Notas iniciais
Desculpe demorar para postar, tentei fazer um capitulo longo e legal.Revisei esse capitulo duas vezes, tem que ser bem especial :)Espero que gostem :D

– Esta é a sua família? — pergunta Frida, apontando para o computador que passava as fotos de nós brincando na praia.

Ela acabará de deixar o café da manhã na minha cama. Pão com geleia natural, suco de laranja, e alguns pães doces.

– Sim. — disse mordendo um pedaço do pão — Jenna e Matt.

– Muito bonito eles.

– Pois é.

– "Pois"o que senhorita?

– Nada nada não. — engulo.

– Então com licença. — ela fez uma reverencia e saiu do quarto.

Vi que o relógio marcava oito horas, Agnes falou que me daria aulas de etiquetas ás oito e meia.

– Posso entrar?

Vi o pequeno rosto de Emma numa brecha da porta entre aberta.

– Já entrou. — digo dando um sorriso e colocando o copo de suco, que bebia, no criado-mudo.

Emma corre para cima da cama, onde eu estava sentada com as costas apoiadas na cabeçeira, ela fica de joelhos, aponta para o meu notebook, e diz:

– O que é isto? Algo de sua era?

– É. Se chama notebook. Serve para escrever coisas, e pesquisar também. — explico.

– Posso entrar Emily? — pergunta Ester, colocando a cabeça para dentro do quarto.

– Pode vir.

Ela se senta na ponta da cama.

– Sabe meninas, hoje a tarde eu irei ter um encontro com o meu noivo, e eu nem o conheço.

– Está nervosa? — pergunta Emma.

– Não. Apenas um pouco ansiosa para conhece-lo. Ele pode se tornar um ótimo amigo.

– AAAAh.

– Só queria compartilhar isto com o meu irmão. — digo triste.

– Você tem um irmão? — Ester pergunta toda animada para saber um pouco mais sobre a minha vida.

– Sim. O nome dele é Matt. Mesmo sendo meu irmão não de sangue, ainda o amo mais do que se fosse.

– Você é uma bastarda?! — pergunta Emma assustada.

– "Bastarda"!?

Ester a cutuca com. o cotovelo, a repreendendo.

– Ah, desculpe.

– Tudo bem, minha querida, sei que não falou por mal. Acho que me orgulho de ser uma bastarda, diferente dos outros eu fui escolhida a dedo. Agora preciso me arrumar.

– Ta bom. Boa Sorte. — diz as duas me mandando um tchau com a mão, e saindo.

Mas como o encontro com o meu "amor" é só a tarde, coloco aquele vestido de "ficar em casa" cinza, sendo que este é o único vestido mais solto que me resta T-T

Vou para a sala, e encontro com Agnes, com seus óculos redondos, lendo um grosso livro de capa vermelha.

Olho para a escada, olho para o corrimão, olho para a escada, e para o corrimão.

Dou um salto no corrimão, e escorrego até chegar ao fim.

– Uhuuuuuuuu. — grito ao ver o meu sucesso incrível!

– O que é isto? — Agnes se levanta assustada.

– Preparada para dar a minha aula?

Ela bufa. Joga os óculos na mesinha de sala, junto com o livro.

– Quando vai parar de fazer este tipo de coisa, e usar esses tipos de roupas?

– Não deixarei de usar as minhas roupas só por que um monte de mulheres fúteis acham que não devo!

Ela da um sorriso. Provavelmente gostando das minhas palavras fortes e decididas.

– Vamos começar a nossa aula?

– Claro.

Ela pega uma vareta de madeira marrom escura, e a aponta para o sofá a sua frente. Me sento onde ela manda.

– Essa aula será como se comportar em publico.

– Sim.

– Primeiramente, não me chamará mais de "Agnes", e sim de "tia Agnes", assim as pessoas não estranharam o por que de morar em minha casa.

– "Tia" Agnes? — arqueio as sobrancelhas, dando um certo deboche na voz.

– Sim. Quando não for muito conveniente me chamar de "tia", me chame de senhora, e nunca me dirija a palavra como "você", assim você fala com os criados.

– Serei só de consideração?

– Sim. Sera minha sobrinha amada, você perdeu seus pais, de uma doença genética... Segundo passo é...

***

Hora: 14:47

O encontro começa as 15:30, então corro para o banheiro para me trocar.

Ligo a torneira da banheira.

Faço minha higiene, e lavo meu rosto com um sabonete que sempre trago na bolsa.

Só quando vou procurar um vestido para usar que percebo que todas as coisas que joguei no chão, estão no meu armario.

Observo os vestidos que comprei. Não devo mentir, todos são maravilhosos.

Pego um que eu mesma escolhi na loja. Coloco-o esticado na minha cama, já arrumada por uma das empregadas.

Tomo banho de espumas, quero minha pele muita macia :3 e cheirosa.

Enrolo uma toalha em meu corpo.

Pego meu celular, que felizmente não está com a bateria baixa, coloco uma musica no volume médio.



Dançando Pitty– http://letras.mus.br/pitty/1718140/

Mesmo estando em outra era, e isso sendo um casamento arranjado, quero que esse momento brilhe, brilhe como o sol, e não menos que isto!

Coloco uma perna na banheira, sinto a água quentinha, fecho os olhos, e me pego dando um sorrisinho.

Depois de já estar dentro da banheira, pego a espuma, que invade a banheira, nas mãos e a assopro, vendo criar bolhas por todo o banheiro. Jogo espuma pro auto, para os lados!

Saio do banheiro com uma toalha enrolada no corpo, vejo o vestido na cama. Não deixo de apreciar a beleza dele, branco com detalhes de renda preta. E vejo os horríveis sapatos, nesta era parece que eles não valorizam os sapatos, e toda mulher é louca por um par de sapatos!

Uma das empregadas me ajuda a colocar o espartilho, que me deixa com uma cinturinha tão fina, e não me deixa respirar. Depois sai.

Coloco meu vestido. Me olho no espelho, posso ver como ele é lindo, branco no fundo, e com renda preta de flores da coxa para cima, mas isso só acontecia atras, na frente era só as laterais, a renda se seguia até as mangas curtas.

Vestido:http://cache.netaporter.com/images/products/378165/378165_in_pp.jpg

Coloco os sapatos de pequeno salto nada glamurosos, nem vou os descrever, só digo que tem um laço na ponta, e é beje.

Hora da maquiagem!

Passo bage, nesta época só exite pó de arroz, mas sempre levo comigo um estojo de maquiagem. Passo rímel, muuuuiiitooo rímel. Logo depois delineador, e deixei uma pequena ponta fora da palpebra. Um pouco de blush na maçã do rosto, e só.

Hora do cabelo!!

Solto o rabo de cavalo que fiz, e começo a pentear meu cabelo. Claro que noto a não aparição de fios caídos na escova. Prendo meu cabelo de novo, mas desta vez com uma meia fina. No fim, fica um coque maravilhoso.

Coque:http://i.ysi.bz/Assets/64/102/cuteberry-hair-bun-L_p0025410264.jpg

Hora das joias!!!

Abro as gavetas de joias.

Sim, tem uma gaveta só de lindas joias.

Quase babo, de tão lindas que cada uma é.

Escolho um belo conjunto.

Coloco no meu pescoço um colar de pedras preciosas.

Colar– http://blog.jovempan.uol.com.br/panelachic/files/2011/03/ELIZABETH-COLAR-RUBI.jpg

Não deixo de passar a mão nele. Tão lindo, tão caro O.O.

Coloco brincos das mesma pedra. Eles tem formato de um oito, e envolta é coberto de diamante, já o meio tem as pedras vermelhas do colar.

Coloco uma pulseira de ouro branco. Parece cobras se acasalando.

Sento na mesma posição que a Monalisa sentou. Pareço uma pessoa famosa, uma rainha, uma pessoa antiga...talvez eu seja uma pessoa antiga. Ainda não sei o porque de eu estar aqui.

*Acaba a musica*



***

– O que acharam?

Agnes, Ester, e Emma estavam sentadas no sofá. Ester bordava algo, mas parou e deu atenção á mim, me olhando na escada. Agnes nem se deu o trabalho de fechar o livro e tirar os óculos redondos, ela apenas me olhou por cima da fina armadura dos óculos. Emma brincava com algumas bonecas no chão da sala.

– UUaauu. — admirou a pequena.

Ah. Agata estava nos braços de uma das empregadas, que a balançava. A linda bebezinha que parece uma bonequinha de cristal, segurava um pequeno chaqualinho de prata.

– Gostaram?

Desci as escadas, cuidando para não, literalmente, cair do salto.

– Isso é um dos seus estilos de 2013?

– Mais ou menos, Ester. O vestido é daqui, a make não, o penteado não, e acho que só.

– Está muito linda. — falou Emma.

– Obrigada querida. Não vai dizer nada tia Agnes?

– Devo dizer que está realmente linda. Desejo boa sorte a você.

– Obrigada. — fiz a reverencia que fui ensinada, colocar um dos pés na frente do outro, se abaixar, e levantar um pouco o vestido nas laterais.

Segui em direção a porta.

Ouvi passos frequentes atras de mim.

Deve ser a Emma querendo ir comigo, logo pensei.

– Emma, você não... — virei para traz e vi Agnes atras de mim. Fiz um ponto de interrogação — Tenho até medo de perguntar... Agnes, quer dizer, tia Agnes, o que a senhora está fazendo?

– Ora querida, vou lhe acompanhar.

Dei varias piscadas. Queria entender o verbo acompanhar.

– Como assim? Voc... A senhora esta dizendo que vai me acompanhar até a porta?

– Não. Estou dizendo que eu vou acompanhar você no seu encontro.

– Ta de brincadeira, né?

– Não.

Frida veio até mim e me deu as luvas brancas de renda, e a sombrinha branca.

– Como assim cara? — digo.

– Por que tão nervosa? — pergunta ela.

– A ultima coisa que eu quero é uma senhora ao meu lado no MEU encontro!

– Isso é comum nessa era. Não se preocupe, eu ficarei só olhando de longe.

– Nossa cara. Que medo.

Fomos a pé, mesmo eu insistindo para irmos de carro. Agnes tem medo desse tipo de automóvel, diz que só comprou para ficar bem na sociedade o.O.

– Você não fica nervosa? — pergunta Agnes, enquanto caminhavamos por entre o parque.

Procuravamos por ele, pelo meu "amor".

– Não. Em alguns dias eu não vou estar aqui mesmo. — sorri.

De repente Agnes parou.

– Ali está ele. — ela coloca a mão discretamente, apontando para um menino ruivo, de terno beje, sentado num banco a metros de nós.

– Ele parece ser fofinho. — digo.

– Eu vou ficar olhando de longe, esta bem?

– Ta.

– Boa sorte meu bem.

Ela me da um beijo na testa e sai.

Respiro fundo. Do uma ajeitada de leve no cabelo, passo expray de menta na boca.

Apoio a sombrinha no meu ombro, e vou caminhando na direção dele.

A medida que vou chegando perto, percebo seu nervosismo. A perna que não para quieta, e as mãos que se mexem direto.

Dou o contorno no banco, e me sento ao seu lado. Ele nem percebe que me sentei. Mas ao olhar para a minha direção, da um sorriso.

– Ola. — digo.

Fecho a sombrinha e coloco ao lado do banco de ferro.

Ele olha para baixo timidamente, da um sorrisinho nervoso. Ao olhar novamente para os meus olhos, ele sorri e diz:

– Oi.

Notas finais
Até a proxima :D