O Outro Lado do Livro

6 Mais baixos que altos e baixos


Notas iniciais
Ooi ooi ooi Queria agradecer aos comentários. Queria agradecer ao James Slowheart, seus cometários sempre me dão força para fazer um próximo capitulo >.< - Este capitulo a Emily vai mostrar novamente a sua força de superação, e força para continuar. Ja que o destino não copera.

Acordei com um sorriso no rosto. Estou decidida á ter uma vida feliz, enquanto a tenho.

Matt estacionou o carro, na mesma vaga de ontem.

Andávamos pelos corredores, eu em direção de minha sala, e ele á dele.

– Hoje eu almoço com você? – pergunta ele como quem não quer nada.

– Acho que não. Fiz uma nova amiga. – sorrio para ele.

De olhos bem abertos ele me observa, para ver se não minto sobre ter uma “amiga”. Depois me da um beijo na testa, e se despede.

Ajeito minha bolsa em meu ombro e continuo a andar.

Coloco minhas coisas no meu armário, pegando apenas o livro de história. Fecho-o e o tranco com o cadeado.

Ando em direção á minha sala.

Sinto uma pequena vibração no meu bolso. Vejo a mensagem que recebo no meu celular.

“Lembre-se de chegar cedo em casa. Quero te arrumar para a festa”

Nem precisa ler o remetente para saber quem mandou.

– Jenna. – cochicho.

Guardo o celular e continuo andando.

Vejo uns meninos conversando perto do banheiro feminino, então me lembro do incidente.

Sinto aquele enjôo voltar feito uma bala sendo preste á ser atirada.

Paro um momento, passo meus dedos na garganta, procurando alguma solução para aquilo.

– Você está bem?

Paro para observar o rapaz á minha frente, com uma beleza inigualável. Seus cabelos castanhos bagunçados, sua pele com algumas marcas de barba grossa, seus olhos castanhos claros, e sua boca avermelhada.

Alguma coisa naqueles olhos me chamava à atenção, mas o que?

– Quer que eu te leve para a enfermaria? – seus olhos rodam pelo meu rosto assustado pela sua aproximação.

– Não. Estou bem, obrigada. – logo falo, dando continuação para meus passos.

– Está mesmo? – ele me segue.

– Sim. – de repente paro e pergunto – Eu te conheço?

Ele para e da um sorriso de leve, feliz por eu pelo menos ter lembrado isto. Mas sinceramente sinto seus olhos familiares.

– No jardim da escola...

Ele não precisa dizer mais nenhuma palavra! Já sei quem é, é o rapaz que eu caí!

– Bom, desculpe por aquele momento. – falo, gaguejando pela vergonha ><.

– Não precisa se desculpar. Sei que não foi sua culpa. Acidentes acontecem. – ele da outro sorriso – Acho que devemos começar de novo.

Dou um sorriso. Ter uma segunda chance é um ótimo presente que a vida me deu.

– Prazer, meu nome é Emily.

– Prazer, meu nome é Miguel.

Apertei a mão dele, que estava estendida bem na minha frente.

Seu olhos me observavam com cuidado, sem esquecer uma só parte, ou detalhe. Também o observava, usava um suéter verde com um jeans, bem simples.

Quis quebrar o tenso do silencio.

– Bem, você é de que ano?

– 3º.

– E você é do segundo?

Arqueio uma sobrancelha, me perguntando como ele sabe.

– Sim.

– Você tem cara de 16.

– Não tenho não. Tenho cara de ser bem mais adulta. – brinco.

Começamos á andar.

O silencio constrangedor não saia de nós. Quando passamos pelo elevador, parei.

– O que foi? – perguntou ele atencioso.

– Bom, e que por aqui e a minha sala.

– Ah. Minha nossa, estava tão distraído que esqueci que por ai também e a minha sala.

– E mesmo? – pergunto.

– Sim, é o terceiro andar.

– Então vamos juntos.

Aperto o botão do elevador, e as portas dele logo se abrem.

Prendo meu cabelo num coque e respiro fundo, vou ficar sozinha com ele no elevador, isso e muuuuuuiiiiitoooooo estranhooooo, e constrangedoooor!!!

Aperto o botão do meu andar. Vou apertar o dele, mas ele é mais rápido e aperta, fazendo nossos dedos se encontrarem.

Nos olhamos por alguns segundos, sinto meu corpo gelar, olho para baixo imediatamente, ele faz o mesmo.

A porta do elevador abre e eu saio.

– Tchau. – digo.

Ele apenas da um aceno, não deixando de ficar vermelho.

Viro para o corredor. Começo a andar rápido quando ouço o sinal. Logo os corredores vão ficar cheios.

Entro na sala e sento-me na segunda carteira, é matemática, gosto muito desta matéria >.

Não pude segurar, e dei um sorrisinho. Falei pela primeira vez com ele >.<.

Um ano já tinha se passado.

Já podia se notar as pequenas falhas no meu cabelo por causa da quimioterapia. Tentava não me preocupar com isto, apenas colocava alguns apliques.

Uma coisa mudou neste tempo, eu estou namorando o Miguel.

***

Não parava de ouvir o monstro do despertador, que estava no criado-mudo.

O joguei no chão, e então parou.

Encostei minhas costas na cabeceira. Coloquei minhas mãos no meu rosto, subindo pelos meus cabelos, e parando na nuca.

Olhei para o livro que comprei, é do Augusto Cury — "12 semanas para mudar uma vida". Comprei enquanto passeava com minha mãe.

É, comecei a chamar a Jenna de mãe. Percebi que em toda a minha vida, fiquei esperando para chamar alguém de mãe. Desde que me conheço por gente quis ter o gostinho de chamar alguém de mãe. Então por que adiar algo que não precisa ser adiado, ou interferido?

Adoro este autor, Augusto Cury, lembro-me de sempre ler seus fascinantes trabalhos.

Passei meus dedos pela macia capa com vários tons de verde.

Meu celular tocou. Com o toque especifico do meu amor, I Need You.

Todo dia, ele me liga para me dizer "Bom dia".

– Ooi, gatinha — ouvi ele do outro lado da linha — Dormiu bem?

– Não — respondi depois de um suspiro.

– Por que, meu amor?

– Não sonhei com você ♥.

– Ooo meu amor. Pena que hoje não vamos nos ver :(.

– Por que? Hoje é segunda-feira, tenho educação física, podemos no encontrar enquanto você joga futebol americano.

–Não vai dar. Vou ter reunião com o time.

– Huuuum. Quem pena...

– Mas não se preocupe, vou te recompensar depois da aula.

– Vamos aonde? — pergunto.

– Você vai ver. Agora preciso ir. Antes de ir para o colégio, vou levar meu irmãozinho pra escola.

– Então tá, ainda preciso me arrumar.

– Sério?! Então, beijo meu amor.

– Beijo.

Desligo o celular, e o coloco no lugar onde o encontrei.

Me levanto.

Tomo banho.

Me troco, colocando um vestido preto com um casaquinho listrado preto e branco. Uso uma boina vermelha com os meu cabelos soltos. Nos pés a bota é de militar preta. E por ultimo me maquio com batom vermelho e rímel .

Ultimamente eu estou gostando de me maquiar, e me arrumar...

***

Já estava na sala de aula. Conversava com Lily, que virou minha melhor amiga.

– Você ainda vai dormir na minha casa, né? — pergunta ela.

– Sim. Trouxe tudo, pijama, escova de dentes, tudo.

– Que bom :). Então é por isto que sua bolsa está tão pesada?

– Siim. Também trouxe meu notebook e iPod.

– Ta ok. Precisamos fazer aquele trabalho de Biologia.

– Pessoal! Sentem! — gritava a professora de educação física.

Todos correram pra sentar, ela é muito brava!

Fomos para a quadra. Já estava vestida com uniforme para treinar volei.

– Então vamos treinar, meninas! — falou a professora.

– Emily, você pode ir lá no deposito pegar as bolas? — perguntou a professora.

– Posso. — digo, já me dirigindo ao depósito, que fica no jardim perto da quadra.

Peguei meu celular, aproveitando para ligar para o Miguel ♥.

Digito os números, e ligo enquanto ando.

Fico surpresa ao ouvir o barulho do celular dele, tocando uma batida. Cada vez que ando, mais auto o som ficava.

Tiro o celular do ouvido, tento me concentrar só no som.

Quando estou perto do depósito o som fica mais nítido.

Meus dedos tomam vontade própria, e desligo a ligação, o som para.

Sinto um aperto no coração.

Novamente meus dedos tomam o comando, a camera do meu celular é ativada. Posiciono ele no meu peito.

Por que estou fazendo isto? Se meu namorado esta ali, devo correr para beija-lo.

Mas meu coração aperta.

Ando lentamente.

Já estou bem perto do depósito.

Coloco meu cabelo atras da orelha.

Ligo de novo para ele. O barulho reinicia. Não me surpreendo, que quando desligo, o som para.

Ouço gemidos de longos amasso.

Me arrepio toda. O que vou encontrar?

Respiro fundo, e solto o ar.

Vou para traz do depósito...

Não acredito no que vi!

Meus olhos começaram a lacrimejar. Meu dedo automaticamente tira uma foto dos dois.

Não podia ver aquela cena!

Meu namorado, o Miguel, e a Lisa, a namorado do meu irmão, se beijando!!!

Por que???? Por que????

Fiquei tão paralisada, vendo aquela cena horrível, que deixei meu celular cair no chão.

Parece que o barulho foi tão alto para eles, que olharam assustados para mim.

– Emily?! — assustou-se Lisa.

Não consegui dizer uma só palavra. Ainda precisava digerir tudo aquilo que vi. As caricias no bumbum da vadia Lisa, os seus labios se tocando, os rápidos e leves movimentos dos dois!

Meus Deus, que dor! Que dor!

Miguel veio até mim.

– Meu amor, não é o que parece — ele tocava em meus braços, tentando segura-los, mas eu resistia.

– Emily, não conte para o seu irmão. Ele me odiaria para sempre.

– Se você realmente se importasse com ele, não faria o que fez. — digo com muita raiva.

– Meu amor...

– Fique longe de mim! — grito.

Pego meu celular e saio da li.

Corro para o vestuário, lá tem as minhas coisas.

Troco de roupa rápido.

Pego minha bolsa, e vou para o estacionamento.

Como posso estar com cancer, parecer que tudo tinha se ajeitado e de repente tudo cai de novo. Como posso continuar a nadar?

Notas finais
Espero que tenham gostado :)))) Deixem comentários aqui embaixo, e se gostaram da minha historia, compartilhem. Beijos, e ate a próxima :)