O Outro Lado
28 Lição 28: Cereja tecnológica
Notas iniciais
1-Uma outra fic de universo alternativo, mas dessa vez alguns dos personagens principais de Bleach estariam envolvidos num jogo sobrenatural.
2- Uma songfic de one-shots sobre várias coisas.
Outras sugestões são bem vindas, então deem suas opiniões nos reviews.
Saímos na moto e dirigimos por um tempo bastante razoável, e pela demora percebi que estávamos saindo de Karakura. Chegamos a uma rua pouco movimentada onde todos os lugares pareciam meio abandonados a primeira vista e paramos na frente do que parecia um bar. W entrou sem pensar duas vezes e eu o segui, pra me deparar com um lugar cheio de pessoas estranhas bebendo. Esse era o típico lugar que a antiga eu morreria de medo de estar, mas agora sinceramente eu não me sentia nada amedrontada ou coisa do tipo. Fiquei tão ligada em meus próprios devaneios que não percebi que W havia saído de perto de mim e estava falando com uma mulher. Me apressei e fui para o lado dele.
A mulher que estava com ele aparentava ter quase trinta anos, tinha um cabelo loiro preso num rabo de cavalo e usava roupas que definitivamente extrapolavam qualquer definição de decência.
W: Alô ruivinha, volta pro planeta!
Orihime: Hein, o que?
W: Ah, você nunca me escuta... Essa aqui é a Cherry. Cherry, essa é a Ori.
Cherry: Muito prazer Ori. Então ela é sua parceira agora que você é bonzinho?
W: Mais ou menos isso. Iae, pode me mostrar aquilo que eu pedi?
Cherry: Claro, tudo pro meu queridinho. Venham comigo crianças.
Ela nos guiou por algumas portas até que chegamos num quarto que estava trancado. Logo que entramos, eu avistei os mais variados tipos de armas, e algumas coisas que eu não conhecia.
Cherry: Iae o que vai precisar?
W: Nada muito difícil. Só mais algumas escutas, mini câmeras, e balas de festim.
Cherry: Vai dar um susto em alguém?
W: Não, só ensinar um novato a atirar.
Cherry: Certo. E então Ori, como conheceu o W?
Orihime: Estudamos juntos.
Cherry: E o que os colegas de aula estão aprontando?
W: Só salvando umas pessoas pra variar um pouco.
Cherry: Nossa, eu fico orgulhosa de te ver fazendo esse tipo de coisa. Bem, aqui está tudo o que você precisa.
W: Quanto vai ficar?
Cherry: Não seja bobo, como se eu fosse cobrar alguma coisa de você.
W: Você é demais Cherry.
Cherry: Venha outras vezes sem ser pra comprar alguma coisa. Porque não traz sua namorada pra eu conhecê-la?
W: Nós marcamos. Agora temos que ir, foi um dia bem puxado. Até outra hora.
Cherry: Até, e foi um prazer conhecer você Ori.
Orihime: Igualmente.
Saímos do bar e W me levou em casa, onde eu finalmente pude tirar minhas duvidas.
Orihime: De onde você a conhece?
W: Na mesma época que eu conheci o Evans. Ela é especializada em conseguir coisas de espionagem e faz uma boa grana com isso, mas não é como nós. Mesmo depois que eu desistir de fazer besteiras ela continuou querendo ser uma amiga e cuidar de mim, é como se fosse parte da minha família. Eu sei que ela parece meio obscena e maluca, mas é boa gente.
Orihime: Então ela também conhece o Evans?
W: Sim.
Orihime: E porque ela nem mencionou ele?
W: Eles meio que saíram por um tempo, mas ele a deixou rápido quando perdeu o interesse. A Cherry nunca se recuperou, então eu prefiro ignorar o assunto.
Orihime: Nossa, ela se apaixonou pelo cara sabendo que ele era um assassino e mesmo assim ele a deixou.
W: O Evans não é como as outras pessoas, a única coisa que ele ama é a carnificina. Bem, acho melhor nós terminarmos a conversa por aqui, o dia foi bem complicado, e eu acho que amanhã vou começar o curso de ‘‘como virar um assassino’’ com uma certa pessoa.
Orihime: Certo. Tchau.
W: Tchau.
Depois que W foi embora, comecei a refletir sobre as pessoas que estavam envolvidas nessa confusão toda:
Milly, uma ‘‘assassina por instinto’’ assim como eu e W, que tem uma ganância enorme e um exercito de capangas a sua disposição. Ela é a inimiga e eu prometi a mim mesma matá-la.
Rukia, minha amiga que até agora eu não consigo entender porque acabou se envolvendo nisso tudo, mas agora ela está do lado inimigo. Eu não quero matá-la sem compreender tudo isso, mas é o que farei se for necessário.
Evans: Outro ‘‘assassino por instinto’’ que se entregou completamente ao seu vicio. Foi contratado por Milly pra realizar alguns dos assassinatos, mas a trairia num instante por seus objetivos. Precisamos ter muito cuidado, já que ele realmente quer entrar num jogo assassino comigo e W, e da ultima vez que ficamos cara a cara numa situação tensa, eu paralisei e W perdeu o controle.
Cherry: Uma fornecedora de equipamentos de espionagem que tem uma afeição muito grande por W. Eu definitivamente preciso voltar no bar dela sozinha, pra talvez conhecer mais coisas sobre W e Evans.
Marco e John, dois espiões nossos que a Milly tinha contratado para espionar a mim e W, mas que acabaram se rendendo a nossa tortura psicológica. Não são de muita ajuda por enquanto, só pelo fato de conseguirmos despistar Milly.
Rangiku e T-suki, Minhas amigas, funcionam como a parte do apoio das operações. Elas atuam otimamente nas missões, mas é melhor continuar deixando as partes mais sangrentas comigo ou W, não por eu duvidar de suas capacidades, mas simplesmente pra elas não acabarem ficando malucas como a gente.
Ichigo, o amor da minha vida, agora trabalhando diretamente como espião perto de Milly. Definitivamente eu preciso achar uma maneira dela não o chantagear mais, porque só de pensar naquele corpo desprezível perto de Ichigo eu perco a cabeça.
W, meu parceiro nessa empreitada toda, a única pessoa que eu realmente confio 100% de cuidar da minha retaguarda em uma briga, talvez porque somos parecidos demais.
E ai vem eu, a única pessoa que meu cérebro não consegue entender totalmente. Mas realmente consegui fazer um avanço ótimo nos últimos dias, cada vez mais consigo controlar meus instintos. Quem sabe um dia, talvez eu me lembre do que está acontecendo como um passo pra me tornar mais forte? É, quem sabe.
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