O Passado Atormenta
10 Problemas
Notas iniciais
Jade respirou fundo e saiu do abraço do Beck que segurou sua mão, a acompanhando até a sala, onde um homem de terno colocava suas malas. Beck o reconheceu da peça da Jade, era o pai dela. Ela apertou a mão de Beck com força assim que ele se aproximou, nesse momento, Beck não podia acreditar que aquilo era apenas uma mágoa de infância.
O sr. West se aproximou, cumprimentando o Beck e, logo em seguida, a Jade, que devolveu o cumprimenro com arrogância. Nesse momento, Beck pode ver uma serta tristeza nos olhos daquele homem.
—Jade... precisamos conversar... a sós — ele disse com certa dificuldade por causa do seu jeito frio que ele tentou colocar de lado, com isso, a srª. West entendeu a deixa e se retirou da sala, carregando Beck consigo.
—O que você quer?— Jade perguntou com toda a arrogância que comseguiu.
—Eu quero me redimir — ele começou a responder, dessa vez sem dificuldade e com tom verdadeiro e de culpa — Sei que errei em relação a tudo isso, mas, foi tudo por impulso, eu falei da boca para fora e... eu não deveria ter te deixado num momento tão díficil, eu não sabia como agir, você tinha medo de todos os homens e nunca ficava comigo, você se afastou de mim...— ele tentou pedir desculpas, mas Jade o interrompeu.
—Agora a culpa é minha?! Eu me afastei de você porque estava assustada, eu tinha acabado de ser sequestrada, nem quando eu tive uma filha você me apoiou, você nem chegou a vê-la. Eu também sou culpada de você ter me chamado de " garota que só serve para ser prostituta"? — ela gritou alto e com raiva na voz.
Lá da cozinha, Beck pode ouvir e estranhou, pois aquilo não fazia parte da história que ele ouviu, então, tentando não ser indelicado enquanto falava, perguntou do que se tratava para a srª. West, que lhe contou a história completa.
—Bem...como você já sabe, quando Jade descobriu que estava grávida, nós fomos para casa da minha irmã, nessa época ela estava distanciada dos amigos, principalmente do André, por causa do trauma, e também se distanciou do pai que, sem saber o qr fazer, fez o mesmo. Com o tempo que ela ficou lá esperando aquela criança, ela melhorou quase que por completo, já que ela ainda é meio...medrosa até hoje, mas, mesmo assim, ele continuou distante, ele me disse que era por medo dela ter seus ataques de nervos, que antigamente não eram apenas desmaios, eram bem piores. Então, depois que a Jade voltou ainda triste por ter perdido a Sofia e tinha entrado na HA, eu pedi para ele ajudar a deixar ela melhor, mas eles acabaram brigando e com o extresse ele acabou dizendo... coisas...— ela não sabia como terminar a frase.
—O que ele disse?—Beck perguntou, curioso e com medo da resposta.
—Ele disse que ela não podia ser artista, que o Matt mostrou que ela só servia para ser prostituta e que... para mostrar que estavam próximos ele poderia... abu...sar... dela... como o Matt— ela terminou com dificuldade e com medo da reação de Beck, o motivo foi confirmado com os atos seguintes do garoto.
Ele se levantou, com ódio fervendo no olhar, e foi até a sala onde Jade e o pai ainda discutiam.
—Seu idiota!— ele berrou, parando a briga e partindo para cima dele— Você merece arder no quinto dos infernos ao lado de Hitler! Como ousa ameaça a Jade e chamá-la de prostituta inútil!
Beck continuou com suas reclamações e xingamentos enquanto batia e apanhava. Jade não sabia o que fazer e nem a srª. West, eles iam acabar se matando. Depois de tentivas de gritos e de segurá-los, Jade só viu uma opção, pegar um abajur e tacar na cabeça de quem estivesse em cima, que era o Beck, o fazendo cair no chão meio zonzo, porém acordado.
—Parem com isso agora! Mesmo eu odiando o meu pai, não é para matar ele— Jade brigou com Beck, ao ver que ele estava melhor.
—Tá, desculpa, é que eu explodi quando ouvi o que ele fez—Ele se defendeu, com uma voz de quem acabou de acordar e colocando a mão na cabeça dolorida.
—Tá tudo bem.— ela perduou enquanto o ajudava a levantar, e depois se virou para o pai que estava no chão limpando sangue de seu nariz.— E eu não fiz isso por você, por mim ele continuava a te bater, mas não quero que ele vá preso.
—Eu já te pedi desculpas Jade, eu estou arrependido, acredite em mim, me dê pelo menos uma chance.— ele continuou com seu tom culpado, mas Jade disse apenas um não.— Tudo bem, mesmo assim, eu tenho que te dizer que... eu chamei a polícia para cuidar do Matt.
Foi nesse momento que o sr. West apanhou, mas dessa vez da Jade que dizia coisas como "você quer acabar com a minha vida, ele vai me matar" entre outras coisas, fora os xingamentos. Mas Beck a segurou, precisando de muita força, a levou ao chão e a abraçou enquanto ela chorava deseperada, mas então ela piorou, ela esperneava e gritava, ela tinha guardado tudo aquilo durante um bom tempo, desmaios não resolviam o estresse. Beck continuou a segurando com força, nunca tinha visto a Jade naquele estado e estava preucupado.
Vendo a preocupação do Beck, a srª. West se aproximou e disse para levarem ela para o quarto, enquanto o marido dela ia comprar o remédio. Foi complicado carregá-la com toda a agitação, mas ele conseguiu e depois de um tempo o sr. West voltou com o remédio que foi aplicado pela mãe dela. Com o tempo, Jade se acalmou e dormiu calmamente.
Por sorte, foi antes de Sofia, Tori e Cat chegarem, elas tinham saído para a Sofia não presenciar brigas, mas as garotas não conseguiram manter ela na rua por muito tempo, ela insistiu em voltar para ficar com a mãe. Mas não pode ficar com ela ao encontrá-la dormindo.
Ela ficou ao lado da mãe até ela acordar, parecia intuição de filha, parecia que ela sabia que a mãe não estava bem, mesmo as pessoas não tendo lhe contado.
Jade acordou depois de um tempo, ainda meio atordoada, mas todo o desespero sumiu ao ver aquela linda criança sorrindo para ela, com os olhinhos brilhando. E as duas ficaram rindo uma para a outra, até que Tori entra com Beck logo atrás.
—Jade, que bom que já acordou, precisamos sair daqui agora, o Matt está agindo —Tori falou rápido, um pouco desesperada. — Explicamos os detalhes no caminho.
Jade se levantou, Beck pegou Sofia antes que Jade a levasse e saiu apressado seguido pelas outras garotas.
X
Quando Matt descobriu que a polícia foi chamada, ele explodiu, o plano estava tão divertido para ele, mas ele teria que adiantá-lo por culpa daquele velho. Por sorte o plano de fazer eles se voltarem uns contra os outros não estava indo muito bem. Agora, ele teria que ir direto para a fase do terror e teria que ser rápido. Era só falar com o Logan.
X
—Como assim a casa da Cat foi incendiada!? —Jade gritou no carro onde estavam Tori, Sofia, Beck, ela e um policial que dirigia; seis carros levavam os garotos e suas família para um abrigo especial da delegacia do pai da Tori.
—E o Beck está recebendo mensagens de ameaça do Matt. A casa do André foi invadida de novo, quebraram tudo e roubaram o que era de valor— Tori explicou o que estava acontecendo.
—Vocês estão falando do papai? Ele está fazendo coisas ruins?— Sofia, como sempre atenta, ouviu o que estava se passando e ficou curiosa.
—Sim, filha, ele está fazendo coisas ruins.
Nada pode acontecer depois disso o carro bateu em algo, não foi algo muito forte, por isso, todos estavam acordados, infelizmente.
Todos os carros foram parados, vidros quebrados e os que estavam dentro deles foram ameaçados por armas. Nenhum dos policiais reagiram, eram muitos homens, como se todos os bandidos da cidade se unissem, não tinha jeito. O carro onde Jade estava foi o último a ser atacado, com isso, ela teve que assistir todo aquele terro, ela pensou em fugir, mas todos estavam armados, e ela não poderia arriscar a vida daquelas pessoas. Então o carro foi finalmente atacado, diferentemente dos outros carros que só tiveram as janelas quebradas, nesse, a porta foi aberta e Jade, que estava na ponta, foi puxada pelos cabelos, o grito dela se juntou ao de todos os outros e ela foi carregada, acordada para que veja o desespero de quem ela ama.
Um grito, ou melhor, um choro se destacava entre todos os outros sons, Sofia estava chorando desde a batida, e isso destruía a Jade, e nesse momento estava mais forte do que nunca, vendo a mãe sendo carregada a força. Mas ela não ficou chorando, ela fugiu, correu atrás da mãe, infelizmente, a ordem era matar sem piedade, e por mais que doesse apertar o gatilho, ele fez, Sofia foi atingida, na frente de todos, Jade enlouqueceu, ela conseguiu se soltar e correr até a filha iluminada pela luz de um poste que estava bem acima dela, parecia um anjo, ILUMINADA, Jade ajoelhou perto da filha, que sangrava perto da barriga abaixo do peito. Tudo parecia em camêra lenta, mesmo assim, não durou muito tempo. Um homem segurou Jade, dessa vez um homem realmente forte, impossibilitando uma fulga, e ela foi levada até um dos carros que surgiram do nada a pouco tempo atrás, e aquela garotinha linda ficou lá deitada, iluminada.
Os carros seguiram caminho, cada um para um canto. Com o tempo as pessoas dos carros reagiram, chamaram reforços e ambulâncias. A garotinha foi levada ao hospital, o estado dela era grave. Cat, Beck e André eram os mais desesperados dos amigos, Robbie não tinha reação e Tori estava triste, mas esses três... Beck estava paralizado, não falava, não emitia som, apenas chorava silenciosamente, Cat estava desesperada, sentada no chão chorando, abraçada aos joelhos, André estava quieto, também paralizado, pelo menos ele tinha a Tori para abraçá-lo. Ao fundo dava para ver um casal abraçado, um homem com roupa social e uma mulher de cabelos avermelhados, eram o sr. e a srª. West que choravam por ter perdido a filha e talvez a neta. Todos foram para o hospital, menos o Robbie que foi para casa, não tinha muitas notícias de Sofia, só sabiam que ela estava na mesa de cirurgia para a retirada da bala. Estavam todos tristes, Tori era a melhor dali e tentava consolar os outros, era impossível, ela tentou enviar Cat para casa, mas a ruiva não quis; ninguém queria sair dalí, todos queriam ter certeza de que só perderiam uma pessoa.
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