o time para virem aqui. – ele faz o que peço.

— Como podemos resolver isto? Todos que estão na festa foram afetados? – questiona ele após terminar de chamar o time.

— Não tenho ideia. Apenas Diggle e Roy que não beberam o champanhe. – respondo desanimada.

— Você é a mais inteligente de todos nós, deve ter alguma noção de como podemos resolver. – sua afirmação aumenta minha preocupação.

— Eu não sei como resolver isto. — sinto minhas mãos suarem.

— Aquelas pessoas estão dependendo de você. Eu estou dependendo de você. — a maneira que tenta me consolar só me faz apavorar ainda mais.

Minhas apostas estavam em Bruce, eu tinha certeza absoluta que ele iria saber como resolver, mas o infeliz teve que beber o champanhe. Pinguim é um inimigo de Batman, ele deveria ter suspeitado que algo assim pudesse acontecer. Mas, eu também deveria ter desconfiado. A culpa é minha tanto quanto dele. Como eu pude perder o controle disto?

— O que está acontecendo? – pergunta Diggle me tirando dos meus pensamentos. O time inteiro está aqui.

— Todos que beberam o champanhe logo estarão atacando um ao outro. – explica Oliver.

— Thea me atacou, mas de um jeito diferente, ela começou a falar que me ama sem parar e depois ficava tentando me beijar. Tive que colocá-la para dormir, sinto muito Oliver. – as palavras de Roy me fizeram raciocinar um pouco.

— É isto! – afirmo alto e todos me olham confuso. – A droga está nos fazendo agir pela emoção. Se você está feliz, triste, magoado, isso ira te consumir. – explico melhor.

— Como podemos fazer isso parar? – Laurel questiona olhando para mim.

— Talvez eu consiga fazer algo que tire a droga dos nossos neurônios. Mas isto vai precisar de mais tempo do que temos. – digo hesitante.

— Felicity tão inteligente, não? – percebo ironia na voz de Sara enquanto ela fala.— É melhor fazermos o que ela mandar, porque assim conseguiremos resolver. Mas espera, ela apenas acha que pode resolver.— um sorriso abre em seu rosto.

— Sara do que está falando?- questiono franzindo o cenho.

— Estou falando que enquanto a senhorita fica atrás de um PC protegida,eu e os restos do time têm que ficar na rua lutando contra bandidos. Nós não precisamos de você, pois a única coisa que sabe fazer é falar no nosso ouvido e hackear coisas simples. – ela avança para cima de mim, mas Oliver entra na minha frente. – Saia da minha frente. – mandou. – Vamos Oliver, diga que eu tenho razão. Felicity Smoak não é nada e nem ninguém. – vociferou me fazendo recuar para trás.

— Sara você não está pensando direito. – ele diz, mas ela não da à mínima.

Quando ela percebeu que Oliver não iria sair do seu caminho, ela decidiu atacá-lo mesmo. Chutou-o no rosto fazendo recuar, quase que Oliver cai em cima de mim, mas Diggle foi rápido e me puxou para o seu lado.

A luta não acabou ai, Sara pulou em cima dele e começou a soca-lo, para sair deste domínio Oliver usou seu arco para bater na cabeça dela. No entanto não foi suficiente, ela apenas rolou para se afastar e levantou-se rapidamente, voltando a avançar nele. Ela estava perto demais para Oliver arriscar usar sua flecha, mas ao contrário dele, Sara não está se importando se vai machuca-lo ou não. Ela lhe deu uma boa joelhada em seu estomago e o jogou no chão mais uma vez.

Foi então que o time percebeu que Oliver não estava dando conta e decidiram ajudar na situação de Sara. Mas não está sendo fácil, ela não quer ser domada. Quando Sara não está se segurando, ela consegue lutar muito bem e diferentes deles, ela não liga se está machucando eles.

Nós não tínhamos tempo para briga. A cada segundo que passava era mais arriscado. Uma parte de mim queria entrar para ajuda-los, mas isso está fora de cogitação. Contudo, sei de outra maneira que posso ajudá-los.

— Oliver! – eu grito enquanto tiro da minha bolsa outra seringa. – Aplica isto na Sara. – eu jogo no ar e ele consegue pegar.

Não foi muito fácil aplicar nela, mas ele conseguiu. Em poucos segundos ela já estava caída no chão. Ao vê-la deste jeito pensei em algo que pudesse facilitar nossa parte. Pelo menos evitar que as pessoas possam se atacar.

— Todos estão bem? – Diggle pergunta e todo mundo concorda. – O que vamos fazer agora? – seus olhos caem sobre mim.

— Primeiro: Laurel você precisa se sedar. Não podemos correr o risco de outra vigilante enlouquecer. – digo dando uma seringa para ela. Ainda bem que em vez de pegar maquiagens opinei por seringas. – Segundo: Diggle e Roy, vocês acha que conseguem colocar todos que estão aqui dentro para dormir?

— Há mais dessas seringas na sua bolsa? – eu balanço a cabeça e entrego minha pequena bolsa para Diggle. – Nós damos um jeito.

— Terceiro: Eu e Oliver iremos para arque e tentaremos fabricar um antídoto que consiga eliminar a droga do sistema. Depois que nós dois sairmos, eu irei trancar todos dentro deste local, os senhores irão dar conta de qualquer imprevisto? – eles concordam. – Então é melhor irmos, não temos tempo para perder. – sinto-me um tanto mandona, mas não era hora para me desculpar por estar agindo assim.

Todos começaram a fazer suas devidas funções. Laurel usou a seringa e caiu no sono igual sua irmã, Diggle e Roy as levaram para dentro eirá deixá-las em um lugar seguro para evitar qualquer descaso. Oliver e eu saímos pela saída de emergência, evitando assim dar de cara com outras pessoas. Não tínhamos tempo para pessoas nos parando e avisando para outras que o Arqueiro-Verde está no evento.

Nós fomos de moto até arque e não demoramos muito. Contudo a cada segundo que passava eu ficava pensando em como ficarei se os sintomas das drogas começarem. Eu iria atacar igual a todos que me atacaram? Se acontecer, será uma péssima coisa. As pessoas estão dependendo de mim, eu estou dependendo de mim mesma. Há muitas vidas em jogo.

Felicity Smoak não é nada e nem ninguém a voz de Sara repetiu em minha cabeça. Talvez ela tenha razão. Eu não sou um Bruce Wayne, não estudei muitas línguas e maneiras de lutas, não conheço muito o trabalho de Pinguim. E se eu estiver errada? Isto é um teste, querem ver se sou inteligente como dizem. Mas eu não sou. Sou boa na luta, boa em hackear e em irritar as pessoas. Mas para criar um antídoto que combatera uma droga? Esta não é minha área.

— Você está bem? – Oliver perguntou abaixando o capuz.

— Apenas pensando em como fazer isso. – começo a pegar algumas substâncias que temos. – Não sei se dará certo.

— Tem que dar, você é a mais qualificada para isso. – sua calma me fez relaxar um pouco. Apenas um pouco.

— Obrigada, mas nós dois ouvimos o que Sara disse e sabemos que ela tem razão. – pego uma seringa limpa.

— Sara estava sobre o efeito de uma droga. – diz sereno. – Nós dois sabemos que nada daquilo é verdade, pois se fosse, eu não iria trazê-la para o time. Você é um membro tão importante quanto ela.

— Meio que não teve escolha, lembra-se? – dou uma risada nervosa. – Tinha duas opções: ir até mim ou ir a outro desconhecido. Você me escolheu porque tinha uma noção de quem eu era.

— Não é verdade. – ele se aproxima. – Escolhi porque vi uma mente brilhante.

— Mas esta mente não está pegando, eu não estou conseguindo pensar. – balbucio as palavras.

— Felicity. – ele coloca a mão sobre a minha me fazendo parar para olhá-lo. – Respire fundo, não adianta perder o tempo fazendo coisas inúteis.

Maldito olhos encantadores, para que drogas se têm um Oliver Queen que te pode fazer viajar sem qualquer substancias? Por que ele tem este poder sobre mim? Como consegue me fazer acalmar mesmo com tudo a minha volta? Ele consegue me fazer sentir varias sensações ao mesmo tempo e por isso não consigo distinguir qual é qual. Às vezes acabo sem ter noção do que fazer e de como reagir.

— Oliver! – coloco a mão em seu rosto para encarar melhor os seus olhos. – Acabo de ter uma ideia.

— Sabia que conseguiria. — ele sorri para mim e eu solto seu rosto para começar o trabalho.

A droga faz com que a pessoa foque em apenas um sentimento, uma emoção. Ela não conseguirá agir direito se todas as emoções estiverem misturadas, desta forma, acabei criando uma maneira de expulsar e deixar inútil a droga. Depois de misturar umas substancias aqui e ali, coloquei o liquido na seringa e eu só precisava testar em alguém que estivesse no surto. Tenho certeza que o antídoto ira fazer o neurônio sentir varias emoções.

— Está pronto. – digo animada. – Eu consegui! – viro-me para ver Oliver que não abriu a boca em nenhum momento na hora que comecei a projetar o antídoto. Talvez não quisesse me atrapalhar.

Para minha surpresa, Oliver estava próximo demais e ficou ainda mais perto quando jogou todos os frascos no chão para me colocar em cima da mesa. Minha mão instantaneamente soltou a seringa sobre a mesa e comecei a perder o foco. Eu queria fazer algo, mas não conseguia reagir. Pois só agora eu percebi o quanto ele fica sexy vestido de Arqueiro-Verde.

O mundo a minha volta sumiu, não tenho ideia do que eu estava fazendo há segundos atrás. Mas não deve ser importante. O que realmente é importante são os lábios de Oliver Queen que avançam contra os meus em um ato de desespero.

Depois de meses imaginando como seria beijá-lo, eu finalmente posso parar de imaginar, pois nada chega aos pés da realidade. Beijá-lo é como se fossemos dois animais brigando por espaço. Um invadia o outro e explorava cada canto que conseguisse. Estava eminente que sentíamos desejo, necessidade um pelo outro.

Minhas mãos estão pousadas sobre os ombros dele, enquanto as suas estão segurando minha cintura. Eu só consigo pensar em como seus lábios são cálidos e perfeitamente moldados. Quando o ar se pós em falta, eu o afastei para respirar, no entanto, Oliver começou a dar beijos suaves em meu ombro exposto. Tentei reprimir os meus gemidos, mas não obtinha muito sucesso.

Isto está tão bom, mas ainda sinto que algo está errado. Eu esperei tanto para experimentar seu gosto, mas porque não estou me sentindo satisfeita como devia? Era para eu estar amando isso, no entanto, não é correto. Não é assim que eu quero. Mas não consigo parar, seus beijos são tão bons e suaves. Era como se houvesse ima entre nós, por isso eu não consigo me afastar.

Eu tirei minhas mãos da cintura dele e coloquei-as em cima da mesa para me apoiar e não cair. Algo rolou até minha mão, uma seringa, mas para que ela servia? Era para salvar vidas de alguém? Não, nada é mais importante do que isto. Sabe quando eu olho para você eu só vejo uma assassina, aquela afirmação de Sweet Pea volta em minha cabeça. Se eu não salvar as vidas das pessoas que estão dependendo de mim, eu continuarei sendo uma assassina. Esta seringa ira acabar com tudo, até com o que está acontecendo entre mim e Oliver.

Com muito esforço lutei contra a tentação de voltar a beijar Oliver e peguei a seringa. Apliquei nele e em seguida em mim. Um turbilhão de sentimentos me preencheu. Raiva, tristeza, medo e por fim, alegria. Aquela mesma sensação que senti ao saber que eu tinha conseguido finalizar o antídoto voltou em minha cabeça. Mas eu também estou sentindo como se tivesse caído de paraquedas no chão. Voltar à realidade foi mais dolorido do que pensei.

Desci da mesa e quase cai se eu não tivesse me apoiado nela. Coloquei a seringa sobre a mesa e percebi que não precisaremos usar todo o conteúdo dentro dela para tirar a droga do organismo. Eu não estou acreditando.

— Eu consegui! – falo exuberante.

— Felicity? – a voz rouca de Oliver me chamou. Meus olhos se encontraram com os dele e percebi culpa neles. – Eu...

— Não! – o corto antes que fosse se desculpar por algo que ele não teve controle. – Precisamos focar aqui, falamos do que aconteceu mais tarde. Neste momento eu preciso que busque mais seringas. Acha que pode fazer isso? – ele concorda.

— Ficará bem sozinha? – começo a pegar as mesmas substancia que usei na primeira vez.

— Sim, aqui é seguro. – escuto o som da porta se abrir.

— Voltarei em breve. – afirma saindo.

Agora somos apenas eu e minhas substancias. Preciso manter minha cabeça no lugar, eu não posso pensar no que acabará de acontecer a minutos atrás. Não posso lembrar o quão bom tinha sido, pois não foi real. Aconteceu por causa dos efeitos de uma droga. Não estávamos pensando, nós agimos feito animais irracionais. Mas pelo menos algo de bom eu consegui tirar disso. Nunca conseguirei esquecer o sabor dos lábios de Oliver, da maneira como me beijou – que me fez parecer como se nunca tivesse sido beijada -, eu realmente não posso pensar nisso agora.

Quando Oliver chegou com as seringas, os antídotos já estavam prontos. Colocamos as coisas em uma bolsa e voltamos para o evento – que pareceu estar abandonado – quando entramos vimos às pessoas caídas no chão. Diggle e Roy conseguiram colocar todos para dormir e nem me dei o trabalho para perguntar como fizeram. Expliquei para eles a quantidade que deviam colocar em cada seringa e começamos aplicar em todas as pessoas presente no local.

— O que vamos fazer agora? – Roy perguntou ao finalizarmos de aplicar o antídoto na última pessoa.

— No que está se referindo? – Diggle franziu o cenho.

— Quando as pessoas acordarem elas não irá achar estranho? Pensarão que foram drogas. – especificou.

— Mas foi exatamente isso que aconteceu com elas. – digo sem humor. — Nós só precisamos dar a elas outra coisa para pensar. – começo a analisar. Será provável que todos acordem no mesmo tempo, podemos deixar as luzes apagadas e esperar que todos acordem, quando acordarem podemos por algo que chame atenção de todos, evitando que pensem muito. – Podemos fingir que o Arqueiro-Verde quis dar uma passada aqui.

— Isto é loucura. – declarou Oliver.

— Felicity está certa, cara. – comentou Diggle. – As pessoas ficarão concentradas na visita de um vigilante, ainda mais se ele falar algum discurso. Temos que fazer isso, senão o evento será mal falado.

— Está bem. – ele suspirou. — Avisem-me quando as pessoas começarem acordar. – pediu saindo.

Os rapazes devolveram minha bolsa e eu os avisei que precisava ver uma coisa. Ambos pediram para eu tomar cuidado e eu apenas concordei. Faltam apenas duas pessoas para tomar o antídoto. Eu só espero que estejam ainda dormindo.

Pensei que a noite não pudesse ficar pior, mas ficou. Pegar Bruce Wayne e SweetPea transando era o cumulo da minha noite. Pelo menos eles estavam vestidos e totalmente desatentos. Por isso não foi complicado aplicar a seringa em ambos.

Deixem que se arrumassem antes de eu dar uma bela bronca nos dois idiotas.

— Felicity. – disse Bruce saindo de dentro do cômodo. – E-eu sinto muito. – abaixou sua cabeça. — Eu não queria mata-la, mas mesmo assim tentei. Eu estava sobre alguma influencia, não conseguia controlar minha fala ou meu corpo.

— Eu sei. Foi Pinguim que fez isso. – passo a mão em seu ombro. – Sei o seu código, você não iria me matar mesmo se eu tivesse feito a pior coisa do mundo, você apenas iria me prender e me dar uma bela surra. – sorrio para ele. – Cadê Sweet?

— Está lá dentro. – ele me da um olhar de culpa. – Ela não quer falar comigo e nem com ninguém.

— Comigo ela irá falar. – digo abrindo a porta. — Nem que seja a força. – entro.

Sweet está sentada no chão, com as mãos em cima do joelho e olhando para o nada.

— Contaram-me que não queres falar com ninguém. – aproximo-me dela. – Mas sou uma exceção, certo? – sento ao seu lado, mas ela nem olha em meu rosto. – Diga-me o que lhe aflige, amiga.

— Porque preocupaste comigo? Eu tentei matar você. – ela colocou seu rosto sobre o joelho.

— Mas não matou. Eu estou bem. – a abraço.

— Eu falei coisas horríveis. – sua voz falha. – A verdade é que quando olho para você, eu não vejo uma assassina. Vejo o rosto da minha irmã. – percebo ela fungar. – Você me lembra ela. – seu rosto vira para mim e percebo lágrimas saindo de seus olhos. – Eu ainda continuo viva porque você me salvou.

— E sempre salvarei. – começo a passar a mão em seu rosto. – Você é minha melhor amiga. Daria minha vida por você se fosse necessário.

— Eu também. – ela me abraça. – Em pensar que eu não gostava de você pelo fato que era boazinha demais. – aquele comentário me fez rir.

Ficamos abraçadas por minutos, mas lembro-me que a noite ainda não acabou. Temos que cuidar dos convidados.

— É melhor voltarmos, pois teremos um convidado especial. – digo nos levantando.

— Quem? – questiona enquanto tenta arrumar a maquiagem.

— O Arqueiro-Verde. – a fito.

— Felicity. – ela inicia. – Não me importa se está trabalhando com ele. Eu não devia ter feito escolher, nunca duvidei de que vai cumprir a promessa. Sei que precisa deles e eles de você. Continue com eles, pois nos ajudaram hoje. – ela sorri.

— Graças a Deus! – exclamo rindo. – Não estava agüentando fingir que eu não estava os ajudando.

— É melhor irmos, não quero perder a visita do vigilante. – ela pega em minha mão.

Quando voltamos, algumas pessoas começaram a acordar. O arqueiro seria a melhor distração para que as pessoas não pensem que algo deu errado neste evento. Bruce também deu uma força, começou a falar mais algumas histórias e fingia que nada tinha acontecido. Nós conseguimos convencer as pessoas de que o champanhe estava forte e ninguém mais insistiu no assunto.

Ao vermos que todos estão acordados e estão agindo normalmente, avisamos para Oliver entrar. Apagamos todas as luzes e acendemos uma que fica focada no palco em que fizemos o anuncio.

— Olha o Arqueiro-Verde! – gritou Thea. Às vezes me esqueço que ela não sabe que o irmão é o vigilante.

Todos se focaram nele, havia muitos cochichos e todos se perguntavam o porquê dele estar aqui.

— ‘’A união do rebanho obriga o leão a deitar-se com fome’’. – uma parte de mim queria rir por Oliver está recitando um provérbio africano. Mas a outra gostou da maneira que falou. – Nós somos o rebanho e os leões são aqueles que querem destruir a cidade. A partir desta noite a cidade se unirá para impedir que pessoas afetem nosso lar. Eu e minha equipe iremos garantir que as ruas fiquem seguras, mas nós aceitamos ajuda. Deixarei com o senhor Wayne um número particular para que ele possa entrar em contato conosco. Para que vocês também possam.

A luz que estava focada em Oliver se apagou deixando todos nós na escuridão. No entanto, não demorou muito para todas as luzes voltassem a ser acessas e quando voltaram o Arqueiro já não estava mais presente e apenas deixou um papel.

Para minha felicidade os convidados não demoraram muito para irem embora. Todos já estavam cansados e eu fiquei agradecida. Minha mente precisava de um descanso.

— Felicity, eu queria me desculpar. – aproximou-se Sara. – Nada daquilo que falei é o que sinto de verdade.

— Está tudo bem. – massageio minhas têmporas. – Você estava sobre o efeito da droga.

— Eu só não quero que ache que por algum segundo aquelas coisas passam pela minha cabeça. – ela sorri. – Para falar a verdade, eu considero você a mais importante do time.

— Sinto-me lisonjeada. – digo exuberante.

— Tenha uma boa noite. – ela acena com a cabeça.

Uma calma pousa em meu peito, todas as palavras jogadas contra mim tinha sido por causa dos efeitos da droga. Não é nada do que realmente pensam, pelo menos é nisso que irei acreditar. As coisas que aconteceram na arque não foram reais, Oliver fez o que fez porque estava sendo cogitado pela droga, não porque queria.

Vou para fora tomar um ar enquanto espero Bruce e Sweet, ambos estavam conversando com uma senhora que não quer parar de falar.

— Felicity. – ouço a voz de Oliver. – Precisamos conversar. – viro-me e o vejo ainda vestido de Arqueiro.

— Não precisamos. – o respondo. – Aquilo que aconteceu não foi real, nós estávamos sendo induzidos pela droga. – ele me encara um tanto surpreso. Eu tive uma leve impressão que ele iria contrariar, mas decidiu voltar atrás. Seria possível ele ter feito porque apenas queria fazer? Não, eu devo estar imaginando coisas. Pressão demais por esta noite.

— Sim, nós estávamos. – ele diz sério. – Não tive tempo de falar, mas você foi excelente no discurso. Uma verdadeira rainha.

— Obrigada. – sinto minhas bochechas corarem. – Gostei de vê-lo citar o provérbio Africano. – um sorriso escapa de seu rosto.

— Sabia que não deixaria passar. – eu dou uma risada.

— Jamais deixaria! – exclamo animada.

Ficamos nos olhando durante minutos.

Eu devia falar algo para ele? Contar o quanto ele consegue mexer comigo? Não, eu não posso. Oliver merece alguém melhor. Alguém que não esteja quebrada. Alguém que não tenha demônios, pois eu não irei ajuda-lo, não sou a luz que ele precisa. Eu apenas iria trazer mais escuridão a sua vida e ele não merece isso.

— É melhor eu ir. – declara ele e eu apenas concordo.

— Tome cuidado, Oliver. – digo antes de ele desaparecer.

— Sempre tomo. – ele some da minha visão.

Sinto o celular na minha bolsa vibrar e estranho por alguém estar me ligando neste momento. Ao pegá-lo da minha bolsa, percebo que o número não é de ninguém que eu conheço. Mas não hesito em atender.

— Srta. Smoak. – reconheço que a voz do outro lado da linha. Maldito Pinguim. – Fiquei sabendo que foras bem esta noite.

— Ligou-me para apenas dizer isto? – nem me dei o trabalho de pergunta como tinha conseguido o meu número. Ele é um homem inteligente e isso seria tão fácil quanto roubar doce de criança.

— Sabes que eu não falo com a senhorita apenas por motivos bobos. – diz seco. – Estou muito encantado em ter encontrado uma adversária ao meu nível. Terei que tomar cuidado para não me apaixonar igual ao Sr. Jones.

— Fico contente que percebeste que não sou igual aos outros. Mas confesso que não foi difícil notar que sua droga fazia as pessoas sentirem raiva por excesso. – olho em volta para ver se há alguém ouvindo nossa conversar. Contundo, eu estou sozinha.

— Mas não é apenas este sentimento. – ele ri. – São todos os sentimentos. Amor, ressentimento, tristeza e bem, você conhece os outros. Isto depende de com quem estamos na hora, mas sinto que não acreditas, por quê?

— A sua droga fez com que um homem me beijasse contra a vontade. – eu não sei o porquê de estar continuando esta conversa. Eu já devia ter desligado o telefone, mas minha curiosidade está sendo maior.

— Não, a droga apenas ampliou os sentimentos deste homem. Ele queria beijá-la, mas não tivestes coragem, não até o efeito da droga inicia. De tudo que aconteceu nesta noite, sua única preocupação foi se aquele homem lhe beijo porque sentia algo por você ou porque estava apenas sobre o domínio da droga? — não era difícil notar que ele está se divertindo com isso.

— Isto é para você perceber o quanto foi fácil. Acho que passei no teste. – falo sorrindo. Provei a mim mesma que sou capaz.

— A senhorita é realmente muito inteligente. Por isso só me da mais vontade de acabar com a senhorita. Será um prazer matá-la, ou algo do gênero, isto dependera do meu pobre sócio apaixonado. Quem sabe ele percebe que este amor não levara a nada e abandone a ideia absurda de ficar com você. Ambos sabemos que Blue Jones nunca terá o seu coração, se ele tiver, será arrancando de seu peito. – seu tom de voz soa ameaçador, mas não me deixou levar. Já fui ameaçada muitas vezes e essas não serão as ultimas.

— Por que afirma isso? – pergunto irônica. O sentimento que sinto em relação à Blue é puro ódio. Como esse homem é capaz de pensar que algum dia eu irei amá-lo, mesmo depois de tudo que fez e me tirou? Ele perdeu a noção das coisas, ficar preso por todo este tempo deve tê-lo afetado.

— Porque está apaixonada por alguém. – indaga seriamente.

— Está enganado. – minha voz falhou ao respondê-lo. Por sorte ele não pode ver meu rosto, porque tenho certeza que minha expressão iria me entregar.

— Não estou. – sua afirmação foi convicta. – Nos vemos em breve, Babydoll. – e então ele desligou.

Eu não acredito que me deixei levar pela conversa! Eu devia ter tentado rastreá-lo, mas não, preferi ficar papeando e jogando conversa fora. Às vezes me surpreendo como consigo ser estupida.

Mas minha hora de lamenta-se pode ficar para amanhã, pois Bruce e Sweet finalmente terminaram de falar com a velhinha – não sei como ela ainda está aguentando ficar em pé, se fosse eu em sua idade já estaria em minha cama no terceiro sono – decidimos dar a ela uma carona para que não fosse andando sozinha na rua e quando paramos em frente a sua casa, ela entregou um papel para mim.

‘’Meu coração sangra todos os dias por senti sua falta.

Preciso que veja como ele morre aos poucos enquanto espera por você’’.

Olho para a senhora em minha frente e franzo o cenho. O que isso significa? Esta mensagem não faz sentindo.

— Quem escreveu isso? – pergunto para a velha.

— O Sr. Blue. – ela diz saindo do carro.

Dou o papel para Bruce e Sweet enquanto saio do carro para conversar com a senhora. Eu a chamo e ela vira para mim, só que agora ela está segurando uma e apontando para mim.

— É assim que o coração dele morre. – sussurrou a senhora. Pensei que ela fosse atirar em mim, mas não. Ela colocou a arma em sua cabeça e atirou. Nem me deu tempo de tentar pará-la. Apenas senti seu sangue espirrar em meu rosto.

— O que aconteceu? – perguntou Bruce. Ele acabara de descer do carro.

— Ela se matou. – digo em um sussurro.

— Bruce, você cuida disto? – Sweet disse preocupada. Ele apenas concorda. – Vamos para casa, Babydoll. – ela me puxa, mas não me mexo. Meus olhos não conseguiam parar de olhar para o corpo morto.

— Blue não vai parar. – múrmuro e logo mudo o tom de minha voz. – Por que ele não me deixa em paz? – grito sem me importar se alguém estivesse ouvindo.

— Vamos. – desta vez ela me puxa mais forte e eu concordo que o melhor é sair daqui.

No caminho inteiro, eu fico pensando em como torturar Blue Jones, pois será isso que farei quando eu conseguir pegá-lo.

Notas finais
¹ Os neurônios são células nervosas, que desempenham o papel de conduzir os impulsos nervosos. Estas células especializadas são, portanto, as unidades básicas do sistema que processa as informações e estímulos no corpo humano. —------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- Roupa que Felicity para ir a casa de Bruce: https://www.polyvore.com/felicity_indo_para_casa_de/set?id=223950439 A velha: https://vignette3.wikia.nocookie.net/prettylittleliars/images/2/22/G-CarlaGrunwaldImage.png/revision/latest?cb=20160331185056 —----------------------------------------------------------------------------------------------------------- Tivemos o primeiro beijo e não será o último >< Se avistaram algum erro, me avisem! Obrigada :3