Notas iniciais
Algumas explicações nesse capitulo

Eu já estava tentando pensar num plano de fuga há mais ou menos 2 horas, mas não me ocorria nada. Estávamos presos naquelas mesas por alguma coisa muito forte, mas esse era o menor dos problemas. Só pelo barulho que vinha de fora da sala (que estava trancada e não tinha janelas), dava para perceber que tinha uma quantidade assustadora de pessoas que com certeza não nos deixaria sair dali, pelo menos não vivos.

“Será que o pessoal sentiu nossa falta?” W perguntou, enquanto tentava dar um jeito de se soltar.

“Eu não sei quanto tempo passou, mas com certeza já estão desconfiados...” Ichigo com certeza notaria minha demora e acabaria indo até o apartamento de W, onde as garotas diriam sobre a ligação e seria apenas uma questão de somar dois e dois.

“Sei que é ridículo, mas queria que eles não fossem tão insistentes e desistissem de nos encontrar. Quer dizer, se acabarem com a gente aqui não vamos trazer mais problemas a ninguém. Nem a desconhecidos nem aos nossos amigos.” Sinceramente aquilo era verdade. Se eles acabassem vindo para cá com certeza não sairiam vivos. Então eu me segurei ao que seria meu ultimo desejo: Que eles não nos encontrassem por qualquer motivo. Se as coisas seguirem assim não importa o que vai nos acontecer ou se vamos conseguir fugir.

“Vocês acham mesmo que os pegamos para matá-los. Achei que eram mais inteligentes” A mesma pessoa que estava antes nessa sala voltou, dessa vez com uma prancheta e uma mala. “Antes de começarmos, vocês devem estar bastante confusos, especialmente você Orihime. Primeiro de tudo, sim eu sou seu irmão, então não adianta se prender em fantasias, porque a realidade é e sempre foi essa.”

“Nossa, o cara do mal contando seu plano para as pessoas amarradas. Isso é tão clichê.” W falou com sarcasmo.

“Cara do mal? Não é assim que eu vejo Leonard. E bem, para prosseguir com o “plano” estamos esperando algumas coisas ficarem prontas no laboratório, então achei que seria interessante esclarecer as coisas para vocês por enquanto. Não é como se fossem lembrar de algo daqui há poucas horas.”

“O que você quer dizer com isso?” Perguntei, com uma voz seca e fria. Aquele homem não era mais meu irmão, e sim um inimigo que tinha de ser eliminado.

“Calma, já vou chegar lá. Antes vou esclarecer a duvida que vocês tem já faz algum tempo: O que exatamente são. O termo correto é: H.M.P.C ou Humanos Modificados Para Combate. Usando um pouco de manipulação psicológica em conjunto com “pequenos” choques elétricos, e algumas modificações genéticas, transformamos cada um de vocês H.M.P.C’s em pessoas com maior capacidade física, mentes estrategistas e uma ânsia por assassinatos, como se fosse uma das necessidades normais do corpo, como comer e beber água.”

“Pra que exatamente? Estão planejando dominar o mundo, porque esse plano sim seria o rei dos clichês máximos.” Queria saber de onde diabos W tirava força para fazer piadinhas numa situação dessas. Devia ser o jeito dele de se manter calmo ou algo assim.

“Não, nós não temos esse tipo de ambição nessa organização. O nosso plano é criar pessoas adequadas para guerras e coisas do tipo. Não conseguem ver isso garotos? Um único exemplar de vocês seria mais eficiente e mataria o triplo de inimigos do que um soldado comum.”

“Então vocês trabalham por governo? Porque se trabalham deviam arrumar um laboratório melhor.” Resolvi aderir a técnica de humor do meu colega, e aquilo realmente aumentava a confiança.

“Infelizmente no inicio os superiores acharam nosso projeto louco e desumano... Mas sabem como são as pessoas... Agora que já conseguimos começar eles vão usar a desculpa de que “já que foi feito a única coisa a se fazer é aproveitar.”. Podem não acreditar em mim, mas os dois sabem muito bem que de inocente a humanidade não tem nada.”

“Ok, ok, já entendemos sua historinha de ficção cientifica versão realidade, mas eu e a Ori somos produtos defeituosos certo? Por isso estamos aqui.”

“Muito pelo contrario W, vocês dois são o que eu gosto de chamar de “erro agradável.” Por um lado conseguem resistir aos seus instintos genéticos, mas pelo outro são muito mais espertos que os outros experimentos, que na maioria das vezes de uma hora pra outra ia destruir qualquer um, fosse inimigo ou aliado. Não sabemos exatamente porque isso aconteceu. Leonard Connors, você no inicio seguiu o esperado, mas depois acabou começando a resistir aos poucos. E o caso mais interessante é você, minha cara Orihime.”

“Isso que eu queria perguntar: Porque você usou sua própria irmã numa coisa dessas?”

“Bem, era muito difícil achar voluntários que aceitassem essa experiência, e nós queríamos crianças, já que sua personalidade ainda não estava moldada. Então, a maioria dos cientistas que tinha filhos ou irmãos pequenos os trouxe pra pesquisa. Mas não se preocupe Leonard, nem sua mãe nem seu pai estão envolvidos conosco. Você nos conheceu através de um tio que não vale a pena citar o nome porque já não está entre os vivos.”

“Uma coisa que está me deixando com duvidas ainda Sora.” Chamá-lo de irmão era insuportável pra mim. “Porque fingiu que estava morto?”

“Bem, eu planejava observar seus resultados bem de perto, mas infelizmente você não demonstrou os sintomas normais dos outros. Então pensei que algo como ficar longe da sua única família faria seu verdadeiro eu despertar. Não me olhe com essa carinha, te deixei uma boa quantia em dinheiro e te observei de longe esse tempo todo querida.”

“E quanto a Chisei, Aoi e Kei?” W perguntou, perdendo seu bom humor.

“Bem, vocês já sabem muito bem o motivo de termos mandado eles, então a pergunta deve ser como sabíamos. Simples, nós que colocamos os pensamentos com “consciências” em vocês pra inicio de conversa. Quando os dois passaram muito tempo sem obedecer as suas programações originais, apenas usamos três jovens e digamos, distorcemos um pouco suas personalidades e aparências para ficarem iguais.” Traduzindo, eles fizeram lavagem cerebral em três garotos inocentes, mas isso explicava o motivo de Aoi e Kei estarem um pouco diferentes do que eu lembrava. “Mas, como não cumpriram suas funções, os três não são mais úteis. Na verdade o garoto já foi eliminado.” Ele falou com total frieza. Então quer dizer que Chisei estava... Morto?

“Eu só quero saber mais uma coisa. O que querem com nós dois?” O homem tirou duas seringas de sangue dos nossos braços imobilizados, e quando estava saindo respondeu a pergunta de W.

“Fazer com que voltem a ser crianças obedientes e... Bem, como os dois são superiores aos outros quem sabe possam ser a chave para uma nova geração eficiente. Eu volto depois crianças.”

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.