O Outro Lado do Livro

9 Manual do Próximo: Sempre o Ajude


Notas iniciais
To sentindo saudade de um montao de gente que nao esta comentando, como o James Slowheart, CrazyForCake, e Let, cade vcs? 16 leitores!!! Uhuuuuuuu!!!!!! To muito feliz :)))) Pena q a maioria deles não fazem comentários T-T Obrigada por favoritarem a minha histo´ria :) Se quiserem, podem ate´ recomenda-la, seria muito bom :D Obrigada pelo carinho, e cometários de vcs. Fico sempre muito feliz de ver um novo comentário, um novo leitor, ou ate´ mesmo um novo favorito :DDD Hoje não tenho nada em mente para este capitulo, nem sei o que vou escrever, mas espero que seja bom, e que não seja nenhuma falta de tempo para vcs :))) E que as frases que coloco no inicio do capitulo, possa servir como ajuda e inspiração para vcs. Que elas, possam ajudar em algum momento difícil que todos estão passando :) Desejo uma boa leitura neste dia chuvoso, e frio =*u*=

Quando acordei me surpreendi ao estar em uma casa estranha da minha, mas depois de algum tempo me lembrei do que havia acontecido. Chorei um pouco depois de lembrar de tudo, traição, traição de Lisa, Matt, Jenna.

Peguei minha bolsa, nela tinha minha escova de dentes e também umas roupas.

Fui para o banheiro que era no próprio quarto. Escovei os dentes, tomei banho, e lavei meu cabelo.

Tinha alguns vestidos no guarda roupa do quarto. Prometi a Agnes que não faria nada que seria digno de humilhação, então vesti um daqueles vestidos.

Escolhi um roxo longo, que tinha uma pequena manga e um fino sinto que ficava na cintura. O vestido era muito bem bordado e bonito. Era leve e confortável.

Abri a janela do meu quarto e pude ver Agnes, Emma, e Agata sentadas numa mesa redonda, claro que Agata por ser um bebe estava numa pequena cadeirinha branca, vestindo uma linda roupinha branca com um belo babado de renda.

Desci as escadas da sala e fui para o jardim. Custei achar onde que era a porta mas depois de uma ajuda da empregada a encontrei.

– Bom dia, minha querida. — me cumprimentou Agnes.

– Bom dia. — já fui me sentando em uma das cadeiras redondas.

– Bom dia, senhorita Emily. — falou Emma.

Agata olhou para mim estranhando minha presença, ficou emburrada, e depois só vi pequenas lagrimas caindo de seus pequenos olhinhos azuis.

– Não precisa chorar, não sou do mal. — disse tocando em seu rosto tão lindo que parecia de porcelana.

Ela fechou os olhinhos, e depois os abriu, logo abrindo um longo sorrisinho banguelo.

– Que bom que nos entendemos. — falei.

– Senhora, ligaram da Empresa, tiveram que fazer uma reunião de ultima hora. – Frida falou para Agnes.

– Mas mãe, a senhora prometeu que iríamos passear pela cidade. — resmungou Emma cruzando os braços.

– Desculpe minha filha, mas...

– Se quiser posso levá-la para passear, ai já conheço a cidade. — digo, parando de fazer carinho em Agata.

– Bem, acho que você já é de confiança. Pode sim. Mas vá para o quarto de Ester, Frida lhe ajudará á achar uma veste mais... apropriada.

Agnes se levanta, dando um beijo na Emma, e Agata, e um tchau para mim.

Emma se anima e me abraça forte.

– To ansiosa para passear com você.

– Também estou. Então coma, que logo logo eu volto pra gente dar um role, ok?

Me levanto e sigo Frida.

Olho para traz, e vejo Emma perguntando para a empregada ao seu lado, "O que é 'role', e 'ok'?"a empregada da de ombros não sabendo responder a pergunta, dou risada.

Frida me leva ao um dos quartos mais lindos e chiques da casa. Se o quarto de Ester já é lindo, imagina de Agnes, que é a dona da casa.

A governanta, com rapidez, abriu um armário branco, tirou de lá um lindo vestido comprido e total recatado. Não que eu seja "Piri, pipiri, pipiri, piri piradinha"mas nem a santinha das santas usaria roupas assim, apesar de serem lindas essas roupas. Ela pegou um par de sapatos e colocou ao lado do vestido, que estava na cama.

– Obrigada. — falei, pegando o vestido e vendo se cabe em mim.

– Ficarei aqui senhorita, para colocar o corset na senhorita, também farei um penteado que esta na moda.

– Ah, obrigada Frida.

Ela pegou um lindo corset preto.

Quando tirei minha roupa, ela colocou em mim.

– Desculpe perguntar, mas, onde esta sua cirola?

Comecei a rir que não acabava mais. Pra quem não sabe o que é cirola, é a antiga calcinha, ela parecia uma bermuda, ia até os joelhos, as vezes até mais.

– Cortei, me sentia incomodada.

Ela arregalou os olhos, mas continuou ajeitando o corset.

Na primeira apertada já não conseguia mais respirar.

Olhei no espelho, e estava com a cintura mais fina que um violão. Meu pulmão deveria estar mais apertada do que, do que, aaaah, nao sei!

– Como respiro com isto?

– Apenas ande levemente, assim não se cansará.

– Ta.

Ela também me ajudou á colocar o vestido.

Um vestido comprido, bege, com uma renda que o cobria todo. O tecido de baixo formava um belo tomara que caia, mas, para não ser muito indecente havia uma bela renda bege cobrindo meu pescoço.

– E agora? Que penteado eu faço? – se pergunta Frida, me colocando em frente ao espelho da penteadeira.

– Eu tive uma idéia, mas, você terá que me ajudar.

Frida me ajudou a colocar alguns grampos em meu cabelo, e me ajuda a formar um belo lacinho de cabelo.

– Não acha que vai causar comentários? — pergunta ela.

– Se causar isso, pelo menos serei o centro das atenções.

– Também tem essas jóias — ela me mostrou – Quer colocar alguma?

– Mas, será que posso?

– Sim, a senhora Agnes pediu que lhe vestisse como uma realmente dama. Quando ela voltar, já irá trazer lindos vestidos, e jóias próprias para você.

– Mas, não será um incomodo, não é?

– Não. A senhora Agnes, é uma mulher muito rica, cheia de posses.

– Ah.

Se ela é rica tem que gastar o dindim mesmo, só de zuera gente.

Frida pegou um belo colar de diamantes, e belos brincos com tamanho médio de diamantes e perolas.

– Que anel é este? — perguntou ela apontando para o anel da Rapunzel, que Matt me deu na festa de comemoração á mim.

– Bom, esse é o anel que meu irmão me deu, nunca o tiro.

– Ah, sabe que se alguém vir isto achara um ultraje.

– Que achem, esse anel mostra o amor que ele tem por mim, nunca o tiro.

– Tudo bem.

– Então? Já estou pronta?

– Sim. – acentiu Frida, dando uns últimos retoques no pó de arroz.

– Então, por favor, chame a pequena Emma.

– Sim, senhorita.

Fui para o meu quarto. Peguei algumas maquiagens da minha bolsa, e as usei. Fiz um leve delineado com o lápis, também passei muito rímel, um batom rosinha, e pronto. Passei perfume.

Fui para a sala, esperar a pequena Emma.

Sentei no sofá, colocando delicadamente um pé atrás no outro e colocando delicadamente as mãos encima dos joelhos, vi isso no Diário da Princesa 1.

Frida veio com Emma no colo. Ela vestia um lindo vestido bege claro, com uma bela faixa azul na cintura, e uma flor bege do lado. O vestido era comprido o bastante para cobrir seus pezinhos, com belas sandálinhas.

– Como você esta linda. — elogiei-a, a pegando no colo, mas logo não agüentando, pois ainda estou usando aquele corset e não consigo respirar direito.

– Você também esta linda Emily.

Dei um beijo em sua bochecha, depois limpei a marca de batom.

– Senhorita Emily, aqui esta sua sombrinha, luvas, e leque.

– AAAAAA Leque leque leque leque leque leque leque. — comecei a cantar, elas me olharam estranhando — Deixa pra lá. Pra que serve isto?

– Bom, o leque serve... — começou Frida.

– AAAAA Leque le... — Frida olhou feio para mim, então parei.

– O leque serve para se abanar por causa do calor, a sombrinha para não pegar sol e não ficar com a pele morena, já as luvas, como um acessório.

– Ok, mas na boa, eu não preciso de leque, não sou fedida.

– Vai ver que vai precisar. O motorista já esta pronto, vamos?

– Motorista? Que? Eu quero ir a pé.

– Então tudo bem, se é assim, eu vou com vocês.

– TÁ. — falei- Mas, e a Ester? Não quer ir?

– Ester esta com seu noivo, e Agata esta dormindo, bebes não podem pegar muito sol. – explica Fida.

– Ah, ta.

Só quando sai pude ver a belíssima casa, é igualzinha a aquelas casa antigas que vemos em filmes antigos, ou novelas que mostram cenas antigas.

Emma pegava em minha mão, Frida andava atrás de nos, apenas nos observando de perto.

Tudo é tão lindo, tão magnífico. Igualzinho á novela Lado a Lado. Não se via lanchonete, nem shoppings, nem nada disto. Apenas belezas culturais. Queria ter uma câmera para tirar foto de tudo.

Já estávamos no centro da cidade. Passeando sem rumo algum, quando...

– Cala a boca seu escravo maldito!!!

Comecei a ouvir vários gritos, tinha até uma rodinha envolta destes gritos, muda o ano mas não muda os curiosos.

– Frida, cuide de Emma. — falei pegando a mãozinha de Emma e dando para Frida.

– O que vai fazer? — pergunta ela.

– O que acho que tem que ser feito. – digo já correndo na frente das duas.

Corri, literalmente corri até a multidão, afastei todo mundo, até poder ver o que estava acontecendo.

Vi um homem moreno sendo chicoteado por um homem. Ele gritava algo que não raciocinei para entender. Por um impulso, por eu não sei o que, corri para frente daquele homem que estava sendo chicoteado.

– Se não pararem mato você!! – grito num grande impulso – A escravidão já acabou a muito tempo!

Um charlatão que acha que mandava em tudo esta a minha frente, com um enorme chicote na mão. O homem atrás de mim não é negro, mas sim moreno. Observo ele e seus ferimentos.

Olho novamente para frente.

– Essa proza não é sua, mocinha! — grita o homem com o chicote.

– É agora! Seu imbecil, se eu ver você maltratando novamente este homem, eu juro que vou sair de mim!

– O que uma menininha como você pode fazer?

– Eu vou, eu vou... — gaguejo.

E agora? O que eu vou fazer? Pensa, pensa, pensa, pensa! Um cara com uma “arma” está a minha frente, e eu sou apenas uma mocinha com um nada na mão.

Vou falar uma palavra que ele não saiba, que seja de agora, quero dizer do futuro!

– Eu vou te dar umas porradas!

– Que? O que é isto?

Começo a rir da cara dele

– Ela deve ser uma bruxa. – começa comentários pela multidão a nossa volta – Porrada deve ser um feitiço.

– Vou matar você agora sua bruxa maldita! – diz o charlatão.

Sua mão que está com o chicote sobe para cima de sua cabeça, e com muito impulso ele me acerta com o chicote.

Caio no chão com a dor e pela força do chicote no meu braço. Não consigo gritar, a dor invade a minha garganta me deixando muda por um estante.

Mas não me arrependo do que fiz, sei que foi certo! Não suporto ver alguém sofrendo.

Meu Deus, como isto arde! Tentei olhar para meu braço ferido pelo chicote, mas havia tanto sangue que nem dava para ver a abertura da ferida, mas, vi algo branco, e descobri que aquilo era meu osso.

Frida e Emma vieram até mim, me perguntando como eu estava. Mas, não conseguia responder, a dor não deixava.

Uns guardas seguiram o homem que me chicoteou.

– Sou médico! — gritou um senhor examinando meu ferimento.

– Está doendo muito!! – são as únicas palavras que saem de minha boca — Frida afaste a Emma, por favor.

Frida obedece retirando a menina. Vi Emma soltar pequenas lagrimas.

Meus olhos começam a fraquejar, até não ver mais nada.

***

– Pronto. — disse a enfermeira, colocando meu braço junto a mim.

Naquela hora eu havia desmaiado, só acordei quando já estava no hospital. Então limparam meus ferimentos e enfaixaram meu braço. Não foi nada grave, apenas um grande rasgão, tão grande que chegou até o osso.

Me sentei na cama que eu estava deitada. A enfermeira já havia ido embora, e eu esperava alguém vir me buscar.

Ouvi passos vindo do corredor. Vi que era Frida, e o doutor.

Quando o doutor me vê, ele corre para mim, e começa á fazer varias perguntas do século 21.

– Como é lá? – pergunta o médico – Como vocês vivem. É diferente daqui deste século?

– Que? Frida, você contou pra ele? – perguntou abismada.

Notas finais
Espero que tenham gostado :))))