O Passado Nos Condena

16 Jogada em um Tiroteio de Balas Vazias


Notas iniciais
Tenho que agradecer vocês Nyh_Cah e Sill Cullen por depois de tanto tempo ainda acompanharem minha história! Muito obrigada. E sem mais rodeios mais um capítulo fresquinho!

Aquela semana havia sido tranquila, logo após o dia espetacular que as irmãs passaram juntas Alice encontrou motivos para se conter, porém a tristeza lhe abatia, ao mesmo tempo que ela se encontrava bem ela já estava mal. Sentia-se bem ao lado de sua família e a tristeza era imensa ao lado de James.

Desde aquele dia não vinha recebendo ligações ou mensagens de Jasper, ele estava mesmo cumprindo com sua promessa. Ela sentia-se aliviada por livra-lo de encrencas futuras, mas um vazio tomava seu coração.

Aos fins de semana, quando Alice não estava no trabalho, ela passava a maior parte dos seus dias trancada no quarto e mal saia de casa e Esme percebia a diferença constante de humor que invadia a filha. James agora ia visita-la na casa da família Cullen o que fazia Jasper e Riley ficarem um pouco mais aliviados.

– Você sabe o motivo de Alice estar assim não é?!

A menina dizia observando cada canto da casa, tentando manter o tom de voz sempre baixo temendo para que ninguém a ouvisse.

“- Ela está morrendo por dentro. Você tem que cuidar dela, por nós.”

– Eu sei Jas... – Ela olhou para os lados novamente se certificando novamente de que não havia ninguém, em especial James, por perto. Se ele ouvisse a garota falando com o ex de sua noiva o plano iria por água abaixo. – Tenho que lhe arrumar um codinome. Não posso ficar dando bandeira com James por perto.

“- Me chame pelo nome de seu namorado ou de alguma amiga sua... Tanto faz.”

– Certo, Josh... Seria normal se estivéssemos nos falando nos últimos dias.

A menina suspirou e sua decepção diante da falta que sentia do namorado foi evidente. Queria poder estar com ele, sentiria segura ao seu lado, mas sem ele para lhe dar forças ou lhe dizer o que era burrice ela se sentia inútil em meio aquele tumulto, estava sempre buscando por provas, respostas que a levasse no mínimo à prisão de James e sua vitória garantida, mas não conseguia encontrar. Parecia que o mundo estava lhe falando que era mesmo o fim da linha para aquilo tudo, que era o fim da linha para Alice, mas ela não queria aceitar aquilo.

– Vejo que andou estudando sobre o assunto.

“- Sim, você sabe que seu eu pudesse estaria ao lado dela, cuidando-a, protegendo-a”.

– Eu estou de olho nela, se isso lhe deixa tranquilo.

“- Você é uma ótima irmã Riley.”

– Sério?! Porque as vezes que me sinto uma inútil.

“- Não se cobre tanto, você irá fazer 16 anos não deveria estar passando por isso. Esse fardo que você está carregando não é seu.”

– Talvez seja, talvez seja por minha culpa. Se eu não tivesse insistido em chama-la para sair naquele dia ambos nunca teriam se conhecido.

“- Isso não é culpa sua Riley...”

– Filha você pode me ajudar com o almoço? É o Josh ao telefone?

A menina simplesmente negou em um único gesto e um olhar triste.

– Não mãe é a Kate. Já estou desligando.

“- Não se esqueça de me manter informado.”

– Ok. Tchau.

Quando a garota chegou à cozinha Esme lhe lançou um singelo sorriso.

– Está tudo bem?

– Sim.

– Ficou sabendo que caiu uma bomba no quintal?

– Sim mãe. — A mulher sorriu ao tirar de prova a distração da filha.

– Riley. Em que mundo você está querida? – Esme disse com seu tom de voz doce e singelo, seu tom de voz se igualava de uma doce melodia.

– Eu estou preocupada com Alice mamãe.

– Eu sei querida, todos nós estamos. – Esme suspirou tentando conter sua tristeza, Alice, sua linda garota estava doente, de tal maneira que remédios não resolveriam o problema.

– Eu queria poder fazer algo. – A menina disse de cabeça baixa enquanto cortava a cenoura para a salada do almoço. Esme naquele momento olhou para filha e não pôde conter que seus olhos se enchessem de lágrimas. Ela se aproximou de sua caçula e a abraçou beijando o topo de sua cabeça.

– Você já está fazendo tudo o que pode.

– Mas nunca será o suficiente. – A menina disse baixo abraçando ainda mais forte a mãe.

***

Na hora do almoço estavam todos reunidos o clima não era de harmonia entre James e Riley, apenas trocas de olhares fulminantes. A garota imaginava fazendo mil coisas com James e 100% dessas coisas envolviam tapas e ofensas.

– Riley conversei com sua irmã sobre nosso casamento e ela me disse que adoraria que você fosse nossa dama de honra. – James voltou à atenção para a menina que ao mesmo tempo olhou para Alice que parecia um pouco espantada, mas se contendo.

– É sério Alice?

– Sim. – Ela sorriu um pouco e então Riley fez o mesmo.

– Você sabe que eu acho um mico isso, mas se é por você eu faço qualquer coisa. – Ela enfatizou a palavra ‘você’ olhando ao mesmo tempo para James.

– Fico feliz que tenha aceitado.

Ela ignorou a fala de James e continuou comendo, mas seu sangue parecia ferver de raiva quando ouvia a voz daquele homem, sentia uma raiva, uma vontade louca de quebra-lo em mil pedaços. Ela respirou fundo e contou até três mentalmente.

– Vou aplicar minha insulina. – Ela pediu licença e se afastou indo em direção ao segundo andar. Ao invés de entrar em seu quarto foi para o quarto de Alice fechou a porta e olhou debaixo da cama, bem na grade que segurava o colchão lá estava o gravador grudado com fita adesiva. Desligou o aparelho e o tirou de lá o levando para seu quarto, aproveitou para pegar a insulina e em seguida trancou o quarto, para ela prevenção nunca seria demais.

Com a seringa em mãos ela passou direto na sala de TV onde os homens se encontravam. Foi até a cozinha para conseguir chegar até quintal onde continha o descarte de suas seringas e agulhas adequadamente. Logo em seguida ajudou sua mãe, Alice e Rosalie na limpeza da cozinha.

Rosalie parou apenas quando ouviu o choro da pequena Zoe ecoar pelas paredes daquela casa. Logo em seguida as mulheres juntaram-se na sala de TV, tudo estava tranquilo até que James resolveu que aquele momento seria o certo para que fosse anunciado a tão esperada notícia.

– Alice e eu estivemos conversando sobre um assunto. – James fez uma pequena pausa olhando para ali ao seu lado sua doce esposa que continha um sorriso forçado nos lábios, mas que parecia verdadeira aos olhos de alguns. – Como falta apenas três semanas para nosso casamento, gostaria de pedir permissão a vocês para que ela pudesse morar comigo.

– O que? – Riley disse incrédula, não podendo acreditar, parou de digitar a mensagem que seria direcionada ao seu cumplice e olhou espantada para a irmã.

– Estivemos conversando e entramos em acordo. – Disse Alice, sentindo-se uma boa atriz naquele momento, demonstrava tranquilidade e exalava naturalidade, mas por dentro estava a destruída e cansada de ouvir tantas ameaças com o nome de sua família.

– Hei irmãzinha, não acha que isso é precipitado? Digo daqui três semanas já irá tudo se resolver, vocês logo irão se casar e estará tudo pronto. – Emmett interveio no assunto.

– O problema Emmett é que temos que estar preparando algo para o casamento e sempre temos que estar perto um do outro para isso. Isso facilitaria as coisas.

– Sem contar que já adiantaria a mudança. – James disse com um sorriso largo olhando para Alice e imaginando o motivo pelo qual ela não poderia ser assim sempre ao lado dele? Aquela jovem moça como ela era quando a conheceu? Certamente às vezes ele entendia que era por sua culpa, por espanca-la. Mas na maioria das vezes ele não se importava, pois ela chegava a merecer.

– Está bem para você Alice? – Carlisle perguntou olhando nos olhos da filha. – É isso que você quer? – Ele continuou a encarando até que ela gesticulou um sim e finalizou com um leve sorriso.

– Concordo com seu irmão, mas você sabe como é o coração de mãe. – Esme sorriu, mesmo sentindo o medo aflorar dentro de si, algo errado estava acontecendo ali, ela sentia, mas Alice fingia tão bem ao lado de James que Esme não sabia se o achava um bom moço ou se concordava com Riley. – Se é o que você quer, não posso lhe impedir.

– E o que você acha Riley? – James tentou afrontar a fera, lembrava-se bem que sempre que puxava assunto com Riley ela vinha logo com ofensas e discussões e quem acabava saindo mal na história era sempre ela.

– Eu acho que tenho que voltar para o meu quarto, tenho prova do meu curso de italiano amanhã. – A garota se manteve calma, mas com o coração destruído, quando chegava perto da escada voltou o olhar para Alice novamente e pensou bem antes de dizer, mas já havia se cansado. – Se você quer acabar com sua própria vida tudo bem, mas eu percebi que não consigo vê-la fazendo isso, então, não insista que eu vá ao seu casamento. – A garota olhou para James segurando seu choro, estava entregando as pontas, mas jamais choraria na frente dele. – Parabéns James, você venceu. – Ela sorriu tristemente e virou-se caminhando rumo ao seu quarto.

***

Alguns minutos depois Riley passou pela sala com todos ainda presentes dizendo que iria dar uma volta, precisava de conversar com Kate e mal sabia Esme que Kate estava agora em um acampamento de férias. Esme não discutiu e deixou a filha ir.

Logo Riley apareceu na casa dos Hale e quem lhe recebeu de braços abertos foi Dália. Jasper não demorou a descer, apenas estava olhando para ver se seu filho estava dormindo bem.

– Não consegue nem ao menos ficar na mesma casa que ele? – Ele brincou dando uma curta gargalhada e parou assim que viu que a menina continuou séria. A garota olhou para a mãe de Jasper e em seguida para ele. – Tudo bem, ela sabe de tudo.

– Ela irá morar com ele. Vai se mudar essa semana. Não tem mais jeito Jasper, não conseguimos nada para desarmá-lo, perdemos a Alice. – A menina começou a chorar e Jasper ainda confuso lhe abraçou.

– Como?

– Ela disse que ia morar com ele, precisavam ter mais tempo juntos para resolver sobre o casamento. Ela desistiu de si mesma.

– Ela não pode fazer isso. É loucura e como vamos tirá-la daquele lugar?

– Não sei, não tem como, não mais. – Riley sentou-se novamente no sofá e respirou fundo, tudo parecia errado naquele momento, queria poder jogar a culpa em alguém mais, mas tudo isso que estava sentindo não era raiva e nem frustração e sim medo. Medo de perder sua irmã cedo demais, aquela quem ela sempre contou seus segredos e quem ela perguntava coisas sobre garotos, pois tinha vergonha de perguntar para sua mãe a principio.

– O casamento, você tem que me ajudar a entrar lá.

– Eu não vou ao casamento, não quero vê-la se casando com aquele animal.

– Você tem que ir e me ajudar a entrar.

– Está bem, entramos no casamento e depois?

– Vamos procurar qualquer coisa, o casamento não será na casa dele?! Nenhum crime é perfeito o bastante. Você já entrou lá?

– Não.

– Então terá que arrumar um jeito de ir até lá antes de este casamento acontecer.

– Ele irá desconfiar Jasper, nós nunca nos demos bem e além do mais ele nunca permitiria minha entrada naquela casa.

– Então peça ao Emmett, temos que fazer alguma coisa.

– Mas o que vamos fazer? Jasper aceite que perdemos.

– Não, apenas estamos começando o plano B, nunca vou desistir de sua irmã, nunca.

Jasper foi convicto no que disse, moveria céu e mares por Alice e seria agora que teria que dar aquelas demonstrações. Ele conversou com Riley durante horas, viu a menina chorar inúmeras vezes e presenciou a dor e o medo de perder alguém novamente. Ele teria que agir e quanto antes.

Quando voltou para casa trancou-se no quarto e foi escutar o que seu gravador havia capturado. Depois de várias abobrinhas de James ela parou para prestar atenção em algo.

“- Sabe o que eu acho Alice, já estou cansado de sua irmã e acho que você deveria vir morar comigo agora.”

“- Falta somente semanas James.”

“- Você vai morar comigo agora, você irá dizer para seus pais que você quer ir morar comigo, motivos do casamento. Além do mais sua irmãzinha iria te agradecer por isso.”

“- Lembre-se que é só por causa dela que estou fazendo isso.”

– Seu filho da mãe. – A menina não conseguiu se conter e por mais que tentasse seria inútil, naquele momento o que ela mais queria era apenas colocar sua dor para fora e sentir-se livre por um instante.

Ela sentia os sentimentos aprisionados dentro de si. Não conseguia livrar-se do aperto no peito era como se algo houvesse enraizado em seu coração, algo angustiante.

– Riley, querida, sua irmã já está se despedindo. – Esme bateu na porta e naquele momento Riley não sabia decifrar se sentia raiva ou tristeza, mas resolveu se despedir de sua irmã, seria a ultima vez que a veria durante aquelas três semanas, até seu casamento.

Riley abriu a porta do quarto e se encontrou com sua mãe. Juntas desceram para poder ir de encontro com Alice e a jovem moça sorriu ao ver sua irmã ali, pois ela sabia que Riley poderia estar com raiva e poderia até mesmo não querer se despedir, mas um dia ela entenderia que aquilo tudo seria para o seu próprio bem.

–Vou fazer de tudo para que consiga te ver aos finais de semana.

– Sei o motivo pelo qual está fazendo isso, não seja tola. Ainda da tempo de desistir, chame a polícia, faça qualquer coisa.

– Não é tão simples assim. Fique quieta e tudo ficará bem. Ele não é tão ruim quando não mechemos com ele.

– Alice... Eu te amo.

– Eu também minha pirralha e é por isso que estou indo embora não fique com raiva de mim.

– Não consigo sentir raiva de você. Jamais. – Elas se afastaram e olharam nos olhos uma da outra. As lagrimas, a vontade de ficar, era aquilo que ficaria na lembrança de ambas durante algum tempo.

***

Quando James chegou a sua casa ajudou a noiva a colocar os pertences no lugar, algumas de suas roupas já ocupavam sua parte do guarda roupa. Depois preparou algo para comerem e o clima estava tão agradável que Alice estava por um segundo se esquecendo de quem realmente se tratava James. Ele acariciava seu cabelo de modo tão carinhoso que ela se lembrou do homem por quem ainda tinha sentimentos e não o monstro que queria controlar a sua vida.

– Que pena que amanhã já temos que trabalhar. – Ele olhou para ela com um sorriso irresistível e em seguida bebeu o ultimo gole do seu suco.

– É mesmo. – Ela apenas concordou tentando evitar que ele percebesse sua aflição.

– Acho que agora ficará tudo bem, não acha? Não teremos que nos preocupar com mais nada.

– Sim, acho que sim. – Ela sorriu apenas olhando para o sanduíche ainda intacto.

– Está sem fome meu amor? Se quiser preparo outra coisa.

– Não, eu não estou com muita fome. Acho que vou tomar um banho. – Ela se levantou e ele se aproximou segurando seu braço de modo normal, mas Alice acabou mesmo assim se assustando.

– Que tal deixar o banho para mais tarde? – Ele disse beijando-lhe o pescoço, Alice pôde sentir um misto de nojo e atração, queria se afastar e não permitir que ele lhe tocasse, porém ele estava tão tranquilo, se parecia mesmo com o James que conhecera e aquilo fazia o coração dela bater de novo por ele e também havia o medo. Se ela não se entregasse a ele acabaria apanhando e não queria que isso tornasse a se repetir.

Ela entregou-se aos beijos, as carícias e logo já estavam no quarto que agora seria oficialmente do casal. A noite de amor foi longa e quando ele dormiu, ela levantou-se para poder se banhar. Durante o banho ela chorou tudo o que tinha para chorar, sentiu nojo de si, sentiu raiva e medo do futuro incerto que teria dali para frente.

Quando voltou para o quarto deitou-se na cama, mas não queria dormir por medo de não saber do que James seria capaz de lhe fazer durante a noite, mas por fim não aguentou segurar mais e acabou adormecendo.

No dia seguinte ela acordou com um beijo de James lhe apresentando um belo café da manhã na cama.

– Não pense que fui eu que fiz, sou péssimo na cozinha. Sei que gosta de suco natural pela manhã e pedi que a empregada preparasse para você.

Ele disse enquanto pegava um morango no pequeno pote e em seguida beijando o topo da cabeça de Alice. Ela pensou estar sonhando por um segundo e se perguntou onde estaria aquele James violento e sem noção, ao invés de sentir-se aliviada por ele estar mudado, ela ficou ainda mais preocupada, se ele estivesse guardando seu lado violento uma hora ele iria sair e talvez pudesse estar ainda mais violento.

– Não precisava disso tudo.

– Temos que comer bem para iniciarmos o dia Alice, nada do que um belo café da manhã. – Ele sorriu para ela novamente. – Vou me arrumar, tenho reunião hoje não posso me atrasar.

– Tudo bem. – Ele a surpreendeu com um beijo nos lábios e logo após foi se arrumar. Alice tomou seu café calmamente e logo após foi se arrumar. Quando estava pronta desceu até a sala e procurou pela chave de seu carro. – James você viu a chave do meu carro?

– Guardei naquela gaveta amor. – Ele apontou para a cômoda de estilo rustico que ele mantinha em sua sala.

– Obrigada. – Ela sorriu. – Já vou indo.

– Hei espera. – Ele disse com voz um pouco autoritária que fez Alice se sobressaltar. – E o meu beijo de despedida? – Ele se aproximou dela e a puxou pela cintura. Ela sorriu aliviada e correspondeu ao beijo intenso que James lhe dera. – Tenha um ótimo dia querida.

– Você também. – Ela disse ainda próxima a ele.

Então ele a deixou ir, seguindo-a de longe e cada um indo em direção ao seu próprio carro, em direção ao seu trabalho. Quando chegou no laboratório viu sua mãe e Riley saindo do hospital.

– O que vocês fazem aqui já tão cedo?

– Riley passou mal. – Esme disse olhando para a filha mais nova, que estava de cabeça baixa.

– O que você está sentindo Riley? – Alice perguntou a menina tentando faze com que ela levantasse a cabeça.

– Não, eu ainda não estou enxergando direito.

– O que está acontecendo mãe? – Alice ficou assustada com a fala de sua irmã e queria entender o que estava acontecendo.

– Riley acordou 2h gritando dizendo que não estava enxergando nada, então a trouxemos para o hospital. O médico disse que o stress ocasionou isso.

– Mãe? Alice está inteira?

– Estou bem aqui mocinha e sim estou inteira. Você deveria ficar mais tranquila, vá para casa e descanse e quando meu trabalho terminar passarei em casa para lhe ver.

– Ficarei surpresa se você puder cumprir a promessa.

– Farei o impossível.

– Tudo bem. – Riley sorriu ainda com os olhos fixos no chão.

– Agora vou trabalhar nos vemos mais tarde. – Alice se despediu com um beijo na bochecha de cada uma.

– Ela está mais feliz.

– Isso me dá medo sabia?

Aquela felicidade de Alice podia ser resumida em uma única palavra, alivio, estava sentindo-se bem por não ter recebido um tapa como imaginava ser recebida na casa dele, mas ainda o temia, pois sabia que seu controle não ficaria assim para sempre, uma hora ele iria se irritar, uma hora ele ficaria violento e Alice sabia que isso iria acontecer, só rezava para que não fosse com tanta frequência, que não fosse tão ruim.