Notas iniciais
Olá, primeira história no Nyah! Espero que gostem ^-^

Capítulo 1 — O paciente

DEATH NOTE

MODO DE USAR:

42. O humano que usar o Death Note, após sua morte, irá ao mesmo destino das pessoas mortas por ele, nesse caso, o vazio.

Acordei num lugar estranho, sem lembranças do que havia acontecido. Onde eu estava? Não sabia. Meus olhos ardiam, não conseguia ver nada.

– Parece que você acordou, Raito.

Raito, era assim que me chamava? Lentamente abri meus olhos, mas era como se permanecessem fechados.

– Onde... estou? — direcionei meus dedos ao fios dos meus cabelos, puxando para trás.

– Aqui não é o céu, e também não é o inferno... Bom, pode até chegar um pouco perto.

Mas o que estava acontecendo? Tentei manter a calma e fui olhando para os lados sem reconhecer o lugar onde estava, era muito escuro e ao que me parecia, eu estava em um chão coberto por pedras e areia.

– Eu estou morto...? — meu tom de voz saiu como um sussurro, a pessoa ou coisa que estava falando comigo se pôs à minha frente.

– Sim...

Naquele momento entendi. Eu morri. Fios de lembranças passaram em minha mente, nada muito claro, mas eu pude identificar o shinigami à minha frente.

– Ryuuki... — ele se pôs de joelhos, olhando para mim, e balançou a cabeça para o lado.

– Isso... e você sabe quem é? — eu balancei a cabeça positivamente.

– Isso é bom, porque será a única coisa da qual irá se lembrar. — ele se levantou e começou a caminhar. Surpreso, me levantei bruscamente e fui em direção ao shimigami.

– Espera! O que aconteceu comigo? — ele parou de andar e deu um suspiro de irritação.

– Parece que vou ter que te explicar... — eu comecei a andar em sua direção, esperando alguma resposta.

– Você morreu por causa disso... — ele me mostrou um caderno, eu me lembrava vagamente desse caderno.

– Death Note... Caderno da Morte...

E foi aí que me lembrei um pouco mais, eu matei pessoas. Muitas pessoas. Ele riu irônico.

– Sim, parece que reconhece o Death Note, aqui está o seu. — ele pôs uma de suas mãos em um bolso e me mostrou outro caderno. Com minhas mãos trêmulas, o peguei.

– A partir de agora, você é um SHINIGAMI! — ele disse, rindo escandalosamente enquanto eu arregalava meus olhos.

Um shinigami. Eu sou um Deus da morte. Fiquei um tempo estático tentando absorver tudo o que Ryuuki havia me dito, tinha tanto à perguntar mas não consegui formular uma palavra sequer.

– Em breve, sua transformação vai começar... — ele disse quebrando o silêncio entre nós.

Novamente arregalei meus olhos, direcionando o olhar para ele, eu continuava quieto e estava tremendo, havia me tornado tudo o que menos queria. Após isso, Ryuuki me deixou sozinho para que eu pensasse, parecia que estava começando a pagar por tudo o que fiz em vida.

Tempos depois — não sei quanto tempo ao certo — eu me acostumei com minha "vida após a morte", minha aparência continuava a mesma, eu vivia olhando pela brecha que dava ao mundo humano e via o quanto o mundo estava mudando. Eu conseguia enxergar todo o mundo em um só olhar, as imagens se passavam e eu permanecia olhando, até que percebi algo que me deixou surpreso.

– Ryuuki, venha aqui! — gritei.

Eu havia encontrado algo, ou melhor, uma pessoa, e não sabia quem era. Tudo o que eu sentia olhando aquela pessoa me fazia ficar cada vez mais curioso, Ryuuki chegou ao meu lado e esticou sua cabeça perto do buraco.

– O que houve? — ele parecia estar animado, afinal, esse mundo onde estava era muito chato não só para Ryuuki, e qualquer coisa que fizesse ele sair do tédio o animava.

– Ele! — eu apontei para a imagem da brecha e Ryuuki direcionou seu olhar vermelho para a imagem.

– Ah, ele... — Ryuuki pareceu desapontado quando viu o que eu estava mostrando. — Ele é um antigo rival seu... — ele levantou seu pescoço e passou a mão esquerda em sua nuca, coçando.

– Rival? Quem é ele?

Eu tentava entender o que ele estava dizendo, mas Ryuuki apenas soltou um suspiro. Então, como se acabasse de ter uma ideia perversa, mostrou um sorriso malicioso, o que me fez pensar duas vezes antes de falar qualquer coisa.

– Por que não vamos até lá? — ele se levantou e abriu suas asas negras e grandes.

– Ir lá...? — eu voltei minha atenção à imagem, vendo a pessoa que me fazia esquecer um pouco a tristeza que eu carregava.

– Sim, não quer saber quem ele é?

Eu balancei positivamente minha cabeça e subi determinado nas costas de Ryuuki, ele se pôs a voar em direção à brecha que dava para o mundo humano, o que me fez fechar os olhos pela claridade incômoda.

Logo após isso, chegamos em uma cidade muito grande, estava chovendo e as gotas de água caíam pesadas sobre minha pele. No caminho, Ryuuki não disse mais nada sobre a pessoa a quem estávamos indo ver, embora eu tentasse perguntar várias vezes, sem resultado.

– Chegamos.

Ele escondeu suas asas, e eu me apoiei no chão. Estava à frente da pessoa, ele era lindo, muito lindo, estava em um quarto grande e todo branco, ao meu ver era um quarto de hospital, fui em direção à ele e fiquei olhando-o, admirando seus cabelos negros, pele pálida e aparentemente gélida. Sua expressão serena me enfeitiçando.

– Hmm... — ele gemeu, estava prestes a acordar.

O garoto começou a se mexer e eu me assustei quando ele abriu seus olhos grandes e negros, direcionando seu olhar para mim.

– Quem é você...? — me perguntou com desconfiança. Eu paralizei, e quando olhei para o lado, Ryuuki já não estava mais lá.

– Po-pode me ver? — pelo que Ryuuki me havia dito, um humano não podia ver um Shinigami, a menos que tivesse tocado o Death Note.

– Sim... quem é você? — mais uma pergunta, e eu não tive outra escolha a não ser dizer meu nome.

– Meu nome é Raito... Raito Yagami... — ele piscou duas vezes com os olhos e sorriu de uma maneira tão doce, que me fez corar.

– Me chamo L Lawliet... É um prazer. — ele sorriu novamente e eu soltei sem querer um riso tímido. — O que está fazendo aqui, Raito Yagami?

Eu congelei com a pergunta. Não posso dizer a verdade, ele vai me achar louco se eu disser que sou um Shinigami, que tenho um caderno que posso usar para matar pessoas e que, supostamente, tenho uma louca atração por ele.

Notas finais
Chegou até aqui? Obrigada, continue comigo. *O*