O Pacto
14 Capítulo 14
Notas iniciais
P.O.V Ally Evans:
Após falar com Reid resolve fazer umas pesquisas. Escondida, procurei os livros de minha mãe e voltei ao quarto. Fechei tudo e li um pouco dele. Não achei nada sobre como trazer os mortos de volta, mas sentia que isso era mais complexo do que eu imaginava. Fui tirada de meus pensamentos com alguém batendo na porta.
Abri e vi Daniel sorrindo com um livro embaixo dos braço esquerdo. Fiz cara de confusa e ele riu entrando no quarto. Jogou o livro na cama e me olhou rindo.
– Confusa?
– Eu? Não! Imagina! – Falei rindo e ele me abraçou.
– Pediu minha ajuda, falei com meu pai, fiz umas pesquisas e aqui estou eu. Olha só! – Ele disse folhando o livro e quando concluiu me alcançou aberto em uma página. Parecia um diário. Comecei a ler cada palavra que estava naquela página.
“Aqui estou eu. Matei outro vampiro. Meu corpo está protegido por aquela feiticeira que mantenho presa no meu porão. Mas dessa vez, o desgraçado me mordeu. Eu queria poder me curar como ele, mas digamos que depois de literalmente perder a cabeça, ele não tenha mais esse dom. Falei com meu pai e ele me deu os parabéns. Eu e minha irmã descemos até o porão, ela armada e eu machucada. Ela irá ameaçar a feiticeira para que ela me cure, pois precisamos caçar, não temos o que comer essa noite.
Quando cheguei ao porão vi a pior cena da minha vida, a feiticeira queimava viva. Nunca queimei minhas vítimas pela sensação de dor que provoca em mim ao vê-os queimar. Mas a dor que eu mais sentia era saber que possivelmente eu ficaria machucada. Corri escada a cima e meu pai nos olhava preocupado. Contamos que a feiticeira havia se matado e ele disse que deixasse-mos a caça para ele naquela noite. Ele trocou de roupa e saiu. Eu e minha irmã ficamos ali e logo ouvi um barulho La fora. Peguei minha besta e saí na porta, gritei chamando por alguém, mas eu sabia que se fosse uma ameaça não iria responder. Logo senti meu machucado queimar e vi que eu pessoalmente estava queimando.
Minha irmã atirou na criatura que me matava queimada, mas ela fez minha irmã queimar viva também. Ela perguntava por nosso pai e por nossa mãe. Com dificuldade dissemos que nossa mãe estava morta e nosso pai caçando. Eu resisti mais tempo que minha irmã. Assim que ela morreu, eu parei de queimar, mesmo machucada a feiticeira se aproximou de mim rindo. Lembro-me como se ainda fosse hoje as palavras que aquele ser proferiu: “Matarei você, mas só depois de matar seu pai, ele precisa ver a filha morrer assim como eu vi quando ele matou a minha a sangue frio!”. Após falar eu desmaiei, acordei com os gritos de meu pai sendo segurado por dois homens o dobro do tamanho dele. Eu gritei por ele mas tive uma faca enfiada em minha barriga, gritei de dor e algumas lágrimas escorreram por minha face e pude perceber que meu também chorava. Meus olhos escureceram e meu pai, não sei como, se soltou dos dois homens. Ele ameaçou a feiticeira, pôs uma faca em seu coração dizendo que poderia me matar, mas que ele me traria de volta, mas faria ela sofrer por tudo. De início não entendi o que ele quis dizer. Mas ele proferiu algumas palavras, cortou sangue de sua mão e da mão na feiticeira e por fim desmaiei e ele a matou.
Acordei dias depois com meu pai ao meu lado me explicando o que aconteceu. Ele disse que havia amaldiçoado a terra que morávamos, todos os imortais que ali viviam, voltariam a vida em determinado tempo atrás de vingança, pois ele queria ter o sabor de matar novamente a feiticeira que matou uma de suas filhas e quase matou a outra. Me assustei com o que meu pai fizera, nem sabia que ele era feiticeiro, só sei que se está lendo isso, provavelmente começou. Um conselho? Procure um feiticeiro, o mais antigo que conhece, ou entre em contato com ele do outro lado. Pois se eles estão voltando, não conseguira se esconder dos seus inimigos.”
Depois que terminei de ler olhei Daniel que me olhava curioso.
– Onde achou isso?
– Nas coisas da minha mãe... Quem escreveu isso foi minha avó!
– Nossa! Família boa a sua!
– Muito... Enfim... Sabemos o que está acontecendo... Só precisamos de uma feiticeira antiga!
– Minha mãe, vou entrar em contato com ela, mas não sei o feitiço. – De repente Daniel olhava além de mim, para a parede, ou para alguém parado ali.
– Só um minuto! – Ele me disse e seguiu até onde olhava. Ele se ajoelhou e parecia acariciar alguém.
P.O.V Daniel Blake
– O que aconteceu comigo? – A garotinha a minha frente perguntou. Senti um nó se formar na minha garganta.
– Você morreu, sinto muito.
– O que vai acontecer agora?
– Você vai tocar em mim, e vai para um lugar, outro lado, onde terá paz!
– Eu matei alguém?
– Se está aqui provavelmente, por que?
– Porque eu sinto que tem alguém preso a mim, me sinto fraca.
– Quantos anos você tem?
– Nove!
– Você era uma vampira?
– Sim, meu pai me transformou.
– Eu preciso que você aceite que morreu, você ficará bem!
– Promete?
– Prometo! – Falei e ela sorriu, se aproximou de mim e me abraçou. Quando ela sumiu me levantei mas logo caí para o lado. Ally correu até mim e eu tremia e gritava com a dor. Devia me acostumar com osso mas doía muito. Ally fez o feitiço novamente e minha dor aliviou. Ela se deitou no chão gritando de dor e eu a peguei no colo. A deitei na cama e acariciei sua testa. Ela estava fria, ninguém deveria sentir essa dor além de mim. Quando ela desmaiou eu me levantei e fechei as cortinas e liguei o abajur. Desci as escadas e peguei um copo de água gelada. Quando subi ela já estava acordada, liguei a luz do quarto e alcancei o copo de água me sentando ao lado dela.
Ela bebeu e eu sorri colocando o copo ao lado.
– Já disse para não fazer isso. A dor é minha, só eu posso senti-la!
– Não posso deixar você sofrer isso sozinho, eu causei isso.
– Não irei entrar nesse assunto de novo. – Falei sorrindo acariciando a bochecha dela e ela riu fraca. O sorriso dela era lindo, ela tinha covinhas fofas que deixavam ela mais linda do que já era. Ela me olhava com os olhos fixos e quando percebi já estava me aproximando dela, mas me afastei assustado quando alguém abriu a porta. Me levantei rapidamente e Andy nos olhou com olhos suspeitos. Ally parecia quase tão envergonhada quanto eu e olhou para a irmã.
– O que foi?
– Kol me ligou, Reid está com problemas!
– Que tipo de problemas? – Perguntei já ficando preocupado e não mais envergonhado.
– Ele saiu furioso e disse para Kol que precisava beber, Kol foi atrás e ele está bêbado em um bar. – Olhei Ally que me devolveu o olhar.
– Vamos lá, vamos tentara ajudar ele. – Ela falou se levantando, peguei as chaves do meu carro e nós três fomos até o tal bar.
***
P.O.V Ally Evans
– Reid, por favor, para! – Falei novamente na tentativa falha de fazer ele largar a garrafa de Vodka pura.
– Porque? – Ele questionou com a voz fraca fedendo a álcool.
– Reid, isso é ruim para você!
– Não é não... Meu irmão sumiu, o outro voltou junto com a minha ex vagabunda e eu descobri que tenho um filho e ele morreu no primeiro dia, eu não presto nem como pai!
– Não fala assim pai! — Disse Daniel abalado com aquilo.
– Conseguiram? – Apareceu Kol na porta e Reid jogou o copo nele que sumiu rapidamente.
– Porque esse ódio do Kol?
– Ele nasceu...
– Nossa!- Disse Daniel olhando para mim com cara de preocupado.
– Reid, você vai acabar se matando.
– Se matando não, morrendo! – Disse uma voz atrás de nós. Me virei e vi um rapaz alto, com o cabelo castanho claro e olhos verdes. Ele era realmente muito bonito.
– O que quer dizer?
– Que talvez devesse cuidar mais do vampirinho de estimação. Não o deixe sozinho! Minha irmã está impaciente para enfiar uma estaca nesse idiota! – ele disse e eu usei meus poderes mais alguém colocou uma faca em meu pescoço.
– Cuidado, ou vai acabar exatamente como Caleb Blake.
– O que você fez com meu tio? – Perguntou Daniel indo para cima do rapaz que o recebeu com um soco mas que recebeu outro de volta.
– Ele vai ter o que merece. Mas o Reid também! – A garota disse colocando algum pano em meu nariz. Aspirei aquilo e logo apaguei. Daniel deve ter sofrido o mesmo pois quando acordei, nós dois estávamos deitados ao chão com muita gente em nossa volta. Procurei por Reid e ele havia sumido. Corri junto de Daniel até a rua e Kol cuidava de Andy que estava no chão com o nariz sangrando.
– Eu vou matar aquela vadia!
– Fará isso... Mas temos que achar meu pai e meu tio antes! – Daniel falou e eu suspirei o encarando percebendo preocupação em seus ombros.
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