Notas iniciais
Iae pessoas, como estão?

As aulas se desenvolveram num total silencio, como não era primeiro dia de aula os novos alunos não foram apresentados. Melhor assim, eu não queria que Aoi ou Kei acabassem falando alguma besteira sem querer. Na hora do intervalo levei as duas até a fila da lanchonete, e nós pegamos um almoço simples. Tudo estaria indo bem, mas quando passamos pela mesa de Nina e seus amigos, Kei tentou esfaqueá-la. Por sorte, vi a tempo de alguém perceber.

“Aoi, vai indo para a mesa, eu vou falar com a Kei.” Eu disse, arrastando a garota de cabelos curtos para um lugar mais distante.

“Ai, ai, o que foi Ori?” Kei perguntou com a cara mais inocente do mundo.

“Como assim o que foi, você tentou esfaquear a Nina!”

“E?”

“E não pode fazer isso!” Sério que ela não tinha entendido o problema?

“Porque não? Aquela garota é um problema, principalmente se continuar se metendo onde não é chamada. Calar a boca dela por toda a eternidade é a melhor solução.”

“E como você ia fazer para se livrar de todas as testemunhas?”

“Ah entendi, não é com a Nina que você está preocupada, e sim com os problemas que isso podia causar.”

“LOGICO QUE EU ESTOU PREOCUPADA COM ELA TAMBÉM... É que, é, bem...”

“Não precisa fingir pra mim Ori. E quanto as testemunha era só matar eles também, eu tenho certeza que o W idiota ajudaria também. Depois era só ir embora para outros lugares com vitimas mais interessantes. O Ichigo obviamente iria com você, e seria uma vida emocionante onde poderia finalmente ser você mesma. Bem, eu vou voltar para a mesa, estou morrendo de fome.” Com isso ela me deixou sozinha com minha confusão. Droga, discutir com meus próprios instintos era exaustivo, e o pior, por um segundo a ideia de Kei pareceu boa na minha mente. Mas eu não ia ceder ao meu lado mau. Nunca. Respirei fundo e voltei para a mesa, logo notando a falta de uma pessoa.

“Gente, onde está o Ichigo?” Perguntei.

“Ele disse que ia atender o telefone.” T-suki respondeu. “Ah me lembrem de entregar a lição da Rukia, ela deixou lá em casa porque tinha uma consulta com o psiquiatra hoje.”

“Eu sempre me pergunto se ela já superou totalmente aquilo.” Rangiku falou com uma expressão séria.

“Não é uma coisa tão simples assim.” Eu definitivamente sabia disso. “O que você acha W?” Não houve resposta, talvez porque debaixo dos óculos escuros, o idiota estivesse cochilando há muito tempo.

“Eu sei exatamente como acordar ele.” T-suki deu um sorriso maligno. “W UNS PALHAÇOS VIERAM FAZER UM SHOW ESPECIAL NA ESCOLA!”

“AHHHHH FIQUEM LONGE DE MIM!” W acordou bruscamente e caiu de cara no chão, fazendo todos rirem. “Isso não é legal amor.”

“Quem manda dormir no meio do que eu estou falando.”

“Você é educado como um macaco W.” Chisei falou, limpando a boca num guardanapo.

“Ei não insulte os macacos!” Brinquei quase me engasgando com a comida. De repente, Ichigo voltou para a mesa. Apesar dele parecer completamente normal, havia algo em seus olhos que estava me perturbando. Talvez fosse só paranóia minha, mas mesmo assim...

“Quem era no telefone amor?” Perguntei segurando a mão dele.

“Só meu pai perguntando uma coisa sobre o jantar.” A resposta foi rápida, não tinha cara de mentira.

“Já que a sessão “ridicularize o pobre W” acabou, vou pegar um sorvete.” o descabelado se fez de dramático.

“Ori, será que você pode ir lá comprar um hambúrguer pra mim?” Ichigo falou. Eu assenti com a cabeça, mas fiquei meio cismada, enquanto ele colocava o dinheiro na minha mão. Desde quando ele não se importava com o fato de eu ficar sozinha com W? Tudo bem que as coisas melhoraram depois da nossa conversa na casa dele, mas não tanto assim.

“Ruivinha, esse cara vai me deixar maluco.” W falou, se referindo a Chisei.

“Quem diria que uma mistura do seu instinto e do seu cérebro daria um cara sério e educado.”

“E você que é uma completa bipolar? De um lado uma yandere pirada do outro uma senhora séria.”

“Calado idiota. Bem, só o que resta é ter de aprender a conviver com eles, não temos outra opção. Ainda vou descobrir como diabos nossos pensamentos viraram algo coisa de carne e osso.”

“Eu estive pensando numa coisa. Seja lá como esses três surgiram, se descobrirmos com certeza saberemos porque somos assim. Uma coisa eu garanto, agora minha suspeita sobre nossos instintos não serem algo natural se intensificou. Vai ser bem complicado descobrir a verdade, mas talvez dê um fim nessa historia.”

“Nossa isso foi surpreendente.”

“Minha teoria?”

“Não, descobrir que você pensa. Mas a ideia também não é ruim. Precisamos investigar isso melhor.” Na verdade aquela ideia era bem interessante. E se houvesse alguém em algum lugar desconhecido que tivesse colocado essa insanidade toda em nossas mentes. Parecia coisa de filmes malucos, mas nesse tempo que meus instintos começaram a aparecer, aprendi que nunca se deve duvidar de nada. A verdade as vezes pode ser mais chocante que a ficção.

Notas finais
Momentos tensos aguardam. Ja ne!