O Outro Lado

2 Cap. 1 - Despedida dos dias melhores


Notas iniciais
Aceito críticas construtivas, opiniões, idéias sobre a escrita e tudo que ajude a melhorar tanto na escrita quanto na histôria =D

Já fazia 5 Dias que Math despareceu sem deixar pistas evidentes mas Sara não sabia ficar parada e com um sentimento incessante liga pela vigésima vez no número desconhecido que ela tinha visto no celular de Math a um tempo atrás mas todas as ligações sempre davam ocupado.
Sentada no canto de seu quarto com o telefone na mão em prantos só conseguia pensar no porque ele sumiu e como encontrá-lo e o que mais perturbava sua mente era a sensação de não poder fazer nada. A chuva lá fora ainda não ajudava pois não parava 1 segundo o que era estranho para o mês de agosto já que nessa região este tipo de chuva era mais esperado para o mês de dezembro e como ela queria Math ali com ela no frio de 13 graus que estava fazendo naquele momento mas ela não poderia esperar até o final do ano por isso...ou melhor...não queria, então ela tenta desesperadamente outra ligação enquanto a água fria da chuva escorria pela janela de vidro do seu quarto e no rádio bem baixo em cima da cômoda tocava stairway to heaven que era a música preferida dela mas aquele momento não era hora de se apreciar a música.

Dias antes ela teria tentado fazer uma pesquisa do “outro lado” mas ela só achou uma fic de uma tal de Ginger Bones ela até leu mas ela queria imagens ou até algo que a levasse até esse “outro lado” o que ela não encontrou.

—Fala.- a outra pessoa atende no último suspiro de esperança que Sara ainda tinha.

—e...quem fala?- Ainda confusa pois n sabia por onde começar e o nervosismo estava tomando conta de todo o seu corpo e mente.

—Como assim quem fala? Você ligou para o número de uma pessoa que nem conhece?- Na real Sara não sabia nada sobre o contato nem mesmo que era mulher, tudo era apenas sua imaginação.

—Er...sim ...- Ainda confusa sem saber o que dizer ou por onde começar então ela decide ir direto ao ponto. -Eu quero saber onde está o Math.-

—...- O contato fica em silêncio por 5 segundos, 5 longos segundos que para Sara além de longos eles pesavam quase uma tonelada e a deixava ainda mais desesperada.

—Alô?...- Sara já não se aguenta de tanto esperar e não podia deixar a mulher desligar ou a e seria a perda da última chance que ela tinha.

—Não conheço nenhum Math me desculpe...- a pessoa diz de um modo manso e evasivo o que deixou claro o seu envolvimento com o rapaz.

—Não minta pra mim! Eu vi suas conversas com ele...- ela falou em um tom nervoso sem levantando do canto e ficando de pé, no stress que ela estava seria impossível ficar sentada.

—Não sei nada sobre este tal de “Math”, vou desligar.-

Sara não consegue segurar o choro de desespero. -Não por favor, não desligue ... Você é minha única esperança.- chorando sem controle ela diz desesperada.

A garota do outro lado do telefone suspira e despertando algum tipo de pena resolve continuar a falar. -O que você quer?-

—Eu vi conversas de você e o Math falando sobre o Outro Lado e ele desapareceu sem deixar rastros... O que você sabe? Por favor ...- A ligação começou a falhar e ficar turva de uma hora para outra. -Alô... Alô...- Sara se desespera ainda mais por estar perdendo a sua última chance e o ar começa a mudar e a ligação fica ainda mais turva e risadas no fundo da ligação ecoam não só no telefone como em todo o quarto, milhares de vozes falando e rindo ao mesmo tempo e todas começam a gritar e se desesperar de todos os lados, o volume dessas vozes ia aumentando e o desespero de Sara só até que as vozes pararam.

—O outro lado? ... Fique longe...!-

—Mas por que?- Sara pergunta mesmo sem querer saber a resposta e a voz da garota muda para uma voz grossa e medonha.

—Ninguém escapa da morte!- Sara então fica paralisada e um silêncio perturbador paira sobre o quarto, o celular escapa da mão dela indo em câmera lenta até o chão, mas ela não consegue se mexer nem mesmo pensar direito e o celular finalmente alcança o chão fazendo um enorme estrondo.

Sara abre os olhos desesperada e se pega deitada em sua cama e acha que aquilo tudo fora um pesadelo até se acalmar e respirar fundo. Ela tenta se levantar da cama mas ao colocar teu pé no chão ela sente o celular na sola do seu pé, no mesmo lugar onde ele havia caído e com um novo sms escrito “fique longe”.

No dia seguinte Sara não conseguia parar e pensar naquela mensagem e na escola não conseguia se focar nos estudos. Ela cursava o 3° ano do ensino médio e era uma das melhores alunas não só da sala como da escola inteira. Ela olhava para a janela de vidro pensando o tempo todo naquela ligação e no sms.

—Sara?- A professora a chama e Sara se assusta com aquilo por estar distraída.
—é... Sim professora.- os outros alunos riram baixo da forma assustada que ela respondeu.

—Notei que você anda meio desatenta a aula, o que houve?- a professora franziu a testa e por um segundo notou a indisposição que Sara estava perante a aula, ao final da sua frase o último sinal toca e Sara já estava pronta para sair, aliás ela nem percebeu que nem havia retirado seu material da mochila de tão distraída enquanto levanta e vai em direção a porta a professora agarra no seu braço de leve.

—Tem alguma coisa errada? Posso ajudar se quiser.- Elas ficaram se encarando mas Sara recusa sua ajuda.

—Desculpa professora mas eu sei me cuidar.- A professora solta seu braço e ela sai pela porta e sem nem perceber algumas lágrimas caem no seu rosto. A professora já sabia que Math havia desaparecido e Sara estava sofrendo pois no ano passado perdeu seu marido em um assalto então ela tinha pelo menos noção do Sara estava sentindo naquele momento.

No ônibus de volta para casa Sara fica olhando pela janela pensando em um jeito de achar a garota do número -Espera... O Leo pode ajudar!- ela rapidamente procura o smartphone e envia uma mensagem para Leo.

—Hey preciso de um favor teu urgentemente posso passar na tua casa mais tarde? — Sara-

A mensagem é visualizada mas sem resposta, Sara sabia que as chances dele ajudar eram mínimas mas não queria desistir e então quando ela iria pedir outra vez uma mensagem chega.

—Sabe que eu não negaria um pedido teu né...passa aqui mais tarde que a gente vê isso.- Leo-

—Mais tarde não dá tem que ser agora ...pfv :'( -Sara-

—Ah... Ok então.-Leo-

Ela então dá um suspiro profundo e parte para a casa de Leo.
Chegando lá ela nota q a porta do apartamento de dele estava aberta -Estranho ele nunca deixa a porta aberta...- ela entra com cuidado e olhando para todos os lados, o apartamento estava uma bagunça como se tivessem entrado e vasculhado tudo. -Leo?- Sara o chama em um tom alto sem gritar e ouve um copo de alumínio cair na cozinha então ela com cuidado vai até a porta da cozinha e Leo aparece de repente vindo de lá vestindo apenas uma toalha tapando as partes de baixo e com um pão na boca.

—Sara? Porquê não me mandou uma mensagem dizendo que você estava chegando?- ele diz mastigando o pão.

—Eu pensei que você já estivesse me esperando...- ela diz tentando disfarçar suas olhadas no corpo molhado de Leo — Você poderia ...se vestir um pouco melhor? Tá tirando minha concentração.-

—Ah claro...é q eu acabei de tomar um banho, não repara na bagunça é que deve ter uns 2 meses que não arrumo nada aqui- ele diz catando algumas roupas pelo caminho.

—O quê houve? Você nunca deixa a porta aberta...- Sara observa a bagunça.
Leo entra para seu quarto e começa a se vestir.

—A maçaneta está danificada, eu entrei em contato com o síndico mas até agora nada!- ele sai de dentro do seu quarto ainda terminando de vestir sua camisa. – E então...do quê você precisa que tem que ser com tanta urgência?-

—É...então ...o Math sumiu.- Sara diz em um tom tímido e quase sem voz.

—Finalmente!- Leo responde com alegria.

—LEO!!- Retruca em um tom irado –preciso encontrá-lo e você pode me ajudar...- Ela termina a frase franzindo a testa com dúvida.

—Hahaha Sara você sabe que eu não posso fazer isso não é?- ele ri e vai em direção ao seu computador.

Sara sabia que as chances dele ajudar seriam poucas ainda mais por causa do que houve entre eles no passado.

Eles tiveram um namoro a um tempo atrás escondido dos seus pais mas ela reclamava o tempo todo de que ele não dava atenção a ela devido ao seu trabalho de hacker na internet que o fazia ficar a maioria do tempo no seu computador; decidiram dar um tempo para pensar mas nesse meio tempo Sara conheceu Math e Leo ficou “chupando o dedo”.

—Não faça por ele, faça por mim!- Sara não consegue segurar o choro e lágrimas rolam no seu rosto já rosado de tanto chorar.

Ele se senta na cadeira e a gira ficando de frete para ela e solta um longo e pesaroso suspiro. – Eu sei que vou me arrepender disso...ok ...vamos lá.- ele sabia que se fizesse aquilo estaria “perdendo” ela novamente mas era algo automático pra ele aceitar condições proposta por Sara e aqueles olhos verdes.

—Obrigado ...vou ficar te devendo essa.- Sara diz limpando seu rosto.

—Não se preocupe, o que você já tem?- ele vira a cadeira para a frente do computador que mais parecia o painel de um avião.

—Eu só tenho uma mensagem de um número, você consegue rastreá-lo?- ela pega seu celular e encontra a mensagem entregando a Leo.

—Ok mas isso é bem fácil...- pegando o celular Leo começa a fazer uma série de coisas quando finalmente encontra a localização.- Está ae, mas...se você quer encontrá-lo porquê não tentar o número dele ao invés deste contato?-

—Porque eu conversei com a mãe dele um tempo atrás e ela disse que Math deixou o celular dele em casa no dia em que sumiu.- Ela diz anotando o endereço com muita pressa e depois parte em direção a porta. — Já vou, obrigado! Te devo uma...-

—Mas já? Quer que eu vou com você para tentar ajudar?- Leo

—Não precisa!- e ela sai por aquela porta agarrada naquele endereço pois finalmente a esperança voltou a brilhar.