O Outro Lado - A Verdade
5 Dúvidas, decisão, visita
Notas iniciais
Eu nem consegui me concentrar direito durante o filme, só conseguia pensar em como íamos resolver o problema com Nina. Ainda não sabia exatamente o que diabos ela procurava, mas com certeza, se começasse a desenterrar o passado, teríamos problema. Quando o filme acabou, finalmente era à hora de todas irem embora e eu conseguir pensar um pouco.
“Ori, nós nos divertimos muito, podemos fazer outras coisas qualquer dia.” Jenni não parecia ser uma detetive espertinha como sua amiga, então devia estar falando a verdade.
“Claro que sim, só dizer o dia.” respondi amigavelmente. Nina apenas apertou minha mãos e foi embora, T-suki, Rangiku e Rukia me ajudaram a arrumar as coisas e também pegaram seus caminhos. Agora precisava por a mente no lugar, mas foi mal me sentar ouvi alguém abrindo a porta.
“Iae, o clube da Luluzinha já foi?” W praticamente se jogou no sofá.
“Esqueceu a educação em casa?”
“Se ficar falando essas bobagens não te conto o que seu namorado moranguinho me pediu.”
“Conta ou eu falo pra T-suki que foi você que derramou suco no kimono de luta dela.”
“Calma, não precisa apelar para uma grande chance de morte dolorosa e terrível. Ele só tá preocupado com essa história da Sparks, ia até vir comigo, mas precisou ajudar uma das irmãs deles com não sei o que.”
“Porque diabos chamar ela pelo sobrenome W?”
“Sei lá, Sparks fica um nome mais maneiro para um inimigo.”
“Tsc, você não consegue levar nada a sério?”
“Se eu for levar tudo a sério vou acabar pirando, mas já que a mocinha insiste...”
“O que consegue saber sobre ela?”
“A garota é esperta. E bem teimosa. Vai ser complicada de lidar.”
“Nem me fale, ela descobriu que era você aquela hora no telefone. O que vamos fazer?”
“Por enquanto nada muito agressivo, deixa ela procurar o quanto quiser.”
“Pirou de vez?”
“Qual é, não deixamos nenhuma pista obvia demais, se tentarmos impedir ai que vai ser suspeito.”
“Tem razão, mas que tal checarmos o que ela anda fazendo?”
“Espionagem: Tô dentro, vou falar com a Rangiku para ela conseguir uns disfarces.”
“Mas escuta W, é impressão minha ou a Nina desconfia mais de nós dois?”
“Também notei. Por isso vou avisar as garotas que nessa primeira e espero que seja ultima missão, iremos nós dois. A ultima coisa que precisamos é da maluca loira mais curiosa sobre mais de nós. Agora tenho que ir, marquei de sair com a T-suki.”
“Eu vou sair também, é melhor falar logo com o Ichigo sobre tudo isso.”
Eu tranquei as portas e saímos. Na frente da minha casa estava o maior desastre que eu já tinha visto.
“O que diabos aconteceu com a sua moto?” nem dava para chamar aquilo de moto, era só um pedaço de metal coberto de lama.
“Se você visse a trilha que fizemos ia achar surpreendente ela ainda estar aqui.”
“O Ichigo deve estar feliz com certeza gravou você caindo no chão?”
“Como se o cara que se quebrou todo rolando encosta abaixo pudesse falar de mim.”
“O QUE?”
“Opa falei demais, ele não queria que você soubesse, mas quis dar uma de esperto e se ferrou.”
“Como assim?”
“As palavras exatas dele foram “Se um idiota como você consegue andar nessa coisa, eu também consigo.” A maior parte dos amassados e da lama na minha moto foi de quando ele perdeu o controle e saiu do percurso.”
“E SÓ AGORA QUE VOCÊ AVISA?” Com isso eu peguei minha própria moto na garagem e sai em toda a velocidade. Ainda consegui ouvir W gritando lá atrás. “EI BEM QUE PODIA ME DAR UMA CARONA!”, mas ignorei. Seria o prêmio dele por não me contar o que tinha acontecido.
Cheguei logo a residência dos Kurosaki, e bati algumas vezes na porta antes de ser recepcionada por uma simpática figura.
“Olá como vai?” Cumprimentei educadamente Yuzu Kurosaki, a irmã mais nova de Ichigo. Ela era uma garota bem tranquila e ajudava bastante nas tarefas de casa.
“Orihime-chan entre! Mas porque está aqui, não aconteceu nada com o Oni-chan, está tudo maravilhoso.”
“Ele está muito quebrado Yuzu-chan?”
“Viu Yuzu, você é uma péssima mentirosa.” Falou Karin Kurosaki, a irmã do meio da família.
“Não é isso Karin-chan, o W me contou o que aconteceu.”
“Aquele seu amigo descabelado que namora a lutadora e o Ichi-ni vive arrumando briga?”
“Ele mesmo. E onde é que aquele bobinho está hein?”
“Lá em cima descansando de cara amarrada.” Karin ironizou. “Qual o problema dele para querer fazer uma trilha de moto sem saber pilotar. Ele herdou a teimosia do papai.”
“Mas Orihime-chan, fique a vontade para subir.”
“Obrigada Yuzu-chan, é isso que vou fazer.”
Subi as escadas para o primeiro andar, e parei um pouco em frente a porta do quarto de Ichigo. Um sorriso irônico veio aos meus lábios, uma ideia muito boa sobre como ensinar meu namorado a não ser tão teimoso. Já que haveria uma volta aos problemas obscuros em breve, não custava nada me divertir um pouquinho.
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