O Outro Lado
7 Cap. 6 - Visão
Sara já levantada da poltrona se despede de Marta -Eu preciso ir isso é muito pra minha cabeça eu não estou me sentindo bem...- ela começa ir em direção da porta. Math não estava se distanciando dela, estava apenas tentando se aproximar da tua irmã que até então Sara desconhecia.
—Eu não vou te impedir pois sei que você quer ficar um pouco sozinha ainda mais depois do que aconteceu...- Marta
Sara se retira da casa e vai em direção ao seu apartamento, ao chegar ela sente um vazio dentro de si, mesmo com a noticia de Math ela ainda sim se sentia culpada pela morte de Leo então ela vai em direção da cama para tentar descansar um pouco, retira sua roupa e a joga no canto do quarto, um papel cai da calça quando ela joga e ela percebeu isso e se abaixa pra pegá-lo, era a lista de livros da bibliotecária. -Espera...- ela conta os livros da lista -aqui tem 7 livros – ela tem um flashback e se lembra dos livros no quarto. -Na casa só tinham 6 livros...e mesmo assim não encontraram nenhum livro, onde eles foram parar?- ela pega o nome dos livros e vai até seu computador e pesquisa os nomes mas não encontra nada, uma musiquinha começou a tocar do nada parecia vir do seu guarda roupas, ela sem levanta da cadeira lentamente e começa a seguir a música, era uma música alegre parecida com uma música de circo, realmente vinha do guarda roupas dela. Com pouquíssima coragem ela estende sua mão ao puxador do armário, seu coração batia muito forte, com tudo que havia acontecido ela estava no mínimo traumatizada e ter medo de tudo não era uma novidade. Finalmente ela no impulso abre as portas e vê uma caixinha de músicas junto das roupas lá no fundo, por um minuto ela fica aliviada e se lembra do momento em que ganhou aquela caixa de músicas.
Era janeiro, primeira e única vez daquele circo na cidade e Math a levou para conhecê-lo, Sara odiava palhaços mas ele comprou uma caixa de músicas que saia um palhaço de dentro para assusta-la mas n deu certo pois ao acabar a música o palhaço não saiu, aliás ele nunca saiu até hoje mesmo depois de várias tentativas frustradas, ele pensou em devolver mas ela quis ficar já que era um presente.
Então a caixa para de tocar e ela olha fixamente e o palhaço sai de lá e ela se assusta. O palhaço ficava repetindo algo como "Somos todos palhaços hahaha" e sara se lembrou do palhaço no jardim que Math havia colocado e por um flash se lembra também do ex-bibliotecário dizendo -...pq somos todos palhaços...- e sara o chão e diz -O bibliotecário... Ele sabe!- em movimentos rápidos ela veste sua roupa e pega seu celular indo em direção a porta quando ela ouve.
—Saaaaraaa...- vindo do palhaço da caixa como se ele tivesse dizendo teu nome de um forma sedutoramente.
Ela se vira para traz novamente e vai até a caixa com os olhos fixados no palhaço e suando frio -Como essa coisa sabe meu nome?- ela se pergunta.
—Ora vamos sara, melhore essa cara ...ou vou ter que fazer um sorriso em você?- O palhaço diz a ela.
Ela fecha a porta rapidamente após ouvir aquilo e o palhaço continua a falar -Nós vamos a encontrar, e quando isso acontecer você vai pertencer a nós Sara! Porquê nós somos muitos aqui deste lado e ninguém escapa da morte!- Ela se afasta do guarda roupas lentamente quando ouve batidas na porta do mesmo. Ela não abriria aquela porta de novo ainda mais depois daquilo e então ela vai em direção a saída quando houve um estrondo e ela olha para trás e a porta tinha sido aberta sozinha e uma mão saindo da parte escura do guarda roupas a deixa apavorada e ela sai imediatamente do apartamento correndo. Ela sai do prédio dá um longo suspiro e chama um táxi que estava ali perto, ela entra no táxi já arrumando o cinto -Para onde moça?- o taxista pergunta, sara então olha para o rosto do taxista e estava todo desfigurado e rasgado, ela solta um grito e tapa seu rosto com as mãos -Moça?- ela vai retirando suas mãos bem devagar e nota que o rosto do rapaz estava bem e normal e ela respira profundamente -Você está bem moça?- ela olha para ele e se ajeita no banco do carro.
—Sim... Pra faculdade federal por favor...- ela diz quase que tropeçando nas letras de tão tensa e logo depois olha o céu pela janela questionando o fato de que já estiver ficando louca.
Já eram 6 da tarde e a biblioteca da faculdade estava fechada, Sara foi até a porta verificar se ainda tinha alguém mas era inútil então ela dá uma volta procurando o velho ex bibliotecário indo até onde ela o viu pela última vez mas n o encontra, ela decide voltar e quando se vira dá de cara com o velho -Procurando fantasmas minha querida?- ele diz sorrindo.
—Você... Você sabe sobre os livros não sabe? Sabe sobre o Math!-
Rapidamente a expressão alegre do velho desaparece e apenas uma expressão triste fica em seu rosto -Não...eu não sei de nada e se você está viva é porquê provavelmente também não sabe e eu sugiro que continue assim...- ele vira as costas pra sara e vai indo em frente.
—Mas eu preciso saber!-Sara grita com força.
—Não você não tem, o mundo não gira em torno de você e se você soubesse o que está em jogo aqui teria mais noção no que diz !- ele diz num tom calmo e triste e continua andando.
Ela vai atrás dele e estende a mão em direção ao ombro dele -Por favor! Eu imploro!- ela diz quase que chorando já e ao tocar o ombro do velho vários flashbacks passam em sua mente e ela vê tudo desde o início.
Uma amiga de Bruna gostava desse tipo de história de terror e ficou sabendo que um cara havia morrido após ler um certo livro daquela biblioteca e pediu para ela pegá-los porém eles eram do tipo proibidos de sair da biblioteca, ela então ela pegou os 6 livros da prateleira e um outro que tinha um nome bem parecido, colocou livros falsos no lugar, apenas 5 porque foi o que ela conseguiu fazer com a grana que tinha, claro que ela estava ciente que iria receber pelo trabalho que estava fazendo, ela esperou a bibliotecária se distrair e saiu pela porta.
A cena muda e mostra Bruna já em casa e vai para o banho. Math chega no local e chama por ela mas ele percebe logo depois que ela estava com o chuveiro ligado. Ele vê aquela mochila diferente e decide ver o que tinha dentro e pegou um dos livros e começou a paginá-los. Após Bruna sair do banheiro ela percebe que ele estava lendo e em movimentos rápidos pega de volta e coloca dentro da bolsa. -O quê está fazendo??- ela grita com ele.
—Desculpa eu só estava olhando...espera, esses não são os livros proibidos da biblioteca?-Math
—E porque o interesse?- Ela diz fechando a bolsa.
—Você está contrabandeando livros de novo? Conversamos sobre isso e você disse que iria parar!- Math
—E vou, esses são os últimos...prometo.- Ela diz indo para seu quarto.
Math dá um suspiro longo.
A cena muda e mostra Bruna em sua casa sentada no sofá, olha para a bolsa e a encara por vários minutos e algo nunca tinha chamado tanta atenção quanto aquela bolsa, parecia que havia um imã que atraía sua atenção para lá e ela decide ler um dos livros.
A cena muda novamente mas no mesmo apartamento Math entra desesperado -O que foi? O que está acontecendo?- Bruna pergunta.
—Eu ando vendo alucinações e visões estranhas...o que fez com aqueles livros? Tenho quase certeza que eles tem algo a ver com isso!- ele diz rapidamente e de um modo desesperado, suas mãos tremiam e o suor escorria pelo seu rosto.
—Ainda não entreguei ao comprador, mas como tem certeza que que tem haver com eles?- ela vai até o quarto e começa a vasculhar as coisas dela.
—Eu não sei ao certo mas tudo que lí a e está ecoando nas alucinações e elas estão ficando piores...- ele diz olhando para ela.
Ela para de procurar por um instante e olha para ele -Piores quanto?-
Ele então levanta a camisa lentamente e mostra um rasgo feito por o que pareciam ser garras que se estendia do umbigo até o seio esquerdo.
—Ah meus Deus!- ela coloca suas mão na boca aterrorizada.
—No começo eu não pensei que era real mas ultimamente as visões estão sendo mais do que alucinações, tem algo muito obscuro nesses livros.
—Vamos levar um desses livros para o meu contato comprador, talvez ele pode ajudar.- Bruna
—Onde fica?- Math
—Em um dos prédios abandonados nas docas- Bruna
Sara pisca os olhos e eles já estavam dentro do quarto da compradora dos livros contrabandeados que era no mesmo lugar onde ela tinha rastreado o número de Bruna –Deixa eu ver se entendi. Vocês leram os livros e querem minha ajuda para se livrar da maldição? -
Bruna olha sem entender direito para a moça -Espera ... que maldição? Você não disse de maldição alguma ...- ela diz com lágrimas nos olhos.
—Eu também não lembro de ter dito para você pegar e sair lendo, eu disse "traga direto para mim"! -
—Como a gente faz agora? — Bruna-
—Esses livros tem uma maldição que ser for lida mesmo que só uma palavra força sua alma a experimentar o outro lado, consegue ver almas..., mas depois de um tempo essas almas começam a sentir a sua presença e começa a querer te levar para junto deles e a última alma arrastada para lá é responsável de apanhar a próxima e assim por diante, não existe forma alguma de sair da maldição. — a contrabandista -
—Mas se sabia porque não nos avisou? — ela grita alto e joga o livro para o canto do quarto.
—Eu precisava de você e a usei, não é culpa minha se você não faz o trabalho correto. -
Bruna dá um grito horrorizada e sai daquele prédio, Math a segue.
Em outra cena mostra Bruna lendo os outros livros em sua casa procurando respostas e um papel com algumas coisas escritas caem, ela o pega e começa a ler:
"Eu lí todos os livros, e fui atrás de muita gente, mas não consegui encontrar nada... marquei um encontro com uma suposta mulher que diz ter criado esses livros. Tudo que ela disser vou escrever e mandar imprimir em um livro, o sétimo livro..."
—O livro que deixei no quarto dela! — Bruna se levanta depressa e vai até o apartamento da moça. Quando ela chega rapidamente já começa a procurar pelo livro -rápido, rápido meu tempo está acabando merda! — quando ela ouve um estrondo na porta e ela abre sozinha, e uma sombra entra por ela bem devagar. A medida em que a sombra adentrava no quarto o ambiente perdia sua vida e ficava frio –por favor não...- Bruna em prantos implora.
A cena corta e já pula para o momento em que Sara se encontra com a sombra e desmaia. Depois que ela desmaiou, Math aparece pálido e sem dizer nada a levou para casa e a deitou na cama e então as visões pararam em um flash.
Sara acorda em casa novamente mas não tinha nem ideia de como fora parar alí e a mãe de Math entra pela porta e Sara olha para ela e se levanta já dizendo –Eu ví o Math ele estava aqui o tempo todo! Vivo! Precisamos encontrá-lo agora! -
—Sara escute...- ela com as mãos nos ombros de Sara a guia até ela se sentar na cama –Hoje minha equipe encontrou o Math...- Marta diz em um tom baixo e triste.
—E porque ele não veio com você? Vamos até ele, quero vê-lo! — Sara diz chorando já.
—Sara eu preciso que você me escute! Math está morto ... ele foi encontrado hoje e pelo que os investigadores disseram ele já havia morrido a dias...- Marta diz com lágrimas nos olhos se segurando para não chorar.
—Não, não pode ser, eu o vi foi ele quem me trouxe pra cama na outra vez! – ela se levanta e diz em um tom alto.
—Sara eu preciso que você entenda, perder duas pessoas tão próximas assim de você pode ter mexido com sua cabeça e pode estar vendo coisas... – Marta-
Sara anda em círculos –não eu não estrou vendo coisas ...o que eu vi era real!- ela vai em direção a porta mas quando ela a abre dá de cara com dois homens vestidos com uma roupa branca –Quem são vocês?- ela diz se afastando lentamente.
—Sara me desculpe mas você não está bem da cabeça e não me deixa escolhas.- Ela diz levantando da cama de Sara.
Os homens rapidamente agarram Sara bruscamente –Você não pode fazer isso comigo! Eu confiei em você!!- Ela grita com todas suas forças enquanto tenta se soltar mas recebe uma boa dose de tranquilizantes injetados por uma seringa de um dos homens e fora levada para um manicômio da cidade.
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