O Outro Lado do Livro

25 Eu te amo, finalmente!


Notas iniciais
Demorei mais postei. Espero que vocês gostem. Este episódio é muito especial. Boa Leitura :)

Um monte de sensações passou por mim. Quando me disseram que eu era louca eu fiquei com medo, medo de não ver mais o rosto dele, medo de não poder mais tocar ele.

Sem ter mais nenhum pensamento, corri para o abraçar.

O abracei tão forte que pude sentir seu coração. E por um minuto, achei que a vida estava em câmera lenta.

– Eu tive medo. – disse finalmente – Tive medo de perder tudo. Tudo que eu conquistei. Realmente descobri qual é o sentimento de um dia acordar e descobrir que perdeu tudo.

Apertei minhas mãos que estavam em seu pescoço o abraçando.

– O que você tem medo de perder?

Aquela pergunta ficou flutuando na minha cabeça. O que eu tenho medo? Resolvi dizer tudo para ele. Mas, não conseguiria dizer tudo olhando em seus olhos. Então me virei de costas para ele, coloquei minha mão em meus olhos, e desabafei. Desabafei como nunca havia desabafado antes, quer dizer, tirando os maravilhosos momentos que desabafava com meu brother.

– Quando cai do morro eu tive um sonho estranho, ou talvez aquilo nem foi um sonho, foi um puxão para eu acordar.

– Acordar do que? – Dimitri tentou olhar me rosto, mas eu me virei mais.

– Para eu me tocar que nem tudo é para sempre. Eu fui tão lerda com os meus sentimentos que nem me toquei que o tempo passa. Quando eu cai do morro, sonhei que eu acordei em um lugar para loucos. Um lugar onde todos diziam que eu era louca. Lá, eu recebi uma visita de uma moça que dizia que era a minha irmã, e ela dizia que eu inventei todos os nomes das pessoas que passaram da minha vida. Depois disso, eu tive medo. Cara, por um minuto eu perdi tudo. Perdi meu irmão, minha mãe, Emma, Agnes, Ester, e todos que eu amo.

Finalmente me virei para ele. Parecia que nada mais importava. Se eu não tivesse a oportunidade de olhar nos olhos dele e ver a expressão que ele fizesse quando eu falasse, eu acho que perderia tudo. Então, continuei:

– Antes, antes de tudo, quando eu percebi o obvio, fiquei com muito medo. Medo de ser uma coisa boba de adolescente com vários hormônios. Meu cara, eu acabei de ser traída, isso era o obvio a acontecer, eu ver um cara gato e achar que me apaixonei.

– Nossa. – ele riu. Parecendo que levou dez facadas com que eu disse.

– Mas, eu me toquei que não é isso. Me toquei que se um dia eu perdesse você, eu me arrependeria dia e noite, noite e dia, por não ter dito isso.

Aqueles lindos olhos quase me fizeram beijar logo ele, mas eu era uma dama rica, não podia fazer isso. Tava me esforçando para não fazer isso.

– Dimitri... – fiquei um segundo em silencio – Aff, eu não sei fazer isso – peraí, não era para eu pensar isso? O que tem de errado comigo? – Dimitri, eu cortaria meus pulsos se não falasse isso. Eu não sei o que vai vir depois disso, não sei o que vai acontecer se eu disser o que esta guardado aqui dentro de mim. Bom, eu... eu... Eu te amo, Dimitri!

Tampei meu rosto com as mãos. Não podia olhar mais para ele. Eu estava envergonhada. QUE MICOOOO!!!

Afastei um dos meus dedos, deixando meu olho direito a mostra.

– Por favor, diz que você gosta da idéia de eu gostar de você. – implorei.

Ele olhou para o teto, tipo pensando. E eu implorava para que ele pensasse rápido.

– Eu só não gosto. Como eu amo.

Meus joelhos desabaram no chão. Dimitri se abaixou ao meu tamanho que fiquei no chão, e começou a vasculhar no bolso.

– Estava guardando isso para mais tarde, mas, parece que você foi mais rápido que eu. – falou ele.

Senti-me um pouco envergonhada. Mas, meus pensamentos estavam me matando, não podia esperar mais.

Ele vasculhou em seu bolso e de dentro dele tirou uma caixinha. Cara, eu não queria caixinha nenhuma, eu queria o anel!

– Emily, eu não sei exatamente por quanto tempo você vai ficar aqui. Nem sabemos se vamos passar as nossas vidas juntos. Mas, pelo tempo que nos resta, eu quero passá-lo com você, e com mais ninguém. Então, aceitaria fazer este humilde homem, o mais feliz dos homens?

Eu não sabia o que dizer. Não sabia, até Agnes chegar em silencio atras de Dimitri e soltar um berro.

– Eu não acredito! Eu não acredito! – dizia a pobre viúva.

Ester, Emma e Agata estavam junto a ela.

– Eu não acredito que você esta pedindo a Emily em noivado! – se surpreendeu Emma.

– Que anel lindo! É muito mais bonito que o meu. – lamentou Ester.

Agata apenas dormia nos braços da empregada.

Enquanto as 3 ficavam eufóricas planejando coisas sobre o casamento, Dimitri olhou em meus olhos, e eu sabia o que ele queria dizer.

– Eu aceito. – falei baixinho.

Dei minha mão a ele, e com o maior cuidado, o anel entrou em meu dedo.

A enfermeira veio e me levou para meu quarto. Ainda estava com a perna quebrada, e algumas feridas sérias. Descobri que a pessoa que me deu ótimos conselhos na sala era a minha enfermeira, o nome dela era Patricia, e ela é Brasiléia, veio do Brasil pois lá não estava muito bom para ela e a família.

– Muito obrigada. – disse a ela.

– Não fiz nada minha querida.

– Como posso retribui — lá?

– Tem uma coisa que eu queria que você fizesse. – disse ela se sentando ao meu lado na cama – Sabe a casa onde você ficou quando não quis ficar mais aqui?

– Sim, sei. Até queria ir lá para fazer uma visita a eles.

– Lá tem um rio. Um rio onde as pessoas pobres costumam tomar banho. Vá até o rio. E fique lá por mais ou menos 2 minutos. Quero que você converse com o rio.

– Tá. Se isso vai te recompensar, tudo bem. – digo, achando estranho aquilo.

Patricia deixou a mesa móvel de comida em meu colo, eu iria jantar antes de dizer:

– Obrigada por me ouvir.

E saiu do quarto. Achei aquilo um pouco maluco. Mas iria fazê-lo.

Só teria que melhorar das pernas.

Continuei a comer. E logo me deram um remédio para descansar.

Notas finais
Gente, postei uma nova fic, leem se quiserem, ok? http://fanfiction.com.br/historia/464827/Miggy/ - E acessem meu humilde blog: http://sabedoria-a.blogspot.com.br/ Beijos :***