O Outro Lado - A Verdade

28 Esclarecendo duvidas


Notas iniciais
Iae pessoas sentiram minha falta?

No outro dia, acordei bem cedo, antes de tudo precisava ter uma conversa séria com Aoi e Kei. Mesmo correndo o risco de elas já saberem de tudo isso e darem algum tipo de sinal para o tal laboratório que já estávamos cientes da situação, esse era um risco que eu tinha de correr para a dúvida não ocupar muito espaço na minha mente. Chamei elas até a sala depois do café da manhã e fiquei tentando achar as palavras adequadas para começar aquilo.

“Ori você está bem? Aconteceu alguma coisa?” Aoi perguntou, me observando com cautela.

“Na verdade aconteceu sim.” Resolvi ser sincera e aproveitar aquela deixa. “E o que vocês tiverem para falar sobre isso pode mudar as coisas completamente, então escutem com bastante atenção.”

“Agora conseguiu me deixar preocupada.” Aoi sentou no sofá ao lado de Kei e elas ficaram esperando eu continuar.

“Vou direto ao assunto. Eu e o W talvez possamos ter descoberto o que causa esse nosso instinto assassino.”

“Sério?”

“Sério Aoi.”

“Não me diga que acharam um jeito de se livrar dele? Espera ai, se nós somos a representação dos instintos de vocês sumimos junto com ele?” Kei parecia realmente preocupada com aquilo, mas eu não estava disposta a ceder tão facilmente.

“Espera ai um minuto. Se você está falando com a gente em particular, eu suponho que tenha alguma desconfiança correto?”

“Bem...”

“Está tudo bem Ori. Seja lá o que você tenha descoberto, a coisa mais lógica que existe é desconfiar de mim, Kei e Chisei. Mas eu posso te garantir, nós nem mesmo lembramos como saímos da sua cabeça e chegamos aqui no “mundo real”, se assim podemos dizer.”

“Eu vou contar tudo a vocês.” Isso com certeza não afetaria em nada a situação se elas já soubessem. “Em resumo, descobrimos uma história na internet, sobre um laboratório nos arredores da cidade que supostamente faria experiências cientificas com pessoas, especialmente bebês, desde vinte anos atrás, alterando alguma coisa na genética ou algo assim, que fazia eles desenvolverem o instinto assassino e uma força e inteligência maior que a dos outros.”

“Isso me parece meio ficção cientifica, mas enfim... Então você desconfia que nós podemos ser apenas espiãs desse tal laboratório e viemos te fiscalizar e tentar fazer com que pare de estragar o experimento deles e volte a matar.” não, na verdade eu não tinha pensado tanta coisa assim.

“Mais ou menos isso.” Menti descaradamente. “Mas por hora vou mantê-las informadas sobre tudo. De qualquer jeito se quiserem me ferrar vão acabar tendo oportunidades para isso mesmo que eu esconda seja lá o que formos fazer, então não há sentido em ter segredos. E se estiverem realmente falando a verdade, essa pode ser uma oportunidade de recuperar as memórias.”

“Tem razão Ori. Você vai perceber logo que realmente estamos do seu lado.”

“É no que eu quero acreditar Aoi.”

“Então, vamos parar com esse papo entediante e vamos logo para a escola?” Kei nos interrompeu, mas realmente já estávamos bem atrasadas. Quando já tínhamos chegado no meio do caminho, uma mensagem do Ichigo apareceu no meu celular.

“Venha para o apartamento do W agora. Temos uns assuntos para resolver.”

Como W havia me falado que tinha mandado o link da história para Ichigo e T-suki não fiquei tão assustada, mas mesmo assim troquei o caminho preparada para qualquer tipo de coisa. Quando cheguei até o apartamento, me deparei com todos sentados na sala de estar, com caras bastante sérias.

“E ai, o que decidiu fazer em relação a essas duas? Tem total confiança nelas?” W perguntou.

“Ainda não, mas como elas poderiam fazer alguma coisa agora mesmo se as deixássemos de fora, é melhor deixar elas ajudarem. De qualquer maneira, é melhor do que permitir que fiquem sozinhas enquanto nós conversamos sobre isso.”

“É, eu também cheguei a uma conclusão parecida sobre o Chisei.”

“Eu percebi. Mas W, precisa deixar ele amarrado?” Apontei para o rapaz completamente enrolado em cordas numa cadeira.

“Sim. Esse inútil me irrita muito.” W deu um sorriso sádico, e T-suki deu um murro na cabeça dele, enquanto eu desamarrava Chisei. Depois de tudo pronto peguei o lugar ao lado de Ichigo, mas não sabia bem o que falar, mesmo ele não estando mais com tanta raiva quanto antes, não podíamos dizer que estávamos 100% bem.

“Você acredita mesmo nessa história?” Surpreendentemente, ele começou a conversa.

“Sei lá. Nesses últimos meses eu já vi tanta coisa que nada mais parece tão absurdo. O que você achou quando abriu a pagina e começou a ler?”

“Sinceramente? Achei que o W tinha perdido os últimos dois neurônios que ele tem. Mas depois que parei para pensar um pouco, até que pode fazer sentido.”

“Que bom que alguém tecnicamente fora da situação também acha isso.”

“Como assim?”

“Porque eu considerei a possibilidade de estarmos nos apegando a isso só por querer desesperadamente uma resposta. E se você acha que essa história pode ser possível, pelo menos diminui a chance de estarmos ficando malucos.”

“Faz sentido.”

“Ichigo eu...”

“Nós conversamos sobre isso depois.” Ele me cortou, já sabendo qual seria o assunto que eu queria falar, mas ele estava com razão. Precisava me concentrar agora.

Logo percebi que alguma coisa não estava normal. Todos estavam conversando tranquilamente, mas ninguém tocava no assunto que tínhamos de falar, era como se...

“Estamos esperando alguém.” Perguntei.

“Claro. Ela já está bem atrasada na verdade.” W respondeu.

Fiquei com medo de perguntar quem diabos seria essa pessoa, e só pude considerar as possibilidades. A única pessoa que eu podia pensar era Rangiku, será que W tinha contado tudo para ela? Acho meio impossível que ele fizesse isso sem nem ao menos me avisar, mas era o palpite mais lógico que aparecia na minha cabeça no momento.

Na verdade, ainda havia uma pessoa. Mas não, não podia ser. W nunca convidaria Nina Sparks para participar disso. Tudo bem que ela descobriu a história, e que seria muito útil ter a ajuda de alguém tão inteligente, mas isso implicaria que teríamos de contar nosso real envolvimento com isso tudo, que na verdade nós poderíamos ser dois dos experimentos desse tal laboratório, e eu duvido muito que meu colega estivesse disposto a dividir esse segredo com a loira. Ou será que ele tinha mudado de ideia?

Ouvi o barulho de alguém andando no corredor lá fora, e como haviam poucos apartamentos nesse andar era grande a possibilidade de ser nosso oitavo membro misterioso. Minha suspeita foi confirmada quando a porta se abriu e revelou uma pessoa entrando na sala.

“Desculpem a demora, eu precisei resolver alguns mínimos detalhes. Esperaram muito por mim pessoal?”

Notas finais
Quem será que chegou? Até quarta!