O Parque Abandonado

1 Estou presa num inferno.


Bom...meu nome é Milla. Eu tenho 20 anos, tenho os olhos castanhos e os cabelos loiros longos e cacheados. Sou magra e nem tanto alta. E eu não sei quanto tempo irei sobreviver neste maldito lugar. O sobrenatural vive aqui, eu sinto isto. Vocês já devem saber o que aconteceu comigo o passado...

Está de noite, eu entro no grande portão e o deixo aberto, mas ele é fechado sozinho. Eu tento o abrir e sem sucesso. Eles também querem minha alma, mas eu não irei entrega-la.

"Eles querem brincar" ouvi uma voz atrás de mim, mas não havia ninguém.

-Christian? Irmão? É você...?

Segui um dos caminhos menos escuro, comecei a me sentir observada, olhei para trás era só um grande brinquedo animatrônico de um esquilo. Seu sorriso era pertubador, e ele me encarava.

-O que é, seu filho da puta? -

Eu sabia que não era lá uma boa ideia dizer para o sobrenatural este tipo de coisa, mas eu estava realmente cansada de passar anos sem meu irmão, de saber que outras crianças foram mortas no parque de diferentes maneiras e do próprio lugar. Eu gostaria de libertar todos, principalmente meu irmão. E algumas mortes, os brinquedos também tiveram culpa. Como por exemplo, este esquilo com uma faca matou uma criança com uma facada na cabeça. Você pode estranhar o motivo que ele estaria com uma faca, mas os funcionários deixavam objetos desse tipo com os animatrônicos e brinquedos para eles cortarem algum tipo de comida, como algum bolo. A faca ensanguentada está em sua mão esquerda, sinto um péssimo pressentimento de que ele pode me esfaquear até a morte a qualquer momento. Decidi continuar meu caminho correndo.

"Irmã, cuidado!"

Olhei pra trás o mais rápido que consegui, o esquilo segurava a faca parado atrás de mim.

-Maldito...me deixe em paz.

Puxei a faca da mão dele e os seus olhos brilharam, o que me assustou um pouco. Decidi continuar com esta faca, caso algo ou alguém tente me matar, terei algo para me defender.

A única coisa que me fez melhor, foi saber que meu irmão estava comigo para me ajudar. Se eu morresse, ele seria o único a saber, pois sou solteira e meus pais estão trabalhando em outro país.

Dei um chute na barriga do animatrônico o jogando no chão, e continuei meu caminho até uma barraca de pelúcias.

"Para libertar cada criança, você terá que jogar um jogo deles, tenha cuidado, pois se perder, a sua alma será deles..."

Eu vou arriscar minha vida, pelas crianças e pelo Christian. Não importa o que acontença...

Que os jogos mortais comecem, "amiguinhos"...