Notas iniciais
Uma fic simples pra ver se ainda tenho jeito pra escrever!
Compartilhando um pouco de amor e romance com vocês. Boa leitura.

Xau xau ♥

Sábado. Um calor insuportável e eu odeio o calor! Odeio, odeio, odeio! Era para eu estar dentro do meu quarto, com meu o ar condicionado a 8°C negativos, jogando meu Xbox e escutando AC/DC no volume máximo até não querer mais! Mas não, né? Você tem que ter uma irmã pequena pra te torrar a paciência! Eu não muito sou muito fácil de ser convencida, mas fala sério! Minha irmã precisava mesmo nascer com olhos de mangá, enormes e fofos, que te obrigam a dizer sim pra tudo o que ela pede? É sério isso? Assim não dá pra defender!

Ah, foi mal! Vocês devem estar se perguntando quem sou eu! Não? Está bom!

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Está bom nada, agora eu vou falar e pronto! Bem pequenas salamandras gigantes, eu me chamo Nanao, eu tenho 17 anos, moro em apartamento com meus pais e uma irmã pequena, eu sou ruiva natural, tenho olhos amarelos e uma pele muito clara, praticamente uma albina. É normal? Não, nem um pouco! Mas eu nasci com um problema na pele que infelizmente me deixa muito mais sensível e fraca na luz solar, ao ponto de que exposição direta por alguns minutos já é suficiente para que eu tenha coceiras, vermelhidão e até desmaie na rua. E por isso sou obrigada a utilizar protetor solar várias vezes no dia, sempre de fatores bem altos. E tenho que ter em mãos uma sombrinha pra poder sair com segurança! Mas bem, não estou aqui pra falar de mim, e sim da minha história no parque, né? Então senta que lá vem história!

Eu calma observando minha irmã de longe, na sombra com meu pacote de pipoca doce, pensando na felicidade que a minha dentista ia ficar ao saber o que estou comendo. Certamente iria me arrancar a alma fora (usar aparelho dá nisso). Eu vejo a minha irmã rindo e se divertindo com os malabarismos do palhaço que estava nas pernas de pau. Os olhos tão amarelos quanto os meus tinham um brilho mágico, de puro encanto. Quase não saíamos, então aquilo era novo pra ela. Eu sorri, afinal eu amo essa menina e não me vejo sem aquela carinha chata, bochechuda e fofa que consegue me dobrar em 15 pedaços.

— Sai daí, peste! – gritou uma voz que me era conhecida.

Mas hein? Ele? Aqui? E com uma criança??? Ele odeia crianças!

Olhei para traz, vi a cena confusa do meu amigo gostoso (tesão desgraçado!!) puxando um garoto, creio eu que da mesma idade da minha irmã, pra fora de uma piscina de bolinhas, com aqueles cabelos vermelhos tingidos (invejoso, só porque os meus são naturais), os olhos escuros e a mesma cara de poucos amigos. Me pergunto se os pais deles estavam num puta mal humor quando transaram... melhor ficar no ar.

Quando esses olhos escuros encontraram a minha pessoa, aquele sorriso de canto costumeiro apareceu! Castiel sendo Castiel... E cara, como eu amo esse sorriso.

— Que foi? Está perdida por aqui? – Disse vindo na minha direção.

— Eu que te pergunto haha! Um parque desses seria o último lugar na Terra em que eu iria te achar. — disse me virando para lhe encarar de frente — Está trabalhando de babá? – Disse vendo o menininho.

— Esse? É o meu primo, Zac! E não, não estou trabalhando de babá, a mãe que me incomodou pra trazer esse pestinha aqui hoje! E você?

— A Gina pediu pra sair hoje e ela usou aquele truque sujo do olhar pidão! — disse derrotada.

— Tsc, ela é a única que consegue fazer você ficar molenga de coração!

— Er... com licença – disse o baixinho — mas acho que você não deveria ficar aqui, afinal anjos ficam no céu, não é mesmo? – disse o garotinho me olhando de cima a baixo.

Segurei muito a vontade de rir na hora. Eu mereço! Cantada furada de um pivete, é sério produção??? A cara do Castiel que foi impagável:

— Hahaha... Zac te enxerga, guri! Vai trocar as suas fraldas antes!

— A culpa não é minha se você não tem coragem de pedir ela em namoro! Eu tenho pelo menos!

OH

MY

GOD!!

Quebra um ovo que me choquei agora! QUE VOADORA NO ESTÔMAGO!!!

Esse moleque não tem noção de perigo! Juro que puder ver os olhos de Castiel pegarem fogo de tanta raiva, e antes que ele transformasse o parque em uma cena de crime digna de um filme de terror, minha pequena veio na nossa direção cheia de alegria e doces nas mãozinhas pequenas:

— Mana, mana olha o que eu ganhei!

— Huuum meu amor! Só não come tudo de uma vez! Sabe como a mamãe é! – Agradeci mentalmente por Cassy ter se acalmado naquela hora, mas ele ainda olhava para Zac de um jeito bem feio, enquanto o mesmo retribuía o olhar de forma debochada... que pestinha!

— Posso ir no pula-pula? Por favor, deixa!

— Ei, está bom! Eu te deixo brincando lá!

— Ebaaaa!

— Uau, a genética da sua família é tão boa assim? – disse o projeto de Don Juan observando minha maninha, fazendo a mesma corar de vergonha.

Fechei a cara. É a minha irmã. Que história é essa?

— Hahaha calma lady, eu posso dar atenção para as duas ao mesmo tem... AUTCH! – gritou de dor ao receber um tapa na nuca vindo do Castiel.

— Ninguém merece! – disse o ruivo com a mão na cara. E eu pensando que esse dia iria ser chato!

No horário que chegamos, o sol estava bem fraco e tinha bastante nuvens, o que me deixou tranquila. Até agora eu fiquei em baixo de uma das tendas do parque e o sol ja fazia uma presença mais forte, então preciso da sombrinha pra poder levar minha amadinha no pula-pula.

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Bem... e cadê ela?

É, cadê minha sombrinha? Oh sim, está no sofá de casa! Você esqueceu de pega-lo Nanao! Sua demente! Que maravilha! Está um sol forte e agora só dependo do protetor solar! Que Deus me ajude!

Fomos os 4 correndo até o pula-pula, deixei-a no brinquedo e corri procurando a primeira sombra que achasse. Ah, uma arvore grande perto do lago! Aleluia! Me sentei rapidamente no chão, já sentindo a leve ardência nas mãos e um pouco na testa. Cassy sentou comigo e me ofereceu água! Ele sabia do inferno que era essa doença.

— Tsc, avoada... não esquece a cabeça porque é colada no corpo!

— Aaah, agora não é hora pra sermão, Cassy!

— Às vezes você é pior que o Lysandre! Nunca vi!

— Haha e você ama esse meu charme, não é?

Ele não respondeu, apenas riu e me abraçou forte! Do jeito que eu mais amo!

Um abraço que me trás lembranças das vezes em que matamos aula pra ir no Starbucks (EU SOU RICAAAAAAAAAAA) ou qualquer lugar onde poderíamos ficar a vontade, só nós convensando, trocando abraços, carinhos e alguns beijos. Eu amo ele e sei que ele sente o mesmo no fundo! Ficamos a mais de 4 meses e bem, ele ainda não consegue admitir que me ama! Talvez esteja esperando que eu dê o primeiro passo... isso não vai rolar! Eu já demonstrei antes as minhas intenções e agora eu apenas vou continuar me fazendo de salame até ver ele admitir! Afinal, tem que partir das duas partes e Zac não estava mentindo quando disse aquilo! Por falar nisso...

— Ué? Cadê o seu primo?

— Ah, ele já tem 11 anos! Tem mão, tem boca, tem perna, e já é crescido o suficiente pra se virar sozinho! Deixa isso de lado! Se ele se perder por ai, eu que saio ganhando!

— Que horror, hahahahaha mas tu te cuida, ele ainda é uma criança! Você vai se responsabilizar pela merda que ele fizer aqui!

— Ah, eu vejo isso depois!

Logo eu já estava bem! Me deitei no chão com Castiel ao meu lado! Estávamos conversando sobre qualquer coisa. Ele como sempre me olhando fixo, como se estivesse memorizando cada detalhe do meu rosto e guardando na sua mente, como quem guarda um tesouro:

— Sabe, acho que se você ficar com Alzheimer, eu vou ser a única pessoa que você vai você lembrar! Porque você nao para de me gravar cara! É medo de me esquecer?

— Hahaha vai nessa, não tem como se esquecer de alguém igual a você!

— Quer dizer que eu sou realmente inesquecível pra você? — ele ficou mais vermelho que o próprio cabelo.

— VEM AQUI! — Gritou me agarrando e iniciando um ataque com cócegas!

PUTA QUE ME PARIU DE QUATRO NUMA BANHEIRA DE TODDYNHO (roubo frase do Luba).

Velho, meu corpo é extremamente sensível! Eu sinto cócegas em tudo, até na minha bunda! Ele sabe que eu odeio isso, mas o filho da puta faz! Ele me irrita tanto... mas ao mesmo tempo me faz amar ele de uma maneira absurda! Como consegue???

Quando ele parou em cima de mim, nao deu pra nao corar e sorrir de volta! Eu sabia o que iria vir e esperei por mais um beijo, até que....

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Sentimos gotas de água caindo sobre nós dois! Pareciam mais um jato! Olhei par cima da árvore.

Que pirralho filho da mãe.

— Hahahaha se fraguem que estão em público! – disse com a pistola de água na mão e rindo muito.

— Ah... vai procurar o que fazer, seu peste! Ninguém te chamou!

— Mas eu já tô fazendo! Eu estou me divertindo mais aqui do que em qualquer brinquedo do parque, hahahaha!

Nessa hora me lembrei.

Minha espinha gelou por completo.

— Gina... ai meu pai, cadê a minha irmã?? – levantei às pressas quase jogando Castiel pra cima e saímos em busca da mesma!

Fomos acha-la saindo da casa dos espelhos, um pouco perdida. Ah que susto:

—Gina! Onde você... que susto, nunca mais faça isso por favor!

— Mas foi você que me deixou sozinha! Eu sai pra te procurar, oras!

— Gina 1 x 0 Nanao! – Disse Castiel atrás de mim.

E ele estava certo.

— Er... bem, mas mesmo assim, sair de onde eu te deixei nao era o correto a se fazer, deveria ter me esperado no pula-pula ao invés de andar sozinha! Não faz mais isso... então vamos logo pois....

— NAAAAO!! Eu ainda não andei na xícara maluca!

— Ah sim, sim... bem é o último brinquedo! Depois vamos pra casa!

— Ah eu quero ir também! – Zac apareceu do nada, nos dando um susto.

— Uai! Da onde???

— Vamos juntos? – Gina o convidou.

— Claro! Andar na xícara maluca com uma menina mais doce que os cubos de açúcar vai ser muito divertido.

Gina corou e foram os dois correndo em direção ao brinquedo. Eu não estou me sentindo muito confortável em deixar a minha irmã nas mãos daquele projeto de Don Juan, ta me dando até uns negócio estranho... Perai.

Visão turva, coceira e queimação nos braços, tontura e mal-estar... droga, a sensação ruim é porque eu esqueci que estou no sol! Não deu muito tempo pra pensar, pois eu quase fui pro chão. Castiel me segurou e me guiou para dentro de uma das tendas, me sentou em um banco e me socorreu. Me deu água novamente e já pegou meu remédio e protetor na minha mochila:

— Aqui! Você precisa tomar mais cuidado sua doida! Saiu a milhão! Se você tem um treco? Eu faço o que?

— Ficaria desesperado Hahaha... Acha que eu não bater as botas? Eu tenho que te encher o saco bastante ainda! Ou está pensando que vou te deixar tranquilo?

Rimos mais um pouco. A tontura havia passado, mas meus braços ainda ardiam. Dois palhaços se aproximaram de nós, repetindo uma frase meio sem sentido:

— É três, pa pa pa! É três, pa pa pa! É três, pa pa pa!

Castiel acabou por perguntar do que se tratava... Pra que??

PLAF!

Castiel levou uma bela tortada na cara dos palhaços, que mudaram a frase que diziam:

— É quatro, pa pa pa! É quatro, pa pa pa! É quatro, pa pa pa!

Eles estavam dizendo o número de pessoas que tomaram tortadas. Olhei para Cassy e comecei a rir que nem uma foca convulsionando, ao ponto que cheguei a cair da cadeira. O ruivo me olhava e sorria, como quem diz “tu vai me pagar um dia!” nem liguei, vi o ruivo ir ao banheiro lavar o rosto sujo, me levantei e o segui, esperando-o lado de fora com uma toalha que eu havia trazido. Assim que saiu, Castiel pegou a toalha e se secou:

— Hahahaha isso foi demais! Estava gostosa a torta? – perguntei rindo menos agora.

— Vai a merda, tá? – Fofo. Muito fofo. Xonei mais.

— E então que gosto era a torta?

— Ainda tem um pouco na minha boca, quer provar? – disse me puxando pela cintura.

— Huuuuuuuum, quero! (E quem não quer???)

Ah, os lábios dele.... eles me deixavam tão bem, tão leve! O beijo calmo tinha sentimento, desde um simples selinho até as mordidinhas que costumávamos dar entre ele. Era um sincronia perfeita. O gosto do chantilly misturado com o sabor da boca dele era melhor o que todos os doces que eu adoro comer! Foi calmo, intenso... foi um beijo com amor!

O ar se fez necessário pra nós, nos separando. Eu sorri do e Castiel dando pequenos beijos em meu pescoço, me erguendo do chão e me girando no ar. Logo ele me solta, olhava para baixo (não que eu seja baixa, eu tenho quase 1,70 de altura, mas ele tem mais de 1,80 então fica meio complicado até pra mim que sou alta) para os meus olhos:

— Tsc, tá bom, eu desisto!

— O que? – disse pegando suas mãos.

— Eu falo, eu grito, eu admito: Eu te amo Nanao! E agora você não é mais minha amiga! É minha namorada e ponto!

Finalmente!

— Hahahaha, eu sou obrigada?

— Sim! Minha até o fim da sua vida e não te faz, tá bom?

— Hahahahaha bem, então sim eu aceito ser sua namorada! – dei um selinho nele – Também te amo seu tomate!

— Sua tábua! – e voltamos a nos beijar.

— Finalmente, hein? Não te custou um pedaço! – Zac e minha irmã voltaram e estavam parados nos vendo.

Rimos e os rapazes nos levaram para casa afinal eu precisei dá carona da jaqueta do Cassy, meus braços ainda ardiam!

É, eu odeio parque de diversões! Maaas como estou sem nada pra fazer, lá vou eu levar minha irmã caçula! Mas ver ele lá valeu a pena! Era um casal, um parque... e um pestinha!

Notas finais
Comentem tá? Obrigada pelo tempo que dedicou lendo minha humilde historinha :3

Xau xau ♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!