O Passado E O Futuro De Peixes
5 Capítulo 5: Nightmare
Notas iniciais
“And I know you hear their voices
(calling from above)
And I know they may seem real
(these signals of love)
But our life's made up of choices
(some without appeal)
They took for granted your soul
And it's ours now to steal
As your nightmare comes to life”
— Nightmare – Avaged Sevenfold
Afrodite já tinha parado para pensar sobre as mulheres. A conclusão a qual chegou era simples porem bastante complexa. Concluiu que eram loucas. Todas elas. Seres não humanos que viviam entre nós. O sexto sentido feminino sempre foi algo que superava qualquer outro sentido já alcançado. Com um jeito tão delicado quanto macabro ela enfeitiçam os homens de tal maneira que eles não resistem e ficam ao seu lado criando laços e afeição. E por meio desses laços – e muita chantagem emocional – fazem dos homens seus ‘escravos de bom grado’, e por livre e espontânea pressão realizam todas as suas vontades.
Mas Ann era diferente, não que ela não conseguisse sempre o que queria, mas tinha métodos diferentes e mais rápidos para fazê-lo. O que deixava o pisciano cada vez mais louco de raiva. Seus pensamentos giravam mais entorno dela do que ele queria. E ele estava se vendo louco, pois mulheres como Ann eram sempre as piores.
Era uma manha fria e Afrodite abriu os olhos e cruzou com outros olhos de um verde profundo bem diante dos seus. Ann estava bem a sua frente, em seus braços mais precisamente, ela o olhava e ele fazia o mesmo. Não sabiam bem como tinha acabado ali. Seu coração estava batendo estranhamente mais rápido e forte, quase como se quisesse saltar para fora do peito. Suas mãos estavam frias. Ann parecia estar se segurando para não chorar e dizendo coisas que confundiam a mente do cavaleiro. Ele a abraçava forte agora e queria fazer aquilo por mais que sua mente não entendesse bem o porquê. Acariciou-lhe os cabelos e disse que tudo iria ficar bem. Surpreendeu-se quando as palavras “eu vou ficar bem aqui ao seu lado” saíram de sua boca. A garota o olhou novamente no fundo dos olhos e sussurrou algo que apenas Afrodite fora capaz de ouvir. As pupilas azuis se dilataram e sua respiração falhou por um segundo. Em seguida relaxou a expressão e quase sorriu fitando o rosto da menor focou seus olhos, sua pele alva demais como alguém que não sabia o que era o sol, seu nariz bem desenhado e por fim seus lábios. Ah! Aqueles lábios entreabertos lhe atraiam de uma forma inexplicável agora. “O que está havendo comigo?” – Pensou por alto como se sua voz ressoasse em eco em sua cabeça. Ele não sabia responder, começou a se aproximar, mais e mais dela, conforme a distancia ia diminuindo suas pálpebras iam caindo, notou que ela também não oferecia resistência. Seus olhos se fecharam por completo ficando perdidos atrás das pálpebras. Neste instante foi como um clarão lhe afligindo os olhos fechados.
Quando voltou a abrir os olhos suspirou profundamente.
— Droga. – Disse a si mesmo em um tom baixo. — Porque raios eu já tenho que acordar com você na cabeça?
Ele estava no quarto daquela casa na qual passara os últimos dias. Os primeiros raios de sol entravam pela janela. Ele havia rolado na cama de um lado para o outro quase a noite toda, e acordou cedo demais por causa do sonho inadequado daquela manha.
— Com você quem na cabeça? – Ouvir aquela voz logo de manha fez Afrodite estremecer.
— Você não sabe mesmo o significado de privacidade não é?
— Bom dia para você também ‘ternurinha’. – Ela riu baixo. — Desculpe mas já estava na hora de te acordar bela adormecida.
— Acho uma gracinha esse seu bom humor logo de manha. Tsc’ – Disse irônico se sentando na cama. Ele estava sem camisa e se esticou. — Mas porque não vai esbanjá-lo do lado de fora?
— Oh bobinho, não tem ninguém do lado de fora pra eu acordar.
— Tente os pássaros... Urtigas... Répteis venenosos.
— Ah Afrodite me poupe dos seus chiliques. – Apenas depois de abrir bem as cortinhas ela o olhou diretamente. No mesmo instante corou ao vê-lo sem camisa desviando o olhar na mesma hora. Ela não estava acostumada com homens por ali, ainda mais homens ‘mal vestidos’. Pensou em como ele era realmente belo e sentiu seu rosto esquentar com o pensamento. E disse sem jeito, mas em um tom autoritário. — Não poderia dormir com roupas descentes?
— Mas eu estou com roupas descentes. – Deu de ombros se levantando e indo em direção ao espelho.
— Não totalmente. – Ela suspirou e tentou ignorar o fato. Ann era uma garota inocente, mesmo que disfarçada de macho sarcástico. Ela ficou um pouco mais tranqüila e afastou os pensamentos pensando na noite anterior. — Bem... Como está? Está... Melhor?
— Claro. Nada como uma noite mal dormida para te fazer esquecer-se de certos problemas. – Ele franziu o cenho enquanto se olhava no espelho. — Porque te faz ter outros... Como o sono... E... – Ele se desanimou por completo enquanto passava o indicador na linha dos olhos. — Olheiras.
— Credo Afrodite... Como pode ser tão fresco?
— Fresco? – Ele voltou-se para ela e apontou o rosto. — Eu estou parecendo um panda! – Ele respirou fundo e se acalmou. — Eu não vou começar uma nova discução dessa com você sua coisinha irritante. Não importa o quanto você tente. Não vai conseguir me tirar do sério.
Ele a olhou sério. Ann não estava conseguindo manter a pose que sempre impunha naquela situação. Afrodite não estava ajudando em nada. Ela engoliu a seco e esbravejou.
— Não dá pra conversar com você assim. – Disse apontando para seus trajes.
— E é aqui que voltamos a minha primeira afirmação de que você não sabe o significado de privacidade. E não reclame poderia ter sido pior.
— Arg... – Ela saiu do quarto batendo os pés e sentindo seu rosto corar mais uma vez. Afrodite não conteve um riso com aquilo. Ela estava cada vez pior. E ele estava cada vez mais estranho com isso. Porque estava gostando. Foi arrancado de seus pensamentos por um grito da garota. — E VOCÊ TEM QUE BUSCAR ÁGUA NO POÇO.
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O cavaleiro não teve muita escolha, se vestiu e saiu para ir ao poço. Não era muito para trás da casa, porem ficava mais adentro na floresta. Não deixaria Ann ir sozinha, mesmo tendo a impressão de que era ela quem fazia esse trabalho. Mas ele tinha que admitir que queria sair da casa um pouco. Precisava respirar ar puro, mas a cima de qualquer coisa precisava pensar. Talvez longe de Ann seus pensamentos fossem levados para algo que lhe intrigava quase tanto quanto.
— Como assim quase tanto quanto? – Ele se perguntou assustado com alguns pensamentos. — Isso é muito mais importante Afrodite. Você tem que descobrir o que está acontecendo neste lugar.
Suspirou e deixou sua mente vagar enquanto ele caminhava. Pefko, não poderia ser o mesmo Pefko de duzentos e tantos anos atrás. Ele não deveria viver tanto. Não seria possível para quem naquela época era um simples garoto. Por um momento pensou na técnica usada por Dohko o cavaleiro de libra, mas logo descartou a idéia. Pefko não parecia em nada ter o treinamento necessário para alcançar tal técnica antiga. Estava quebrando a cabeça tentando imaginar qualquer explicação minimamente aceitável para o fato de Pefko ainda estar vivo. As únicas que não parecia loucura demais era ele ser um grande impostor ou alguma brincadeira das coincidências do destino de colocarem duas pessoas com o mesmo nome, aparências similares e mesma ocupação em duas épocas diferentes. Mas Afrodite não acreditava que fosse possível, ele não jogava dados, não trabalhava com possibilidades. Ele precisava ter certeza.
Foi neste instante que algo bem improvável lhe surgiu.
— O que é que o senhor certinho está fazendo aqui? – Afrodite sussurrou enquanto se escondia atrás de uma arvore. Pefko estava entrando na floresta. Claro que não há nada demais alguém que mora perto da floresta adentrá-la ainda mais se for um curandeiro. Mas o pisciano estava desconfiado demais para deixar qualquer coisa passar em branco. Ainda mais porque ele havia dito no dia anterior que sairia pela manha “à trabalho”. Mas que tipo de trabalho.
Seguindo o outro, Afrodite chegou a um local que parecia completamente abandonado e deserto bem no centro da floresta. Perdeu a conta de quanto tempo caminhou para chegar ali. Talvez alguns minutos que já o outro quase corria. Ali havia uma casa, se é que podia chamar aquela palhoça caindo aos pedaços de casa. Tudo ali parecia morto, nem se quer uma planta crescia no ‘’jardim’’ daquele lugar. Ainda assim foi ali que Pefko entrou. Bateu na porta e não demorou para que a mesma se abrisse. Um alguém, que Afrodite não conseguia reconhecer graças a um manto escuro com capuz, saiu. Eles conversaram por pouco tempo. Por fim, Pefko entrou algo a ela e ela fez o mesmo com alguma outra coisa. Ela parecia ter entregado a ele uma flor branca que Afrodite não conhecia a espécie. Pefko sorriu, e o pisciano teve a certeza que ouviu algo do fim da conversa quando se aproximou mais.
— Não se preocupe. Eu cumprirei com o acordo. Mas diga a seu mestre que ele precisa respeitar os prazos.
— Ele está ficando impaciente Pefko. – Afrodite pode ouvir uma voz baixa que soava quase infantil. — Você sabe que ele pode tirar tudo que lhe ofereceu até o presente momento se não acatar suas ordens.
— Eu estou ciente. E estou entregando tudo o que ele me pede.
— Sabe que ele propôs acabar com as trocas em troca dela não é?
— Isso está fora de cogitação. Não vou entregá-la.
— Ela ficaria bem. Seria a minha mais delicada boneca. – Ela riu baixo, mas aquele riso por algum motivo causou um arrepio em Afrodite.
— Eu já disse que não. Tenho interesses maiores que isso. Quando o seu mestre me oferecer algo melhor. Uma motivação melhor para trabalhar, eu posso aumentar as quantidades e diminuir os prazos. Caso contrario o acordo continua o mesmo. É isso que eu sou capaz no momento. – Pefko disse isso e deu as costas a ela passando a caminhar para fora da casa, mas fora interrompido.
— Ah! Mais uma coisa. Ele ficou sabendo que está recebendo visitas em casa.
— Tsc’ – Engoliu a seco. — O pisciano não é um problema. Ele não desconfiará de nada enquanto eu tiver a minha carta coringa. Ele já é carta fora do baralho.
Pefko saiu dali e logo estava fora de vista. A ‘garota do manto’ continuou ali parada no mesmo lugar até que Pefko estivesse bem longe. Afrodite nem se mexia com medo de ser descoberto. Ela riu. E caminhou até algumas plantas mortas as olhando de cima.
— Não deveria escutar conversas de trás de arvores... – Ela disse em um tom alto. E riu. — É feio.
Afrodite estremeceu, era tarde demais para disfarçar. Respirou fundo e saiu de trás da arvore parando alguns passos de distancia de frente a ela. Que por sua vez deixou um suspiro pesado escapar.
— Eu não consigo. – Disse a garota com uma voz triste. Estava com a cabeça baixa encoberta pelo capuz. — Não consigo fazer nenhuma planta florescer aqui. Eu consegui fazer plantas crescerem em todos os confins da terra. Menos aqui. Esse lugar é... Morto.
— Quem é você? – Perguntou o cavaleiro ignorando as palavras da moça.
— Quem eu sou não é importante. E não é isso que você quer perguntar.
— Tem razão. Qual é a sua ligação com Pefko?
— Totalmente profissional. – Ela riu.
— E em que trabalham?
— Troca de artigos... Plantas, flores... Qualquer coisa cultivável da qual podemos extrair algo novo. E eu conheço algumas coisas novas. O resto é confidencial. Nem eu mesma sei.
— Você vive aqui?
— Claro que não. Não viveria em um lugar tão infértil.
— O que significa aquela sua conversa com ele? Quem é seu mestre? Quem era “ela” que você queria?
Ela riu alto.
— Está fazendo perguntas demais mocinho. – Ela se virou para ele erguendo a cabeça e tirando o capuz negro. Revelando assim um rosto tão delicado quanto o dele, sua pele alva como a luz do luar, seus cabelos eram longos e prateados levemente ondulados. Caiam por seus ombros e balançavam ao vento. Suas pupilas eram âmbar e penetrantes. Um pouco mais baixa que Afrodite. Era sem duvida alguma uma bela mulher. Ela deu alguns passos a frente parando perante o cavaleiro e sorriu. — Você não me conhece... Mas eu conheço você. Sua fama viaja até o lugar mórbido onde habito. A fama do mais belo de todos os cavaleiros de Athena. Eles não estavam mentindo. Traços perfeitos, medidas exatas, a reencarnação da própria Deusa diriam. É um prazer finalmente conhecê-lo Afrodite de Peixes.
A garota levou a mão até o rosto de Afrodite que por um instante de surpresa não recuou. Ela o tocou com a ponta dos dedos finos e ele se arrepiou dando um passo para trás em seguida.
— Quantos anos têm?
— 17 no próximo mês. – Ela sorriu, tinha um ar jovial e a voz melodiosa quase como a de uma criança. — Você é mesmo o cavaleiro egoísta que dizem por ai?
— Tenho meus próprios ideais. – Ele começou a responder seco, estava começando a se assustar com o fato dela saber tanto assim dele.
— Mesmo? Nunca encontrou algo especial? Algo pelo qual quisesse lutar com unhas e dentes?
— Eu luto por Athena.
— Então usa aquele discurso de “Eu quero a paz na Terra se amem por favor”.. E blábláblá... – Ela começou a caminhar em torno dele. Afrodite piscava algumas vezes estava ficando um pouco perdido. A voz dela era penetrante e fazia com que o cavaleiro sentisse sua cabeça girando. — Do a humanidade é encantadora e pode mudar o mundo...
— Como eu disse tenho meus próprios ideais. Protejo-a... Da forma... Que devo, com os meus objetivos em mente. A vitória é bela. – Se perdeu um pouco nas palavras do discurso que já havia repetido varias vezes. Ele já nem sabia mais se pensava realmente assim. — Não concordo com o discurso de Athena.
— Ainda bem... Ela é sonhadora demais. Tem um belo discurso de Miss Universo. Você tem fé na humanidade Afrodite?
— Não.
— Não existe nada que você ame alem de si mesmo Afrodite? Nada que lhe seja importante? Nada que protegeria até o fim? Ninguém por quem daria a vida para proteger?
O cavaleiro não pode responder. Em sua mente girava todos os fatos da sua vida. Todos os momentos que fizeram com que ele aos poucos deixasse de crer na humanidade. Tudo o que o forçou a isso. E tudo o que veio lhe acontecendo nos últimos dias. Talvez algo tivesse mesmo conseguido lhe tocar. Talvez alguém tivesse mesmo conseguido alcançar seu coração. Mas ele ainda não estava certo se isso era bom ou ruim. E a moça de cabelos brancos não estava ajudando. Ele estava se sentindo mal e teve que se acalmar devagar para notar que tinha prendido o ar tempo demais nos pulmões. Ele regularizou a respiração e quando focou a visão viu a garota abaixada tocando o solo. Sua palma estava aos pés de uma planta, ela concentrava seu cosmo ali, e o pisciano pode sentir que era um cosmo poderoso. Ela tentava alcançar à raiz da planta a mesma começou a ganhar vida, floriu e ganhou cores, mas a garota não sorriu. Assim que tirou a mão dali a planta murchou quase que automaticamente.
— ... Morta. – Ela sussurrou.
Afrodite se aproximou e lhe disse suplicante.
— Apenas me diga... Você é amiga ou inimiga?
— Depende dos olhos de quem vê. O destino nos colocou de lados opostos eu confesso. Mas não é meu dever lutar com você cavaleiro de Athena. Meus ideais não são diferentes dos seus, mas minhas crenças sim. Você luta por um Deus e eu luto por outro. Talvez nossos caminhos se cruzem algum dia em batalha porem... Eu acho que não. – Ele parecia não acreditar. Ela o olhou e sorriu. — O que foi? Nunca encontrou um inimigo que não quisesse matar?
— Eu poderia fazer isso agora.
— Poderia, mas não vai. Você tem coisas mais importantes do que eu para se preocupar. Como a garota. – As pupilas de Afrodite se dilataram. — Acho que deveria voltar logo para aquela casa. Está metido em algo maior do que imagina. Mas sendo como é... Imagino que vá voltar para o santuário em breve e fingir que nada disso nunca aconteceu. Afinal... É apenas uma garota chata que mora lá. E você não se importa com ninguém.
Ela concluiu séria e se pôs de pé, começou a caminhar para a entrada da casa.
— Espere... Você serve a quem?
— Sou serva direta do Deus do submundo. – Um risinho fino inundou o ar vindo daquela garota, ela tinha recolocado o capuz. Afrodite tentou alcançá-la, mas já era tarde demais. Tudo que ele conseguiu segurar nas mãos foi o manto negro que ela usava... Agora vazio.
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Afrodite voltou correndo para a casa contrariando todas as expectativas e palavras jogadas sobre ele. Ann estava no pomar. Perfeito. Ele entrou e foi direto a sala onde Pefko ficava. Ele parecia estar preparando alguma coisa com ervas e plantas. O cavaleiro se escorou na porta e o olhou por algum tempo sem que notasse a sua presença ali. Quando Pefko se virou e o viu, seus olhos se arregalaram, como os de uma criança que quase fora pega no flagra.
— Afrodite?! – Ele indagou ainda surpreso, mas em seguida se acalmou. — O que faz aqui?
— Apenas queria conversar. – Ele entrou e fechou a porta atrás de si. — A sós.
Notas finais
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E quanto a garota da casa, ela não é nenhum personagem de Saint Seiya que realmente exista. Ela é na realidade uma criação minha que eu conto história em outra fic. Mas como eu queria usar somente o Dite em particular como personagem original do anime e eu precisava de alguém resolvi usar ela. Mas não comentei nome nem mais detalhes dela por ela não ser dessa fic.
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Por hora é só... Se gostaram comentem...
Kissus ♥
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